quinta-feira, 30 de julho de 2009

CFR - VISITA DE ESTUDO EM TRÊS PASSOS - UPVF de Alzira e Celio Keller










































Estivemos em Visita de Estudos com a 8ª série da CFR de Candói, em Três Passos, na UPVF de Alzira e Celio Keller. Logo que chegamos pela manhã o anfitrião nos recebeu amistosamente. Vinha de suas lides diárias. Provocou a turma para "aprender a fazer uma cova para plantar árvores". Mostrou-nos no caminho espécimes de bromelias e orquídeas que eles cultivam na UPVF. Passamos pelo redil da ovelhas. Um local muito bem organizado. As ovelhas sobem uma rampa para ficar no patamar superior durante a noite. Na parte de baixo caem as fezes que posterirmente são utilizadas em toda a Unidade de Produção e Vida Familiar (UPVF). Neste espaço os meninos assistiram a castração de uns cordeiros realizada pelo Wagner D de Ramos (que está ingressando para trabalhar na CFR). Em seguida visitamos seu novo pomar de pessegueiros e de marmelos. Observamos as técnicas de poda e condução das plantas. Na sequência fomos ver uma das fontes organizada em 1985 (de cujo local tem algumas fotos acima). Depois fomos ver as pastagens no sistema de piqueteamento e as bacias de contenção de água. Olhamos os açudes de peixe. O pomar de citricos, onde a meninada colheu e comeu pocan, lima e laranja. Visitamos também sua leiteria feita de forma rústica, mas de muito bom aproveitamento e produtiva. Retornando para perto de casa chegamos em sua 'selaria' onde o Celio trabalha com couros os mais diversos objetos de montaria e arreame. Em frente ao galpão de sua oficina artezanal tem uma espécie de exposição de objetos antigos (ferramentas) as mais variadas. Passamos ainda por sua rica horta e mais adiante os meninos e meninas foram convidados/as a colherem mais pocans e tangerinas. E como havia interesse em levar mudas de bambú, o Celio nos mostrou a técnica de fazer mudas e cerramos uma haste para dividir entre a turma. Indo para os finalmentes de nossa Visita de Estudo a Alzira ofereceu-nos café com leite e refrgerante juntamente com um delicioso bolo recem feito e bolachas. A meninada comeu com disposição (mas de forma educada).
Às 11h12min. nos despedimos do casal anfitrião que nos proporcionou valioso estudo e nos deu o exemplo de diversidade e autosustento agrícola. Aliás, o espaço é muito rico em águas e biodiversidade.
Estes valiosos amigos estudaram em épocas e séries diferentes comigo em Três Palmeiras e em Passo Grande, com algumas de nossas Mestras mais queridas(como a Clotides Geni do Carmo Portela e a Laura Zaias Zelinski). Há um certo tempo são companheiros da Agroecologia. Estão em um processo de transição do sistema convencional (que tem influência da Revolução Verde e do Agronegócio) para um Modelo de Agricultura que seja baseada no respeito à Natureza, à Biodiversidade, à Diversidade Agrícola, ao Cooperativismo e Organização Política. Fazem parte de um Grupo de Agroecologia que se organizou a alguns anos com ajuda do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Candói e entidades de apoio técnicos, como a RURECO (de Guarapuava).

Voltando para a CFR a meninada se preparou para retornar para suas Famílias (pois o Governador Roberto Requião orientou as Escolas Estaduais para dispensar as aulas até o dia 12/08/09 ou até novas orientações, devido à Gripe 'A' Influenza, H1N1). E as Educandas e Educandos levaram consigo um novo Plano de Estudos sobre o tema Agroecologia (II).

quarta-feira, 29 de julho de 2009

INFLUÊNCIA, INVASÃO, IMPERIALISMO E DOMINAÇÃO

O País Estados Unidos da América (EUA) traz desde sua gênese a pretenção de civilizar o resto do mundo. Com a imposição de um padrão de cultura e consumo ele produz um intensa influência. Em seguida vai invadindo e cria a dependência econômica. Através desta os outros países se tornam colônias do seu império. E finalmente ele dominam as nações que se tornam satélites fornecedores de matéri prima barata e combustíveis para sustentar seu modelo de desenvolvimento.
Até agora falamos de um imperialismo como "área de influência". Mas ao longo de sua história muitas invasões os EUA promoveram, como recentemente a invasão do Afeganistão, depois do Iraque. Poucas décadas estendeu seus braços generosos através do financiamento e escola de governos militares (ditaduras) sejam na América, sejam na Ásia ou outros. Emfim, sua História é feita de sangue de diferentes Povos do mundo.
Seu modelo de civilização é insustentável. Este modelo ou paradigma gerou a crise que vem há dois anos se arrastando e que recentemente se fez sentir no mundo inteiro. E a base desta crise é a falência do sistema capitalista: explodiu com a crise imobiliária estadunidense, onde os cidadãos construiram ou compraram casas construidas cada vez melhores. Não conseguiram pagar os bancos, estes faliram. O governo ingetou milhões de dólares no sistema bancário e industrial, mesmo assim a quebradeira foi geral. E a economia se dá em escala global a crise se espalha a atinge todo mundo. O Brasil tem alguns mecanismos de defesa de sua economia, mas não oferece muita novidade uma vez que se baseia no modelo de produção e consumo (ou consumismo). Feito esta presentação tomo emprestado a fala de Leonardo Boff:

Bifurcação da humanidade
Nos inícios do ano os vinte países mais ricos do mundo (G-20) se reuniram em Londres para encontrar saídas à crise econômico-financeira mundial. A decisão de base foi continuar no mesmo caminho anterior à crise mas com controles e regulações a partir de uma presença maior do Estado na economia. Os controles seriam pelo tempo necessário à superação da crise, a fim de evitar o colapso global e as regulações para restaurar o crescimento e a prosperidade com a mesma lógica que vigorou antes.
Esta opção implica continuar com a exploração dos recursos naturais que devastam os ecossistemas e fazem aumentar o aquecimento global e o fosso social entre ricos e pobres. Se isso prosperar dentro de pouco enfrentaremos crise da mesma natureza, pois as causas não foram eliminadas. Acresce ainda o fato de que os restantes 172 países (ao todo são 192) sequer foram ouvidos e consultados. Pensou-se em ajudá-las mas com migalhas. Efetivamente, toda a África, o continente mais vulnerável, seria socorrida com menos fundos que o governo dos EUA aplicou para salvar a General Motor.
O impacto perverso da crise sobre os países de baixo ingresso apresenta-se aterrador. Estima-se que, enquanto durar a crise, mais de 100 milhões de pessoas caiam cada ano na extrema pobreza e um milhão de postos de trabalho se perderão por mês. Tal fato fez com que o presidente da ONU, Miguel d’Escoto Brokmann, imbuído de alto sentido humanitário e ético, convocasse uma reunião de alto nível que reunisse os 192 representantes dos povos para juntos discutirem entre si a crise e buscarem soluções includentes. Isso ocorreu nos dias 24-26 de junho do corrente ano nos espaços da ONU. Todos falaram. Era impactante ouvir o clamor que vinha das entranhas da Humanidade: os ricos lamentando os trilhões em perdas de seus negócios e os pobres denunciando o aumento da miséria de seu povo.Muitas vozes soaram claras: não bastam controles e regulações que acabam beneficiando os que provocaram a crise. Faz-se urgente um novo paradigma que redefina a relação para com a natureza com seus recursos escassos, o propósito do crescimento e o tipo de civilização planetária que queremos. Importa elaborar uma Declaração do Bem Comum da Humanidade e da Terra que oriente ética e espiritualmente o sentido da vida neste pequeno planeta.Depois de um intenso trabalho previamente feito por uma comissão de expertos, presidida pelo Nobel de economia Joseph Stiglitz e com as colaborações vindas de quatro mesas redondas e da Assembléia Geral concertou-se um documento detalhado que ganhou o consenso dos 192 representantes dos povos. O perigo coletivo facilitou uma convergência coletiva, uma raridade na história da ONU.
O documento prevê medidas inéditas especialmente para salvar os mais vulneráveis sob coordenação de várias instituições internacionais, articuladas entre si. Mas, o mais importante é a apresentação de um programa de reformas sistêmicas que prevê um sistema mundial de reservas com direitos especiais de giro, reformas de gestão do FMI e do Banco Mundial, regulações internacionais dos mercados financeiros e do comércio de derivados e principalmente a criação de um Conselho de Coordenação Econômica Mundial equivalente ao Conselho de Segurança. Desta forma se presume garantir um desenvolvimento estável e sustentável.

O fato desta cúpula mundial é gerador de esperança, pois a humanidade começa a olhar para si como um todo e com um destino comum. Mas todas as soluções se orientam ainda sob o signo do desenvolvimento, o fator principal gerador da crise do sistema-Terra. Ele tem que ser trocado por um "modo sustentado geral de viver", caso contrário assistiremos à bifurcação da humanidade, entre os que desfrutam do desenvolvimento e os que são vítimas dele. Não chegamos ainda ao novo paradigma de convivência Terra-Humanidade, forjador de uma nova esperança.

O próximo futuro, dizia o Presidente da Assembléia, será pela utopia necessária que precisamos construir para permanecermos juntos na mesma Casa Comum.
[Leonardo Boff é do corpo de assessores do presidente da Assembléia da ONU e com este título participou dos trabalhos ai realizados].

domingo, 26 de julho de 2009

CFR - Eureca! Εύρηκα! Εύρηκα!

Estivemos reunidos (como disse a Kelda, “em nome do pai, do filho e do espírito santo!” Hehehe!!!) na Casa Familiar Rural de Candói representantes da Associação CFR, da Prefeitura Municipal (Coordenadora e Secretário Municipal da Agricultura), da SEED/PR (Educadores) e da ARCAFAR-SUL (Coordenador Regional). Pois bem, como acabou de ser assinado o Convênio (“aquele que fora assassinado durante seis meses”) entre Prefeitura e Associação CFR (para manutenção, alimentação, salário e complemento salarial). Vários itens foram colocados na pauta para serem discutidos. Até parecia que havia um jogo de queda de braços (claro que não era!) entre a Associação e a PMC. Um dos Educadores acabou de ser mandado embora (conforme já colocamos em outros artigos aqui publicados sobre aquelas exigências da antiga/atual administração municipal). A Associação por sua vez colocou à disposição da ARCAFAR-SUL o outro monitor, justificando os motivos de tal ação... Na sequência foi pedido ao representante da ARCAFAR-SUL que apresentasse os critérios para a contratação de outros monitores (ou Educadores). E o secretário da SMA procurou colocar os seus indicados (um deles já prestando serviço à noite). Uma sugestão ficou praticamente certa, mas o outro nome a Diretoria da ACFR vai discutir e a decisão final será feita no máximo até o dia 06 de agosto, quando haverá Reunião de Formação (e Assembléia no dia seguinte).
Nos entremeios destas discussões houve outras falas e temáticas. E foi feita uma descoberta fantástica! A partir de agora ficou entendido que “o foco da Casa Familiar Rural são os alunos” (os Educandos e as Educandas) “Parecia até que a CFR era uma loja de lâmpadas” (Kelda). Isto para justificar a necessidade de não ficarmos discutindo “picuinhas” ou coisas pequenas. E deste modo todas as partes (instituições) devem “baixar a guarda” e se preocuparem com processo educativo ou pedagógico da CFR. O que se depreende desta descoberta é que todas as instituições vão trabalhar reunindo forças para superar determinadas dificuldades e centrar neste “foco” recém descoberto!
Vale relembrar que a CFR funciona através de convênios com instituições governamentais. A Prefeitura (parceira mais imediata) contribui (a partir deste momento) com a soma de R$ 4.200,00 e se coloca a disposição com sua estrutura... O Estado do Paraná (mediante convênio com ARCAFAR-SUL) de forma direta contribui com aproximadamente R$ 10.000,00. A União ou Governo Federal contribui diretamente, através das ATERs (quando estas são feitas) com R$ 4.800,00 (que servem aos Técnicos); e indiretamente com R$ 150.000,00 por ano (através de convênios, como Programa Compra Direta, que beneficiam em torno de 50 famílias que injetam renda no município através do comércio). No entanto nem Estado nem União se intrometem na organização, na gestão e no cotidiano da CFR. Apenas dão as diretrizes e deixam a Associação, os Educadores (as) e técnicos trabalharem com a Educação dos jovens estudantes!
E, para finalizar, gostaria de lembrar que o produto final da reunião é o entendimento de que há necessidade de autenticidade e de confiança nas relações humanas, em qualquer situação, especialmente em uma instituição educacional que depende de tão diversas parcerias como a CFR. Difícil é isto acontecer, uma vez que as intencionalidades são muito divergentes! Vejamos!!!... Precisamos superar o engodo, os discursos fáceis e a demagogia!

A CASA FORMIGAL CAMPONAL E A HISTÓRIA DAS FORMIGAS (Ensaio ficcional).




Era uma vez, há muito, muito tempo... em um formigueiro muito distante daqui. (Me contaram que fica na longínqua Amazônia, no Município de Presidente Figueiredo, mas isto foi antes daquele lugar ser município e antes de João Batista de Oliveira Figueiredo ser Presidente!). Era um formigueiro com toda a estrutura organizacional mimercológica. Havia lá , como é de costume entre estes insetos, a Rainha, as sentinelas, as operárias e as enfermeiras. E os setores que mais chamavam a atenção e preocupavam aquele formigueiro eram a floresta e a educação. A floresta porque é a fonte de onde as formigas tiram seus alimentos, seus agasalhos e a estrutura de suas casas. E a educação porque é através dela que as formigas têm instrumentos de organização para cuidarem da biodiversidade e da sustentabilidade. Era uma grande comunidade formada de formigas ágeis, trabalhadoras, de ajuda mútua, fiéis e protetoras umas das outras (salvo as exceções que existem em toda comunidade animália).
Pois bem, naquele formigueiro havia uma escola formigal camponal, que era diferente das escolas convencionais (ou comuns entre as formigas). Aquela instituição formigal era como uma fraternidade entre todas e todos (ou quase todos), operárias, filhos/as de operárias campônias... Era como uma família onde havia a divisão do Trabalho: uma operária cuidava da alimentação; outra operária cuidava da manutenção; outras formigas (o Aldei, a Flor e o Cuidado) trabalhavam com a Educação propriamente dita em suas áreas de ensino e aprendizagem e o faziam de forma cooperativa. Obviamente, para ser uma escola, havia as formigas estudantes ou, como eram chamadas, Educandas e Educandos. Estas formigas além de estudarem as ciências, as tecnologias campônias, os aperfeiçoamentos, aprendiam também sobre a organização doméstica, social, política, cultural e ambiental. Na escola formigal camponal as formigas jovens aprendiam a cultivar vegetais tradicionais e outros diferentes, sempre atentos para a biodiversidade local e o uso de tecnologias que não prejudicassem o seu habitat.
Naquela escola era um ir e vir constantes. Formigas Educadoras e Educandas estavam em permanente movimento (pois isto é próprio das comunidades formigais), indo para o ‘tempo escola’ ou voltando para o ‘tempo comunidade’, ou para as visitas de acompanhamento e apoio técnico às famílias... As formigas estudantes quando retornavam para a comunidade levavam consigo um plano de atividades para realizarem com a família. Quando retornavam (sempre em semanas alternadas) traziam a contribuição de suas famílias, de seu contexto vital e de sua comunidade para a escola formigal. Nesta o desenvolvimento dos estudos e do saber partia sempre do conhecimento empírico (vivência, experiência) para chegar ao conhecimento científico.
A organização, manutenção e subsistência da escola dependiam de suas associações e de todas as esferas políticas do formigal. Em resumo, dependiam de toda a nação de formigas e dos impostos pagos por suas cidadãs... Internamente havia uma formiga sentinela (a Ioven, delegada pela rainha) que era a responsável por dar organicidade a todo processo educativo daquela escola. Mas ela quase nunca estava lá, pois tinha que cuidar (dizia ela) da esfera política, dos acordos e de outras empreitadas com a rainha... Havia dois Educadores que trabalhavam com a área técnica e prática, mas sempre a partir da Transdisciplinaridade (ou seja, não em sua área isolada, mas ligada com as outras áreas científicas). Uma destas formigas (o Santi) era um educador (diga-se ‘professor’) que tinha uma formação convencional, conservadora, do jeito que o sistema capitalista das formigas gosta (treinada e ‘qualificada’ para ser explorada como mão de obra barata), estava voltada (na linguagem de hoje) para os interesses do agronegócio, um modelo de cultivo mercadológico, baseado na monocultura, no maquinário pesado (de alta tecnologia, à moda dos humanos), na utilização de químicos (venenos e adubos), na exportação (de commodities, termo inglês que significa ‘mercadoria’) e na busca do lucro... Esta formiga era na realidade apenas um ‘professor’, pois para engolir o pacotão do agronegócio tinha que ser uma formiga que não pensa, não analisa, apenas executa formulas prontas e acabadas, ditadas por outras “pesquisadoras da academia”. Esta formiga (para piorar as coisas) era a ‘informante’, a dedo duro, “os olhos e ouvidos da rainha”. Na verdade a coitada desta formiga não tinha a visão de totalidade da comunidade educativa, do formigueiro, da nação... Ela conseguia ver apenas seu umbigo, seus problemas pessoais, seu projeto de vida (diga-se nada independente do sistema!) e deixava-se usar pelos donos da situação! Deste modo ela se sujeitava aos interesses nada populares da rainha... A outra formiga (o Rosanova) era um educador que respeitava sua origem campônia e ainda permanecia no campo. Tinha sido formado em instituições que tinham apoio de organizações e movimentos populares (das formigas campônias). E não perdia as oportunidades para aperfeiçoar-se em cursos de educação popular. Esta formiga valorizava a Agroecologia (que foi a base de toda sua formação universitária), a autonomia política e econômica das famílias das formigas, a coletividade organizada e o conhecimento como instrumento de luta e transformação das condições de vida. Ela tinha uma dedicação e um cuidado especial com as jovens formigas (suas educandas) e suas respectivas famílias, a quem visitava seguidamente. Aliás, sonhava com a melhoria das famílias através da capacitação e organização, tendo em vista antes de tudo a produção de seus alimentos e a manutenção de suas condições de vida.
Porém, a rainha não gostava desta formiga (o Rosanova). Aliás, o acusava de ‘crime político’ e ‘processo judicial’. A bem da verdade a velha rainha queria vingar-se de outros desafetos, (operárias que tinham opção política diferente da sua) e que então não trabalhavam mais naquela instituição formigal. Como não podia, procurou fazer de Rosanova um “bode expiatório”. E as formas de pressão sobre as organizações da escola formigal foram tantas (desde calúnias, difamações, missivas...) que o Rosanova “ganhou a conta”... Grande presente depois de tanta doação por um Trabalho em que ele tanto acreditou! E isto teve desdobramentos!
As outras formigas educadoras (e auxiliares) sabiam que haviam perdido um grande companheiro, educador comprometido com a formação das formigas campônias. E as formigas jovens educandas sentiram-se órfãos daquela formiga que lhes era extremamente devotada. A formiga professor deve ter ficado muito bem (aquele que o levou nas costas por tanto tempo, bem...). E a formiga sentinela (braço da rainha naquela escola) como teria ficado depois que o ‘caminho foi aberto’? Não se sabe, pois estranhamente até os dias de hoje ela não retornou para anunciar... Ah, e a velha rainha, qual foi sua próxima obra para o bem das formigas? O drama continuou... E os seus súditos e suas súditas guardaram esta memória para a História!
Obs.: qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência, pois isto acontece todo dia pelo mundo afora!

AFORISMAS OU PROVÉRBIOS




Por falar em "empreendimento", há "empresa" pior do que colocar a raposa para administrar o galinheiro?!?

Tem gente que está a "fazer reverência com o chapéu alheio". Popular
Nós não somos situação nem oposição na Casa Familiar Rural! Nossa relação é de cidadãos e nosso foco é a Educação libertadora de nossos Educandos e Educandas camponeses! (Bucco)
Nous ne sommes pas opposés à la situation ou la Maison familiale rurale! Notre relation est le peuple et notre priorité est l'éducation de nos élèves de libération des paysans et des étudiants! (Bucco)
Jamais se desespere em meio às mais sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.
Cuidado com aquele que tem a língua doce e uma espada na cintura. Um inimigo declarado é perigoso, mas um falso amigo é pior.
O silêncio é de ouro e muitas vezes é resposta.
Vive la démocratie et la liberté d'expression!
Ζήτω η δημοκρατία και η ελευθερία της έκφρασης!
Marxistas:
O caminho do inferno está pavimentado de boas intenções(Dizem que é de Karl Marx, ainda não achei em sua obra).
O dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a. Karl Marx
Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é transformá-lo. Karl Marx
Se o bicho da seda tecesse para ligar as duas pontas, continuando a ser uma lagarta, seria o assalariado perfeito. Karl Marx
Marx significa a entrada da inteligência na história da humanidade, significa o reino da consciência. Antonio Gramsci
O analfabeto político
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo." Bertold Brecht
"Os que no regime burguês trabalham não lucram e os que lucram não trabalham." Karl Marx e Fridrich Engels
"Elevar a mulher à um produtivo trabalho social, libertá-la da escravidão doméstica, aliviá-la da enfadonha e humilhante sujeição do monótono e recluso ambiente da cozinha, eis o nosso principal objetivo" Vladimir Lenin
O povo deve ser educado com o mesmo cuidado e ternura com que um jardineiro cultiva uma árvore frutífera de estimação" Josef Stalin
"Gostaria de ser lembrado como o homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos; amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas; odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das Ditaduras Fascistas”. Gregório Bezerra
"O capitalismo, antes de ser um sistema, é o caos (diga-se BARBÁRIE)gerado pela exploração, auto-destruição, avareza, contrastes produtivos, pornografia, genocídio, denegrição de valores e injustiça. É mentalmente são quem defende isso?" Cristiano Alves
"Em vez de nos agredirem como nos agridem, por que é que não fazem simplesmente uma pergunta: Como é possível que Cuba em trinta anos tenha feito o que a América-Latina não fez em 200 anos?" Fidel Castro
"Os reformistas rebaixam-se e tornam-se meros enfermeiros do capitalismo”. Lênin
"As crianças são a esperança do mundo". José Martí
OBSERVAÇÕES: Insinuram que eu teria "pegado pesado" ou "falado mal" do antigo/atual Prefeito de Candói... Eu não faria isto por alguns motivos: eu não o conheço pela convivência (a não ser há 17 anos atrás quando fomos candidatos junto com ele pelo mesmo partido, quando tivemos uma 'impressão muito boa', contrariando até o que já sabíamos... Mas a História não dá para ser apagada!). E porque não tenho nada para falar de sua vida pessoal (e nem que tivesse, sua esfera de vida privada não nos interessa!). Temos observações críticas sobre sua forma de governar, sobre ações políticas de sua Administração, principalmente no que tange à Casa Familiar Rural de Candói (a não renovação do Convênio para manutenção da CFR e salário de alguns Trabalhadores) e consideramos um descabimento a perseguição política ao Rosenildo Bayer por questões pessoais (e isto outra vez prejudicando a nossa CFR), sobre o que tenho brincado com o próprio: 'Não sei o que os homens viram em ti (Rosenildo), um sujeito tão insignificante!'. Tudo isto nunca foi falar mal! É apenas uma leitura, uma análise, uma discordância. E tem mais, ele foi eleito para administrar, governar o município, ajudar a organizar a vida do Povo com Políticas Públicas. Seu salário polpudo é pago com o dinheiro dos impostos e tributos que pagamos. Portanto ele é funcionário do Povo e deve agir com respeito e dedicação a este Povo, não importando quem votou ou deixou de votar nele! Afinal, já se disse que "a democracia é a ditadura da maioria" (apesar de que neste caso não tem maioria do Povo Candoiano). E mesmo com maioria simples as coisas são como são e respeitamos!

Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.” E. Che Guevara

12º ENCONTRO BÍBLIA, TERRA E ÁGUA


Casa de Formação de Líderes
(Guarapuava, 10 a 12*07*2009)

Participamos pela primeira vez (pois outras quiséramos e não nos foi possível). Estivemos reunidos em Movimentos Sociais como MPA, MST, MAB, MMC, CFR. Povos Tradicionais como Ciposeiras, Faxinalenses, Quilombolas, Ribeirinhos, Pescadores, Ilhéus. Organizações como HEIFER, CESE, Seti, Instituto Equipe de Educadores Populares, Aprendizes da Sabedoria, Rede Puxirão, STRs, Pastoral da Criança, Bioterra, Associações, Agroecologistas da Agaeco, etc. No primeiro dia participou o Deputado Dr Rosinha, quando foi encerrado o dia de Trabalho com Debate, depois que o Deputado fez uma análise de conjuntura. A coordenação é de responsabilidade do Centro Missionário de Apoio ao Campesinato (CEMPO).
Na fala o Deputado Dr Rosinha discorreu sobre temas tais como a crise do modelo capitalista que se pauta pelo ter em prejuízo do ser. "A crise econômica vai nos levar a um choque de mudança". Lembrou dos aspectos simbólicos do resultado das eleições estadunidense. Referindo-se aos MS disse: "O grande inimigo dos Movimentos Sociais são as empresas de comunicação que noticiam o que interessa ao empreendimento capitalista". Discorreu ainda sobre as exportações brasileiras, sobre a governabilidade, sobre a necessidade da Reforma Política, "porque o modelo atual de financiamento eleitoral mesmo que seja legal, acaba por amarrar ou destruir um mandato". Sobre a Democracia disse: "Democracia só tem quando todos têm os mesmos direitos e os mesmos deveres. E isto não tem no capitalismo onde os trabalhadores têm mais deveres do que direitos". Lembrou as palavras do Ministro da Justiça em determinada ocasião em que teria dito que "as Leis são feitas para manter a ordem. E a ordem é mercantil. Não são para fazer justiça, pois não há leis que façam justiça, mas mantêm a ordem mercantil".
No dia seguinte o Afonso Chagas (ex-colega de seminário em Pnta Grossa no final dos anos 70) trouxe alguns elementos sobre as organizações sociais pesadas pela carga de luta, força, resistência, afirmação e História.
"A memória é perigosa. Quando utilizada ela é revolucionária, quando esquecida permite a opressão". Lembrou que há um movimento de esquecimento da História. E citou D. Helder Câmara: "Felizes os são aqueles que têm a capacidade de mudar muitas vezes para continuarem sempre os mesmos".
Ao citar um petista paranaense de 'memória apagada' que negou a barbárie da ditadura militar brasileira, disse: "O amortecimento das consciências é algo muito grave!"
Um dos coordenadores do Encontro falou de simbolos e diabolos. Simbolos seria tudo o que une, reúne, junta, agrega, mobiliza, organiza, dá força, ajuda recuperar a memória, dá identidade. O diabolos significa aquilo que separa, dispersa, desune, desagrega, em fim tudo ao contrário de símbolos. Em seguida através de Trabalho em Grupos procuramos distinguir o que é símbolo em nossa luta, o que é diabolo. E ao discutirmos a Diversidade dos MS e das ONGs, vimos a dificuldade que temos em fazermos a autocrítica sobre o diabolos em nós, como o distanciamento da base, o estrelismo, a falta de ouvir o Povo. E avançando no debate vimos a "necessidade da construção de consenso de rumos sem negar a diversidade da luta".
Reflexos da crise de visão de mundo da civilização humana:
* Lei de mercado; crise entre privado e público; crise de horizontes; crise de identidade, de autoafirmação.
Entre um momento e outro existem espaços de vazios. E nós não podemos ser suplentes de vazios, trancadores de buracos. Precisamos de Projetos!
Ou nós arrancamos a imagem do colonizador (opressor, explorador) que está dentro de nós, ou nos matamos, esgotamos a Terra e todas as culturas que estão aí, legitimando as monoculturas e os desastres ambientais. Precisamos acabar com as "monoculturas da mente" através da autoavaliação.
Para provocar a reflexão estudamos um texto da indiana Vandana Shiva sobre "Monoculturas da mente". E em seguida, em Grupo, levantamos diversas monoculturas tais como: o pensamento único; o domínio de segmentos sociais através da divisão e da disputa de espaços; movimentos direcionados por quem está na cidade fora da prática; o caciquismo; o querer que todos sejam iguais; o consumismo da influência midiática e a 'cultura de massa'; a escola uniforme urbana; o cultivo de um só produto; a imposição do pacotão e tudo pelo lucro; o domínio da burguesia e o monopólio das grandes empresas, dentre outros.
Afonso lembrou que a palavra pode ser simbólica ou diabólica, pode unir ou dividir; pode ser entendida ou confundida; pode construir ou destruir; pode aproximar ou distanciar, pode transformar ou acomodar.
As grandes questões
1. De onde viemos?
2. Onde estamos?
3. Para onde vamos?
As respostas estão na Ação da Base.
O movimento, o dinamismo mostram que somos seres em ação. Em relação ao outro devemos: reconhecimento, respeito, cuidado e veneração.
Na questão da diversidade estarmos juntos não significa unificação do pensamento, da pauta, da luta e da cultura. Porém temos uma pauta e inimigos (desafios) que nos são comuns.
Quando as pessoas, as organizações, os movimentos se institucionalizam, então eles morrem. A espontaneidade e o silêncio muitas vezes são mais criativos e eloquentes do que a institucionalização e a verborréia.
Espiritualidade comprometida e uma mística de acordo com a realidade deixam marcas indeléveis.
Discussão das perspectivas
Ao final voltamos aos Grupos de Trabalho (e depois fizemos a Plenária) onde discutimos os pontos comuns nas organizações; as ações concretas em cada grupo; as propostas concretas de articulação da diversidade; e as estratégias de formação adotadas para cada segmento. O material resultante produz um tratado científico (que por razões óbvias não colocaremos aqui).

Considerações finais
* Fazer deste momento (espaço/tempo) das Organizações e Movimentos e relação afetiva entre companheiros, articulação e rede.
* Nosso grande adversário é a nossa institucionalização (um projeto, um pc, um técnico, etc.).
* Valorizar, além dos instrumentos simbólicos, o cultivo da memória.
* Vigiar a fonte de onde bebemos, pois muitas vezes estamos bebendo no agronegócio, na economia de mercado, no consumismo...
* Lembrar e conhecer mais sobre a Economia Solidária.
* Sobre a articulação entre os MS/ONGs: vai depender de nós a sensibilidade para reconhecer e respeitar o extraordinário da diversidade e trabalharmos esta perspectiva em nossa base.
* "É preciso que nós falemos para toda a sociedade sobre a beleza de nossso projeto, de nossa organização, de nosso movimento e de nossas realizações" (Hermínia M Shuartz).
Grito: Multiplicar a base da organização! Formar a consciência pra fazer transformação!
Agumas rfrs. bíblicas:
Dt 16.3-12 Festa da Páscoa - Lembrança...

Dt 26.1-11 Memória viva da condição e da libertação...
Nm 33.51b-52; 55-56
Gn 47.13-21
Nm 14.1-10 As tentações da caminhada...
Mc 6.30-44 Ex 16.13-30) Projeto de Sociedade tribal. Uma Nova Ordem Econômica e Social.Organização em Grupos...

ÁGUA ή το νερό


Que me desculpem @s letrad@s, @s polid@s e @s intelectuais pela chulesa de minhas expressões lingüísticas, pois busquei a objetividade e a forma direta de dizer... Aliás, disse apenas uma realidade óbvia e ignorada!
O que a Água nos faz:
• Sacia a nossa sede.
• Limpa nosso corpo.
• Lava nossa roupa.
• Compõe a preparação de nosso alimento.
• Rega nossas lavouras de onde vem nosso ‘pão’ diário.
• Limpa nossas casas.
• Refresca nosso Planeta.

O que nós fazemos coma Água:
• Vamos ocupando tudo até as fontes...
• Derrubamos as matas até a beira dos rios.
• Jogamos uma porção de resíduos nela.
• Criamos os animais sobre os cursos d’água.
• E para completar a ‘cagada’ defecamos literalmente na sagrada água.
Toda esta falta de cuidado é fruto de uma cultura predatória que acreditou e fez acreditar que os recursos naturais eram inesgotáveis!

Avaliemos nossa ação diária:
• Pelo menos 5 bilhões de seres humanos evacuam diretamente na água em média duas vezes por dia.
• Dejetamos e descarregamos nossos intestinos, defecamos sobre a água! E nem pensamos... Achamos que tudo isto é natural!
• Mas há décadas têm mulheres e homens que estudam alternativas para nossos “banheiros”, nossas “patentes”, nossas “privadas” ou “WC”...
As obras e elementos da Natureza não estiveram eternamente aqui e nem estarão se depender da inconsciência , da inconseqüência e descuido do seres humanos, que se comportam como os mais vis seres de mundo!
Água é vida! Candói, 05/06/2009.

CFR - COMPANHEIRO É COMPANHEIRO!


Companheiro que é companheiro o é todas as horas!
Amigo que é amigo o é todas as horas!
Humano que é humano o é todas as horas!
Cristão que é cristão o é todas as horas!
O é em todos os lugares!
O é sob todas as circunstâncias!
Com todos que o são!
Pois nossas opções têm um preço...
Não aquele "preço" que um dia ouvi de alguém que trabalhava em um cargo executivo: "Todo homem tem seu preço!"
Este é o "preço" dos traidores!
É o "preço" dos mercenários!
É o "preço" dos corruptos!
É o "preço" dos bandidos...
Pois bem, queremos relembrar algumas facetas do Curriculum Vitae do Rosenildo, este companheiro de Trabalho que incomoda algumas pessoas...:
* O conhecemos desde tenra idade.
* Foi nosso Educando.
* É um líder comunitário e de organizações.
* Com ele fizemos cursos (foi o único Monitor que participou de todas as Formações ARCAFAR/SEED desde 2006).
* Como um de nós é Educador.
* Dedicou boa parte de sua vida à causa da PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA e da Casa Familiar Rural.
* Ele é Técnico em Desenvolvimento Agroecológico e é Pedagogo (Pedagogia da Terra).
* Organizou caravana da CFR de Candói para Assembléia Legislativa do Paraná (duas vezes e 2005 para aprovação do Convênio para Estado ceder Educadores às CFRs).
* Organizou Marcha da ARCAFAR para Brasília com ônibus lotado para contribuir com as CEFFAS diante do Governo federal e Congresso nacional.
* Fez seu TCC na conclusão (do Curso de Pedagogia da Terra - MS-MDA-UNIOESTE) sobre os Egressos da CFR de Candói.
* Jovem de ação, é comprometido com a causa de nossos/as Educandos/as e muitas vezes foi em busca dos mesmos, os convidando para estarem conosco estudando.
* Tem cuidado pelo seu processo educativo e pelo resultado do Trabalho Pedagógico na CFR...
* Este Educador não tem muito discurso eloquente e libertador, mas é coerente com a concepção e metodologia da Educação do Campo e a Pedagogia da Alternância;
* Ele é casado com uma ex Educanda (Belinha) e Sócia da Associação CFR...
* Ele é também sócio da Associação CFR.
* Ele Coordena o Programa Compra Direta da CONAB por delegação da Associação CFR.
* Ele faz parte do MPA e CRESOL (que estão desenvolvendo outro Programa parceiro, da CONAB, junto a Agricultores/UNICENTRO).
* Ele participa de um dos partidos que apóiam a luta das CFRs por reconhecimento e leis que garantam recursos públicos para CFRs.
* Este militante recebeu via CORREIO (30.06.09) correspondência na qual estava o AVISO PRÉVIO DE DEMISSÃO emitido pela ARCAFAR-SUL.
Sim, ele mesmo, que não é demagogo, que não usa as Pessoas e Organizações (ONGs, MS, sindicato, associação, escola, etc.) para tirar proveito próprio, que não usa de seu lugar e de seu Trabalho "para fazer de conta", ele "ganhou a conta"! É tão cômodo agir na base do "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço"!
E eu, na qualidade de um de seus amigos, não tenho mais nada para fazer! (Será? Não sou filho de pai medroso!) Tentei ajudá-lo, ajudar seus 'superiores' e ajudar seus desafetos a superarem suas diferenças com o objetivo no bem comum e no foco de nosso Trabalho: os/as jovens Educand@s da CFR!
Agora já não é de minha alçada...
Companheiro, a vida e a luta continuam!
Quem viver verá do que é capaz a falsidade, a mesquinharia, a imbecilidade, o abuso de poder, a ditadura, a prepotência!!!
Porque "Companhero é companhero e filho da p... é filho da p...!" (Extraido do Blog Célula Vermelha, 19.07.09) Apesar de que, fala sério, o que a mãe do outro tem a ver com a 'jaguarice' do cara?!?

PRINCÍPIOS DA GOVERNAÇA DEMOCRÁTICA


Toda Mulher e todo Homem que são eleitos pelo voto popular devem pautar sua ação pública com base em alguns princípios... Estes valem para a Associação, o Sindicato, o Movimento Social, a Prefeitura, o Estado, a ONG, a União, a Escola, dentre outros:
&. O poder é passageiro!

&. O Povo sempre é Soberano!
&. Governar é servir ao Povo!
&. O Governo Democrático se faz com Participação e Controle Popular!
&. O Executivo não é para fazer "perseguição política"!
&. O Governo deve agir com Justiça, mas não substituí-la!
&. Os Conselhos... são Instrumentos da Sociedade Civil.
&. Todo Governo é passageiro, mas suas marcas ou suas cicatrizes ficam para a Posteridade!
&. Toda Mulher e todo Homem morrem!
&. A Memória faz a História!
* * *
&. Até o Michel Jackson... morreu!!!

O PROCESSO DE NUCLEARIZAÇÃO EM CANDÓI - SUA RELAÇÃO COM OS CONTEXTOS COMUNITÁRIOS E A EDUCAÇÃO DO CAMPO






















Este foi o título da Pesquisa de campo que realizei entre (a partir da seleção: 11/2006) 2007 e (fevereiro) 2008 em Candói/PR, como parte da Especialização em Educação do Campo que realizamos em mais de 80 Educadores através da UFPR, sob Orientação da Educadora Drª. Sônia Guariza Miranda.
"Já disse o homem que depois
Morreu e ficou na memória.
Que existe uma coisa na roda da história
Que uma camada pra trás quer rodar.
Mas estes não servem
Pra pôr suas mãos nesta manivela
Ficarão à margem olhando da janela
A luta do povo esta roda girar".
(Letra: Ademar Bogo; CD Arte em Movimento).
Parte do SUMÁRIO (que indica os caminhos da Pesquisa):
II- CAMINHOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS _14
III- A PALAVRA DOS SUJEITOS DA EDUCAÇÃO, DO CAMPO E OUTROS _20
3.1 Contexto do Município de Candói e o PN _21
3.2 Alguns custos do investimento no PN de Candói _24
3.3 A visão da comunidade sobre o PN e as decorrências para o campo _25
3.3.1 Benefícios e prejuízos do PN em Candói _26
3.3.2 Sobre a presença da democracia no PN _32
3.3.3 Recepção das comunidades ao PN _35
3.3.4 Reação das comunidades à retirada das Escolas Rurais _36
3.3.5 Justificativas do poder público municipal para nuclearizar _39
3.3.6 Outra saída ou solução ao PN _40
3.3.7 A importância da escola rural antes do PN _42
3.3.8 A participação das mães e dos pais antes do PN nas escolas rurais _45
3.3.9 A participação na escola depois do PN _47
3.3.10 As condições de vida das comunidades após a nuclearização _51
3.3.11 Se houve problemas para as escolas núcleos depois do PN _54
3.3.12 O currículo e os contextos campesino e urbano _56
3.3.13 A escola núcleo em relação à aprendizagem dos alunos _59
CONSIDERAÇÕES FINAIS _62
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E FONTES _67
RESUMO
Quando participávamos do processo de escolha de um tema de pesquisa, procuramos fazê-lo de modo que contribuíssemos com a sociedade e especialmente com o povo do campo, em afinidade com a proposta da especialização, em Educação do Campo. Escolhemos então o 'Processo de Nuclearização' como nosso foco de pesquisa e as decorrências comunitárias em Candói. Procuramos embasar nossa pesquisa e análise dos dados levantados a partir do Materialismo Histórico Dialético e assim referenciamos com fontes bibliográficas, o quanto possível, na perspectiva marxista. Também esta empreitada foi um processo de conversão (transformação) saindo de uma visão voluntariosa, porém carente de fundamentação, e que muitas vezes serviu de alavanca para o reformismo tão presente, que nada transforma, mas muda para deixar tudo como sempre esteve. Isto é, as elites permanecem sempre como detentoras de todas as situações (econômica, política, social e cultural) e a maioria do povo é excluída das decisões, mesmo nas questões que mais diretamente lhe dizem respeito. E foi, por exemplo, o que aconteceu com a Educação em Candói a partir de 1995 até 2000. O Processo de Nuclearização (PN) do Ensino Escolar, em Candói, seguiu uma tendência que já vinha de anos acontecendo no Estado do Paraná, atendendo a exigências dos financiadores internacionais. O principal objetivo da pesquisa foi entender como isto se deu e as suas decorrências, sendo uma delas o processo de extinção de algumas comunidades, através do seu esvaziamento e o conseqüente inchaço da cidade. E, ao final, além dos prejuízos constatados, advindos do PN, constatou-se a necessidade de uma Educação contextualizada, a partir do campo, com vista à emancipação da mulher e homem camponeses. Estes, através das pessoas entrevistadas na pesquisa de campo (mães, pais, professoras/es, gestores e líderes), em seus depoimentos, levantaram muitos problemas devido ao PN. Primeiramente o choque da imposição e do fechamento das escolas rurais (um total de cinqüenta e quatro), da falta de diálogo e argumento convincente que justificasse tal processo. Depois mostraram o caos que foi criado nos núcleos de ensino (seis localidades com suas escolas), com superlotações de alunos por turmas, espaços coletivos parecendo uma babel, com todas as professoras falando ao mesmo tempo e rumor da gurizada. Falaram da estrutura de transporte (ônibus velhos), com estradas sem conservação; das longas distâncias percorridas por seus filhos (as), cedo da madrugada e, por vezes, horas passadas do meio dia. Some-se a estes problemas a falta de um projeto político pedagógico contextualizado com a realidade e anseios do campo. Ao contrário, o que continuou foi um programa curricular urbano, pois as escolas de antes da nuclearização já eram estruturadas com ensino nesta linha. O que aconteceu foi exacerbar o processo de alienação e desestímulo para a não permanência no campo com justiça, qualidade e satisfação de viver.

QUANDO O HOMEM... PERDE SUA DIMENSÃO HUMANA


Uma das situações mais degradantes do homem e da mulher é quando el@s perdem sua humanidade e por consequência perdem a identidade com seus semelhantes, perdem qualquer possibilidade de solidariedade com o próximo, com os seus companheiros/as e com aqueles/as que mais precisam.
A partir deste desenho 'desumano' o cidadão é movido apenas por seus interesses pessoais, encherga somente seu umbigo, se fecha em seu projeto de casulo, egoísta, não é capaz de se dar, de se abrir as necessidades da coletividade e, em determinadas circunstâncias, faz com que seus pares "o levem nas costas"!
Esta aberração de homem ou de mulher procura apenas posição de destaque, de poder, de mando, de influência... Encontra identidade com elementos da elite social, com aqueles/as que dominam, que exploram e que enganam o Povo... No desenrolar do processo estes "indivíduos" se tornam entreguistas ('levam e trazem'), fofoqueir@s, 'dedo dur@s', traidores da causa da vida e d@s companheir@s, se fazem 'pelegos' para as chefias sentarem em cima deles/as e com estes expedientes buscam desesperadamente ficarem bem colocados e até merecerem favores ou privilégios de seus "$enhores" e de suas "$enhoras". Sempre que têm oportunidade procuram mostrar-se como "se" estivessem podendo... Pobres e miseráveis diabos! Vão colher do 'inferno' a sua semeadura... Só colhemos daquilo que semeamos!!! (Quinta-feira, 11 de Junho de 2009)

sábado, 25 de julho de 2009

CFR: O QUE PRECISA?


Uma CFR precisa da seguinte estrutura:

1) Uma Associação - a CFR de Candói tem!

2) Um local/prédio - Candói tem (com recursos doados pela COPEL)!
3) Educand@s - Candói tem!
4) Educador@s - Candói tem através do Convênio ARCAFAR-SUL e Governo do Paraná!
5) Monitores - Candói tem 'concursados' da ARCAFAR-SUL (Convênio Est. PR)!
6) Parceria com Governo federal - CFR de Candói tem (ATER, CONAB, ETC)!
7) Direção, Pedagog@, Secretária... - CFR de Candói tem e cedid@s pelo Governo do Estado através do Col Est Sta. Clara!
8) Tem Caseiro (pago pela ARCAFAR-SUL) e Governanta (cozinheira)trabalhando na esperança de receber através do Convênio com a Prefeitura...
Precisa de mais? Não! Precisa apenas de Trabalhador@s comprometid@s com a formação humana, libertadora e emancipadora de noss@s Educand@s... A CFR não tem um@ don@! É uma Escola de tipo comunitária regida por diferentes segmentos que lhe dão vida e organicidade!
A CFR não é "cabide de empregos" (para atender a promessas eleitoreiras) de quem quer que sejam @s parceir@s!!! Não precisa de "profissionais" ausentes do processo, oportunistas e "olhos e ouvidos do rei", entreguistas, traidores da causa popular, politiqueir@s e COISAS semelhantes!!! A CFR é lugar de desenvolver a Educação e pertence aos Educandos e Educandas e às Famílias organizadas através da Associação da Casa Familiar Rural.

Casa Familiar Rural (CFR)

"ADMINISTRAÇÃO E MANUTENÇÃOA Casa Familiar Rural é administrada por uma Associação formada pelas famílias, pais de jovens que freqüentam a CFR principalmente. O Conselho de Administração eleito pela Assembléia Geral representa as comunidades.




A Associação organiza a pesquisa participativa nas comunidades, para escolher os Temas para poder elaborar com os Monitores e Educadores o Plano de Formação.




A Associação mantém a CFR, através de um sistema de parceria, com o apoio dos órgãos públicos e privados do município e do estado. Cada família de jovem contribui, trazendo o que produz em sua propriedade, para sua própria alimentação na semana na CFR. Os Órgãos locais, Prefeituras e instituições diversas, apoiam o funcionamento. As Secretarias da Educação e da Agricultura, principalmente, apoiam financeiramente e tecnicamente, dependendo dos Estados.




A Associação regional, ARCAFAR, organiza o apoio no que se refere à Pedagogia da Alternância capacitando os monitores e os responsáveis das associações.




A ARCAFAR de cada região tem a função de representar e de assessorar a implantação das CFR, nos diversos estados, a fim de que as comunidades assumam a decisão consciente e participativa de criar a CFR e minimizando o oportunismo e influências diversas".




Fonte: tranlato literal de 'Planeta Orgânico'.




Em Candói a CFR conta com Apoio/Convênio dos seguintes órgãos:


* Governo Federal;


* Governo estadual;


* ARCAFAR-SUL;


* Associação CFR;


* Prefeitura Municipal (parcialmente, pois ainda seis meses depois que assumiu a "nova administração" não assinou o Convênio com a Associação CFR).


Estamos esperando esta contribuição para o bom andamenbto da CFR e de seus/suas Educand@s!




Candói, 09/06/09.

8ª Jornada de Agroecologia - 2009










Entre os dias 27 e 30 de maio de 2009 estivemos reunidos na 8ª Jornada Paranaense de Agroecologia, no Centro de Eventos da Cidade de Francisco Beltrão. Alí estavam reunidos Campones@s, Agricultor@s Familiares, Líderes populares, Sindicalistas, Polític@s, Educador@s, Músic@s, Líderes religiosos, Doutor@s de Universidades (USP, UNIJUÍ) que têm um pé na Academia e outra na Realidade do Campo, no meio do Povo que luta pela Terra ou entre aquel@s que nela vivem e produzem os Alimentos sadios para sua Família e os Alimentos que chegam diariamente às nossas mesas. Alí estavam representados Movimentos Sociais da Via Campesina(MMC, MMM, MST, MPA, MAB, etc.), ONGs, Entidades e Organizações do Povo Trabalhador.De Candói fomos em 22 pessoas, a maioria Estudantes camponeses (17 pessoas da CFR) e Educadores, junto com uma delegação vinda de Laranjeiras do Sul. Conosco embarcaram alguns companheiros de Pinhão.O evento tem como tema permanente: "Terra Livre de Transgênicos e Sem Agrotóxicos". E o tema de 2009 é: "Construindo um Projeto Popular e Soberanos para a Agricultura". Há ainda o slogan: "A NATUREZA PERTENCE AO POVO! NÃO É DO GOVERNO NEM DAS TRANSNACIONAIS".Tivemos antes de tudo a convivência e a confraternização de todos estes segmentos sociais, nos ônibus, nas "cozinhas", nos "dormitórios", na Plenária... Tivemos fortes momentos de partilha de conhecimentos, experiências, de saber, de sementes crioulas, de produtos da Agricultura Camponesa e Familiar... através das Místicas, Conferências, das Oficinas, da troca de experiências, dos Seminários.Alí foram estudados e discutidos temas tais como: os males provocados à Humanidade pelo Capitalismo Internacional e Nacional; os danos e a concentração da terra do Agronegócio; a contaminação dos alimentos pelos agrotóxicos; a degradação do Meio Ambiente pela Agricultura Convencional predatória que não se preocupa em produzir Alimentos, mas apenas dinheiro e lucro; as Sementes e a Soberania Alimentar; debate sobre Gênero; a Soberania Alimentar. E o grande mote que encerrou a Jornada de Agroecologia foi 'A organização, a Formação, as Lutas, as Alianças, o Projeto e a Solidariedade dos Povos'; o 'Projeto Popular e Soberano para a Agricultura Brasileira' e o 'Projeto de Integração Soberana dos Povos'! Teve ainda como ponto alto do evento "A festa das Sementes" e a Formatura da Turma "Mata Atlântica" (Estudantes) da Escola Latino Americana de Agroecologia, da Lapa-PR.Nenhum ser Humanos que tenha estado na Jornada de Agroecologia será mais o mesmo! Terá compromisso certo com a vida e com o semelhante, com Dignidade, a Justiça, o Direito por um outro mundo possível!

AGRONEGÓCIO = MERCADORIA = LUCRO




O problema do chamado AGRONEGÓCIO:



  • Primeiro, que esta 'turma' se coloca como fosse "todo mundo", como se fossem os únicos que "produzem". Aliás, eles se autodenominam "produtores"! Os outros que cultivam o solo, plantam as sementes e colhem 50% dos alimentos que chegam às nossas mesas (e que não são do 'AGRONEGÓCIO') não são reconhecidos, servem apenas para engordar as estatísticas do agronegócio em milhões de toneladas produzidas. Ou os outros que não são AGRONEGÓCIO nem são contabilizados. Todos os camponeses, os ilhéus, os ribeirinhos, os quilombolas, os assentados, os agricultores familiares ou os pequenos agricultores... que produzem para suas necessidades e vendem o excedente para ter uma RENDA a fim de atender as demandas naquilo eles que não produzem às suas condições de vida, estes não são avaliados pelo AGRONEGÓCIO. Deste modo o AGRONEGÓCIO "coloca todo mundo no mesmo saco" e se coloca diante da Nação como se eles fossem a TOTALIDADE!

  • Segundo, o AGRONEGÓCIO está matando as pessoas, a biodiversidade, o Planeta... com toneladas de venenos, adubos químicos, com seus maquinários pesados e caríssimos, com a exclusão das pessoas da terra (esvasiamento do campo), com a concentração da riqueza do patrimônio natural em poucas mãos, com suas monoculturas e a exclusão de milhões de seres humanos no Brasil e no Planeta Terra!

  • Terceiro, o AGRONEGÓCIO torna tudo mercadoria! Mercadoria (negócio) é a terra, são as máquinas, são os frutos da terra, são os alimentos, são as 'Commodities' para a exportação para o gado europeu/estadunidense!

  • Quarto, o AGRONEGÓCIO não tem preocupação com os ALIMENTOS para a Nação! Sua preocupação são as 'mercadorias', o mercado, o negócio (comércio), os lucros!

  • Quinto, o AGRONEGÓCIO baseado na 'filosofia neoliberal' e na globalização, é um modelo predatório, suicida, mortal, assassino de tudo e de todos!

  • Sexto, este AGRONEGÓCIO tem como parceiros a burguesia nacional (vendida), as grandes empresas comerciais, as grandes indústrias, o sistema financeiro (bancos).

  • Um MOVIMENTO MUNDIAL se organiza, faz a resistência e luta contra este modelo que leva tudo ao colapso e à crise internacional. No Brasil tem diversos segmentos desde consumidores até agricultores que se organizam, estudam e trabalham para gestar um outro modelo que tenha a vida como prioridade, respeite a Natureza e seja sustentável.

  • No Estado do Paraná nos próximos dias (27 a 30 de maio de 2009, na Cidade de Francisco Beltrão) teremos a 8ª Jornada de Agroecologia que vai pensar e discutir a realidade, as experiências, os conhecimentos, as tecnologias, as organizações, as lutas e as políticas necessárias para superar o "sistema convencional" e continuar na gestação do novo modelo libertador e emancipador de todo ser humano e que seja sustentável com respeito à biodiversidade, à multiculturalidade, a democracia, o socialismo e a autodeterminação dos povos!

CONDETEC/CANTUQUIRIGUAÇU//PR


CONDETEC – CANTUQUIRIGUAÇU – PORTO BARREIRO – 14.05.09
Partes da Fala de Bernardo Mançano Fernandes (e outras pessoas):
TERRITÓRIO E TERRITORIALIDADE - TEORIA CRÍTICA E PROPÓSITOS DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL
  • “Grandes demandas nem sempre se transformam em grandes projetos. Neste Território o que tem tido de positivos são os assentamentos da Reforma Agrária que mexem com a estrutura agrária do município e trazem desenvolvimento” (João Costa, Prefeito de Pto. Barreiro). Ao pensarmos território refletimos que existe uma Multiescalaridade desde a nossa casa até Brasília.

  • A importância do território sob os aspectos de Totalidade, Multidimensionalidade, Intencionalidade e Conflitualidade. Há uma década se discutia na Geografia a dimensão econômica que é uma das dimensões do desenvolvimento territorial. Mas hoje se incorpora outras dimensões inseparáveis, como a Política que é determinante de todas as outras dimensões.

  • O significado de Política é liberdade. “Só é político quem é livre!” E assim vai se construindo a ideologia que no Território entra em diálogo para não destruir as ideologias e assim não destruir os sujeitos e por fim o próprio Território. O diálogo não é sem conflitualidade e intencionalidade (direção) para a política pública por parte das classes sociais. A Política permite pensar as dimensões Sociais, Culturais e Ambientais. Se excluirmos algumas destas dimensões estaremos excluindo e prejudicando alguns setores da sociedade. Deste modo busca-se entender o território como um todo (Campo-Cidade) na perspectiva da Multidimensionalidade. E com esta a Escalaridade: Município, Estado, País. Outro aspecto a se considerar é a Conflitualidade entre os interesses e as ideologias que há entre as classes; os conflitos, a resistência. Não posso pensar o Território sem pensar a luta de classes. Que Território cada um de nós ocupa dentro do Território?

  • Tipologia dos Territórios - Material: estruturas (estradas, produção, serviços públicos, como saúde, Educação, etc.). Imaterial: inclui teoria, conceito, método, metodologia,ideologia etcUm dos princípios do Território desde a Geografia clássica é o da Soberania. Em visita ao MDA Bernardo afirmou que o MDA está criando “Territórios de dominação”.

  • Território enquanto espaço de governança: Nação, Estado, Município.

  • Território enquanto propriedade como espaço de vida (não só enquanto propriedade capitalista) Familiar, comunitária, camponesa, cooperativa, associativa que criam diferentes tipos de relação social.É no Território que acontece o grande conflito (de destruição) de um Território pelo outro. Ex.: o camponês perde território e os sem terra tomam do latifúndio seu Território. Há um projeto dos vários segmentos camponeses que procuram criar mecanismos ao processo de produção, comércio e consumo. Como democratizarmos e descriminalizarmos o acesso a Terra? O conflito não é obstáculo, mas perspectiva de desenvolvimento.

  • Território enquanto Espaço Regional: ex.: a ‘república da soja” da Syngenta, que reúne partes do Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia. O Território anda, está em movimento, é fluxo (aumenta, diminui, desaparece). Os programas do MDA foram criadas em um momento em que não se discutia com a base para ver o que lhes interessa de forma soberana e emancipadora. Aconteceu então a subordinação de controle social. Aqui é que entra a Educação do Campo. Como ter o nosso espaço, o nosso pensamento e criação de nossos Territórios?

  • Territórios onde as pessoas estão saindo, outros onde as pessoas estão criando (assentamentos da Reforma Agrária). “Há Território com gente e Território Syngenta, sem gente”!As grandes corporações não se instalam para desenvolver o Território, mas para fortalecer o capital: produção ampliada.

  • O problema de nossos Territórios é a falta de infraestrutura social: estradas, NET, escolas... Somos desafiados a pensar saídas ‘além do capital’. Temos que pensar os limites de nosso Território e o desenvolvimento sustentável, que não é possível no capitalismo. A universidade é o que temos de mais atrasado! Tem dito que é melhor “sair do campus e ir para o campo! Pois aqui você não vai aprender mais nada!”

  • Falando do apoio da Cátedra da UNESCO, afirmou que ela tem capital político, pelo qual poderemos investir na Educação, na Tecnologia e na Produção.O capitalismo é uma Totalidade. Mas podemos pensar outra forma de Totalidade para destruir a outra. Não existe uma perspectiva teórica e revolucionária, mas podemos abrir perspectiva estrutural para desencadear um processo. Temos que criar teoria/perspectiva novas. O enfrentamento ao sistema capitalista é muito mais feito pelo Campesinato do que pelos Trabalhadores da cidade e os Sindicatos.

  • A Educação é uma das dimensões mais importantes do Território e a manutenção da Identidade territorial se dá pela Educação. Como pensar as estratégias de desenvolvimento Sustentável, a Instrumentalização? Que elementos podem ser pensados na perspectiva da inovação e infraestrutura?

  • Um instrumento que dá a idéia de Totalidade é o mapa.Pensar um conjunto de Políticas (ou práticas) que organizem o uso do território (Conceito de Uso do território de Milton Santos).É preciso desenvolver um método de leitura do Território e pensar o desenvolvimento em sua Totalidade. Não dá para pensar o território como “condomínios” que “fecham a rua”, colocam o muro e pensam apenas o seu espaço.

  • Os capitalistas são apenas uns 3%, mas eles controlam a sociedade. Eles são Unidimensionais.Tem que haver uma interface entre todas as dimensões. Ex.: a crise econômica dispensa empregados, olhando apenas a dimensão econômica (na base do descarte de gente) sem olhar a dimensão social e os problemas de desemprego, etc.Terra é um espaço de poder e relação social. (Estamos diminuindo nosso ‘QI’ - Quociente de Ignorância). “Se o Território estiver concentrado não existe Desenvolvimento. É pintar passarinho no ar!” “Não acreditamos que a formalidade mude a realidade. Ela muda com conhecimento, resistência, organização e luta!” O capital está aí, produz em abundância e não dá conta de nada. Precisamos superar este modelo de exclusão e concentração.

  • Tem gente para pensar o desenvolvimento na perspectiva de uma sociedade democrática. O Território é maior que a economia. Antes se pensava que o Território estava dentro da Economia e não tinha o que fazer.Desenvolvimento local não se resolve tudo de cima para baixo, mas tem coisas que não se resolvem na base.Temos que trabalhar cotidianamente com a contradição, pois ela é elemento fundamental da Dialética. A conflitualidade é constante e se dá em forma de enfrentamento e às vezes em forma de consenso. As Políticas públicas são para atender as necessidades básicas da população, priorizando os segmentos mais pobres ou empobrecidos pelo modo de produção capitalista. A TRACTBEL expropria 4 milhões por dia da população do Território. Ela está instalada em cima do Aquífero Guarani.

  • “Não gosto de fazer o papel do inocente útil. Se tu não tens a informação não tens como discutir”. (Elemar/Via Campesina). “O meu território só existe se eu respeitar o Território do outro” (Milton Santos). O território do capital está por todo o lado e quer tomar e dominar todos os outros Territórios. O Território da CANTUQUIRIGUAÇU não aprova parcerias e convênios com a SYNGENTA, MONSANTO, ARACRUZ CELULOSE... Eles vem estrategicamente para nos dominar e destruir, matar e depois ‘pedir perdão’!

  • NB.: Próxima Reunião do CONDETEC: 05.06.09 – Audiência Pública do IAP. Dia 10.06.09 – Eleição/composição.

  • Observação: no dia 15 de maio de 2009 a Coordenadora (aquela que era sem ainda ser, pois segundo suas palavras "o convênio ainda não tinha sido assinado") em 'acordo' (ou conluio) com o Secretário da Agricultura da PMC mandou um Monitor levar o carro que (veio via CONDETEC para a CFR) e recolher no pátio da Prefeitura.