sábado, 30 de abril de 2011

AS POLÍTICAS PÚBLICAS, O DESCRÉDITO DO PODER PÚBLICO E AS DEMANDAS AMBIENTAIS


Ensaio

          As políticas públicas visam dar respostas às necessidades do povo com os recursos (dinheiro) que pertence ao próprio povo. Porém o povo, a coletividade, a sociedade que deveria ser a beneficiária destas políticas não acredita no que se fala, no que se propaga, no que se alardeia, no marketing que vem de determinados políticos, quem sabe dos políticos de modo geral. É a coisa do tipo "gato escaldado tem medo de água fria". Esta posição do povo acontece porque historicamente os políticos apresentaram um projeto e fizeram outro, muitas vezes não foram transparentes na realização das obras públicas, superfaturaram o valor das obras, não prestaram contas de forma legal ao povo que é soberano, fizeram as obras ou serviços no papel, nas placas, na propaganda, mas na realidade fizeram de conta, ou mal feito ou fizeram de mentira. Logo, sobrou ao povo o descrédito e a desconfiança quando o setor público anuncia obras, serviços ou pede apoio popular para a implantação e/ou implementação de determinadas políticas públicas. Resumindo, o povo não confia nos políticos e nos seus projetos porque teve motivos de sobra para isto.
         Em Candói, neste momento histórico em que estamos vivendo, depois de muitos anos de desencontros entre o que o poder público municipal propõe ou impõe, e o que a sociedade entende, pensa, tem consciência (ou não) sobre a questão do LIXO (diga-se resíduos sólidos), há um processo de discussão à semelhança de audiências públicas em que diferentes setores da sociedade (secretarias municipais, as escolas, os construtores, as cooperativas, os agentes de desenvolvimento ambiental - os "garis" ou "catadores" -, os comerciantes, os donos de oficinas, as associações comunitárias, as igrejas, dentre outros) estão sendo convidados a participarem de reuniões em que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente está trazendo uma proposta de trabalho de conscientização e de ação para a questão do LIXO ou dos resíduos sólidos. Segundo nos informou o Biólogo da Prefeitura, Marco Antonio Silva, (lotado na Secretaria Municipal do Meio Ambiente), as escolas estão sendo convidadas a participarem de um concurso referente ao processo desencadeado na questão dos resíduos sólidos. Serão duas atividades diferenciadas envolvendo separadamente as escolas municipais e as estaduais.


          E neste assunto que interessa a todos nós, seres humanos, produtores ou disseminadores de resíduos sólidos, mesmo que tenhamos que torcer o nariz ou que nos cause ojeriza quando se fala o nome de determinados políticos ou quando são lembradas determinadas propostas políticas de soluções de problemas, mesmo que nos recordem mal fadados programas públicos de gerenciamento dos resíduos sólidos, temos que nos unir e fazer a nossa parte. Aliás, devemos dar uma oportunidade para que os problemas sejam solucionados, até porque na questão do LIXO cada um de nós é responsável legal pelo que produzimos ou geramos. E além de darmos uma chance ao poder público para cumprir com suas obrigações com a comunidade, devemos estar organizados para acompanhar a sua execução, para sugerirmos, cobrarmos e fazermos as críticas que forem necessárias. Entretanto, o que não pode acontecer é ficarmos apenas montados na crítica e deixarmos o Meio Ambiente, a Natureza, o Planeta todo emporcalhado, sujo, poluído, contaminado, insustentável ou sem sustentabilidade para  as futuras gerações, para nossos filhos, para nossos netos... Afinal, que Candói, que Planeta Terra queremos deixar para a posteridade? Independente dos políticos que hoje estejam no poder, todos nós temos uma grande parcela de responsabilidade no tocante ao LIXO e à Saúde do Meio Ambiente e da População!  Há um ditado africano que afirma: “A Terra não nos foi dada de presente pelos nossos antepassados. Ela nos foi emprestada pelos nossos filhos.”  

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A FAMÍLIA E A ESCOLA


Fonte AQUI

       Eu poderia começar este artigo falando da Família e a Educação. Mas apontei aquela que é a "base da sociedade" e um dos aspectos da Educação que é a Escola. Pois bem, a Família está em dificuldades de toda a ordem. E estas refletem-se no ajuntamento de crianças e adolescentes chamada de Escola. As crianças chegam para a Escola como a um ponto de encontro, de recreação, como lugar de estravazarem suas mágoas, seus dissabores, seus descontentamentos, suas mazelas, suas carências afetivas, materiais, como se a Escola fosse um lugar para reproduzir a violência de que são vítimas ou com a qual convivem no seu cotidiano. Violência, que nos casos mais patológicos, mais intrigantes, mais palpáveis, é constituída pela da fome, pela moradia precária, pela falta de vestuário, pela falta de Trabalho e Renda, de emprego, falta de terra, de autonomia, falta de bases de apoio familiar (ainda que a família tenha outros desenhos como avós, tios/as, novos arranjos, novos casamentos, etc.). 
          E poderíamos acrescentar aqueles e aquelas que apenas sabem  gerar filhos/as, parí-los e jogá-los no mundo, tipo "filhos e filhas de perdiz". Não acompanham o crescimento da nova geração, não ensinam nada da educação familiar, não conseguem negociar nem impôr limites aos seus rebentos. E depois empurram as crianças para que a escola dê conta de sua incompetência e de sua falta de capacidade de educá-los dentro das mais elementares normas de convivência humana. Falta a mães e pais um aparelho chamado 'desconfiômetro' e e um remédio conhecido como  'semancol'!  
           No tempo em que estamos vivendo ainda têm os pais e mães que trabalham o dia todo fora de seus lares e seus filhos ficam abandonados à própria sorte, quando muito sob cuidados de pessoas nem sempre idôneas para acompanhar as crianças em suas diferentes necessidades de apoio emocional, psicológico, material, físico e espiritual.
        
            Esta é a realidade com a qual trabalhamos diariamente na Escola. É um contexto que exige de você, na condição de educador, uma ginástica quase impossível. Há um desgaste enorme. Há um grau de estresse muito elevado. E por mais que a Escola esteja aparelhada com profissionais que vão desde a estrutura de serviços básicos (como limpeza, alimentação, administrativo), Educadores (professores, pedagogas/os, diretoras/es, equipe de apoio), não consegue dar conta de tantas demandas por "apagar incêndios" nas turmas, chamando e tratando dos casos específicos, individualizados ou coletivos.
            Este quadro aqui apenas rascunhado representa um enorme prejuízo ao processo de Ensino-Estudo-Aprendizagem. E se a sociedade está constituída contraditóriamente por pessoas pertencentes a classes sociais tão antagônicas, como realmente é, a Escola contribui com esta situação e ainda nivela por baixo a Educação. Aqueles educandos oriúndos de famílias com um mínimo de estrutura afetiva, psicológica, material, ética, cujas mães, pais ou responsáveis acompanham e se preocupam com a vida de seus filhos e suas filhas, que lhes oferecem as bases para sonhos e/ou ambições, estes conseguem avançar nos estudos, no desenvolvimento do conhecimento e conseguem ocupar alguns lugares no Mundo do Trabalho ou no "mercado de Trabalho". Mas há famílias que não se sentem com força, com vontade ou com disposição de tempo para virem à Escola, para se preocuparem com o desenvolvimento de seus filhos e filhas, ou para acompanhar-lhes no simples ato de estudar e fazer as atividades escolares em suas casas. Entretanto, em absoluto, não estamos afirmando que a Escola é apenas este quadro aqui retratado... Ela é muito rica de experiências, de possibilidades, de potencialidades e de realização, até que alguns governantes, devidamente pagos por nós Povo e iluminados, não consigam baratear e acabar com o real sentido do Ensino-Estudo-Aprendizagem!
            Por outro lado têm mães, pais e responsáveis, que independentemente de sua condição social, de sua formação, de morar na cidade ou no campo, sempre procuram a Escola para saber de seus filhos e filhas, para orientarem a Escola a respeito das dificuldades de suas crianças e adolescentes, ou que prontamente chegam até a Escola logo que sejam chamados e/ou convocados para ajuderem nas questões pertinentes aos mancebos e raparigas. Nem tudo está perdido. Mas às vezes parece que estamos em uma luta inglória. Mesmo assim não perdemos o ânimo, a energia, a disposição de perseguir o desenvolvimento científico, intelectual, psíquico da petizada, de orientar-lhes nas questões em que há demanda, de distribuir a atenção necessária a cada um e cada uma, de ouvir-lhes em suas dificuldades, de distribuir o afeto e o carinho possíveis em cada caso. 
          Quando iniciamos as novas turmas ao início de cada ano letivo, com as turmas do 6º ano (antes 5ª série do EF), recebemos uns e outros totalmente desajustados, sem noção de limites, sem o entendimento de que para viver em sociedade precisamos obedecer normas de convivência, que se faz necessário conhecermos os nossos direitos e os nossos deveres. Trabalhamos com turmas  em que ao mesmo tempo que temos uma preocupação com a formação científica, com o desenvolvimento do conhecimento, com a sua formação de modo geral, de forma integrada com as demais áreas do conhecimento, também dispensamos o cuidado, a preocupação com cada um/a deles/as, o afeto ao nível do possível, sem pretendermos substituir o papel de seus pares imediatos (pais, mães, responsáveis, em fim, as famílias). 
          Aqui porém vem a tona um outro ingrediente na relação educandos X educadores. Quando você procura desenvolver o processo do conhecimento de forma agradável, sincera, divertida (mas sem barateamento da Educação), alguns "alunos" acabam confundindo as coisas e temos que apelar para a equipe de pedagogas, direção e procedimentos afins. É nestes casos procuramos fazê-los entender que temos uma verdadeira preocupação com sua formação e desenvolvimento científico. Que para nós não existe "tanto fez como tanto faz", não nos baseamos no "faz de conta". Lutamos para que todos/as cresçam, mas se alguns não conseguem se integrar, os "remédios" adequados temos que ministrar para não pôr toda a turma a perder! E quando chegamos ao limite do insustentável nos obrigamos a "rodamos a baiana".

domingo, 24 de abril de 2011

'DEUS É TERNURA...'

    "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás."
ErnestoChe Guevara      

Sonhei que "Deus é ternura e tudo fez com ternura". E por conta disso o ser humano deveria ser ternura, agir com ternura, viver com ternura. O sonho impressionou-me e como não é tão comum se tratar da "ternura", fui pesquisar o seu significado mais profundo.
          O dicionário diz: "Qualidade do que é terno; meiguice: ternura maternal. E apresenta os sinônimos: "afeto · amizade · amor · apego · benevolência · comiseração · compaixão · dó · enternecimento · fraternidade · maviosidade · meiguice · miseração · piedade · simpatia".
          Descobri um poemeto de Charles Chaplin:
          "Pensamos demasiadamente
          Sentimos muito pouco
          Necessitamos mais de humildade
          Que de máquinas.
          Mais de bondade e ternura
          Que de inteligência.
          Sem isso,
          A vida se tornará violenta e
          Tudo se perderá". 
          Talvez a música de Roberto e Erasmo Carlos não chegue definir "ternura", mas ilustra bem algum aspecto de sua prática:
          
         Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens? Guimarães Rosa
         "Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo

         Quero apenas contar-te a minha ternura
         Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
         Eu te pudesse repor
         - Eu soubesse repor _
         No coração despedaçado
       As mais puras alegrias de tua infância!" Manuel Bandeira
       “Quando olho uma criança ela me inspira dois sentimentos, ternura pelo que é, e respeito pelo que posso ser.” Jean Piaget
         "O povo deve ser educado com o mesmo cuidado e ternura com que um jardineiro cultiva uma árvore frutífera de estimação." Joseph Stalin
         "Me apaixonei por um olhar. . .
         Por um gesto de ternura

         Mesmo sem palavra
         Alguma pra falar
         Meu amor,
         a vida passa num instante
      E um instante é muito pouco pra sonhar..." Oswaldo Montenegro
         “Todo o bem que eu puder fazer, toda a ternura que eu puder demonstrar a qualquer ser humano, que eu os faça agora, que não os adie ou esqueça, pois não passarei duas vezes pelo mesmo caminho.” James Greene
        “Você não é linda. Linda é sua mãe, que gerou a ternura. Você é maravilhosa, ultrapassa a estética, sua alma transparece.” Sergio Fajardo
       “Com sua ternura você entrou em meu mundo,

        Com teu sorriso eu consigo sorrir até nas situações mais difíceis,
        Com seus olhos eu consigo ver o verdadeiro amor que Deus me deu,
        E só o teu abraço que me transporta para um outro mundo que só existe eu e você!” Guilherme Sarate
          De tudo o que escrevi aqui talvez tenha dito muito pouco, mas senti desejo de fazê-lo e postei minhas observações e ilustrações pertinentes ao tema. Para mim, para minha vida, para minha ação faz sentido.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

CÓDIGO FLORESTAL EM PERIGO


          Pensemos bem, se fossem os "sem terra", os camponeses, os pequenos agricultores... que estivessem reclamando dos prejuízos causados pelo nosso Código Florestal Brasileiro (CFB), então deveríamos dar ouvidos, prestar toda a atenção possível, tomar as providências necessárias e até pressionar os nossos deputados e senadores para minimizar (reformar) o atual CFB. Mas não são estes que reclamam dos limites ambientais impostos pelo CFB. E quando algumas partes destes segmentos populares o fazem é porque foram manipulados pela minoria latifundiária (grandes proprietários de terra) que têm uma sede insaciável de produzir mais e mais a todo e qualquer custo (conforme reiteradas vezes temos aqui afirmado)! 
          Quem mais precisa da terra para viver, se organizar, plantar, colher, criar, se alimentar, se desenvolver de forma sustentável não está reclamando ou fazendo lobbies no congresso e na mídia pelo fim do atual CFB. O Brasil não precisa mais de soja, de bois, de pinus, eucaliptus... para se desenvolver. Até porque estes produtos  não são os alimentos tão propagados pelo agronegócio como desculpa para destruir o Código Florestal Brasileiro. De modo que poderíamos contrapôr-nos à pecha de atraso do Brasil por conta da Lei Ambiental, para quem quer a todo custo proteger o restinho que está sobrando da ex-Natureza e/ou ex-riqueza ambiental brasileira.


"Coquiadas do Final de Semana..."

Por Anderson Gibathe - Blog Paraná do Sul
"*FORA DA REDE - O site que trazia informações sobre advertências aos produtos transgênicos, como informações aos consumidores e resultados de pesquisas, está fora do ar desde janeiro, quando mudou o governador do Estado do Paraná. Por que tirar o direito de informação de nossos consumidores?
O endereço do site era www.transgenicos.pr.gov.br
De que lado o governo está?

*EUREKA FORA DO AR - O único programa Pré Vestibular da Televisão aberta brasileira, transmitido pela Tv Paraná Educativa, emissora estatal do Governo do Paraná foi retirado do ar no mês de fevereiro. O programa possuía espectadores de vários estados e era um meio de inclusão social no acesso ao conhecimento.
Por que retirar do ar um programa de tão grande importância?

*E A CPI DO MST? - Quando lançaram a dita CPI do MST para investigar os repasses do Governo Federal às cooperativas da reforma agrária a mídia fez um bafafá total. Não se sabe mais a que pé está a dita CPI. Ouvi falar que não provaram nada. Se for este mesmo o resultado quero ver se a mídia vai divulgar...

*PROMOÇÃO - Tem prefeito no Paraná usando o mesmo slogan da campanha eleitoral no marketing da administração atual "pública". Ganha um pedaço de charque quem adivinhar."

domingo, 17 de abril de 2011

TEMPO PARA TUDO


"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?
Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim".
(Eclesiastes 3.1-9 e 11)

sábado, 9 de abril de 2011

AJUDANDO DIVULGAR O BLOG "HISTÓRIA DE ALICE"

Franco, Inês, eu e Alice equipada.
          Um casal em carne, osso (mas não qualquer osso!) e espírito, cheio de sonhos, ousadia e projetos, dentro de Alice, uma kombi, ou melhor, uma motorhome, personalizada, uma micro "eco", onde tem de tudo um pouco para estar em movimento entre os movimentos da História. Será "Alice no país das maravilhas"? Pode ser também... É o espaço onde hoje acontece grande parte do Trabalho de Inês Calixto e Franco Hoff. Entre AQUI, leia, apoie. Agora eles acabaram de passar por Pinhão, Guarapuava, Pitanga, Turvo (Faxinal Saudade de Santa Anita) onde nos encontramos e nos damos a conhecer. Uma maravilhosa experiência de pesquisa, que com certeza exige muita coragem e persistência.


Ai está Alice


segunda-feira, 4 de abril de 2011

AS CONTRADIÇÕE DE CAMPANHAS AMBIENTAIS

           Dir-me-ão... Bem, talvez digam que meu português está fora de moda! Quiçá alguém que não me conhece dirá que de nada adianta "Blá! Blá! Blá!...", se não fizermos algo concreto. Pois bem, antes que chegue aquele tempo que para muitos é apenas mais uma oportunidade de descarrego de consciência, a Semana do Meio Ambiente, gostaria de chamar a atenção da blogosfera e leitoras/es para o rol de besteirol que se faz crer através de ricas campanhas em favor do Meio Ambiente.
           Pois bem, uma delas é aquela que incita a população a "fazer xixi durante o banho". Outro dia no colégio, no qual trabalho, vi mais do que um cartaz com esta campanha: "FAÇA XIXI DURANTE O BANHO E SALVE O PLANETA!" Não julgo os estudantes que em sua "santa inocência" entraram em tal campanha. Coloquei-me a conjecturar sobre o alcance real de tal movimento... Não pude dar muito crédito! Pois pensei com meus botões: 'Fazer isto e continuar gastando água para defecar... e simplesmente puxar a descarga não deve ser uma ação de abrangência de grande alcance a ponto de salvar o Planeta'!
           Então mais uma vez atinei para outras contradições que, sistematicamente, passam despercebidas pelo ser humano comum, inconsciente e alienado. Por exemplo, desde o ano de 2010 o Brasil está no topo das estatísticas como o maior consumidor de venenos utilizados na Agricultura, os conhecidos como agrotóxicos, produtos químicos para a Agricultura, que as empresas tentam impingir o nome de "insumos" ou "defensivos agrícolas". Vamos nos respeitar! Estes venenos "defendem" o quê?
            É sabido, ainda que seja muitíssimo pouco divulgado, que muitos destes venenos são de uso proibidos ou estão com os dias contados aqui nestas "terras tupiniquins". Mesmo que lá fora, nos ditos "países desenvolvidos" já tenham sido proibidos há muitas décadas, mas aqui não, pois a força do capital dita as regras e fala mais alto do que a Vida, a Ética, o Cuidado pelo Meio Ambiente e por tudo o que faz parte dele. Está comprovado, de forma empírica e cientificamente, que estes venenos estão contaminando o Ar, a Água, o Solo, os Alimentos, as diversas formas de Vida, incluindo nós os Seres Humanos. Aliás, nós os humanos somos reconhecidos como os mais inteligentes seres da face terrena, no entanto com toda esta suposta capacidade de compreensão, de criação, de desenvolvimento, de inventos tecnológicos, estamos depredando, esgotando, destruindo, contaminando, desenvolvendo doenças, muitas incuráveis, e espalhando a morte sobre nosso Planeta terra!
          Hoje nem vou discorrer de outras práticas e tecnologias, como o uso de maquinários pesados, da monocultura extensiva (ao invés dos policultivos para atender às necessidades locais), do desmatamento para ampliar as fronteiras do agronegócio e das commodities para a exportação, do latifúndio que cresce (em prejuízo de milhões de seres humanos que esvaziam o campo e vão para as cidades em condições degradantes), das fábricas, dos lixos que elas produzem e de seus dejetos que contaminam tudo e todos, do consumismo estimulado e da consequente produção de lixo sem fim, do esgoto doméstico, dentre outros desafios que nos são impostos como um tsunami altamente destrutivo!
          Com licença! Vamos pensar antes de entrar em campanhas que apenas desviam nossa atenção dos problemas ou das soluções que, talvez, ainda teremos que planejar ou desenvolver, para realmente salvar a Vida e Gaia - o Planeta azul - nossa Casa Maior ou nossa Mãe Terra! Já muito se disse que o problema maior está na ganância deste ser chamado inteligente e em seu modelo de desenvolvimento.

quinta-feira, 31 de março de 2011

CONTAMINAÇÃO DO LEITE MATERNO POR AGROTÓXICOS É ALARMANTE - Por Danielly Palma

Plugbr.net
           A repórter Manuela Azenha esteve em Cuiabá, Mato Grosso, onde assistiu à defesa de tese da pesquisadora Danielly Palma. A ela coube pesquisar o impacto dos agrotóxicos em mães que estavam amamentando na cidade de Lucas do Rio Verde. A seguir, o relato:
          Lucas do Rio Verde é um dos maiores produtores de grãos do Mato Grosso, estado vitrine do agronegócio no Brasil. Apesar de apresentar alto IDH (índice de desenvolvimento humano), a exposição de um morador a agrotóxicos no município durante um ano é de aproximadamente 136 litros por habitante, quase 45 vezes maior que a média nacional — de 3,66 litros.
          Desde 2006, ano em que ocorreu um acidente por pulverização aérea que contaminou toda a cidade, Lucas do Rio Verde passou a fazer parte de um projeto de pesquisa coordenado pelo médico e doutor em toxicologia, Wanderlei Pignatti, em parceria com a Fiocruz. A pesquisa avaliou os resíduos de agrotóxicos em amostras de água de chuva, de poços artesianos, de sangue e urina humanos, de anfíbios, e do leite materno de 62 mães. A pesquisa referente às mães coube à mestranda da Universidade Federal do Mato Grosso, Danielly Palma. Continua EcoDebate.

sábado, 26 de março de 2011

O CIDADÃO ISAIAS BUCCO E A CONSERVAÇÃO DAS ESTRADAS DO CAMPO


Eponina e Isaias Bucco (01/2010)
           Acostumamos desde crianças a ver nosso pai, (Isaias Bucco) especialmente em dias de chuva ou imediatamente ao início da estiagem, tomar uma foice e uma enxada, e seguir rumo às estradas que cortavam a sua UPVF (Unidade de Produção e Vida Familiar ou "propriedade") e para além dela. Costumava colocar um chapéu, alguma capa ou plástico para proteção da chuva. Vez ou outra provocava a vizinhança ali de Três Palmeiras III e Passo Grande, (atualmente a localidade de Três Passos), para fazer o mesmo, principalmente quando as beiras de estrada estavam com a mata invadindo o caminho, a fim de roçar e facilitar tanto o acesso como a passagem das máquinas (ainda nos anos de 1960, quando Candói pertencia a Guarapuava e as máquinas passavam 'alisando' os caminhos a cada quatro anos).
         À medida que atingíamos a idade da razão nosso pai nos fornecia uma enxada e íamos com ele, caminho a fora, desobstruindo os "desaguador", as valetas ou valas entupidas, por onde deveriam escorrer as águas da chuva, nas estradas do campo ou "rurais". Ele tinha especial cuidado com estas águas que corriam ao tempo das chuvas e outras vezes temporariamente, quando se formavam pequenas "vertentes", minas ou fontes que liberavam água por muitos dias e podiam provocar grandes estragos e até "atoladores" pelas estradas de rodagem.
          Nosso pai vem de um tempo em que os moradores de uma determinada comunidade não podiam se dar ao luxo de esperar o poder público manter as estradas arrumadas e conservadas. Acreditava que a conservação era um dever de todos os usuários, especialmente de quem morava e precisava ir e vir por aqueles caminhos. Ainda nos anos 60 e 70, ele, alguns vizinhos e alguns agregados que havia em sua UPVF, reuniram-se em mutirão, com foices, enxadas, enxadões, picaretas, pás, arado de boi, e cortaram novos trechos de estrada para desviar atoleiros (por onde não se conseguia passar nem com carroça). Pelo menos em dois trechos cortaram novos caminhos e evitaram locais para onde afluíam grandes quantidades de água ou vertentes.
          A produção para ser escoada, naqueles tempos, ia desde porcos que eram criados tanto na forma de "safra" engordada na "tiguera" das roças de milho, como cargas de milho e feijão. E as estradas deveriam ser conservadas para facilitar o acesso nada fácil naqueles dias. Desde modo nosso pai nos deixou mais este exemplo de atitude contra a indiferença, a passividade e o paternalismo.
         O que escrevemos aqui não exime o poder público de suas responsabilidades de fazer a manutenção e a conservação das estradas. Aliás, a prefeitura municipal deveria ter uma equipe de manutenção pública composta de três ou mais homens,  bem remunerados, com uniformes adequados às condições do tempo, munidos daquelas ferramentas básicas (conforme citamos anteriormente) para passar sistematicamente por todos os caminhos, em todas as comunidades, fazendo os serviços básicos de manutenção e ao mesmo tempo ir mapeando aqueles trechos mais complicados para se fazer as intervenções necessárias com as máquinas mais pesadas/motorizadas, colocando as manilhas, dentre outros. Deste modo evitar-se-iam grandes gastos com máquinas trabalhando de novo, outra vez transportando "cascalho", dentre outros, considerando que há partes das estradas que se conservam por muito tempo transitáveis.
          Muitas vezes por conta de um desaguador inadequado ou obstruído por vegetais, restos de capim e rochas ou devido a um bueiro trancado, um grande trecho de estrada fica comprometido ou estragado. Já aconteceu de estarmos transitando em dias de chuva pela via Candói-Três Passos (e vice versa) e parecer que rodávamos por um verdadeiro rio, por muitos quilômetros. As consequências deste fenômeno são públicas e notórias. Uma equipe de manutenção que transitasse apenas nos dias ou horários chuvosos sanaria este problema rapidamente. Por outro lado seria bom que o poder público, através de seus eventos, em parceria com as associações, as escolas, sindicatos, igrejas e outras organizações, procurassem desenvolver uma cultura de participação e manutenção (paralela ou conjunta) com a equipe de manutenção pública.

quarta-feira, 23 de março de 2011

CFR: CURSO TÉCNICO EM AGROINDÚSTRIA E “OS PAIS DA CRIANÇA”


ESCOLA AGROTÉCNICA ESTADUAL DEMOCRÁTICA CHICO MENDES
           Em 2008 já tínhamos aprovado o Curso Técnico em Agroecologia para a Casa Familiar Rural (CFR) de Candói, bem como um recurso, à época, através do Território da Cidadania, CANTUQUIRIGUAÇU, no valor de R$ 100.000,00 oriundo do Ministério do Desenvolvimento Agrário, para a ampliação da CFR, através da construção de novas salas. Este processo de implantação de um curso (CTA) fora responsabilidade de nosso companheiro de Trabalho, Joélcio Rufato Dutra (que no quesito negociação política e desenvolvimento de projetos, com o auxílio do Administrativo ou Monitores, tirava de letra). Porém no que tange a aspectos locais, tanto uma possibilidade como a outra foram rolando...

          O Curso Técnico em Agroecologia não foi implantado porque não tínhamos salas suficientes para acomodar as turmas que tínhamos então. E a verba de R$ 100.000,000 para a ampliação da CFR foi aprovada junto ao Conselho Estadual dos Territórios da Cidadania em reunião estadual ao início de 2009. E continua rolando o processo... Nada de ampliação ainda, mesmo que se afirme que o dinheiro está depositado na Caixa Econômica Federal. E o Curso Técnico em Agroecologia, depois de algumas discussões iluminadas, virou Curso Técnico em Agroindústria.

          A primeira proposta, a do Curso Técnico em Agroecologia, seria mais necessária, considerando que ‘fazemos’ apenas o comum que todo "veneneiro" faz, isto é, ele utiliza nas lavouras toneladas de químicos, venenos, agrotóxicos, produz alimentos de baixa qualidade nutricional, contaminados com venenos, que fazem muito mal à saúde da população, isto é, desenvolve muitas doenças (dentre elas algumas fatais) e contamina o Meio Ambiente e, portanto, a toda forma de vida. Mas é uma opção buscar fazer a diferença, buscar alternativas ou seguir o cordão, a onda, o caminho mais fácil, do que "todo mundo faz"..., conforme diz a música, "aonde a vaca vai o boi vai atrás".

          A segunda proposta, a do Curso Técnico em Agroindústria, é válida (mesmo que se trabalhasse na CFR a perspectiva da Agroecologia), pois é uma forma de pensar uma formação para aproveitar a produção daquilo que predomina em nosso Município, que é a Agricultura e a Pecuária. E a agroindústria é uma forma de buscar a agregação de valor dos produtos a partir das famílias, das comunidades e do município como um todo e oportunizar novas perspectivas profissionais, no Mundo do Trabalho, aos/às educandos/as.

         
Feito estes preâmbulos, gostaríamos de voltar para o foco de nossa temática, que é CFR: CURSO TÉCNICO EM AGROINDÚSTRIA E OS PAIS DA CRIANÇA. Pois bem, em 2010, uma vez sinalizado pela ARCAFAR-SUL e pelo Núcleo Regional de Ensino (NRE) que poder-se-ia entrar junto ao NRE com o processo de solicitação do referido curso, a Coordenadora da CFR (Julieta Schiavini) se empenhou em fazer o processo deslanchar e o Articulador Pedagógico, o Professor Andrei Mugnol Ribeiro, ficou encarregado de montar todo o processo, que foi composto de centenas de páginas. Este dedicado Educador trabalhou feito louco, muito mais do que qualquer um de nós na CFR, junto ao NRE de Guarapuava (orientações e documentações) e junto à Escola Base, o Colégio Estadual Santa Clara, que através de sua Diretora e Diretora Auxiliar (Denise e Rosângela) se colocou à disposição para fornecer toda a documentação necessária e a estrutura para poder viabilizar o processo. Portanto, se tem um "pai" na montagem de todo o Processo de Criação do Curso Técnico em Agroindústria, este sujeito se chama Professor Andrei Mugnol Ribeiro! Qualquer outra coisa que se diga é mero engano... ou oportunismo político! Chega de padrastos! Tem um princípio da Ciência da História que afirma: "Quem não conhece a História está condenado a cometer os mesmos erros do passado". E outro que diz: "Povo sem memória é povo sem História"!
Este artigo foi publicado inicialmente no Jornal Vale do Iguaçu (impresso), 23.03.11.

terça-feira, 22 de março de 2011

A DEMOCRACIA É UM BLEFE!


Mafalda tem um ataque de riso ao ler a definição de Democracia.

           A DEMOCRACIA, por definição, quer dizer "governo do povo". Dá a entender que o povo é soberano (em sua maioria). No berço de DEMOCRACIA,  a Grécia, era de acordo com a sociedade de classes e de conformidade com a mentalidade patriarcal ou machista. Isto é, participavam da DEMOCRACIA apenas os homens que fossem ricos (nobres). Ficavam de fora os pobres, as mulheres, os estranjeiros. Mas este era o contexto sociocultural grego.
          Em outros tempos e espaços a DEMOCRACIA adquiriu outras características, sem deixar de ser excludente. Os pobres, os trabalhadores, as mulheres (de modo geral) continuaram excluídos do processo.
          Na atualidade em muitos aspectos a DEMOCRACIA evoluiu. Em nossa DEMOCRACIA há honrosas exceções... Mas dadas suas características de elegibilidade (eleições), de representatividade, o coeficiente eleitoral (oh, mentira!), sem muitos mecanismos de participação direta da população eleitora ou "cidadã", de encastelamento dos "representantes", do escudo da legalidade... a DEMOCRACIA acaba por ser um blefe, um engano, uma falácia... para enrolar os trouxas. Depois das eleições, comumente, uma parte do povo que se entende vitorioso, sai às ruas em passeata, caminhata ou carrreata, com suas bandeiras e palavras de ordem, a comemorar a vitória de seus representantes. Ledo engano...
          E este processo se dá de forma a mais legal possível. Está tudo dentro da lei. E nós, povo, pagamos o pato da festa, digamos, da farra! Na DEMOCRACIA, figurativamente escrevendo, muitas vezes nós colocamos "a raposa para cuidar do galinheiro". Hum... E como ela cuida bem! Cuida pensando sempre em seu próprio bem! Ao "bem comum", ao povo que dá sustentação às estruturas da DEMOCRACIA, são destinadas migalhas dos inúmeros impostos, tributos e taxas que paga. Mas, como dizem alguns políticos cinicamente, eles são "escravos da lei". Certo! A lei que fora elaborada para supostamente respeitar os direitos do povo, tem brechas que facilitam as falcatruas, os desmandos, a corrupção e o abuso de poder.
(Continua, sujeito a revisão...). 

domingo, 20 de março de 2011

O BARBEIRO

          Certo dia um florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo. Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro repondeu:
           - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
          O florista ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista.
          Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:
           - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
           O padeiro ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.
           Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo. Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse:
          - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
          O deputado ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar cabelo.
         Essa história ilustra bem a grande diferença entre os cidadãos do nosso país e os políticos que o administram.
         "POLÍTICOS E FRALDAS DEVEM SER TROCADOS COM FREQUÊNCIA PELO MESMO MOTIVO!”

Obs.: recebi do amigo gente, agricultor, blogueiro, ambientalista, acadêmico... Anderson Gibathe - Rebouças - Pr.

NOSSO DIREITO DE MANIFESTAÇÃO

           É do nosso entendimento que temos o direito de manifestarmos o que bem desejarmos, nos veículos que tivermos acesso, quando considerarmos necessário e sobre o tema que for pertinente. 
          E.n.t.r.e.t.a.n.t.o, nós quando escrevemos neste blog ou na coluna do jornal (JVI), nos identificamos, temos endereço, temos nossas referências. Nós, enquanto pessoas, na condição de cidadãos, não somos favoráveis a "documentos" anônimos. Se um documento tiver que ser anônimo, então que seja na Justiça com direito ao sigilo ou ao anonimato.

sexta-feira, 18 de março de 2011

PEDRINHO DA ILHA: CAUSA MORTIS

Estamos de LUTO na Memória, na Consciência, na Postura e na Ação!!!


           Falar sobre o Pedrinho da Ilha no calor das emoções pode trazer algumas dificuldades... Começo lembrando que o Pedrinho da Ilha (da Península Cavernoso) foi antes de mais nada um LUTADOR DO POVO e por seu POVO DEU A VIDA! Sua vida reta, honesta, intolerante com as injustiças, falcatruas e com o abuso de poder, lhe rendeu alguns desafetos que gostariam de vê-lo utilizando as armas das mutretas, da desonestidade, do favorecimento e perseguição política.
          Diante do exposto podemos afirmar que Pedrinho da Ilha foi morto duas vezes! A primeira morte foidurante a campanha eleitoral de 2008, quando era candidato a Prefeito de Candói e sofreu calúnias, difamações e armações políticas, quando lhe acusaram de situações que jamais lhe passariam pela cabeça ou pela prática, fazendo-o sentir-se desonrado, vilipendiado, destruido.... E ao fim daquele processo, a partir de 2009 (e durante 2010/2011), quando sofreu perseguição política de toda ordem, sob diferentes aspectos, seja em sua vida pessoal, familiar, profissional, acadêmica... Ele foi sendo moído, triturado mental, psicologicamente e socialmente, a ponto de quase perder suas referências e o sentido da vida!
          A segunda vez, ele foi morto no dia 17/03/2011, quando um ser, pra dizer pouco, irresponsável, utilizando-se de uma terrível arma chamada automóvel, quando o cidadão  (em um lugar em que havia visão suficiente para evitar uma tragédia) entrou contramão (travando seu velocímetro em 130 km/h), chocando-se frontalmente contra nosso amigo que pilotava uma motocicleta (que provavelmente não passava de 80 km/h).
          Na noite do acidente, Pedrinho da Ilha chegara da faculdade, com o ônibus universitário, com os demais colegas e amigos. Desembarcou em Candói, pegou sua moto e foi atender a um chamado em sua comunidade, por conta de um vizinho e amigo que falecera (em decorrência de um acidente entre duas motos na Península Cavernoso) e onde participaria do guardamento.
          Pedrinho da Ilha se foi! Como disse seu pai, Sr. João, com mais de 80 anos, "a semente está ai (referindo-se ao filho no caixão), mas a raiz continua aqui!". E nós dizemos: esta semente vai germinar, enraizar-se, crescer e continuar o processo de frutificação... Na Península Cavernoso, no guardamento, durante celebração, o sacerdote lembrou das qualidades de nosso amigo e disse: "Com certeza Pedrinho tinha defeitos, mas procurem lembrar daquilo que prevaleceu em sua vida, que foi a sua honestidade e o amor pelo seu povo, a sua doação e luta por um Candói onde todas as pessoas fossem respeitadas e felizes!"
          Pedrinho da Ilha não morreu! Ele vive no coração e na luta de todos/as aqueles/as que foram seus companheiros/as e que darão prosseguimento à sua luta por dias melhores!

quinta-feira, 17 de março de 2011

PEDRO TAVARES PEREIRA - O "PEDRINHO DA ILHA"

            Na madrugada deste dia (17.03.11) nosso amigo, companheiro de caminhada e de luta, o Pedrinho da Ilha, sofreu um acidente (na BR 373) e sua vida foi ceifada. Estamos de luto! Porém a sua luta continua! Pois sua vida, seus sonhos, seus ideais, sua luta pela vida, pela justiça, contra a miséria, a exploração, o desmando e abuso de poder, o seu projeto por um Candói que respeite todas as pessoas, não morre com a sua morte! Seu sonho e seu projeto continuarão através da família, dos amigos e amigas, dos companheiros e companheiras, dos militantes, que ao longo dos anos fizeram parte de sua vida ou acompanharam sua caminhada até aqui.
          Pedrinho foi um bom Filho, um bom Esposo, um dedicado Pai,  Agricultor, Funcionário Público (motorista de transporte escolar), foi Vereador, Acadêmico (quase concluindo o curso de Gestão Púbica), Militante do PT, dos movimentos sociais e implacável na defesa de tudo aquilo que acreditava! Foi acima de tudo honesto. A semente foi plantada e germinará, crescerá e frutificará nas vidas que continuam!

sábado, 12 de março de 2011

Governo estadual precisa reconsiderar agenda para a educação

 Por * Enio Verri        
          Ao contrário dos últimos anos, o ano letivo de 2011 nas escolas estaduais está começando com preocupação. Em dois meses, o governo estadual adotou medidas que pouco colaboraram para o bom andamento do sistema educacional no Paraná. Ao invés de dinamizar o sistema, proporcionando mais eficiência e qualidade, as primeiras medidas para a educação criaram apreensão e dúvidas em professores, funcionários, pais e estudantes.
          O primeiro destes movimentos ocorreu no início de fevereiro, quando a Secretaria de Educação (Seed) comunicou a interrupção do programa Leite do Paraná,... Continua AQUI.

sexta-feira, 11 de março de 2011

A CF 2011 - "FRATERNIDADE E A VIDA NO PLANETA"

"Pois sabemos que a criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente"
(Rm 8,22).


         Muito feliz mais esta escolha temática e litúrgica da ICAR para a tradicional campanha da CNBB, para ser refletida durante este tempo que também é uma tradição católica, a quaresma.
         “A Campanha da Fraternidade de 2011, reflete a questão ecológica, com foco, sobretudo, no problema das mudanças climáticas. Ela se coloca em sintonia com uma cultura que está se expandindo cada vez mais, em todo o mundo, de respeito pelo meio ambiente e do lugar em que Deus nos coloca, não só para vivermos e convivermos, mas também para fazer deste o paraíso com o qual tanto sonhamos”, disse dom Dimas.
          GAIA, a Mãe Terra, está a gemer de dores por todos os atentados... que temos feito contra ela, ocupando, destruindo, acumulando, produzindo a qualquer custo, para juntar dinheiro, lucro, riquezas para os dominadores! Pelo desmatamento, pelas queimadas, pelo excesso da criação de bois, pela queima de petróleo e assim por diante.
          GAIA geme por conta da poluição do lixo, dos resíduos sólidos, dos gases das chaminés, dos venenos, dos agrotóxicos, dos resíduos dos esgotos domésticos e industriais, dentre outros.
          GAIA, porém, pode ser salva, recuperada, cuidada! A ânsia humana de depredar tudo para conseguir tudo de forma imediatista pode ser freada, repensada e um novo projeto civilizacional pode ser desenvolvido! Apesar do grandioso estrago, ainda dá tempo de agir, pois a vida rompe barreiras e teimosamente sobrevive!

CANDÓI - ENTRE A PROPAGANDA E A REALIDADE

          Em Candói existe um abismo entre a PROPAGANDA (marketing político) e a REALIDADE da vida de cidadãs e cidadãos... Uma coisa dizem os jornais, rádio, sites, outdoors, discursos... Outra coisa diz o chão da realidade, o cotidiano, os fatos, os atos... Quando eu era pequeno aprendi com minha Mãe e meu Pai: "Não se pode vender o ovo no... da galinha!"


Propaganda... Abismo... Realidade...

DE OLHO AQUI, ACOLÁ E ALHURES


* A compra de desesseis novos ônibus do Transporte Escolar nem seria motivo de alarde (...), pois é um endividamento do município (necessário) que começará se pago daqui a dois anos, parcelado em 10 anos. A próxima administração é que vai começar pagar.


* Um convênio entre a Prefeitura Municipal e algum órgão da Imprensa local (seja falada/rádio ou escrita/jornal) não deve jamais funcionar como uma mordaça que impeça o trabalho da "imprensa livre", de modo a impedir que a população tenha o direito à comunicação e à informação, como por exemplo, a transmissão da Sessão da Câmara Municipal (às terças-feiras, às 16h), considerando que já é costume da população acompanhar pelo rádio...