terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A palhaçada do BBB

      Recomeçou o BIG TROTE !!! 29 milhões de ligações do povo brasileiro votando em algum candidato para ser eliminado do Big Brother. Vamos colocar o preço da ligação do 0300 a R$ 0,30. Então, teremos R$ 8.700.000,00. Isso mesmo! Oito milhões e setecentos mil reais que o povo brasileiro gastou só nesse paredão.
Suponhamos que a Rede Globo tenha feito um contrato "fifty to fifty" com a operadora do 0300, ou seja, ela embolsou R$ 4.350.000,00. “Repito, somente em um único paredão...”. (Nota: os impostos são pagos pelas pessoas que ligam) Alguém poderia ficar indignado com a Rede Globo e a operadora de telefonia ao saber que as classes menos letradas e abastadas da sociedade, que ganham mal e trabalham o ano inteiro, ajudam a pagar o prêmio do vencedor e, claro, as contas dessas empresas. Mas o "x" da questão, caro(a), é saber que paga-se para obter um entretenimento vazio, que em nada colabora para a formação e o conhecimento de quem dele desfruta; mostra só a ignorância da população, além da falta de cultura e até vocabulário básico dos participantes e, consequentemente, daqueles que só bebem nessa fonte.
Certa está a Rede Globo. O programa BBB dura cerca de três meses. Ou seja, o sábio público tem ainda várias chances de gastar quanto dinheiro quiser com as votações. Aliás, algo muito natural para quem gasta mais de oito milhões numa só noite! Coisa de país rico como o nosso, claro. Nem o Unicef, quando faz o programa Criança Esperança com um forte cunho social, arrecada tanto dinheiro. Vai ver deveriam bolar um "BBB Unicef". Mas tenho dúvidas se daria audiência. Prova disso é que na Inglaterra pensou-se em fazer um Big Brother só com gente inteligente. O projeto morreu na fase inicial, de testes de audiência. A razão? O nível das conversas diárias foi considerado muito alto, ou seja, o público não se interessaria.
Programas como BBB existem no mundo inteiro, mas explodiram em terras tupiniquins. Um país onde o cidadão vota para eliminar um bobão (ou uma bobona) qualquer, mas não lembra em quem votou na última eleição. Que vota numa legenda política sem jamais ter lido o programa do partido, mas que gasta seu escasso salário num programa que acredita de extrema utilidade para o seu desenvolvimento pessoal e, que não perde um capítulo sequer do BBB para estar bem informado na hora de PAGAR pelo seu voto. Que eleitor é esse? Depois não adianta dizer que político é ladrão, corrupto, safado, etc. Quem os colocou lá? Claro, o mesmo eleitor do BBB. Aí, aguente a vitória de um Severino não sei das quantas para Presidente da Câmara dos Deputados e a cara de pau, digo, a grande ideia dele de colocar em votação um aumento salarial absurdo a ser pago pelo contribuinte. Mas o contribuinte não deve ligar mesmo, ele tem condições financeiras de juntar R$ 8 milhões em uma única noite para se divertir (?!?!), ao invés de comprar um livro de literatura, filosofia ou de qualquer assunto relevante para melhorar a articulação e a autocrítica...
Chega de buscar explicações sociais, coloniais, educacionais. Chega de culpar a elite, os políticos, o Congresso. Olhemos para o nosso próprio umbigo, ou o do Brasil. Chega de procurar desculpas quando a resposta está em nós mesmos. A Rede Globo sabe muito bem disso, os autores das músicas Eguinha Pocotó, O Bonde do Tigrão e assemelhadas sabem muito bem disso; o Gugu e o Faustão também; os gurus e xamãs da autoajuda idem.
Não é maldade nem desabafo, é constatação.
AUTOR DESCONHECIDO (INFELIZMENTE).

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Relacionamento Mães/Pais X Filhos/as




A propósito de filhos/as que ainda habitam de baixo do mesmo teto que sua Mãe e seu Pai (ou ainda de pessoas responsáveis) ou que deles são dependentes, e devido a situações gritantes que encontro aqui acolá, tenho um entendimento bem simples e definido: filhos e filhas devem respeito, consideração, obediência e colaboração com sua casa. Afinal, a Família que os criou, os protege, os cuida e os mantém... não é um hotel ou uma pousada para onde eles podem retornar quando lhes dá na telha e saem quando bem entendem! Bem entendido que não estou referindo-me a Famílias totalmente desestruturadas, que mais fazem mal a filhas/os, do que os ajudam. Neste caso elas precisam de apoio, ajuda externa.

Quanto a filhos e filhas, depois, quando já independentes, andando com suas próprias pernas, donos de seus narizes, com seus próprios recursos... se quiserem fazer do modo que acharem melhor ou pior, então será outro departamento. Obviamente que nenhuma Mãe ou Pai quer ver seus filhos e filhas em má situação..., sofrendo, colhendo os frutos de uma vida totalmente sem compromisso, sem responsabilidade, sem limites, sem bom senso.

Quando refiro-me à Família não faço distinção do seu desenho, como de mães e pais que vivem em seu núcleo original, ou daquelas/es que arrumaram novos/as companheiros/as, ou são de outros formatos mais atuais... A Família é significado de perpetuidade, de doação, amor, desvelo, cuidado, proteção, orientação, manutenção, educação, dentre outros. E ela deve ser honrada ao longo da nossa curta existência! Porque nenhuma Mãe, Pai ou Responsável, merece ver um filho, uma filha na pior, não merecem ficar sofrendo por ver a situação dos seus/suas, não merecem sofrer ingratidão, desrespeito, desconsideração, desamor daqueles e aquelas por quem eles/as tanto se doaram durante os primeiros tempos de sua existência! Evoco aqui o provérbio: "Ninguém é obrigado a semear nada, mas vai colher apenas e tão somente daquilo que tiver semeado!"

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

As opções éticas da vida

Nós, seres humanos, somos seres de liberdade. Como defendia Sartre: "O homem está condenado a ser livre". Aliás, nós somos os únicos seres que podem afirmar a liberdade, porque diferentemente dos demais animais, nós temos consciência, podemos fazer escolhas, tomar decisões, fazer opções. Decorrente destas afirmações, uma coisa que demorei para aprender (apesar da consciência), é que nós não podemos ter tudo o que queremos, apesar de que algumas psicologias ou filosofias baratas afirmam que nós podemos tudo! Pode ser que possamos, mas temos que passar nosso querer pela tríade ética: "Quero? Posso? Devo?"

Viver é fazer escolhas, opções, tomar decisões. Eu, por exemplo, em minha juventude, queria fazer Jornalismo, mas não podia, talvez por limitações de consciência à época. Gostaria de ter feito Agronomia, mas alguns fatores me impediram. Gostaria de ter feito Botânica, mas... me tornei Educador, com formação em Filosofia e História, Especializações em História e Educação do Campo e Cursos de Agroecologia. Resumindo, não realizei aqueles sonhos ou "quereres" anteriores, mas de certo modo, pela minha formação, militância social e pelo Trabalho, atingi as três áreas. E, ao atuar nas múltiplas áreas, me realizo quando posso fazer minhas leituras de Mundo; quando consigo trabalhar na Escola (com o Herbário Vivo - Plantas Medicinais) e na comunidade com a Agroecologia, na orientação das famílias; com os cultivos arbóreos (mudas e bonsais em casa e árvores em geral), com a continuidade da pesquisa e dos estudos. E a Educação corrobora minha realização pessoal.

Assim é a vida. Temos limitações ou por vezes nos impomos... Não conseguimos realizar tudo o que queremos, mas nos aproximamos. Certamente temos muitas outras questões, sonhos, projetos que gostaríamos de realizar, fazer, conquistar. Mas se quero, nem sempre posso ou devo. Se posso, nem sempre devo. Se devo, nem sempre quero ou disponho dos meios para realizá-los! Baseados em Jean Paul Sartre podemos afirmar: Somos o que queremos ser, o que escolhemos ser; e sempre poderemos mudar o que somos. Porém as nossas escolhas têm consequências, decorrências, resultados. Ainda que nada possa impedir a nossa liberdade, sempre teremos que fazer escolhas ou eleições entre uma situação e a outra. E às nossas escolhas correspondem as responsabilidades perante nós mesmos e a humanidade. Porque dado o caráter de irreversibilidade de nossas escolhas, uma vez que elas afetam o mundo, havemos de ter responsabilidade em usá-la de forma correta. Oh, dilema! 

Se as nossas escolhas afetam a vida do outros, ou das outras pessoas, isto significa que precisamos delas para sermos, uma vez que nossas decisões definem a nossa identidade. Nós somos através do outro também. Advém destas afirmações a necessidade de postura (ética) em nossas relações profissionais, na educação, nas amizades, entre companheiras/os conjugais,  de convivência, colaboração, cooperação, dentre outras. Como me disse uma amiga, colega de Trabalho: "Cada um é cada um, faz as suas escolhas e e arcará com as consequências" (RM, 17.02.12). E estas se dão entre os elementos do grupo onde se vive. O que confirma o que escreveu o monge trapista estadunidense Thomas Merton: "Nenhum homem é uma ilha". título de uma de suas obras.

Cartela, falando da Ética e do conhecimento, diz: "Talvez as pessoas que estudaram um pouco de etimologia se lembrem que a palavra ética vem pra nós do grego ethos, mas ethos, em grego, até o século VI a. C., significava morada do humano, no sentido de caráter ou modo de vida habitual, ou seja, o nosso lugar. Ethos é aquilo que nos abriga, aquilo que nos dá identidade, aquilo que nos torna o que somos, porque a sua casa é o modo como você é, onde está a sua marca. Mais tarde, esse termo para designar também o espaço físico foi substituído por oikos. Aliás, o conhecimento mais valorizado na sociedade grega era o que cuidava das regras da casa, para a gente poder viver bem e para deixar a casa em ordem. Como o vocábulo nomos significa “regra” ou “norma”, passou-se a ter a oikos nomos (a economia) como a principal ciência. No entanto, a noção original de ethos não se perdeu, pois os latinos a traduziram pela expressão more, ou mor, que acabou gerando pra nós também uma dupla concepção; uma delas é “morada”, e a outra, que vai ser usada em latim, é o lugar onde você morava, o seu habitus".

Logo, as nossas opções éticas nos impulsionam a pensar, encarar e agir ante o todo, a totalidade de nossos semelhantes, dos seres vivos, no Meio Ambiente, com apreço, com cuidado, sempre nos perguntando: 'Posso, devo, quero?' E, finalmente, nas últimas considerações, gostaria de citar ainda Cartela que afirma: "Ser humano é ser junto, e é em relação a isso que vale pensarmos nossa capacidade de dizer não a tudo que vitima e sermos capazes de proteger o que eleva a Vida". De forma pessoal, mais do que nunca, compreendo hoje que para manter, construir ou reconstruir a minha integridade de ser humano de forma responsável, juntamente com meus pares, preciso reavaliar decisões que já tomei e medir bem aquelas que terei que enfrentar. E o importante é que a minha liberdade nem começa nem termina em relação ao meu semelhante. Se ele é livre então sou livre. Se ele não tem liberdade de viver, comer, trabalhar, descansar, vestir, morar, ser feliz..., na dimensão coletividade, então eu também não sou livre!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Semana Pedagógica CESTAC 2012



‎"NÓS QUEREMOS UMA ESCOLA INCLUDENTE
EM UMA SOCIEDADE EXCLUDENTE"
(Emerson V. Cartelli, Pedagogo).

É um contra senso pensar a inclusão, se considerarmos que a Escola é reflexo da sociedade circundante, que faz parte dela, e onde mormente é um "salve-se quem puder"!


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A Patologia da Normalidade


Cláudio Vital de L. Ferreira*


Definitivamente a normalidade dos dias de hoje está cada vez mais intolerável para mim. A mídia, principalmente a televisão, tem nivelado as mentes. Está se tornando proibido pensar. Faustão pensa por nós. Ana Maria Braga pensa por nós. O “jornal nacional” pensa por nós. A “Globo” pensa por nós. E tome novelas, filmes, frivolidades e passa tempo, num processo constante de manutenção da hipnose, pois é proibido pensar.

Tornou-se “normal” passar de 30 a 40 anos levantando todos os dias de madrugada para ir trabalhar, pegando ônibus superlotado na ida e na volta para percorrer o trajeto de casa ao trabalho, deixando os filhos aos cuidados de outras pessoas, às vezes parentes, outras empregadas ou então em creches e escolas, para no final de tantos anos se aposentar doente com um soldo miserável. Tornou-se normal e necessidade a mulher também entrar no mercado de trabalho para ajudar nas despesas da casa, deixando de lado a educação dos filhos. Isso todo dia, todo dia, todo dia. Os finais de semana são vividos como verdadeiras bênçãos de Deus, quando se dorme, se come muito, se vê Televisão. Sexta a tarde, apesar de todo o cansaço da semana, suscita alegria, pois amanhã é sábado e depois domingo. E quando há um feriado, que delícia! Domingo à tarde e Segunda de manhã são momentos de angústia e estresse, pois lá vem outra semana dura, levantando de madrugada e chegando tarde da noite depois de um dia de muito trabalho e desgaste. Tornou-se normal se comer sanduíches, os chamados “fast food” para não se perder tempo e se ganhar quilos a mais e saúde a menos. Se tornou normal trabalhar muito para se ganhar sempre menos do que necessitamos para sobreviver, onde o salário se evapora nos primeiros dias, enquanto o mês parece demorar uma eternidade para terminar.

Tornou-se normal escutar música sertaneja, rock, e funk. Os riquinhos então amam se martirizar com essas músicas tocadas em volume estridente produzido por aparelhos possantes dentro de caminhonetes reluzentes. Tornou-se normal buscar levar vantagem em tudo, dentro da popularmente conhecida “ lei de Gerson”. Somos auto complacentes quanto a transgredir leis, a cometer ilicitudes, pois afinal de contas “ todo mundo comete”. Tornou-se normal criticar os altos salários dos políticos e principalmente seus atos por serem considerados pouco éticos, mas se sonega imposto, se desrespeita o sinal de trânsito, se xinga pedestres atravessando a rua sobre a faixa branca. É um salve-se quem puder onde o mais “ esperto” sempre acha que vence.

Quase trinta anos de vida acadêmica me tornaram normal demais. Limitado que sou, muito mais do que a maioria das pessoas a minha volta, demorei algumas décadas para me rebelar. Definitivamente precisei enlouquecer. Napoleon Hill considera esse processo muito difícil pois todos caminham empurrados para uma mesma direção e para eles você está na direção errada. Uma universidade onde dei aulas durante seis anos me demitiu, pois alguns alunos perceberam que eu estava doido. Eu não dava as aulas mais da forma que esperavam de mim. Eu questionava as teorias acadêmicas. Eu me recusava a pensar pelos alunos. Eu puxava os alunos para que pensassem e construíssem a própria história a partir de suas raízes e problemas. Meus dois últimos anos em uma Universidade Federal, antes de aposentar, depois de duas décadas e meia como docente aí, foram tumultuados. Eu não ensinava mais aquilo que exigiam que eu ensinasse. Os alunos se preocupavam com notas e freqüência. Meus colegas docentes estavam preocupados se eu estava cumprindo o “programa” e se o que eu estava “dando aos alunos” estava dentro do “cronograma”. Ou seja, eu tinha que cumprir um “script”. Tudo certinho, estabelecido, definido. Desgostei alunos, colegas docentes, coordenador de curso e minha chefe. Era proibido pensar. A ordem era passar “conhecimentos” aos alunos, transmitir “conhecimento” e exigir em provas e trabalhos o aprendizado do meu pretenso conhecimento das tais teorias acadêmicas. Me dei conta que por muito tempo reproduzi de forma sofisticada o mesmo processo de hipnose usado por Faustão e “ratinho” na Televisão.

Não consigo mais ser normal. Nos últimos anos tenho piorado bastante. Universidade para mim tem o mesmo sentido dado pelo grande José Pacheco à Escola da Ponte. Quase sempre é enfadonho ver televisão. As músicas que a maioria das pessoas gostam me martirizam. Levanto cedo para fazer o que gosto e não para ir bater ponto em um emprego. Amo trabalhar finais de semana onde todos descansam. Adoro brincar com minha filhinha de sete anos e me emociono toda vez que seu olhar cruza com o meu.

Nasci na roça no sul de Santa Catarina e aí vivi toda minha infância. Era feliz com meus pais e alguns irmãos. Adorava procurar araçá na mata para comer. Subia em coqueiros para colher seus coquinhos quando amarelos. Ah que delícia aquelas quaresmas amarelinhas à beira do rio. Como era gostoso tomar banho nu no rio de águas cristalinas. Era incrível a caça as rãs para comê-las, depois de fritas por minha mãe. Peguei uma vez um jundiá enorme bem na beira do rio, de causar inveja aos meus dois irmãos que conviviam mais de perto comigo e gostavam de pescar em águas mais profundas. Que sensação de liberdade caminhar de pés no chão pela mata às margens do rio e poder fazer xixi ao pé de uma árvore. Como me sentia acolhido quando a noite, a luz de um lampião nos sentávamos para jantar e depois conversar em família e por último, antes de ir dormir, ouvir uma estorinha ora contada por meu pai, ora por minha mãe. Eu era muito feliz, mas ouvia sempre em um velho rádio à bateria que meu pai tinha, que a vida era bem melhor em uma cidade grande. Comecei então a sonhar que seria melhor morar em uma grande cidade. Porto Alegre seria legal, mas se fosse Rio de Janeiro seria um sonho. Se pudesse um dia morar em uma cidade no Exterior então seria inacreditável. Morar em Londres, na Inglaterra, passou a ser um dos meus maiores objetivos na época. Nunca morei em Porto Alegre, mas morei no Rio de Janeiro onde fiz minha graduação. Morei também em S Paulo. Foi aí que percebi que cidade grande tem menos encantos do que eu pensava. Morei em Barcelona na Espanha e realizei meu sonho de morar em Londres. Aos 60 anos de idade a vida me ofereceu muitas oportunidades as quais aproveitei para conhecer lugares diferentes e aprender com a experiência.

Hoje me dei conta que a ordem estabelecida pela natureza me harmoniza enquanto que a produzida pelo homem me estressa. Não tenho mais ilusões sobre as “vantagens” das cidades grandes. Percebi que a vida é simples como a natureza é simples. Somos como a semente, nascemos, vivemos e morremos! Simples! Mas, a sabedoria nos ensina que a felicidade não se encontra no final. Como diz o grande Guimarães Rosa : “ a coisa não está nem na partida nem na chegada; está é na travessia”. Não existe prazer maior do que sentar próximo a uma mata de buritis e ouvir a orquestra produzida pelo vento em suas folhas, acompanhada do som de inúmeros pássaros e insetos. Quer beleza maior do que o grande espetáculo produzido pela natureza? Para qualquer lugar que olho, a natureza me fascina e me comove. Para mim, é principalmente através desse grande espetáculo que Deus se manifesta. A sabedoria e a grandeza de Deus está contida em cada detalhe da natureza, quer na disciplina da formiga, no destemor dos gafanhotos, na infinitude do céu ou no horizonte da extensão do mar. Ah o mar! Sinto a espuma e a areia acariciando meus pés! Chuá...chuá! La vem a onda!
* Psicólogo,Dr. Em saúde mental, Psicanalista e escritor- Prof. Associado aposentado - Instit. de Psicologia-UFU-Email: cvital@mailcity.com Tel.034-9158-9012

domingo, 22 de janeiro de 2012

França mantém proibição de milho transgênico


Uso do MON 810 da Monsanto está suspenso desde 2008.

O governo francês informou nesta sexta, dia 13, que a proibição de safras de milho geneticamente modificadas será mantida em 2012 – apesar da decisão de uma corte superior ordenando a suspensão da medida.

Desde fevereiro de 2008, o uso da variedade de milho MON 810 da companhia norte-americana de biotecnologia Monsanto foi proibido pelo governo francês em virtude dos riscos à saúde e ao meio ambiente.

No final de novembro, a corte administrativa do Conselho de Estado ordenou que a decisão fosse revogada, depois de julgar um processo aberto pela Monsanto e outras empresas que se opõem à proibição da variedade de milho MON 810 pelo Ministério de Agricultura da França.

Fonte: Ruralbr, 03/01/2012.


A legislação atual obriga os produtos transgênicos a ser identificados com um selo característico. A Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados – ABRANGE considera essa medida insuficiente. Por isso, lançará ainda neste ano um selo específico para os alimentos livres de transgênicos. A marca poderá ser usada por derivados de soja e milho convencionais, como óleos, e por carnes de frangos e porcos alimentados por eles.

Fonte: Revista Época, 16/01/2012. Retirado do Blog Paraná do Sul - companheiro Anderson Gibathe.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Mercado sem desenvolvimento: a causa da crise


Artigo inédito de Karl Marx

O texto abaixo é um dos achados do projeto Mega – Marx-Engels Gesamt Ausgabe, que, a partir dos arquivos de Karl Marx, está organizando a sua imensa obra ainda inédita: 114 volumes, o último dos quais será publicado em 2020.

Para entender em que mundo vivemos e viveremos, este artigo jamais lido do Capital, parece ter sido escrito hoje.

O texto foi publicado no jornal La Repubblica, 08-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Eis o texto.

"A enorme quantidade e variedade de mercadorias disponíveis no mercado não dependem apenas da quantidade e da variedade de produtos, mas são, em parte, determinadas pela entidade da parte de produtos produzidos como mercadorias, que deverão, portanto, ser inseridos no mercado para a venda na qualidade de mercadorias.

A grandeza dessa parte das mercadorias vai depender, por sua vez, do grau de desenvolvimento do modo de produção capitalista que produz os seus próprios produtos apenas como mercadorias, e do grau em que tal modo de produção domina em todas as esferas da produção.

Deriva daí um grande desequilíbrio no intercâmbio entre países capitalistas desenvolvidos, como a Inglaterra, por exemplo, e países como a Índia ou a China. Esse desequilíbrio é uma das causas da crise.

Causa totalmente negligenciada pelos burros que se contentam em estudar a fase do intercâmbio de um produto por outro produto e que esquecem que o produto não é, portanto, em caso algum, mercadoria intercambiável enquanto tal. Isso constitui também a pedra no sapato que leva os ingleses, dentre outros, a querer subverter o modo de produção tradicional existente na China, na Índia etc., para transformá-lo em uma produção de mercadorias e, em particular, em uma produção baseada na divisão internacional do trabalho (ou seja, na forma de produção capitalista).

Eles conseguem, em parte, esse intento, por exemplo, quando prejudicam os fiadores de lã ou de algodão vendendo seus produtos a um preço inferior ou arruinar o seu modo de produção tradicional, que não é capaz de competir com o modo de produção capitalista ou com o modo capitalista de inserir as mercadorias no mercado.

Embora o capital produtivo, por sua própria natureza, esteja disponível no mercado, isto é, oferecido à venda, o capitalista pode (por um período de tempo longo ou curto, de acordo com a natureza das mercadorias) mantê-lo longe do mercado se as condições não lhe forem favoráveis ou com o fim de especular, ou outro. O capitalista pode subtrair o capital produtivo do mercado das mercadorias, mas, em um momento posterior, será obrigado a reinseri-lo. Isso não tem efeitos sobre a definição do conceito, mas é importante para a observação da concorrência.

A esfera da circulação das mercadorias, o mercado, é, enquanto tal, diferente também fisicamente da esfera da produção, exatamente como são diferentes temporalmente o processo de circulação e o efetivo processo de produção. As mercadorias agora prontas ficam depositadas nos armazéns e nos depósitos dos capitalistas que as produziram (exceto no caso de serem vendidas diretamente), quase sempre só de modo passageiro, antes de serem expedidas para outros mercados.

Para as mercadorias, trata-se de uma estação de preparação a partir da qual serão inseridas na efetiva esfera de circulação, exatamente como os fatores da produção disponíveis permanecem à espera, em uma fase preparatória, antes de serem transportados para o efetivo processo de produção.

A distância física entre os mercados (considerados do ponto de vista da sua localização) e o lugar do processo de produção das mercadorias dentro de um mesmo país, e sucessivamente fora dele, constitui um elemento importante, porque é justamente a produção capitalista que faz com que, para uma boa parte dos seus produtos, o mercado seja constituído pelo mercado mundial. (As mercadorias também podem ser adquiridas para serem retiradas imediatamente do mercado, mas esse elemento deveria ser examinado em outros lugares, assim como a menção anterior às mercadorias que os produtores mantêm longe do mercado).

Consequentemente, é preciso que o mercado se expanda continuamente. Além disso, em todas as esferas individuais da produção, todo capitalista produz de acordo com o capital que lhe é oferecido, independentemente do que fizerem os outros capitalistas. No entanto, não será o seu produto, mas sim o produto total do capital investido nessa particular esfera de produção que irá constituir o capital produtivo, que oferece à venda esta e qualquer outra esfera individual de produção.

É um dado empírico que, embora a dilatação da produção capitalista leve a um incremento, a uma multiplicação do número de esferas de produção, ou seja, de esferas de investimento do capital, nos países de produção capitalista avançada, essa variação jamais mantêm o mesmo ritmo que o acúmulo do próprio capital".

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A chuva retorna a Candói e Região - PR

Fantástica esta imagem cedida pela Sonya 
Segundo dados do Instituto Tecnológico SIMEPAR as precipitações ocorridas em dezembro de 2011 correspondem a pouco mais de um terço da quantidade de chuva que comumente cai nesta época do ano em nossa região, seguindo a tendência de estiagem que ocorreu em todos os Estados do Sul do Brasil.

Porém hoje começaram cair algumas gotas de chuva aqui acolá... Depois foi mais forte um pouco... E finalmente depois do meio dia houve garoa intermitente. O solo estava ressecado, "deserto e árido, pedindo chuva", as plantas sofrendo e com certeza os cultivos da Agricultura estavam sofrendo e decaindo em qualidade e produção (não só porque ouvimos falar sobre, mas pela própria lógica dos períodos de seca). E o ar ficou mais fresco, mais respirável... As previsões dão conta de que nos próximos dias haverá nuvens, precipitações... Oxalá continue, mesmo que de forma lenta, pois nossa Terra parece uma fornalha que não tem como segurar a umidade, a água, as fontes, os lagos, os rios... 

Esta imagem de árvores decepadas não dizem nada? (RS)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Visita ao Colégio e saudades...



Estive no Colégio Estadual Santa Clara (CESTAC) dando uns tratos culturais no Herbário Vivo e pensei o que um amigo educador falou em tom de brincadeira: "A escola é maravilhosa! Ruim são os alunos..." Kkkkkkkkkkkkkkkkk!!!

Pensei sobre o que poderia significar "alunos" que seriam "ruins"? Ruins são aqueles/as que vem para a escola apenas para brincar, farrear, incomodar os/as colegas, atrapalhar os/as Educadores/as, que não tem foco no Estudo e na aprendizagem, que não têm consciência da necessidade da Ciência e do desenvolvimento científico, que brigam, destroem e trazem uma série de problemas de fora da escola, chegam à escola porque sua família não os quer em casa ou porque a escola é apenas o ponto de encontro... Pensei em traduzir este "ruim" ou "ruins" para não sobrar para o meu juízo! Hehehe...

sábado, 31 de dezembro de 2011

Ano Novo - por quê?!?


Novo ano...
Todo ano eu costumava desenvolver alguns "ritos" no 1º dia do ano que se iniciava. Normalmente nós Educadores passamos o ano envolvidos com a Escola, com a Educação, com as Ações Pedagógicas e nossa casa fica ao léu... Assim no dia 1º de ano eu procurava continuar desenvolvendo as lides e organizações domésticas, como limpar, plantar, cuidar, organizar, escrever, ler, conversar, relacionar-me, desejar "feliz ano novo", dentre tantas outras atividades. Era como se de forma mágica no restante do ano (335 dias) as coisas fossem se desenvolver no mesmo ritmo e tudo daria certo... Vou continuar agindo assim, mas sem a crença em um determinismo automático. 


Na passagem de ano não tínhamos os costumes rituais de roupas brancas, determinados alimentos, uso de certas cores, uso de simpatias e determinadas mandingas, refeições especiais, dentre outras. No entanto, de um lado havia a preocupação de estabelecer um paradigma exemplar para o ano... De outro não havia superstições ou práticas completamente alienadas como se fossem mágicas para mudar o curso da vida. De modo que a esta altura da vida entendo que a "passagem do ano" não é mais do que uma comemoração. Não muda absolutamente nada no rumo da existência, pois o calendário é apenas uma convenção sobre a medida do tempo, na organização do transcurso vital. 


Mas teríamos que buscar o bem estar nosso, dos nossos vizinhos, da comunidade planetária durante todos os dias do ano! Todos os dias deveríamos ter condições de respirar, apreciar..., comer, beber, vestir, ir e vir, habitar, estudar, trabalhar, nos desenvolvermos, nos organizarmos e fazermos os enfrentamentos necessários para aparar as arestas sociais, humanas e desumanas. Todos os dias do ano deveríamos buscar a felicidade (minha, tua, nossa, de todos!) e sermos felizes!


Quanto ao mais, devemos continuar com atitudes positivas, com posturas determinadas, com nossos planejamentos, com nossos esforços por superar nossos limites e contradições, com nosso Trabalho, com o cultivo de valores como a justiça, a equidade, a solidariedade, o cuidado, desenvolvendo nossas espiritualidades na relação com a transcendência e proferindo palavras de bondade e de benção a todas as pessoas possíveis... Porém devemos continuar neste esforço de crescimento e aspirações não apenas nestas "datas comemorativas", mas durante todos os dias do ano...

domingo, 18 de dezembro de 2011

"Então é natal" - Natal? O que significa isto?

Estava pensando, reavaliando, redimensionando o que havia escrito sobre o "natal" e considerei agressivo, um texto com cara de frustração... (Hehehe...).
Não vou mudar o tom do que registrara, vou tentar ser mais polido, sem no entanto mascarrar a realidade. Pois bem, a festa ou comemoração do Natal do ponto de vista cristão ou dentro do plano de Deus não tem nenhuma importância. Muito pelo contrário, o contexto da páscoa neotestamentária tem grande significado e importância simbólica para o cristianismo.

A "árvore de natal", "Papai Noel", "Menino Jesus", "presentes" são partes de uma tradição baseada na mentira. E é exatamente a mentira o que ensinamos às nossas crianças quando cultivamos tais costumes. Principalmente estes de "Menino Jesus" e de "Papai Noel"! Porque Jesus Cristo não tem nada de "menino" e "papai noel" tem mais a ver com uma bebida à base de coca (que inclusive explora por demais o Brasil e arranca os olhos de seus consumidores com uma droga que não é nem benéfica ao bolso nem à saúde).

E a festa do Natal não tem nada de cristão! Para início de conversa o nascimento de Jesus Cristo não tem nada a ver com o Natal... Tanto que ninguém sabe quando Ele nasceu. Biblicamente é possível determinar hora, dia, mês e ano que ele morreu. Entretanto o Natal poderia até ser relacionado a JC. Mas é uma festa do capital, material, venda, lucro, do comércio, do consumo e do acúmulo capitalista! É nojento e clama aos céus a hipocrisia e a injustiça de quem vive da exploração do suor alheios e ainda diz "feliz natal!" O tempo dos Trabalhadores que produzem os bens é explorado à exaustão para gerar riquezas para a meia dúzia daquele percentual que detém os meios de produção. Mas aos trabalhadores resta apenas as condições mínimas de sobrevivência! Desculpem-me os aficionados, ligados, amantes do Natal! Não pretendo destruir a nostalgia, o espírito da infância, de teofania, o clima reminiscente e romântico de cada um/a... Desculpem-me mais uma vez os adeptos desta festa! Não quero mudar a consciência de ninguém. Que cada um/a avalie, como quiser e se quiser, o que lhe é essencial, real, de valor permanente, diferentemente do que é ópio, mentira, ilusão, fetiche...

Estava em um "mercado" a observar o foco de um grupo de jovens que buscavam bebidas pesadamente alcoólicas (não que isto seja prerrogativa de natal para eles, pois se embebedam semanalmente). Sem julgá-los (pois quem sou eu miserável pecador?), mas junto com o álcool seguem-se outros exageros, inclusive a direção no trânsito colocando em risco não só suas vidas, mas de pessoas que não têm nada a ver com suas orientações, festas irresponsáveis... Eu prefiro ficar com alguns aspectos que li em um folheto publicado pela mocidade da Assembléia de Deus de Condói, o "Jornal Herdeiros da Promessa" (Edição nº 5, dez/20110), no qual eles explanam sobre o nascimento e obra de Jesus Cristo e desmistificam uma cultura que tem como base a mentira. Parabéns! E busco (dentro dos meus próprios limites) apegar-me à essência e significado da Cruz do Calvário e da ressurreição!

E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. João 3:19 



Porque quem que você conhece  já está acostumado a ver
e até acha normal a sua desgraça...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Perdoem-me, irmãos, mas eu preciso confessar!

PERDOEM-ME O DESGOSTO! ... ESTÁ INSUPORTÁVEL!
Perdoem-me, irmãos, eu confesso a tão aguardada confissão de minha boca. Sim, eu confesso que não posso mais deixar de declarar a minha alma. 
Para mim é questão de vida ou morte. 
Perdoem-me, irmãos, mas eu preciso confessar.
Sim, eu confesso...
Está insuportável. 
Se eu não abrir a minha boca, minha alma explodirá em mim.


Che Guevara (Documental completo)


CHE GUEVARA DISCURSO INEDITO




sábado, 10 de dezembro de 2011

Arborização das Avenidas de Candói com Frutíferas

Tangerineira

Duas avenidas de nossa cidade estão tendo o privilégio de serem arborizadas (no canteiro central) com árvores frutíferas. Observamos que foram plantadas cítricas, pessegueiros, ameixeiras, macieiras... É uma iniciativa muito boa. Melhor ainda se for realizada  em comum acordo com a comunidade para que esta colabore  com os cuidados necessários, com a manutenção e proteção contra formigas. 

Pessegueiro

Há cerca de 13 anos o Prefeito Valtzer Donini procedeu a arborização de parte significativa das ruas de nossa cidade. Dentre as árvores colocadas ao longo dos passeios estavam dezenas de romãzeiras. Destas sobraram muito poucas que alguns moradores se empenharam em cuidar, outras foram cortadas, uma inclusive está comigo em forma de pré-bonsai (desde 2006) quando um empresário construiu um prédio e os construtores passaram o facão e jogaram um monte de tábuas em cima do toco... Vendo aquele quadro, pedi ao proprietário (logicamente que não dono da rua!) se depois de pronto o prédio as árvores continuariam ali. Ao que me respondeu que teria uma calçada. Disse-me que eu poderia pegar aquele toco. Porém a maioria das romãzeiras foi devorada pelas formigas e algumas sobrevivem a duras penas nas garras venenosas das cortadeiras. E manutenção que é necessária nunca mais!

Macieira

E agora nos anima ver tantas árvores com potencial de produzir frutos como um bom exemplo para a comunidade. Tendo em vista que tem gente que não planta nem um pé de cebola... E tem mais, pode ser que agora as formigas sejam combatidas. Periodicamente adquirimos iscas para "tratar" as cortadeiras que visitam nossas árvores, nossos jardins, nossas casas. E aguardamos que este projeto se estenda à continuação da Av. Anízio Pedro da Luz, que não tem asfalto, nem rede de esgoto... Aliás, tem muito pó, buracos, abandono completo, nem parece que somos cidadãos que atendemos nossos compromissos com os impostos pagos em dia! De nossa parte continuaremos contribuindo  ajudando na manutenção e cuidados necessários em nossos quarteirões. Que venham as árvores!!!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Da Bandeja ao Bonsai

Nesta postagem quero compartilhar apenas uma experiência que vai desde 
a fabricação de uma bandeja em solo-cimento até 
a acomodação de um bonsai de jabuticabeira...

Fruteira plástica que serviu como forma para a bandeja.

Formatação da bandeja à base de solo-cimento.

Processo de acabamento com resina para telhas.

Continuação...

Fruteira por umas horas...

Árvore que vai para a bandeja...

Colocação e fixação do bonsai na bandeja.
Pronto com musgo sobre o solo.

Detalhes das raízes.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Professor Lemos pede para evitar a aprovação do PL 915/2011

Deputado Prof. José Lemos na ALEP.

ATENÇÃO SERVIDORES DO PARANÁ

Precisamos evitar a aprovação do PL 915/2011

O deputado estadual Professor Lemos, convida todos os servidores públicos do Paraná para acompanharem e pressionarem para a não aprovação do Projeto de Lei 915/2011, que trata da regulamentação da Organizações Sociais como prestadoras de serviços do Estado.

"Esse projeto prejudica o interesse público, nosso compromisso e evitar a aprovação do PL 915/2011. O conteúdo deste projeto traz terceirizações e privatizações para o serviço público e isso não é bom, isso desvaloriza o servidor. Somos contra. Por isso convocamos a todos os servidores e a população em geral para que compareçam na Assembleia e acompanhem as votações deste final de ano", ressaltou Lemos.

Lemos ainda lembrou a criação da Paraná Educação que terceirizou a contratação de professores no Estado, ação que enfraqueceu o serviço público e desvalorizou os servidores.

O PL 915 foi retirado da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de hoje (28/11), mas retorna na reunião desta terça-feira.

Na quarta-feira (30/11), o Secretário de Planejamento e Coordenação Geral, Cássio Taniguchi, vem à Alep para dar esclarecimentos sobre o PL 915/2011. "É importante que todos os interessados estejam aqui na Assembleia para acompanhar esta explicação e também para cobrar a retirada deste projeto da pauta", conclui Lemos.

Zumbi dos Palmares
Também será votado na quarta-feira (30/11) o PL 221/11, de autoria do Professor Lemos que institui feriado estadual no dia 20 de novembro, em homenagem ao aniversário da morte de Zumbi dos Palmares e ao Dia Nacional e Estadual da Consciência Negra.
                                 Fonte: Assessoria do Dep. Prof Lemos

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Eleições no CESTAC 2011 - Análises


Tem alguns ditados populares que afirmam, dentre outros, que "vaca morta não dá leite", "desta rocha não verte água", "águas passadas não movem moinho"... Mas gostaria de brevemente tratar de dois aspectos do contexto do processo de escolha da direção no Colégio Estadual Santa Clara. 

1º) A chapa nº 1 não tinha nenhuma relação com partidos A, B ou C de Candói. Pessoas de todas as orientações partidárias e pessoas que não são ligadas a nenhum partido político votaram para esta chapa, inclusive eleitores e filiados/as ao PT (alvo desta, digamos, "discussão"). Que pessoas ligadas à administração municipal tenham sido orientadas (a quem diga "convocadas") pelo seu chefe maior para votarem e fazerem campanha para a chapa 1, é uma realidade. Isto porque supostamente "as meninas" não oferecem perigo para ele/as/es... E só porque a outra chapa  tinha integrantes do PT e/ou eleitores deste partido (não somente), fato que incomoda grandemente e não deixa sossegado a sua excelência! Lembremos do resultado das Eleições Municipais de 2008, quando o PT saiu da noite para o dia, para concorrer as eleições para prefeito, e foi um grande vitorioso... 

2º) A chapa 2, do mesmo modo, não era propriedade de nenhum partido (muito menos do PT), ainda que tivesse eleitores e filiados, etc, que a apoiassem ou votassem para ela. Mas votaram para esta chapa livremente quem desejou, quem achou por bem, quem pensou nela como uma alternativa dentro do exercício da Democracia... E mesmo não sendo eleita, cumpriu com um papel de fundamental importância quando provocou a discussão sobre a Gestão da Escola Pública, desacomodando ou despertando as pessoas às melhorias de todo o Processo Educacional, da Escola, da Comunidade Escolar. Basta,! Independente do resultado, a sua contribuição foi excelente para a Gestão de Denise e Rosângela, que foi boa e pode ainda ser melhor. Tudo, sempre, em nossa vida, pode ser melhor!

De modo que sua excelência não precisa correr para a reunião da CANTUQUIRIGUAÇU (25/11/11, ou a qualquer outro lugar) e afirmar que deram uma lavada no PT de Candói ou coisa parecida... Repitimos: o PT de Candói não concorreu às eleições do colégio na condição de partido político. Boa parte dos seus membros educadores, inclusive, votaram para a chapa nº 1. E nossa orientação é que não se fizesse tal associação partidária, dado que uma montagem de chapa nem fora discutida pelos educadores, de orientação ideológica de esquerda, do colégio. E, para encerrar esta discussão, afirmamos que os políticos oportunistas, viciados, enganadores, mentirosos... é que fazem tais afirmações, como aliás sempre o fizeram!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Governo isenta empresas de monitorar efeitos dos transgênicos

Do Boletim Por um Brasil Livre de Transgênicos - Número 563
Novembro de 2011
Neutralidade de ciência, neutralidade da imprensa…
"Não vejo, não escuto, não falo"!

Com muita tristeza tenho que admitir: infelizmente este (mais do que o nosso governo!) é o meu governo, pelo qual eu e milhões de Trabalhadores/as brasileir@s lutamos por muitos anos para colocar no espaço de poder máximo de nossa Nação! E que apesar de tantos acertos em diversas áreas, está a serviço da destruição da Biodiversidade, da Autonomia e da Emancipação da Sociedade Humana com Respeito e Cuidado ao Meio ambiente!

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