sexta-feira, 15 de junho de 2012

Professores - Como sobrevivem?

Uma postagem (no Facebook) sobre a dura realidade em que trabalham Professores e Professoras com o complexo e desumano contexto das Escolas, me fez tomar uma atitude como resposta a um questionamento de uma camarada amiga que disse: "É isso ai... Como?" Ao que repliquei, depois de relutar: "Cara Deisy Zago, não sei como se faz... Mas te digo, estou ressuscitando uma antiga tese de que a ESCOLA É UMA FÁBRICA DE LOUCOS... Pois está insustentável manter confinados um monte de crianças e adolescentes, tipo rebanho de gado preso, que são obrigadas a ficarem quietos, em espaços completamente impróprios, onde se tu respirares um pouco com mais força acabas por atrapalhar as salas contíguas. Some-se a este belo quadro o fato destas crianças chegarem com inúmeras carências, como as econômicas, afetivas, de orientação, valores, dentre tantas outras! Só não renuncio a este espaço tão nobre de Trabalho porque estou passando de 30 anos de atuação e seria uma covardia fugir do desafio. Mas reafirmo o que escrevi outro dia: GOSTARIA QUE OS GOVERNOS, SECRETÁRIOS DE EDUCAÇÃO, POLÍTICOS EM GERAL... viessem viver a dura rotina que vivemos semana após semana nas Escolas! Que não viessem apenas um dia ou outro trazer bonitas falas! Mas experimentassem a continuidade da vivência nos "monumentais prédios" planejados entre quatro paredes, sem conhecerem a realidade! Não dá mais..."

E acima, quando falo da Escola como uma FÁBRICA DE LOUCOS, não estou me referindo à loucura enquanto destoar da onda da maioria, do rebanho de dóceis ovelhas, de alienados, de inconscientes (o que em si já é horrível em boa medida!). Me refiro ao estres, à somatizações, às doenças mentais, à esquizofrenia,  síndrome de Burnout, à total perca de senso da realidade a que somos submetidos... 

E o pior de tudo isto é que diante deste lúgubre quadro parece que nos acostumamos. Afinal, é o nosso Trabalho, é de onde tiramos o nosso sustento, o "pão nosso de cada dia", é onde temos determinada segurança mais ou menos construída, através do qual nos mantemos e adquirimos um determinado padrão de vida e queremos mantê-lo... Nem que para isto, ao final de alguns anos, estejamos na condição de resto inútil, dentro de uma sociedade que descarta cada vez mais o ser humano, velhos de toda ordem de segmentos e classes sociais, como estorvos, improdutivos, obsoletos! E que pelo processo de desgaste a que somos submetidos diuturnamente não sejamos úteis nem para viver nem para usufruir de alguns benefícios conquistados com uma possível aposentadoria! Parece que vamos perdendo nossa capacidade de reação coletiva, muito além daquelas reações individuais e isoladas que ouvimos diariamente e às quais muitas vezes fazemos coro! Não! Não dá mais para sofrermos resignadamente como se estivéssemos em um beco sem saída! Temos que fazer valer o exercício da cidadania e darmos um basta aos nossos pseudos representantes e burocratas de plantão que pensam a Escola! Pensam? Pensam...


E tem mais! Não falei aqui da questão salarial dos Trabalhadores em Educação. Não fiz referências diretas aos investimentos nas estruturas escolares. Ainda não tratei da questão do "uso das novas Tecnologias na Educação". Neste quesito quero destacar sobre o aparelhamento das Escolas. Utilizarmos tecnologias é bastante tranquilo. Porém o pouco que tem, como as TV-Pendrive, por vezes não funcionam ou tem limitações técnicas na utilização de diversos programas. Projetores Multimídia, a escola só tem dois e as vezes só não disputamos a tapa porque somos educados! O Laboratório de Informática , com 20 PC (para atender mais de 1000 educandos/as), sempre conta com uma parte de máquinas estragadas (que dependem de assistência técnica do NRE). E, quando funciona, a internet é lenta! As salas têm quadros brancos, de modo a não ser necessário viver de baixo da nuvem de pó de giz. E os Registros Escolares (como deve ser na maioria das Escolas Públicas) são feitos em cadernos específicos, com uma orientação altamente burocrática, mediante a qual se perde muito, mas muito tempo... Sendo que apenas uma "máquina" (programadas) nas mãos dos educadores resolveria todas as questões de Registro Escolar, como Frequência, Conteúdos, Avaliações, Resultados Bimestrais, Final e outras. E isto em tempo real! De modo que o Estado (União, UF e PM) se quisesse uniformizar o processo pedagógico, como faz referente às políticas educacionais - visite o link abaixo e leia - (que coisa horrível!!!) poderia ter o controle de tudo constantemente... Mas não! Continuamos com abundantes Tecnologias disponíveis na sociedade, mas a Educação (que ainda está com um pé na Idade da Pedra e outro na Idade da Imprensa) continua gastando milhões por falta de interesse político, falta de visão dos governantes ou por conta de interesses econômicos e políticos destes com setores industriais! Tem outra respostas? Por favor, me contem!

Tendo escrito isto, fui buscar reforço e encontrei este texto: Os professores vivem tempos difíceis, sobre a obra "A Causa dos Professores".

terça-feira, 15 de maio de 2012

A historia das coisas

Este vídeo aqui postado servirá de apoio 
a Educandas/os do CESTAC - Candói-PR
na fundamentação de AÇÃO do Projeto 
I Jornada Ambiental de Guarapuava e Região.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Como Estudar, Apreender e Aprender...



Por Sergio Bucco – Educador em História e Interdisciplinaridade
Sugestão do Educando Cristian Haan - 7º ano/EF.

Este artigo sobre "Como Estudar, Apreender e Aprender a partir de Temas de Pesquisa, Preparação de Painéis. Oficinas, Seminários, nas diferentes Áreas do Conhecimento", surgiu diante da premente necessidade de Educandas/os que não conseguem se organizar, não têm noção ou costume de estudar, (especialmente aqueles do 7º ano, do Ensino Fundamental, do CESTAC).

1. Criar um ritual, um local adequado e o hábito de Estudar diariamente, além do horário escolar de estudo.

2.  Ler o texto (tema) proposto só para perceber do que se trata e o contexto;

3. Reler o texto, destacar as ideias principais, marcar as palavras desconhecidas e utilizar o dicionário para entender melhor;

4. Elaborar um esquema (mapa) com as ideias centrais do texto (palavras chaves);

5. Sempre que possível procurar ler sobre o tema em outros livros, internet, etc;

6. Reler e repensar sobre o texto (tema) pelo menos 5 min. Diários (quando houver tempo suficiente antes da apresentação e/ou avaliação);

7. Trocar ideias e experiências com outros colegas e familiares sobre o tema em estudo;

8. Desenvolver a Cultura do Estudo, da Pesquisa, da Elaboração e da Aplicação do Conhecimento ao cotidiano (ou à realidade da vida diária).

9. Agora é só ter consciência, postura e atitude!

Estes apontamentos são apenas alguns elementos indicadores de como estudar. A Metodologia Científica tem muitas produções sobre o tema. De minha parte vou indicar alguns endereços da internet que poderão ampliar as possibilidades na eficiência do trabalho dos estudantes...



Para aprofundar:

domingo, 29 de abril de 2012

Da Casa ao Quintal: diversos...


Sempre gostei de registrar tudo o que vejo em minha frente através de imagens... Algumas vezes tenho máquina fotográfica, outras já não tenho mais; tomo emprestado (em casa), mas agora ganhei uma de aniversário e estou ensaiando algumas fotos por ai... Estas primeiras imagens de plantas são cultivadas dentro  de casa.

Lírio-do-amazonas 
(Eucharis grandiflora)


Lírio-do-amazonas...

Em meu escritório...

Leia-se 'laboratório' de estudo, de aulas, escritas... 
Para saber mais sobre esta planta ornamental: 
Jardim de Flores.




Mãe conosco hoje (no escritório/Facebook).


Em nosos quintal: O manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) 
é uma planta originária do Brasil, 
pertence à família Solanaceae e é uma Angiosperma. 
Pertence ao mesmo gênero da quaresmeira 
(Tibouchina granulosa) 
e da orelha-de-onça 
(Tibouchina holosericea).
Fonte: Plantas Sonia.
  
Rosas no fundo do quintal...

Chuchus ainda no cipó...

Resolvemos comer algo mais engraxado: bolinhos de chuva...

Acrescentei à receita original (lá do tudo gostoso)
 uma banana picada...
Ficou gostoso! Mas não dá para exagerar!

Fonte da receita: Tudo gostoso

Nossa bebê (Thaly, ao lado da mãe) no PC.

Ali, esposo da Thaly, também ocupado...

sábado, 28 de abril de 2012

Visitas ao nosso sítio em Três Passos - Candói - PR

Nos domingos (08/04/12 e 22/04/12, respectivamente) fomos (Itamara e eu e no outra Ana Clara e eu) visitar nosso sítio que ainda está sem a devida (e ecológica) ocupação. Meu irmão apenas construiu um rancho para depósito de alguns materiais. No mais é só apreciar o lugar que carece de um nome (e que é uma das nossas empreitadas). O lugar é muito lindo e aprazível...

Itamara e eu.

Açoita cavalo
(Luehea divaricata e Luehea grandiflora)

 inclinado sobre o lago.


Observando uma rocha porosa (?).

Eu sobre as raízes ao lado oposto
do açoita cavalo (idem acima).

Formigueiro...

Visão do 'lago' pelo lado oposto (oeste).

Vista pelo lado norte (para o sul).


Entrada para o terreno...  (sentido N > S).

Chegada próxima...

Ana clara...

Ana Clara (lado esquerdo da lagoa).

Nóis...

Em cima das raízes do açoita...

Ana Clara



Sentido Sul  > Norte.

Ana Clara brincando com cipó...

Ao lado Sul...

Saída (lado Sudeste).

Guardião das Sementes


Juarez, pequeno agricultor, participante da Feira Ecológica de Porto Alegre há 22 anos, mostra - brevemente - o seu trabalho com as sementes crioulas e o espírito de sua produção.


Fonte img.: come-se

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Professora Marlei convoca para mobilização do dia 26/04/12


Este governo do Paraná está em débito com a Educação e com os/as Educadores, com os/as Trabalhadores/as em Educação do Estado, com os/as cidadãos paranaenses, Mães, Pais, Responsáveis e Educandas/os! A hora é agora! "Quem sabe faz a hora não espera acontecer"!
Este governo do Richa está apostando tudo na pressão através da exigência de reposição dos dias parados, como forma de enfraquecer nossa mobilização de luta, porque incomoda uma paralisação com mais de 7.000 trabalhadores da Educação nas ruas de Curitiba e na mídia, uma vez que ele pretende passar a imagem de que no Paraná a Educação vai bem. Infelizmente não é assim!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Povo Pataxó Hã-Hã-Hãe retoma quase a totalidade de Caramuru-Paraguassu


Retomada da Terra Indígena Caramuru-Paraguassu ocorre depois da tentativa de criminalização dos indígenas - 16/04/2012 - Renato Santana - de Brasília (DF)
Faltam apenas seis áreas para indígenas do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe reocuparem a Terra Indígena Caramuru-Paraguassu, entre Itaju do Colônia, Camacã e Pau Brasil, na Bahia. Na madrugada de domingo (15), os indígenas iniciaram novo ciclo de retomadas, incluindo a fazenda Vitória, usada para inseminações artificiais de sêmen em éguas para a procriação de cavalos de raça e principal cenário para os fatos que desencadearam as retomadas.
Mau estado de conservação mostra abandono 
em área retomada pelos indígenas - 
Fotos: Reginal Pataxó Hã-Hã-Hãe 
Na região de Rio Pardo, oito fazendas foram retomadas. De acordo com caciques, as ocupações foram decididas pela comunidade depois que os indígenas foram acusados de organizar uma emboscada contra um fazendeiro e incendiar de forma criminosa uma casa da fazenda Vitória. Indignados com a criminalização sofrida, decidiram retirar do território, demarcado entre 1936 e 1937, os causadores das calúnias propagadas pela Rede Globo, na edição da última sexta-feira (15), do Jornal Nacional.     
O proprietário Armando Pinto acusa os Pataxó Hã-Hã-Hãe do incêndio, depois de terem matado, numa emboscada, Ana Maria dos Santos Oliveira, na segunda-feira (09). No entanto, as direções das polícias Civil e Federal, que cobrem a região, trabalham com a hipótese de que o assassinato e o incêndio tenham como autores pistoleiros contratados por fazendeiros, contrariando as acusações feitas contra os indígenas.
Conforme os delegados Fábio Marques (PF) e Francesco Denis Santana (PC), o alvo dos assassinos era o coordenador da Fundação Nacional do Índio (Funai) na região, Jovanildo Vieira dos Santos Titiá. Dessa forma, os delegados consideram remota a participação dos indígenas na morte de Ana Maria. Além disso, de acordo com a polícia, os moldes da emboscada não se adequam aos indígenas.
Incêndio e reféns
Os indícios da participação dos indígenas no incêndio, de acordo com as investigações, são ainda menores. Apenas uma casa da fazenda foi queimada, sendo que os incendiários ainda tiveram o cuidado de retirar do imóvel alguns móveis. No restante da sede, nenhuma depredação. Os cinco mil litros de leite armazenados e a central de inseminação artificial ficaram intactos.
Para os policiais, essa também não é uma prática dos Pataxó Hã-Hã-Hãe, que há décadas vivem em conflito com invasores da terra indígena e nunca promoveram incêndios. Quanto à manutenção de reféns nas fazendas retomadas pelos índios, a polícia não comprovou nada e apenas recebeu denúncias dos fazendeiros – que acusam os indígenas de manterem 30 indivíduos presos nas áreas.
“A polícia está direto nas fazendas ocupadas por nós e veria se tivéssemos com reféns. Agora mesmo: a imprensa está aqui, a polícia está aqui e o povo está em ritual. O que pedimos é que os funcionários dos invasores retirem o gado para depois ninguém dizer que roubamos”, afirma o cacique Nailton Pataxó Hã-Hã-Hãe.
O indígena está numa das áreas retomadas na madrugada do último domingo, a cinco quilômetros da cidade de Pau Brasil. “Não existe envolvimento dos indígenas na emboscada que vitimou a mulher [Ana Maria dos Santos Oliveira]. No dia da morte, estávamos distantes do local. A emboscada foi praticada por pistoleiros, contratados por fazendeiros, que estão na região”, destaca o cacique.
Para a liderança indígena, os pistoleiros se confundiram por conta do veículo: a caminhonete usada pelo esposo de Ana Maria é de mesma marca (L 200) da utilizada pelo coordenador regional da Funai, suposto alvo da emboscada. Depois que perceberam o equívoco provocaram o incêndio para estruturar ataques provocados pelos Pataxó Hã-Hã-Hãe, que desde janeiro promovem ações de retomadas das fazendas que incidem dentro da Terra Indígena Caramuru- Paraguassú.  
Servidores ameaçados
“Faz três meses que sofremos ameaças”, denuncia o servidor da Funai Wilson Jesus de Souza, que atua na Caramuru-Paraguassu. Ele conta que já foi ameaçado no centro de Itajú do Colônia por homens interessados nas terras dos Pataxó Hã-Hã-Hãe. Também é taxativo ao afirmar que os indígenas não estão envolvidos no assassinato e no incêndio.
O servidor atua na região há uma década. Explica que a área do conflito estava longe do local onde aconteceu a emboscada e a morte de Ana Maria. “Os índios estavam na região das Alegrias. Ilhados a cerca de 10 quilômetros da cidade, porque a estrada que dá acesso a Itaju do Colônia, local da emboscada e da fazenda Vitória, está tomada de pistoleiros e ninguém passava por ela. Então os índios não tinham como estar ali”, explica Souza.
Nas conversas com os indígenas, o servidor ouviu que as retomadas deste final de semana são em resposta às acusações contra os Pataxó Hã-Hã-Hãe e para que nenhum pistoleiro atue mais dentro da terra indígena. “Estavam revoltados e disseram que agora vão retomar todo o território”, explica. Na manhã desta segunda-feira (16), Souza esteve nas oito fazendas retomadas na região do Rio Pardo convocado pela equipe da Polícia Federal de Ilhéus. Denúncias davam conta de reféns, torturas, famílias sequestradas e fazendeiros assassinados.  
“O delegado da PF ficou bastante indignado, pois nenhuma acusação foi comprovada. Os funcionários estavam lá em harmonia com os índios e aguardando transporte para fazer a mudança de pertences. Os agentes da PF viram tudo isso de perto”, conta o servidor da Funai. Ele reafirma: permanecem na Terra Indígena Caramuru-Paraguassú apenas seis dos 396 proprietários de fazendas no território de ocupação tradicional.
Histórico das recentes retomadas
Para os indígenas, as retomadas são mecanismos de defesa: com as fazendas cercadas de pistoleiros, a forma de proteção dos indígenas é o acesso ao território de forma integral. Assim, não sofrem emboscadas na área de ocupação tradicional e transitam livremente por ela. Dentro dessa perspectiva, no dia 1º de janeiro deste uma onda de retomadas inundou as fazendas que incidem na Caramuru-Paraguassú.
Os Pataxó Hã-Hã-Hãe ocupavam 18 dos 54 mil hectares da Terra Indígena Caramuru-Paraguassu, localizada entre os municípios de Itajú do Colônia, Camacã e Pau Brasil, na Bahia, até o final de 2011. Até então, os indígenas aguardavam os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votarem pela nulidade dos títulos dos ocupantes do território, que corre há 30 anos sem votação, sendo que o ex-ministro Eros Grau, relator do processo, votou de forma favorável aos indígenas, ou seja, pela anulação dos títulos.
O restante da área, demarcada na década de 1930 do século passado, estava nas mãos de fazendeiros que, a partir de 1960, obtiveram títulos de propriedade emitidos de forma irregular pelo governo baiano, na gestão de Antônio Carlos Magalhães, o ACM – títulos que hoje são objeto da ação que corre no STF.
Até o dia 23 de fevereiro deste ano, os Pataxó Hã-Hã-Hãe retomaram 48 fazendas. Dos 18 mil hectares de área, os indígenas passaram a ocupar 42 mil, ainda restando 12 mil - compreendendo a região de Rio Pardo, área onde ocorrem os episódios das últimas oito retomadas ocorridas a partir deste último final de semana.

terça-feira, 3 de abril de 2012

A propósito da Páscoa...

E de todas as chamadas "datas comemorativas" (como Natal, dia disto, daquilo, daquele outro, etc...) desenvolvi uma repulsa, uma ojeriza, um desagrado, um nojo! Pois estas datas, cada uma com seus propósitos, foram perdendo totalmente o seu sentido. A Páscoa, por exemplo, em sua origem (judaica) estava relacionada com a libertação do Povo Hebreu da escravidão no Egito e a ressurreição de Jesus Cristo teria acontecido durante a Páscoa celebrada por Israel. No entanto, dentro do sistema socioeconômico (político, cultural, ambiental) em que vivemos, a Páscoa (e a maioria quase absoluta das datas comemorativas) está totalmente destituída de sentido, se tornou sinônimo de comércio, venda de coisas, cultura ridícula do "coelho" que põe ovos de chocolate e coisas do gênero. Nada, absolutamente nada a ver com os seus significados originais! E aquelas felicitações de "feliz páscoa!" soam tão vazias de sentido, de significado, se dão de forma   automáticas...

Me desculpem aqueles/as que dão alguma importância pra isto! Eu, de minha parte, estou fora!


quarta-feira, 14 de março de 2012

Reedição: "Pedrinho da lha morre em acidente..."


Por Sergio Bucco (escrito a um ano).

Na madrugada do dia 17.03.11 nosso amigo, companheiro de caminhada e de luta, o Pedrinho da Ilha, sofreu um acidente (na BR 373) e sua vida foi ceifada. Estamos de luto! Porém a sua luta continua! Pois sua vida, seus sonhos, seus ideais, sua luta pela vida, pela justiça, contra a miséria, a exploração, o desmando e o abuso de poder, o seu projeto por um Candói que respeite todas as pessoas, não morre com a sua morte! Seu sonho e seu projeto continuarão através da família, dos amigos e amigas, dos companheiros e companheiras, dos militantes, que ao longo dos anos fizeram parte de sua vida ou acompanharam sua caminhada até aqui.
          Pedrinho foi um bom Filho, um bom Esposo, um dedicado Pai,  Agricultor, Funcionário Público (motorista de transporte escolar), foi Vereador, Acadêmico (quase concluindo o curso de Gestão Púbica), Militante do PT, dos movimentos sociais e implacável na defesa de tudo aquilo que acreditava! Foi acima de tudo honesto. A semente foi plantada e germinará, crescerá e frutificará nas vidas que continuam!

terça-feira, 13 de março de 2012

A Estiagem e a Arquitetura das Escolas

Esta é a fachada do CESTAC
antes da reforma e construção
da passarela de entrada
.

De novo (não tão novo assim) estamos passando por uma estiagem que nos sufoca, pois somado à falta de chuva... também está muito quente, abafado! Agora imaginem as salas de aulas, onde não ventila direito, os ventiladores parecem aviões, não deixam-nos escutar e/ou nos comunicar com os/as Educandos/as...           

Eu só queria que nosso GOVERNADOR, o SECRETÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO, o CHEFE DE NÚCLEO, os ENGENHEIROS ILUMINADOS, etc., viessem lecionar um dia no Colégio. Mas não em um dia de chuva ou de inverno. Apenas em um dia destes secos, quentes e abafados que estamos vivenciando...

Quando planejam os prédios das Escolas não lembram de deixar espaços maiores para arborização, para ajardinamento, para hortas, dentre outros. Pois os espaços verdes produzem um ar mais fresco, praças arborizadas poderiam servir de espaços para aulas ao ar livre, "aulas peripatéticas" (segundo o modelo socrático). Mas nossos espaços escolares mais parecem "campos de concentração" ou "áreas de confinamento de animais"! 

E lembramos que muitos/as de nossos Educandos/as são oriundos do Campo, onde não há somente espaços de liberdade, mas matas, florestas, plantações, animais... E o patio escolar o que lhes oferece?

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional das Mulheres Proletárias

Hoje não é um dia para homenagear dondocas, patricinhas e congêneres...

Hoje é o dia das Mulheres Proletárias, das Mulheres Trabalhadoras, das Mulheres que Lutam, das Mulheres sustentam uma tripla jornada de Trabalho, em casa, no emprego e que para encerrar o dia completam as atividades domésticas, como lavar, coser, arrumar, administrar, cuidar dos filhos, alimentá-los, cuidar de sua saúde, da vida escolar, no campo e na cidade... E muitas vezes, depois de tudo isto, têm que estar banhadas, perfumadas e à disposição dos marmanjos que, via de regra (não que esta tenha que ser a regra!), apenas realizam as atividades profissionais fora de casa e, ao retornarem, querem tratamento de príncipes: cama, mesa e banho, sombra boa e água fresca, mordomias! 

O tempo que ora vivemos exige igualdade de condições. No Brasil, desde a Constituição de 1988, a Mulher está legalmente em condições de igualdade com os homens. E é tempo de fazermos valer as letras da Carta Magna e de nós homens aprendermos com as mulheres a enxergarmos além de nosso ego, para além de nosso umbigo, e vivermos para a família (tenha ela o desenho que tiver), para nossos filhos e filhas, para além da porta de nossa casa, para nossos vizinhos, para a nossa comunidade, para o mundo! E neste olhar aprendermos a nos somar na luta por um mundo igualitário, justo, solidário e feliz! 

Pensar, sonhar, planejar e lutar não é proibido! A utopia pode tornar-se topia! O Dia Internacional da Mulher que nasceu e se desenvolveu em um contexto de lutas por melhores condições de vida, de direitos políticos, sociais, culturais, ambientais, jurídicos e econômicos, das lutas por liberdade,  independência, igualdade e identidade, não nos permite comemorações melodramáticas, superficiais, consumistas! É tempo de superarmos as contradições das chamadas "minorias" e respeitarmos o lugar que cabe às Mulheres de forma digna!


Manifesto pelos direitos das Mulheres

"Parabéns a todas as Mulheres pelo seu dia!
Mulheres que mudaram e muda a nossa História!!!
Donas de casa, estudantes, operárias, presidenta...” (A. Gibathe) 
que mostram a sua força em favor de um mundo transformado, melhor e feliz!

segunda-feira, 5 de março de 2012

AULA DE MATEMÁTICA PARA O GOVERNADOR DO CEARÁ

Hoje vou brincar de professor de matemática.  
Vou passar alguns problemas para vocês resolverem.

Problema nº1
Um professor trabalha 5 horas diárias, 5 salas com 40 alunos cada. Quantos alunos ele atenderá por dia? Resposta: 200 alunos dia. Se considerarmos 22 dias úteis. Quantos alunos ele atenderá por Mês? Resposta: 4.400 alunos por mês. Consideremos que nenhum aluno faltou (hahaha) e, que em cada um deles, resolveu pagar ao professor com o dinheiro da pipoca do lanche: 0,80 centavos, diárias. Quanto é a fatura do professor por dia? Resposta: 160,00 reais diários. Se considerarmos 22 dias úteis. Quanto é faturamento mensal do mesmo professor? Resposta: Final do mês ele terá a faturado R$ 3.520,00.

Problema nº2
O piso salarial é 1.187 reais, para o professor atender 4.400 alunos mensais. Quanto o professor fatura por cada atendimento? Resposta: aproximadamente 0,27 mensais (vixe, valemos menos que o pacote de pipoca)...

Problema nº3
Um professor de padrão de vida simples,solteiro e numa cidade do interior, em atividade, tem as seguintes despesas mensais fixas e variáveis:
Sindicato: R$12,00reais
Aluguel: R$350,00reais (pra não viver confortável)
Agua/energia elétrica: R$100,00 reais (usando o mínimo)
Acesso à internet: R$60,00 reais
Telefone: R$30,00 reais (com restrições de ligações)
Instituto de previdência: R$150,00 reais
Cesta básica: R$500,00 reais
Transporte: sem dinheiro
Roupas: promocionais
       Quanto um professor gasta em um mês? Total das despesas: R$1.202,00. Qual o saldo mensal de um professor? Saldo mensal: R$1187,00 - 1202= -15 reais, passando necessidades.

Agora eu te pergunto:
- Que dinheiro o professor terá para seu fim de semana?
- Quanto o professor poderá gastar com estudos, livros, revistas, etc.
- Quanto vale o trabalho de um professor??
- Isso é bom para o aluno???
- Isso é bom para a Educação Pública do Brasil??

Agora olhem a pérola que o Sr. Governador do Ceará disse:
"Quem quiser dar aula faça isso por gosto, e não pelo salário.
Se quiser ganhar melhor, peça demissão e vá para o ensino privado "
Cid Gomes - Governador do Ceará.
SE VOCÊ ACHA QUE NOSSO GOVERNADOR DEVE ABRIR MÃO DE SEU SALÁRIO E GOVERNAR POR AMOR, PASSE PARA A FRENTE!.

CAMPANHA
"Cid, doe seu SALÁRIO e governe por AMOR !"

Vamos espalhar isso aos 4 ventos e aumentar a campanha:
DEPUTADOS FEDERAIS E ESTADUAIS, MINISTROS, DOEM SEUS SALÁRIOS E TRABALHEM POR AMOR!