As cidades que tanto fascínio exercem sobre as pessoas, caminham para o caos, para a loucura, para a insustentabilidade. Pois as cidades, mesmos as mais pequenas, não conseguem dar conta de resolver os problemas tão básicos como o esgoto, a questão dos resíduos domésticos, dos resíduos industriais, dos resíduos resultantes da prestação de serviços (como postos de combustíveis, oficinas mecânicas, restaurantes, etc), do aspecto visual, dentre outros.
As cidades para as quais convergem tantas pessoas, não conseguem oferecer Trabalho, Moradia, Urbanização, Educação acessível, espaços de Lazer, Ar limpo, Água pura, Alimentação saudável, Saúde... a todos os seus moradores.
As cidades que são encarregadas de incluir os excluídos do campo, se tornam depóstos desumanos, aglomerados de gente, formigueiros humanos, espaços de habitações subhumanas, de favelas, de marginalidade, de desocupados e por conseguinte de violência...
Ah, as cidades, com suas luzes, com seu brilho, com as suas ofertas nada baratas, com seus atrativos, com suas artes, com o seu ócio nada criativo... Onde tudo é tão custoso, arrastam multidões e depois não sabem o que fazer com elas!
É possível que as pequenas cidades possam se estrutrurar, resolverem seus problemas, atenderem suas demandas e oportunizarem vida de qualidade a seus cidadãos e suas cidadãs. Mas os grandes aglomerados urbanos, as metrópoles e as megalópoles, não oferecem ersperança aos homens e mulheres que compõem o seu Povo! Rousseau em sua obra Emílio ou da Educação, já no século XVIII, chamava a cidade de 'formigueiro humano' e a via como 'perniciosa' à formação humana. Quanto mais para nela permanecer, se desenvolver, viver! Elas realmente não têm sustentabilidade!