segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Lixo... Lixão!




Já vai tarde o tempo, a ação humana e as suas consequências. Bem tarde também comecei eu a tomar consciência de que se produzem mercadorias, se vende, se compra e parte delas se torna descartável e isto se torna o popular lixo. Comecei a tomar uma atitude em 1986. Então cheguei a construir um espaço para depositar os recicláveis quando ainda nem se preocupava com coleta de lixo e muito menos de separá-los para ser recolhido e destinado aos lugares adequados e com o devido reaproveitamento de cada tipo. E desde então adotei permanentemente a prática da compostagem dos resíduos orgânicos para fazer adubo.

Pesquisava eu sobre o lixo e encontei a afirmativa de que é preciso primeiro limpar e depois diminuir a sua produção. Pois bem, o volume que produzimos é exageradamente gigantesco. Seria bom visitarmos em Candói aquele que nasceu para ser um Aterro Sanitário e no seu processo de utilização virou um 'lixão' (como me disse um companheiro de Trabalho hoje ao meio dia). Ainda vamos resgatar alguma imagem para colocar aqui para quem "não tem tempo de ir visitar o dito cujo". Quando foi implantado aquele ex-aterro sanitário ele tinha um projeto de ficar semelhante àquele ali ao lado, aquela montanha coberta de grama (e ainda circundado com uma cortina arbórea. Mas...
Um programa de Coleta Seletiva de Recicláveis pode representar uma grande economia ao Município, à População, à Saúde e ao Meio Ambiente! Pode traser renda para Famílias que de forma organizada (em Associação ou Cooperativa) se dedicam a esta atividade. Não como já aconteceu em diferentes ocasiões em que famílias trabalhavam no lixão ou no aterro... Mas para implantar um programa de tal monta tem alguns requisitos:

  • o poder público (Executivo e Legislativo) local tem que estar consciente de que a questão do lixo não é uma onda ou modismo que dá e passa; ao contrário, tem que levar a sério a administração deste assunto, começando pelos espaços públicos; e desencadear campanhas através das escolas, rádios, jornais, outdoors, etc. E fiscalizar...

  • a comunidade tem que estar 'bombardeada' de informações (formação) para se dispor a contribuir com a organização de seus resíduos sólidos em suas casas; pronta para expôr os resíduos em locais adequados conforme os dias determinados de coleta. A comunidade pode transformar os resíduos orgânicos em compostagem e adubo para horta, jardins, vasos de flores;

  • a empresa que presta serviço de coleta de resíduos sólidos (lixo) tem que ser idonea, responsável, comprometida com a condução e a deposição correta do lixo.
Ainda é tempo de avaliarmos o peso de resíduos que produzimos diariamente (em torno de 500 g em média) e calcularmos o quando produzimos de resíduos (lixo ou recicláveis) por semana/mês/ano e medirmos nossas responsabilidades ambientais! E não pensarmos simplesmente que ao depormos nosso lixo à beira da rua tudo está solucionado. Pois é quando colocamos nosso lixo fora de casa que começa o grande problema público, ambiental, social... Depende de como a questão está organizada.
Imagens:

Nenhum comentário: