sábado, 13 de outubro de 2012

VEREADOR@S ELEITOS DO PT DE CANDÓI EM 2012

           Este pleito eleitoral, além da alegria proporcionada à COLIGAÇÃO RENOVAÇÃO, TRABALHO E HONESTIDADE - PT E PRB, com a eleição de Gelson Costa e Jeferson Morandi (Prefeito e Vice), ainda elegeu o companheiro Celso Turok e a companheira Sandra Santos, (como Vereadores). Obviamente que não foram eleitos sozinhos. Sua eleição é resultado da soma dos votos da companheirada do PT e do PRB, que juntamente com os eleitos se esforçaram para dar coeficiente eleitoral. De modo que os seus mandatos pertencem aos Partidos Aliados, ao coletivo dos dois partidos. Assim, conhecendo bem o/a eleito/a, sabemos que vão fazer o melhor para dar sustentação ao Governo de Gelson e Jeferson através do Trabalho Legislativo, na Câmara Municipal de Candói.
          
           Aproveitamos a oportunidade para felicitar nossos eleitos e desejar bons augúrios nesta nova empreitada para a qual foram democraticamente escolhidos! Em outro tempo nosso companheiro Pedrinho da Ilha foi sozinho no Legislativo. E agora, são duas pessoas que podem se ajudar mutuamente e ainda contar com outros vereadores, que honrarão com o compromisso colocado pelo Povo em suas mãos! De nossa parte nos colocamos à disposição, na condição de companheiros e correligionários, para contribuir com seu Trabalho Legislativo a partir de 2013! Pois o Projeto é de tod@s! E desejamos ver, acompanhar e participar de um governo em que o Povo seja respeitado em seus direitos mais elementares como Saúde, Educação, Infraestrutura, Agricultura, dentre outros.  Chega de o Povo ser platéia, recebendo apenas "pão e circo"! O Povo tem que ser protagonista! E a hora é agora! Força companheiros/as! Juntos somos forte!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

AVALIAÇÃO DAS ELEIÇÕES 2012 EM CANDÓI

Por Sergio Bucco*


Jeferson e Gelson cumprimentando a multidão que se reuniu para abraçá-los.


         A experiência nos mostra que ao calor das emoções o melhor que podemos fazer é silenciarmos, calarmos, não escrevermos... Pelo menos é o que aprendi, ainda que por vezes meu voluntarismo juvenil tardio não queira me deixar quieto. Pois bem, passada quase uma semana das Eleições Municipais 2012, quando fomos vitoriosos, por graça e mercê populares, já estamos em condições de fazer algumas avaliações sobre o processo eleitoral.

            Durante o período de campanha eleitoral centramos nossas energias na Organização e no Planejamento do Trabalho sob direção da Coordenação, na apresentação d@s candidat@s através d@s mesmo@s e da militância, na divulgação do nosso Projeto Político através das mais de 60 reuniões nas comunidades, na apresentação do nosso plano de governo, muito enxuto, com apenas as diretrizes básicas, pois como sempre defendi, "não precisamos inventar a roda, mas fazer a roda girar". Não precisamos inventar moda sobre Plano de Governo, mas fazer a diferença no modo de governar. E, finalmente, centramos a força de nossa militância na divulgação de nossos apoiadores, a começar pelo Povo, pelas estruturas políticas aos níveis nacional e estadual, como o ex-Presidente Lula, a Presidenta Dilma, os Ministérios (especialmente do PT-PRB) e os Deputados Federais e Estaduais, bem como forças políticas regionais.

           Fez parte de nossas estratégias eleitorais as enquetes e pesquisa, que serviam prioritariamente para avaliarmos o nosso Trabalho, o nosso desempenho e a aceitação da Coligação RENOVAÇÃO, TRABALHO E HONESTIDADE. Não as utilizamos em momento algum para tentar fazer a opinião dos nossos potenciais eleitores. E quando registramos no TRE fomos, impedindos de divulgarmos através de recursos, pois nossos oponentes argumentaram, dentre outros motivos, que as pessoas entrevistadas estavam ao nível de um a dez salários mínimos, de modo que seus eleitores não estariam contemplados na pesquisa. E uma observação que fiz naqueles dias é que talvez os eleitores que têm uma renda superior a dez salários mínimos não elegessem nem um vereador, quanto mais um prefeito em Candói.     

      Visão panorâmica da Festa da Vitória quando o Povo aguardava                                     a manifestação púbica dos novos eleitos.
                   Por outro lado, ao contrário de nosso Grupo Político, composto por PT e PRB, militantes, colaboradores e simpatizantes, que trabalharam de forma voluntária, sem dinheiro ou combustível, nossos opositores (adversários) se utilizaram de estratégias nada cidadãs, democráticas ou éticas. De modo que eles faziam toda sorte de acusaçõese, baixarias, mentiras e/ou apelações sobre as quais não vale a pena recordar neste espaço virtual. Uma coisa afirmo, foram ditas, escritas e divulgadas "coisas do arco da velha", como nos tempos em que disputaram as eleições o Presidente Lula e a Presidenta Dilma. Entretanto nosso Trabalho Eleitoral consistiu em apresentar nosso Projeto, noss@s companheir@s candidatos, de forma verdadeira, transparente, com humildade (sem no entanto afirmarmos que eramos humildes, pois havia candidatos que enchiam a boca para dizer que o eram, mas estouravam de arrogância, prepotência, empáfia!). Procuramos pautar nossas ações longe de acusações, calúnias, difamações, boatos, pois do mesmo modo que poderíamos atingir negativamente os adversáios, também nossas vidraças poderiam sofrer reveses. 

           Entrementes o nosso jeito de "fazer política" foi bem aceito pela Comunidade de Candói. Tudo indicava que Gelson e Jeferson seriam os escolhidos pel@s eleitor@s para governarem este Município entre 2013 a 2016. Não fizemos carreatas, caminhatas... E a pesquisa que aguardávamos com confiança, sem alarde nem pavoneamento, era aquela do dia 7 de outubro de 2012! Dentre os elementos do Povo se dizia que os "piás" seriam eleitos. E assim foi! Agora aguardamos o tempo em que noss@s eleit@s possam assumir seus mandatos e desenvolver seus Trabalhos Executivos e Legislativos, com respeito aos anseios, demandas e necessidades populares. 

                Finalmente podemos afirmar que 'A Verdade venceu a mentira. A Consciência venceu o medo. E a Esperança venceu o mito!'
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* Sergio Bucco é Ser Humano Planetário, Educador (CESTAC/SEED/PR), Historiador (UNICENTRO), Filósofo (antiga Facitol, hoje UNIOESTE), Agente Comunitário de Desenvolvimento Agroecológico (Escola Sul da CUT), Especialista em História (UNICENTRO), Bonsaísta e em Educação do Campo (UFPR), Ambientalista, Blogueiro e Presidente do Partido dos Trabalhadores de Candói (2009-2012).

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

JOÃO COSTA no SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO DO CAMPO EM LS/PR

Professor JOÃO COSTA, PREFEITO da Cidade de Porto Barreiro


    Participando de Mesa Redonda no SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO DO CAMPO
nos dias 27 e 28/09/2012 no Assentamento 8 de Junho - LS/PR.
    Este cidadão foi meu Educador (Professor) no Curso TERRA SOLIDÁRIA (1999-2000) da Escola Sul da CUT ministrado no Sindicato dos Trabalhadores Rurais em Candói - PR.
    Este curso foi um dos "divisores de água em minha trajetória de cidadão e de educador, quando fui certificado como AGENTE COMUNITÁRIO DE DESENVOLVIMENTO AGROECOLÓGICO.


Mediador da MR Prof. Dr. Pedro Cristofoli - UFFS.



O Prefeito João Costa,  de Porto Barreiro 
foi considerado pelo Tribunal de Contas, 
o Prefeito mais justo dentre os 399 Prefeitos do PR.


O Prefeito João Costa é o 5º Prefeito do Estado do Paraná que 
mais investiu em Educação, 
estando à frente, proporcionalmente, ao Município de Curitiba.


SEMINÁRIO REGIONAL PREPARATÓRIO AO 1º ENCONTRO DA ARTICULAÇÃO PARANAENSE POR UMA EDUCAÇÃO DO CAMPO
Data 27 e 28 de setembro de 2012.
Local: Assentamento 8 de Junho de 2012.
Laranjeiras do Sul - PR.

Para saber mais acesse o PORTAL CANTU. 


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

MOSTRA TUA CARA, BANDIDO!

FOLHETOS ANÔNIMOS foram jogados nas portas das casas, na cidade de Candói (e algumas comunidades), encontrados ao amanhecer do dia 22/09/12 (de sexta-feira para sábado), por “políticos” criminosos, contendo acusações contra o candidato a Prefeito Gelson Costa (13 – PT-PRB). Se tais infâmias fossem verdadeiras teria a origem e a autoria citadas e não teria sido distribuído na calada da noite, na madrugada, de forma bandida, como foi! Quem age na escuridão das trevas é o diabo, de forma mentirosa, traiçoeira, enganosa e desesperada! E nosso candidato teria sido impedido de concorrer pela Justiça ainda antes das Convenções Eleitorais!
Gostaria de dizer que, respeitadas as dimensões da Fé, da Espiritualidade e da Diversidade Religiosa, não há porque misturar esta esfera com a Política. Mas dado que há indícios que apontam grupos de pessoas que se utilizam de elementos ditos “religiosos” (e/ou “cristãs”?) para se promoverem politicamente, faço questão de lembrar algumas passagens bíblicas neotestamentárias que trazem luz contra estas práticas das trevas e do mal, que prejudicam a vida de nossos semelhantes:

·       “O lobo em pele de ovelha” (Mateus 7.15);
·       “Os filhos da luz e os filhos das trevas” (Efésios 5.5-14);
·        “O pai da mentira, o Diabo” (João 8.44).

Quem é da verdade ("Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" - João 8.32), quem defende a verdade e quem fala a verdade não precisa se esconder atrás de folhetos anônimos, distribuído nas trevas da noite ou de forma escondida. Muitíssimo pelo contrário! Anda em plena luz do dia, de cara limpa, com identidade e material com fonte fidedigna, que não prejudica o seu próximo e sem medo das consequências sobre seus atos!
A diferença de quem disputa de forma democrática um pleito eleitoral, pensando no benefício e no desenvolvimento da Vida da Coletividade e com qualidade, é muito diferente de quem se utiliza de qualquer meio mafioso para alcançar o poder político, para servir-se e aos seus apadrinhados, financiadores...
Afirmamos: Basta, Povo Candoiense, de curvar-se a interesses e práticas de dominação, de exploração e de morte, que por muito tempo tem imperado em nosso meio! Porque se tivermos um governo justo, honesto, trabalhador, transformador da realidade, se nossos semelhantes comerem, vestirem, habitarem, trabalharem, tiverem produção e renda, se puderem andar, se divertirem, se forem livres e felizes, então todos/as seremos felizes! Caso contrário se perpetua a barbárie e a miséria para a maioria e os privilégios e as benesses para poucos! 
Para nós "fazer política" é respeitar os nossos adversários, quem quer que seja, nos defender se formos atacados ou caluniados, e mostrarmos nosso Projeto Político para Candói! E a decisão eleitoral pertence ao Povo!  


terça-feira, 11 de setembro de 2012

COLIGAÇÃO RENOVAÇÃO, TRABALHO E HONESTIDADE 13

‎"ALGUNS CRIADORES DE "FATOS", FACTOIDES, BOATEIROS, MALEDICENTES..., incluindo alguns que professam ser cristãos (apenas professos! Hahahahaha...) estão "questionando" o por que nossos Candidatos GELSON COSTA E JEFERSON MORANDI não estão "ATACANDO" os candidatos das outras Coligações, etc... Insinuam que teríamos "acordos" com A, B, C ou D. Não! Se tivéssemos que nos comprometer com outras Coligações em Candói, teria sido antes das Convenções Municipais! Nos perguntamos "POR QUÊ"? É decisão dos nossos Candidatos, juntamente com a Coordenação de Campanha, não atacar ninguém, pois a População conhece os PONTOS FORTES e os PONTOS FRACOS de cada Candidato, conhece a HISTÓRIA de cada um deles e sabe do que CADA UM É CAPAZ! De modo que, além de NOS DEFENDERMOS, se for necessário, centramos força em nosso PROJETO DE GOVERNO DO MUNICÍPIO DE CANDÓI. Sobre isto nossos Candidatos/as tem o que contar e se comprometer! Deixamos os futricos, as intrigas (1Tm 5.13), as mentiras (JOÃO 8.44), as maledicências , as calúnias (Lc 6.28) para as pessoas desocupadas, vazias, destituídas de respeito humano e cristão em seus corações! Abjçs!!!"As Eleições 2012 vão passar!

domingo, 2 de setembro de 2012

RENOVAÇÃO, REPETIÇÃO, MISTURAÇÃO OU REINVENTAR A RODA???

Ao avaliarmos o quadro de candidaturas a Prefeito do Município de Candói e, tendo como base a tão discutida "RENOVAÇÃO", referenciada, falada, discutida, defendida no PERÍODO PRÉ ELEITORAL de 2012, fica muito fácil identificar quem foi coerente com o discurso (e com aquilo que defendia com "unhas e dentes", convicção) e que depois, para justificar sua mudança de postura, adotou outros argumentos falaciosos. 

Facilita muito identificar quem representa a RENOVAÇÃO, quem representa a REPETIÇÃO ou simplesmente quem representa a MISTURAÇÃO, aqueles que seriam supostamente o NOVO,  a NOVIDADE,  a RENOVAÇÃO, mas misturaram elementos já desgastados e comprovadamente prejudiciais para a administração, para o desenvolvimento e benefícios ao Povo candoiense.

Os 20 anos de História de Candói representam praticamente uma geração que chegou, cresceu e já ocupa os diferentes segmentos e postos  da Sociedade, da Formação, do Trabalho e da Administração em nosso Município. Este Tempo nos legou (deixou como herança) desde mitos, mentiras cristalizadas (prontas para serem moídas e desmascaradas), práticas ditatoriais, gestão frouxa, dúbias e algumas ações positivas, que se salvam em meio a caos nos diversos serviços públicos. Serviços que deveriam ser para a população que mais precisa, mas que na maior parte do tempo serviu a interesses pessoais e de pequenos grupos. 

Nem uma administração anterior representou ou apresentou um PROJETO POLÍTICO ADMINISTRATIVO para Candói, que tivesse, primeiramente, respeito aos cidadãos, aos trabalhadores, aos diversos segmentes que compõe o Município, sejam do Campo quanto da Cidade. O que mais vimos nestes 20 anos de História foram promessas que representavam a sede de chegar ao poder, discursos para agradar os ouvidos da população e ganhar as Eleições. E depois alguns mais chegados foram mais ou menos beneficiados com cargos políticos ("de confiança, "de comissão" ou simplesmente de "cabidão")!

RENOVAÇÃO  nesta altura de nossa História, teria que pensar, planejar e agir em uma perspectiva de Gestão Pública com respeito à Educação e aos Educadores/as (com Educação do Campo e Urbana integradas),  à Agricultura e a Infraestrutura do Campo, (com apoio especialmente à Agricultura Familiar e Camponesa, que é de onde vem mais de 70% do nosso Alimento),  a Saúde (com Medicina não só de Tratamento, mas Preventiva), ao Esporte e ao Lazer (respeitando a diversidade e o potencial de atividades esportivas, recreativas e culturais), ao Meio Ambiente (pensando não só sobre o cumprimento da Legislação Ambiental, quanto da "indústria limpa", o Turismo), a Geração de Trabalho e Renda (apoiando o que já existe e estimulando de forma criativa novos postos) e, finalmente, ao Funcionalismo Público (com Plano de Cargos, Carreiras e Salários, pois quem é valorizado trabalha com mais dedicação e e satisfação)!

Administrar um Município como Candói, não exige um "reinventar a roda", mas utilizar bem a roda que já existe a milhares de anos! Falas, promessas e planos mirabolantes, "milagreiros" tem feito o Povo desanimar e desacreditar dos Políticos e de qualquer mudança real! 

Candói precisa de RENOVAÇÃO, TRABALHO E HONESTIDADE!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O PARAGUAI E O “CONTRABANDO IDEOLÓGICO”


Por Artur Peregrino¹

O Paraguai é uma nação de um povo maravilhoso. Mas sua fama de contrabandear whiski ficou na história. Hoje assistimos a uma cena grotesca na política do país. Chamo isso de “contrabando ideológico”.  O que realmente aconteceu no Paraguai nas 30 horas do dia 21 para o dia 22 de junho de 2012?
É bom lembrar um pouco a história recente. A eleição de Fernando Lugo foi uma das muitas na América do Sul (Argentina, Brasil, Venezuela, Bolívia, Equador, Uruguai, Peru, Honduras, Nicarágua, El Salvador) em que as sociedades escolheram governos de esquerda e mudaram o mapa político do hemisfério nos últimos 14 anos. Isso os Estados Unidos não esperava. Com essa mudança, veio uma crescente unidade política em temas regionais que aprofundou uma resistência aos Estados Unidos, antes bem-sucedido ao evitar o surgimento de governos de esquerda.
A partir daqui podemos compreender o porquê da resposta tão surpreendente e imediata dos países sul-americanos a esta armação que se configurou em um golpe de estado moderno. Os países do campo de esquerda são unânimes em dizer que houve uma ameaça à democracia. Por isso a Unasul não reconhece o governo pós-golpe. O Mercosul decidiu suspender a participação do Paraguai no organismo até as eleições de abril de 2013 e anunciou que a Venezuela, cujo ingresso era barrado pelo Congresso paraguaio, passará a membro pleno do bloco a partir do dia 31 de julho.
          Segundo a Oxfam - confederação de 13 organizações e mais de 3000 parceiros, que atua em mais de 100 países na busca de soluções para o problema da pobreza e da injustiça -, o Paragui figura entre os dez países mais desiguais do mundo. Menos de 10% dos paraguaios possuem 66,4% das terras da nação. O aprofundamento da desigualdade se deu no período da ditadura militar no Paraguai. Refiro-me a ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989). O tirano entregou 10 milhões de hectares, ou seja, um quarto das propriedades do país, para militares e amigos do regime. A partir desse dado poderemos entender porque o Paraguai é um dos paises mais desiguais do mundo.
          É sabido que o governo Fernando Lugo incomodava as oligarguias pela aproximação com movimentos campesinos, num país onde reina a concentraçao de terra. Os opositores do presidente Lugo queriam vê-lo fora do poder de qualquer maneira. Para evitar que o julgamento político se alongasse, em menos de uma hora senadores opositores leram, sem entrar em detalhes, os cinco motivos que consideraram suficientes para cassar o presidente. As acusações não foram apresentadas por escrito e as provas eram simples fotocópias de recortes dos jornais. A sanção contra Lugo havia sido decretada antes de o julgamento começar. O presidente Fernando Lugo, após ser acusado de mau exercício de suas funções, pediu 18 dias para preparar sua defesa. Teve duas horas. Logo foi julgado sumariamente sem nenhuma possibilidde de defesa.
O estopim para o impeachment foi a desastrosa desocupação de uma propriedade perto da fronteira com o Brasil, que terminou com 17 mortos. Vamos pensar um pouco. Poderíamos comparar com um fato que aconteceu na história recente do Brasil. É mais ou menos como se o Congresso destituísse o presidente de então, Fernando Henrique Cardoso, por não evitar o massacre de Eldorado dos Carajás em 1995, que resultou na morte de 19 trabalhadores rurais.
          Na realidade, o que aconteceu no Paraguai foi um golpe de estado promovido pelo Congresso a serviço de latifundiários e multinacionais. Foi um golpe na democracia. Mesmo que se afirme que o processo foi legal. Assistimos a um espetáculo imoral. É preciso averiguar as verdadeiras bases desse golpe. No Brasil, a imprensa elitista não divulga essa realidade. Muitos repórteres agem como sistemáticos acusadores de qualquer líder latino-americano que não se coloca alinhado aos interesses dos Estados Unidos. Vomitam sua ira contra movimentos que  propõem mudanças estruturais  na América Latina.
          Um serviço à democracia na América Latina é divulgarmos, da melhor e maior forma, o que aconteceu no Paraguai nesses dias. É bom divulgarmos que a sentença da destituição do presidente Lugo já estava elaborada antes do julgamento. Que tudo foi um circo, um teatro. Os perdedores são aqueles que se beneficiaram com as conquista sociais resultantes da gestão de governo de Lugo.
          Os que deram apoio imediato ao regime golpista compactuaram com esse estado de coisas. É lamentável que pessoas e instituições tenham participado desse jogo de cena. Na realidade, um sistema autoritário corresponde melhor a seus interesses, porque aí tudo se decide conversando com o ditador. Por isso o que aconteceu no Paraguai foi um golpe na democracia. Mas o mundo não aceitou esse “contrabando ideológico”.
          O teólogo Leonardo Boff assim se expressou sobre o bispo Fernando Lugo: “É um homem que sabe escutar e acolher o que vem de baixo, fruto da experiência de muitas gerações. É uma honra para a Igreja e para a própria Teologia da Libertação oferecer um quadro desta densidade política e ética para servir a um povo que tanto sofreu historicamente e que merece um destino melhor, integrado nas novas democracias do Continente”.
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¹ Artur Peregino (cognome de Jose Artur Tavares de Brito) é Professor secundarista e da PUC de Recife/PE. Estudei com ele no antigo Seminário Diocesano S. José, em Ponta Grossa/PR (1977-1980).

terça-feira, 3 de julho de 2012

Biodiversidade e Biotecnologia


Monoculturas da mente


Física, filósofa, feminista e ativista ambiental, Vandana Shiva é leitura obrigatória quando o assunto é biodiversidade e biotecnologia. Nesta obra, a autora indiana defende que as monoculturas não são apenas maneiras de usar a terra, mas também de pensar e de viver.

Vandana Shiva costuma intrigar pela coragem e resistência pacífica com que enfrenta grandes corporações agrícolas em debates internacionais que definem políticas globais de produção e segurança alimentar. Mesmo nos debates mais acalorados, um sorriso estampa discretamente seu rosto, por exemplo, quando lançou críticas veementes ao texto da Convenção da Biodiversidade, durante a ECO 92. A suavidade só traz mais força a essa mulher: física, filósofa, feminista e ativista ambiental, é autora, entre outros, do aclamado livro “Staying Alive: Women, Ecology and Development”, de 1989. Em 1993, ela ganhou o Prêmio Nobel Alternativo da Paz (o Right Livelihood Award). Shiva é líder do Fórum Internacional sobre Globalização, ao lado de Ralph Nader e Jeremy Rifkin, consultora para questões ambientais da Rede do Terceiro Mundo, além de diretora da Fundação de Pesquisas em Ciência, Tecnologia e Ecologia, em Nova Déli.

Há pelo menos vinte anos, seus escritos têm se destacado em todo o mundo, como um recado lúcido e independente, endereçado aos detentores do poder político e do saber científico do Ocidente – duas forças, segundo ela, centralizadoras, uniformizadoras e pouco dispostas a ouvir o que as comunidades tradicionais dos países do Sul, que acumulam milhares de anos de experiência em produção agrícola, têm a dizer sobre biodiversidade e biotecnologia.

Em Monoculturas da Mente, Vandana Shiva reúne cinco ensaios que trazem inúmeros questionamentos e reflexões sobre as causas e consequências da perda da biodiversidade, bem como os desafios que envolvem a sua preservação. Os relatos da autora são resultado de sua participação em movimentos de defesa da diversidade da natureza e da cultura dos povos tradicionais. É o caso, das camponesas do movimento Chipko, em Garhwal, no Himalaia, combatentes das monoculturas de pinheiros que ocuparam parte das florestas nativas, sem que pudessem dar conta das inúmeras funções até então exercidas pela antiga cobertura vegetal, tais como fornecer água e conservar o solo e prover alimentos, forragem, fertilizantes, fibras e combustíveis.

No primeiro ensaio, que leva o nome do livro, a autora afirma que a principal ameaça à biodiversidade vem do hábito de se pensar em termos de monoculturas. Ela escreve: “As monoculturas ocupam primeiro a mente e depois são transferidas para o solo. As monoculturas mentais geram modelos de produção que destroem a diversidade e legitimam a destruição como progresso, crescimento e melhoria. (...) A expansão das monoculturas tem mais a ver com política e poder do que com sistemas de enriquecimento e melhoria da produção biológica. Isso se aplica tanto à Revolução Verde quanto à revolução genética ou às novas biotecnologias.”

Shiva argumenta que eleger um único produto principal de exploração comercial implica em deixar de enxergar as outras diversas funções que a floresta exerce na vida das comunidades, para quem a mata é mais do que um grande depósito de madeira. Essa visão reducionista implica, portanto, em fechar os olhos para elementos que o saber local compreende, mas que a ciência dominante simplesmente ignora.

Escrito para o programa WIDER, da Universidade das Nações Unidas, sobre “O sistema de saber enquanto sistema de poder”, este ensaio procura mostrar como o saber local dos agricultores do Sul torna-se “invisível” diante do saber ocidental que parece ter colonizado intelectualmente o mundo inteiro. Basta chegar a um novo destino de exploração da terra para que a opção ocidental globalizadora coloque-se, em pouco tempo, como o único saber sistemático e científico capaz de garantir e aumentar a produção de alimentos – sem perder, contudo, o discurso de zeladora da biodiversidade. Assim, os sistemas locais de produção agrícola são desconsiderados e desqualificados enquanto saberes. Tidos pejorativamente como primitivos e anticientíficos, esses conhecimentos entram em crise, levando ao colapso séculos de tradição no campo, de práticas culturais e de cuidados ancestrais com a terra.

Vandana Shiva entende que, ao contrário do que diz o discurso hegemônico, muitas vezes o saber local é superior ao pensamento globalizado, na medida em que está mais perto da vida na floresta e de sua integridade e diversidade. Um dos exemplos citados no ensaio explicita bem o que a autora procura defender: “A ciência dominante na silvicultura não tem espaço para o saber dos hanunus das Filipinas, que dividem as plantas em 1.600 categorias, entre as quais os botânicos especializados só conseguem distinguir 1.200. Os fundamentos do saber dos sistemas de safras baseados em 160 tipos de plantas da tribo Llua, da Tailândia, não são considerados saber, nem pela silvicultura dominante, que só vê a madeira comercial, nem pela agricultura dominante, que só vê a agricultura quimicamente intensiva”.

Na interpretação da autora, o saber científico considera a floresta natural rica em biodiversidade como caos, enquanto que a floresta “fabricada pelo homem” é vista como ordem. Assim, há uma clara tendência antinatureza, em que a diversidade cede lugar à uniformidade de espécies isoladas, mais adequadas aos objetivos industriais e comerciais do modelo de silvicultura que se vende mundo afora como única alternativa.

Da mesma forma, as sementes das comunidades locais são consideradas primitivas, inferiores e de má qualidade pelos agentes da Revolução Verde. Eles insistem em pulverizar sobre o planeta a ideia de que apenas as sementes desenvolvidas em laboratório para resistir aos herbicidas, devem fazer parte do sistema produtivo, uma vez que, graças à engenharia genética de ponta, são as únicas capazes de oferecer alto rendimento.

Mais detalhes sobre essas questões de biotecnologia são abordados nos três ensaios subsequentes (dois dos quais escritos para a Rede do Terceiro Mundo para a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) e tratam o tema sob a perspectiva do Terceiro Mundo e sua relação com o meio ambiente. O alerta comum aos três textos diz respeito aos riscos de se misturar os interesses da biodiversidade e da biotecnologia nas mais diversas mesas de negociação. Diz Vandana Shiva: “(...) Há um uso enorme e injustificado de poder e política quando a biodiversidade e seus produtos são tratados como uma herança irrestrita e comum da humanidade quando vêm do Terceiro Mundo, ao mesmo tempo em que os produtos da mesma biodiversidade são considerados propriedade privada e patenteada quando são ligeiramente modificados pelos laboratórios do Norte. A diversidade enquanto modo de pensar levaria a um tratamento mais justo e equitativo das contribuições do Norte e do Sul.”

No último ensaio da obra, a autora avalia os impactos negativos que a Convenção sobre Biodiversidade, realizada em Nairóbi em 1992, pode provocar no Terceiro Mundo, visto que alguns pontos, segundo ela, mais parecem servir à exploração do que à preservação da biodiversidade. Para facilitar o entendimento e reflexão, a edição brasileira de Monoculturas da Mente traz a íntegra do texto em questão como apêndice.

Por fim, resta dizer que ainda que o termo Terceiro Mundo tenha caído em desuso entre muitos acadêmicos, nesta obra a distinção entre os interesses dos dois hemisférios do globo serve à autora como base para um pedido urgente de diálogo mais honesto que ainda precisa ocorrer entre o Norte e o Sul. Dar ouvidos ao que clamam os pequenos - que não são uma minoria no planeta – parece ser o primeiro passo para o resgate da diversidade no modo de pensar e entender as necessidades dos povos e da Terra.
      Vandana Shiva¹ costuma intrigar pela coragem e resistência pacífica com que enfrenta grandes corporações agrícolas em debates internacionais que definem políticas globais de produção e segurança alimentar. Mesmo nos debates mais acalorados, um sorriso estampa discretamente seu rosto, por exemplo, quando lançou críticas veementes ao texto da Convenção da Biodiversidade, durante a ECO 92. A suavidade só traz mais força a essa mulher: física, filósofa, feminista e ativista ambiental, é autora, entre outros, do aclamado livro “Staying Alive: Women, Ecology and Development”, de 1989. Em 1993, ela ganhou o Prêmio Nobel Alternativo da Paz (o Right Livelihood Award). Shiva é líder do Fórum Internacional sobre Globalização, ao lado de Ralph Nader e Jeremy Rifkin, consultora para questões ambientais da Rede do Terceiro Mundo, além de diretora da Fundação de Pesquisas em Ciência, Tecnologia e Ecologia, em Nova Déli.
          Há pelo menos vinte anos, seus escritos têm se destacado em todo o mundo, como um recado lúcido e independente, endereçado aos detentores do poder político e do saber científico do Ocidente – duas forças, segundo ela, centralizadoras, uniformizadoras e pouco dispostas a ouvir o que as comunidades tradicionais dos países do Sul, que acumulam milhares de anos de experiência em produção agrícola, têm a dizer sobre biodiversidade e biotecnologia.
            Em Monoculturas da Mente, Vandana Shiva reúne cinco ensaios que trazem inúmeros questionamentos e reflexões sobre as causas e consequências da perda da biodiversidade, bem como os desafios que envolvem a sua preservação. Os relatos da autora são resultado de sua participação em movimentos de defesa da diversidade da natureza e da cultura dos povos tradicionais. É o caso, das camponesas do movimento Chipko, em Garhwal, no Himalaia, combatentes das monoculturas de pinheiros que ocuparam parte das florestas nativas, sem que pudessem dar conta das inúmeras funções até então exercidas pela antiga cobertura vegetal, tais como fornecer água e conservar o solo e prover alimentos, forragem, fertilizantes, fibras e combustíveis.
                No primeiro ensaio, que leva o nome do livro, a autora afirma que a principal ameaça à biodiversidade vem do hábito de se pensar em termos de monoculturas. Ela escreve: “As monoculturas ocupam primeiro a mente e depois são transferidas para o solo. As monoculturas mentais geram modelos de produção que destroem a diversidade e legitimam a destruição como progresso, crescimento e melhoria. (...) A expansão das monoculturas tem mais a ver com política e poder do que com sistemas de enriquecimento e melhoria da produção biológica. Isso se aplica tanto à Revolução Verde quanto à revolução genética ou às novas biotecnologias.”
           Shiva argumenta que eleger um único produto principal de exploração comercial implica em deixar de enxergar as outras diversas funções que a floresta exerce na vida das comunidades, para quem a mata é mais do que um grande depósito de madeira. Essa visão reducionista implica, portanto, em fechar os olhos para elementos que o saber local compreende, mas que a ciência dominante simplesmente ignora.
          Escrito para o programa WIDER, da Universidade das Nações Unidas, sobre “O sistema de saber enquanto sistema de poder”, este ensaio procura mostrar como o saber local dos agricultores do Sul torna-se “invisível” diante do saber ocidental que parece ter colonizado intelectualmente o mundo inteiro. Basta chegar a um novo destino de exploração da terra para que a opção ocidental globalizadora coloque-se, em pouco tempo, como o único saber sistemático e científico capaz de garantir e aumentar a produção de alimentos – sem perder, contudo, o discurso de zeladora da biodiversidade. Assim, os sistemas locais de produção agrícola são desconsiderados e desqualificados enquanto saberes. 
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¹ É autora dentre outras obras, de Biopirataria, a pilhagem da natureza e do conhecimento.

A ÂNSIA PELO PODER


FAMÍLIA, AMIGOS/AS, COMPANHEIROS/AS, CAMARADAS, COLEGAS, CONHECIDOS/AS: Estive observando o campo em disputa e fiz algumas considerações sobre a...


A ÂNSIA PELO PODER

Pelo Poder, NÃO o poder político, que significa organização, discussão, trabalho, luta pela "pólis", pelo bem comum, pela comunidade, pelo coletivo, mas o poder de apenas ocupar um cargo eletivo, tem cidadãos que fazem qualquer negócio!

Pelo poder, NÃO o poder da doação, da dedicação, da honestidade, da transparência, o poder de transformar o mundo à nossa volta, mas pelo poder de visualizar ganhos a partir daquilo que deveria servir a todos/as, tem cidadãos que mentem, enganam, trapaçam, pressionam!

Pelo poder, NÃO o poder da Justiça, da Equidade, da Solidariedade, da Felicidade, do Pão, da Renda Digna..., mas o poder de auferir ganhos, vantagens e benefícios pessoais tem cidadãos que se contradizem, dizem hoje uma coisa e daqui a pouco dizem outra, agora afirmam um princípio logo mais o renegam!

Pelo poder, NÃO o poder que realmente "emana do povo e em seu nome é exercido", pois o povo, especialmente o povo pobre, miserável e trabalhadores/as em geral, são considerados incompetentes, incapazes, cegos, surdos, sem visão, indignos, desprezíveis, escória... e devem permanecer em seus guetos, "sofrendo" a ação da caridade, dos favores e das migalhas que caem da mesa das elites, pois afinal, estes têm que ser acalmados com um mínimo, a fim de sobreviverem, não se revoltarem e continuarem como subalternos, sabugos... explorados pelos poderosos! É assim, porque tem cidadãos que acreditam apenas e tão somente no poder do dinheiro, dos recursos econômicos, do seus status, da sua fama, de sua prepotência, de sua arrogância... ainda que nestes dias se apresentem como lobos travestidos de ovelhas, com aparência de humildade... para enganar os desavisados, os clientes, os incautos e até aqueles/as que se fazem de inocentes para também tentar tirar algum proveito, ainda que seja momentâneo e enganosamente efêmero!

É a velha prática do falsidade, do caciquismo, da corrupção, do engano, da vantagem... onde NÃO há povo, mas apenas a visualização de eleitores que sempre foram usados como massa de manobra, como escada, como trampolim... em benefício de uma minoria e em prejuízo da grande maioria! Com este quadro assim pintado, jamais se pode profanar a palavra DEMOCRACIA!

Publicado inicialmente no Facebook.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Professores - Como sobrevivem?

Uma postagem (no Facebook) sobre a dura realidade em que trabalham Professores e Professoras com o complexo e desumano contexto das Escolas, me fez tomar uma atitude como resposta a um questionamento de uma camarada amiga que disse: "É isso ai... Como?" Ao que repliquei, depois de relutar: "Cara Deisy Zago, não sei como se faz... Mas te digo, estou ressuscitando uma antiga tese de que a ESCOLA É UMA FÁBRICA DE LOUCOS... Pois está insustentável manter confinados um monte de crianças e adolescentes, tipo rebanho de gado preso, que são obrigadas a ficarem quietos, em espaços completamente impróprios, onde se tu respirares um pouco com mais força acabas por atrapalhar as salas contíguas. Some-se a este belo quadro o fato destas crianças chegarem com inúmeras carências, como as econômicas, afetivas, de orientação, valores, dentre tantas outras! Só não renuncio a este espaço tão nobre de Trabalho porque estou passando de 30 anos de atuação e seria uma covardia fugir do desafio. Mas reafirmo o que escrevi outro dia: GOSTARIA QUE OS GOVERNOS, SECRETÁRIOS DE EDUCAÇÃO, POLÍTICOS EM GERAL... viessem viver a dura rotina que vivemos semana após semana nas Escolas! Que não viessem apenas um dia ou outro trazer bonitas falas! Mas experimentassem a continuidade da vivência nos "monumentais prédios" planejados entre quatro paredes, sem conhecerem a realidade! Não dá mais..."

E acima, quando falo da Escola como uma FÁBRICA DE LOUCOS, não estou me referindo à loucura enquanto destoar da onda da maioria, do rebanho de dóceis ovelhas, de alienados, de inconscientes (o que em si já é horrível em boa medida!). Me refiro ao estres, à somatizações, às doenças mentais, à esquizofrenia,  síndrome de Burnout, à total perca de senso da realidade a que somos submetidos... 

E o pior de tudo isto é que diante deste lúgubre quadro parece que nos acostumamos. Afinal, é o nosso Trabalho, é de onde tiramos o nosso sustento, o "pão nosso de cada dia", é onde temos determinada segurança mais ou menos construída, através do qual nos mantemos e adquirimos um determinado padrão de vida e queremos mantê-lo... Nem que para isto, ao final de alguns anos, estejamos na condição de resto inútil, dentro de uma sociedade que descarta cada vez mais o ser humano, velhos de toda ordem de segmentos e classes sociais, como estorvos, improdutivos, obsoletos! E que pelo processo de desgaste a que somos submetidos diuturnamente não sejamos úteis nem para viver nem para usufruir de alguns benefícios conquistados com uma possível aposentadoria! Parece que vamos perdendo nossa capacidade de reação coletiva, muito além daquelas reações individuais e isoladas que ouvimos diariamente e às quais muitas vezes fazemos coro! Não! Não dá mais para sofrermos resignadamente como se estivéssemos em um beco sem saída! Temos que fazer valer o exercício da cidadania e darmos um basta aos nossos pseudos representantes e burocratas de plantão que pensam a Escola! Pensam? Pensam...


E tem mais! Não falei aqui da questão salarial dos Trabalhadores em Educação. Não fiz referências diretas aos investimentos nas estruturas escolares. Ainda não tratei da questão do "uso das novas Tecnologias na Educação". Neste quesito quero destacar sobre o aparelhamento das Escolas. Utilizarmos tecnologias é bastante tranquilo. Porém o pouco que tem, como as TV-Pendrive, por vezes não funcionam ou tem limitações técnicas na utilização de diversos programas. Projetores Multimídia, a escola só tem dois e as vezes só não disputamos a tapa porque somos educados! O Laboratório de Informática , com 20 PC (para atender mais de 1000 educandos/as), sempre conta com uma parte de máquinas estragadas (que dependem de assistência técnica do NRE). E, quando funciona, a internet é lenta! As salas têm quadros brancos, de modo a não ser necessário viver de baixo da nuvem de pó de giz. E os Registros Escolares (como deve ser na maioria das Escolas Públicas) são feitos em cadernos específicos, com uma orientação altamente burocrática, mediante a qual se perde muito, mas muito tempo... Sendo que apenas uma "máquina" (programadas) nas mãos dos educadores resolveria todas as questões de Registro Escolar, como Frequência, Conteúdos, Avaliações, Resultados Bimestrais, Final e outras. E isto em tempo real! De modo que o Estado (União, UF e PM) se quisesse uniformizar o processo pedagógico, como faz referente às políticas educacionais - visite o link abaixo e leia - (que coisa horrível!!!) poderia ter o controle de tudo constantemente... Mas não! Continuamos com abundantes Tecnologias disponíveis na sociedade, mas a Educação (que ainda está com um pé na Idade da Pedra e outro na Idade da Imprensa) continua gastando milhões por falta de interesse político, falta de visão dos governantes ou por conta de interesses econômicos e políticos destes com setores industriais! Tem outra respostas? Por favor, me contem!

Tendo escrito isto, fui buscar reforço e encontrei este texto: Os professores vivem tempos difíceis, sobre a obra "A Causa dos Professores".

terça-feira, 15 de maio de 2012

A historia das coisas

Este vídeo aqui postado servirá de apoio 
a Educandas/os do CESTAC - Candói-PR
na fundamentação de AÇÃO do Projeto 
I Jornada Ambiental de Guarapuava e Região.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Como Estudar, Apreender e Aprender...



Por Sergio Bucco – Educador em História e Interdisciplinaridade
Sugestão do Educando Cristian Haan - 7º ano/EF.

Este artigo sobre "Como Estudar, Apreender e Aprender a partir de Temas de Pesquisa, Preparação de Painéis. Oficinas, Seminários, nas diferentes Áreas do Conhecimento", surgiu diante da premente necessidade de Educandas/os que não conseguem se organizar, não têm noção ou costume de estudar, (especialmente aqueles do 7º ano, do Ensino Fundamental, do CESTAC).

1. Criar um ritual, um local adequado e o hábito de Estudar diariamente, além do horário escolar de estudo.

2.  Ler o texto (tema) proposto só para perceber do que se trata e o contexto;

3. Reler o texto, destacar as ideias principais, marcar as palavras desconhecidas e utilizar o dicionário para entender melhor;

4. Elaborar um esquema (mapa) com as ideias centrais do texto (palavras chaves);

5. Sempre que possível procurar ler sobre o tema em outros livros, internet, etc;

6. Reler e repensar sobre o texto (tema) pelo menos 5 min. Diários (quando houver tempo suficiente antes da apresentação e/ou avaliação);

7. Trocar ideias e experiências com outros colegas e familiares sobre o tema em estudo;

8. Desenvolver a Cultura do Estudo, da Pesquisa, da Elaboração e da Aplicação do Conhecimento ao cotidiano (ou à realidade da vida diária).

9. Agora é só ter consciência, postura e atitude!

Estes apontamentos são apenas alguns elementos indicadores de como estudar. A Metodologia Científica tem muitas produções sobre o tema. De minha parte vou indicar alguns endereços da internet que poderão ampliar as possibilidades na eficiência do trabalho dos estudantes...



Para aprofundar:

domingo, 29 de abril de 2012

Da Casa ao Quintal: diversos...


Sempre gostei de registrar tudo o que vejo em minha frente através de imagens... Algumas vezes tenho máquina fotográfica, outras já não tenho mais; tomo emprestado (em casa), mas agora ganhei uma de aniversário e estou ensaiando algumas fotos por ai... Estas primeiras imagens de plantas são cultivadas dentro  de casa.

Lírio-do-amazonas 
(Eucharis grandiflora)


Lírio-do-amazonas...

Em meu escritório...

Leia-se 'laboratório' de estudo, de aulas, escritas... 
Para saber mais sobre esta planta ornamental: 
Jardim de Flores.




Mãe conosco hoje (no escritório/Facebook).


Em nosos quintal: O manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) 
é uma planta originária do Brasil, 
pertence à família Solanaceae e é uma Angiosperma. 
Pertence ao mesmo gênero da quaresmeira 
(Tibouchina granulosa) 
e da orelha-de-onça 
(Tibouchina holosericea).
Fonte: Plantas Sonia.
  
Rosas no fundo do quintal...

Chuchus ainda no cipó...

Resolvemos comer algo mais engraxado: bolinhos de chuva...

Acrescentei à receita original (lá do tudo gostoso)
 uma banana picada...
Ficou gostoso! Mas não dá para exagerar!

Fonte da receita: Tudo gostoso

Nossa bebê (Thaly, ao lado da mãe) no PC.

Ali, esposo da Thaly, também ocupado...