segunda-feira, 26 de maio de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
TODO ELEITOR PRECISA SABER A QUE LADO PERTENCE
Texto: Roberto Schmickler
Quando escrevo ou posto alguma coisa sobre política, faço porque são minhas conviccões, muitos anos de estrada, muitas coisas vistas. Adotei um lado, apenas porque no momento entendo que seja o melhor para aqueles que realmente precisam. Não sou filiado a partido nenhum, nem sou associado a nada, não tenho qualquer vínculo que não seja com minha consciência.
Aprendi que é preciso olhar a política com visão periférica. O foco mostrado pelos meios de comunicação muitas vezes se apresenta distorcido por interesses que não são os meus. É preciso ver as coisas pelo que realmente importa, o que foi feito, o que não foi feito, como era, como é, qual a linha de um governo, qual a linha do outro, o que efetivamente está ajudando a população, e o que é só retórica, quais os indicadores sociais e econômicos.
Pessoas não são perfeitas, partidos não são isentos de oportunistas, corrupção existe em todos os lados, interesseiros, aproveitadores, pilantras, mas também em ambos os lados existem idealistas comprometidos.
Todo eleitor precisa saber a que lado pertence, caso contrário será apenas um inocente manipulado, agindo contra sí e contra os seus e, acreditem, num sistema capitalista, com todo emaranhado de partidos, existem somente duas linhas politicas. O lado dos que trabalham muito, e o lado dos que têm muito mais do que precisam e querem ter mais. E os que trabalham muito são maioria, mas nem todos são conscientes. Se fossem a História seria outra e eu não precisaria escrever este texto. (Risos). Vou deletar em seguida, antes que os "iluminatis" leiam, espero que não tenha nenhum entre meus amigos (risos).
terça-feira, 20 de maio de 2014
Temos guardado um silencio bastante parecido com a estupidez
![]() |
| Frase inicial do discurso de abertura na conferência de intelectuais no Chile durante o governo de Allende, retirado do livro Veias Abertas da América Latina). |
Essa frase proclamada em La Paz no ano de 1809 é citada no início do livro As Veias Abertas da América Latina, um clássico sobre a região escrito pelo uruguaio Eduardo Galeano.
Constatado isso há tanto tempo atrás, cabe a nós uma reflexao: de lá pra cá, o que mudou?
Éramos colônias escravistas subservientes aos colonizadores espanhóis e portugueses. Explorados. Eis que foi abolida a escravidão e nos fizemos independentes. Independentes de quem? Continuamos colonizados pelo ingleses, precursores da Revolução Industrial.
Foram-se décadas e guerras mundiais. Mudou-se apenas o explorador. Viramos quintal da ‘América’. Nós todos, quintal de um só.
O liberalismo entrou em colapso e o comunismo crescia por trás da cortina-de-ferro. As idéias e ideais chegavam até aqui. Mas antes das revoluções, chegaram-nos os golpes.
Por estranha coincidencia (?) toda a América Latina se encontrava ao mesmo tempo sob ditaduras militares de direita, favoráveis aos interesses dos EUA, massacrantes ao nosso povo.
Então veio a dita “democracia”, as aberturas graduais, lentas, seguras. Seguras pra quem?! E aí, supostamente livres, não nos deixaram caminhar. Veio a “democracia do Consenso”, importada de Washington, com grandes déficit a nossa balança social.
Veio o neoliberalismo cínico, proclamador do caminho único, dizendo-se dono da verdade e impondo-se invisivelmente pra nos destruir mais uma vez.
Mas essa é só uma parte dessa história. Em meio a tudo isso existiram Bolívars, Zapatas, Sandinos, Zumbis, Panchos Villas, Che Guevaras, Fidels, Nerudas, Paulos Freires. E diante dos novos desafios temos Evos, Chavez, Marcos. “Somos todos Marcos!”
Boaventura de Souza Santos alertou: “Olhem para o Sul”. Daqui saem experiencias reais de resistencia e de construcao de nosso próprio caminho. Mas pra onde estão virados nossos olhos? Teimosos, perseguem as potências, como um girassol a procurar a luz solar.
Não podemos mais atravessar oceanos em busca de algo que nem procuramos do nosso próprio lado. Qual é nossa história? De que é feita nossa cultura? Comos podemos fazer a NOSSA política? Seria pretensão demais para um mero blogueiro dar todas essas respostas. Mas também seria covardia não tentar.
Fonte AQUI.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
DIFERENÇAS DOS GOVERNOS TUCANO E PETISTA - AVANÇOS
Na falta de
propostas objetivas e concretas para apresentar ao conjunto do país a oposição
e a “mídia familiar e amiga” investem agora na vã tentativa de nivelar todos
por baixo, buscando medir os demais segundo a sua própria régua, já que pousar
de “Mosqueteiro da Ética” em meio a uma série de escândalos que atingiram em
cheio a própria oposição, já não está mais “colando” como antes. Nem mesmo a
ideia de “desconstruir” a imagem da presidente Dilma como uma pessoa séria e
comprometida com a coisa pública parece estar dando efetivo resultado. Não é
mesmo? Daí a estratégia de insistir, “martelar” mesmo junto à opinião pública a
informação de que no Brasil, o PT e PSDB são irmãos gêmeos, inclusive nas
falcatruas com dinheiro público. Nada mais falso! Analisemos, então, alguns
dados que desmentem essa versão dos fatos! Qual é o partido que reestruturou e
deu autonomia a PF para investigar o próprio governo e seus integrantes? Foram
realizadas centenas de Operações da PF desde 2003! Quando se viu isso na Era
Tucana? Inclusive com o indiciamento e prisão de figuras do alto escalão do
governo? Que partido deu status de ministério e eficácia ao trabalho da
Corregedoria Geral da União (CGU)? Fortaleceu as corregedorias internas e
intensificou a investigação dos repasses de recursos aos demais entes da
federação? Que governo aprovou a criação da Lei de Transparência Pública e
tornou pública na Internet inclusive os vencimentos de seus servidores e
dirigentes da alta administração, inclusive da Presidente da República? Que governo
vem inovando desde 2003 no combate ao desperdício e ao desvio do dinheiro
público com a adoção massiva do Pregão Eletrônico e agora do RDC nas licitações
públicas? Que governo vem respeitando a lista tríplice na indicação do Chefe do
MPF pelo décimo primeiro ano consecutivo? Ou seja, não nomeou um “Engavetador
Geral da República”! Algo, infelizmente, ainda muito comum nos estados
governados pelo PSDB e omitido pela “mídia amiga”! Quem está fazendo a “limpa”
na Administração Pública da Prefeitura de São Paulo? Desmontando quadrilhas e
demitindo servidores públicos envolvidos com corrupção depois de anos de
desmandos das administrações Serra/Kassab? Quem? Quem está propondo uma Reforma
Política que dê fim à farra do Poder Econômico neste país? Quem propôs que
sejam proibidas as famigeradas “doações” de empresas privadas para campanhas
politicas de candidatos e partidos políticos que é a origem matriz de toda a
corrupção e desvio de dinheiro público? É o PT, claro! Qual é o partido com o
maior número de integrantes pegos, ou melhor, barrados pela Lei da Ficha Limpa
segundo dados do próprio TSE? E que partido tem essa valiosa informação e as
suas “maracutaias” com o dinheiro público escondidas pela “mídia familiar e
amiga do tucanos”, engavetadas pelo Ministério Público e “prescritas” ou
“julgadas” de forma benevolente pelo Poder Judiciário? É o PSDB, claro! Por que
o "juiz tucano" do STF, Gilmar Mendes, não libera o seu voto na ADI
4650, que torna inconstitucional as doações privadas de empresas e as proíbe já
para as eleições deste ano de 2014? Porque a oposição tem medo de perder essa
“boquinha”. Não há mais tempo? Balela! Há tempo hábil sim! O Congresso tem até
de 10 de junho para votar os novos valores do Fundo Partidário com vistas às
eleições deste ano e o Ministro Gilmar Mendes tem até o final deste mês para
deixar de “enrolação” e votar essa questão no STF. Portanto, desejo sim que
essa "fonte de corrupção" seque de vez! Para o bem da cidadania deste
país! Não tem jeito não! É Dilma, outra vez, em 2014! Meu manifesto: #Ley de
Medios Já! #PSDB nunca mais! #VaiTerCopa sim! O que NãoVaiTer é segundo turno!
ZECA DIRCEU DESAFIA BARBOSA: 'VÁ AO PLENÁRIO' (15.05.2014 às 14:40.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
O GOVERNO TEM UMA “RICHA” COM A EDUCAÇÃO
![]() |
| Assembléia às 15h30min na EXPO UNIMED CURITIBA |
Estamos suspendendo a GREVE da Educação no Estado do Paraná, mas
continuaremos totalmente mobilizados em
estado de greve! Porque o Governador Pinóquio Richa elegeu-se com promessas
para a Educação que não foram cumpridas! Do mesmo modo não cumpriu os diversos
acordos feitos com Trabalhadores da Educação e nem respeitou a Lei Nacional
referente à Educação no Paraná.
A nossa GREVE foi vitoriosa porque fez com que o Governo se mexesse rapidamente e pela primeira vez, em mais de três
anos do seu mandato, recebeu a Comissão
de Negociação pessoalmente junto com seu staff. Ágil ele vinha sendo para
atender aos interesses da iniciativa privada, enquanto virava as costas ao
povo!
A nossa categoria suspendeu a
GREVE depois de uma semana de Aulas de
Cidadania na Rua. Mas organizadamente continuaremos acompanhando o processo
de implementação política das nossas reivindicações, ou seja, as respostas com
as quais se comprometeu mais uma vez em favor da nossa luta por uma Educação de qualidade! Não
podemos mais dar crédito a retóricas dos tempos de campanha eleitoral quando as
palavras fluem com facilidade...
Continuaremos nosso Trabalho de Ensino-Estudo-Aprendizagem
com dedicação, mas cuidadosos pela causa da Educação e nos protegendo deste
Governo neoliberal, que costuma confundir o público com o privado! Porque quem
luta faz a hora, não espera acontecer!
Sergio Bucco – Curitiba, 29/04/2014.
A URGÊNCIA DAS ÁRVORES!
Acabei de rodar por nossa avenida e adjacências e conversei com um trabalhador que auxiliava na ação de derrubar árvores entre o passeio público e o terreno de um mercado (do qual inclusivo sou freguês). Disse mais, que a área toda será coberta de asfalto. Este é outro problema seriíssimo, o da impermeabilização do solo, com o qual não vou me ocupar neste artigo! Já tenho escrito sobre isto...
Questionei meu interlocutor sobre a ação, afirmando que elas estão no domínio público. Ao que me respondeu que foi autorizado pelo Prefeitura. Diante de tal afirmativa tu vais fazer o quê? Tentei ligar para setores e/ou pessoas responsáveis para saber as razões de tal autorização, não obtive êxito! Tentei elefones públicos sem alguém que atenda e celulares pessoais idem!
Não podemos julgar e muito menos condenar alguém se não entendemos as razões que motivam ou fundamentam uma ação! Tentei buscar informações mas fui frustrado... E frustrado fiquei por não poder fazer nada! Poderia ter decido, ido conversar com o proprietário, me abraçado a uma daquelas árvores, mas não o fiz! Limitei-me a tirar uma carrada de fotos, com o coração dilacerado, moído... ao ver uma SER VIVO que tantos benefícios e beleza traz à VIDA ser machucado, derrubado, quebrado e, em seguida, carregado em um caminhão para ser descartado em algum monturo! E agora rabisco estas linhas no sentido, não de denunciar, mas alertar as pessoas que têm consciência ambiental e aquelas que têm o "poder" de organizar a vida em sociedade para que não permitam tais barbaridades! Eu sei que estou no "calor da emoção" e nem deveria me aproximar do computador! Mas estou me controlando ao máximo!
Vivemos dias em que o mínimo de árvores nos dá o benefício da sombra..., quanto mais uma alameda, uma praça, um bosque! Quantas a quantas vezes vi pessoas à sombra daquelas árvores! Vi motoristas estacionarem seus veículos à sombra daqueles ipês amarelos! Eu mesmo o fiz! E mais, a cada primavera eu fotografava aquele amarelo intenso de suas flores! E agora?
Será que temos memória de quem organizou a política pública de arborização da nossa cidade pela primeira vez? Digo isto me referindo pra além daquelas pessoas, moradores, que sempre o fizeram... Foi durante o Governo do então prefeito Waltzer Donini (1997-2000). Não estou aqui a fazer apologia a este ou a qualquer outro personagem que tenha governado Candói. Apesar de que este desenvolveu algumas políticas, deveras interessantes. E urge que nossas autoridades locais continuem promovendo a melhoria do ambiente urbano, também com a promoção do plantio de árvores apropriadas ao ambiente, para não acontecer de ter que arrancá-las, como sucedeu a poucos meses que foi mandado arrancar árvores frutíferas das avenidas da nossa cidade, recém colocadas ali em 2012 (contrariando legislação)! Necessário se faz (se ainda não há) uma legislação municipal que dê conta de organizar a conduta de todos os moradores urbanos neste sentido. E a secretaria responsável (do Meio Ambiente?) que aja no sentido de orientar, fiscalizar e penalizar quem age em desacordo com os princípios do equilíbrio ambiental.
E é pela urgência de termos mais e mais árvores que faço este choro aqui! Árvores adequadas nas ruas, praças, áreas verdes, selvagens, naturais, prenhes de Vida! Precisamos urgentemente cuidar das poucas árvores que temos, de cultivar mais árvores, dar condições para que se desenvolvam, cresçam, promovam muita sombra e outros inúmeros benefícios...
AULA NAS RUAS¹
Quem disse que não está tendo
aula? Está tendo aula sim! Aula fora das quatro paredes da sala. Aula nas ruas.
Aula de cidadania. Alguns vão à luta, vão pra rua, dando a cara a tapa,
correndo riscos de represálias, de perseguições. Outros fazem como avestruz que
"enterra a cabeça no chão". Esperam para a cada quatro anos ver qual
grupo político está mais forte, qual tem mais dinheiro pra "tacar na
política", para aí tentar um acordo com esse grupo (apoio em troca de
cargo, por exemplo), sem se importar quem seja que vai ocupar o poder.
Os
primeiros conseguem mudanças permanentes, significativas, mudam as situações de
injustiça, beneficiando não um ou dois indivíduos, mas a coletividade.
Foi assim com o movimento
abolicionista que culminou com a libertação dos escravizados no Brasil. Foi
assim com o movimento liderado por Mahatma Gandhi pela libertação da Índia. Foi
assim com o movimento negro liderado por Martin Luther King nos EUA. Foi assim
com o movimento contra o regime do Apartheid, na África do Sul, liderado por
Nelson Mandela. Isso, só pra citar os mais famosos.
Já, os da segunda opção, buscam
mudanças individuais, mesquinhas, egoístas, que não trazem nada de positivo pra
sociedade pois, pelo contrário, a permanência da situação lhes é vantajosa pois
de quatro em quatro anos surgem as oportunidades dos acordos na surdina.
PARABÉNS PROFESSORES PELA CORAGEM
E PELO COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO. PELO EXEMPLO DADO À POPULAÇÃO! Eu gostaria
muito de ter estado aí pra fazer parte desse momento histórico.
Por ALIANDRO MENDES DE OLIVEIRA (Historiador e Acadêmico em
Direito).
sexta-feira, 18 de abril de 2014
A EDUCAÇÃO UNIVERSITÁRIA
"A moderna educação universitária praticamente prepara
uma pessoa para adquirir uma mentalidade canina com a qual aceite o serviço de
um amo superior. Depois de concluir uma má chamada educação, as supostas
pessoas educadas vão, tais quais cachorros, de porta em porta, preenchendo
solicitações de emprego e, na maioria dos casos, são postas para fora depois de
informadas que não há vagas. Assim como os cachorros são animais que servem a
seus amos por migalhas de pão, o homem serve fielmente a um amo sem receber
recompensas suficientes."
A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada
quinta-feira, 17 de abril de 2014
EDUCADORES DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DO PARANÁ INICIAM GREVE A PARTIR DO DIA 23 DE ABRIL
Entenda porque os(as) educadores(as) estarão em greve por tempo indeterminado e quais são suas principais reivindicações
Esgotadas as tentativas dos(as) professores(as) e funcionários(as) de escola em garantir seus direitos, não restou outro caminho a não ser a greve geral por tempo indeterminado. Foram mobilizações, negociações, campanhas. Foram meses de paciência, na esperança de efetivar direitos garantidos por lei, mas, ainda assim, ignorados pelo governo estadual. Enquanto isso, os(as) educadores(as) continuam adoecendo nas escolas, com cada vez mais professores(as) cansados e desanimados em sala de aula. Além de adoecidos, faltam funcionários(as) nas
unidades. Há evasão de alunos, violência, enfim, um quadro desanimador. E a categoria cansou.
A grande maioria presente na última assembleia estadual da APP-Sindicato (no dia 29 de março) decidiu, em votação democrática, pela intensificação do calendário de mobilizações nos meses de abril e maio. E pela greve geral em todas as escolas públicas estaduais por tempo indeterminado. “Temos que começar uma greve forte, com unidade da categoria. Cada regional terá um local de concentração. Em Curitiba, o acampamento estadual inicia a partir do dia 23 de abril. E assim permaneceremos até que o governo apresente uma proposta efetiva sobre os pontos centrais da pauta”, ressalta a presidenta da APP, professora Marlei Fernandes de Carvalho.
No dia 29, uma grande marcha, em Curitiba, reunirá representações de todo o Estado (além dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Além disso, a assembleia aprovou um calendário de continuidade da campanha ‘Hora-atividade pra Valer!’. Já foram realizados dois dias do calendário retirado, 4 e 10 de abril. Agora, a categoria continua com a campanha nos dias 16 e 22 de abril. Nestas datas, a categoria deve utilizar o tempo para organizar a greve nas escolas.
Recepções ao governador – A assembleia também definiu intensificar as recepções ao governador em todo o estado do Paraná. Em solenidades que o governador se encontrar, a categoria irá demonstrar sua insatisfação com o desrespeito aos compromissos assumidos e não cumpridos. O comitê ou comando de greve é um espaço importante para a organização das atividades que ocorrerão durante a paralisação, servirá para potencializar a adesão do conjunto ao movimento. Durante a greve, os(as) educadores intensificarão a luta por 13 itens considerados centrais (e que constam da pauta de 50 itens da categoria). Confira:
1. 33% de hora-atividade - Nossa reivindicação histórica para a hora-atividade é de 50%. Queremos sua ampliação imediata para 33% e assim progressivamente. A hora-atividade tem que ser aplicada conforme a Lei 11.738/2008 (PSPN) a todos(as) os(as) professores(as) da rede, obedecendo a regulamentação da carreira de hora-aula de 50 minutos.
2. Piso Nacional - Este ano, foi anunciado, pelo Ministério da Educação (MEC), o índice de 8,32% de reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). A APP defende, porém, que o índice a ser aplicado seja o de 10,6%, defendido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
3. Reajuste dos(as) funcionários(as) - Queremos que o reajuste nos salários dos funcionários(as) de escola este ano seja conforme o índice do Piso Regional de 7,34%.
4. Pagamento de avanços em atraso - O governo deve mais de R$ 100 milhões aos(às) professores(as) e funcionários(as) em promoções e progressões, em atraso há um ano e meio. Neste valor estão incluídos os atrasados do PDE.
5. Concurso público - A APP reivindica a realização de novos concursos públicos para professores(as) e funcionários(as). O objetivo é que seja suprida a necessidade real da rede e que sejam realizados por universidades públicas.
6. Novo modelo de atendimento à saúde - O atual Serviço de Atendimento à Saúde (SAS) não atende às necessidades dos(as) servidores(as) públicos. É necessário avançar nas propostas construídas no debate entre o Fórum dos Servidores e o Departamento de Assistência à Saúde – DAS. É preciso garantir ainda a descentralizado e ampla cobertura de especialistas.
7. Cargo de 40 horas - Garantir a imediata realização de novas etapas, que inclua a Educação Profissional e Especial. Também, é necessário avançar no debate para aperfeiçoamento da proposta, tornando o decreto que regula a dobra em lei.
8. Alteração dos contratos PSS - Para conferir aos trabalhadores deste regime direitos trabalhistas, recebimento pela titulação, atendimento à saúde, participação em cursos de formação e contagem do tempo de serviço para efeito de avanço na carreira quando vier a ocupar cargo efetivo.
9. Enquadramento dos(as) aposentados(as) - Há anos a APP luta pelo enquadramento no Nível II da carreira conforme várias decisões judiciais. São os(as) educadores(as) que ao se aposentarem estavam no último nível da carreira. Novos níveis foram criados e estes ficaram estagnados, sendo enquadrados no nível I.
10. Porte de Escolas - É necessário que o atual Porte de Escolas, já apresentado pela Secretaria de Educação, seja revisto e melhorado. A nova regulamentação precisa atender efetivamente a demanda existente levando em consideração outros elementos que não só o número de alunos(as).
11. Hora-aula e hora-atividade para a educação especial - Apesar de a hora-aula (50 minutos) ser a realidade hoje para o cálculo da jornada dos professores da rede, nas escolas de educação especial, que funcionam via convênio com a Secretaria de Estado da Educação, ainda vige a hora-relógio. Lutamos para superar esta distorção e para garantir que todos(as) os(as) professores(as) que atuam na Educação Especial tenham direito ao mesmo percentual de hora-atividade dos demais educadores(as) da rede.
12. Infraestrutura adequada nas escolas - Há escolas, nas diversas regiões do Estado, que sofrem com a falta de infraestrutura, com instalações velhas, perigosas ou insuficientes. Garantir reformas e ampliações que atendam as demandas das escolas e que sejam considerados critérios pedagógicos e ambientais nas edificações escolares. Assegurar a climatização dos espaços da escola.
13. Pelo fim do desmonte pedagógico - A escola que queremos reafirma constantemente a educação como instrumento de formação ampla, de preparação das pessoas para a responsabilidade de construir coletivamente uma sociedade justa e igualitária. Na contramão da construção desta escola, o que vemos são políticas educacionais que investem em um discurso crescente de responsabilização da comunidade escolar, com foco especial na culpabilização do professor e na retirada de responsabilidade do Estado. A APP manifesta sua indignação ao desmonte pedagógico que vem acontecendo através da fragmentação das políticas educacionais aplicadas nesta lógica.
unidades. Há evasão de alunos, violência, enfim, um quadro desanimador. E a categoria cansou.
A grande maioria presente na última assembleia estadual da APP-Sindicato (no dia 29 de março) decidiu, em votação democrática, pela intensificação do calendário de mobilizações nos meses de abril e maio. E pela greve geral em todas as escolas públicas estaduais por tempo indeterminado. “Temos que começar uma greve forte, com unidade da categoria. Cada regional terá um local de concentração. Em Curitiba, o acampamento estadual inicia a partir do dia 23 de abril. E assim permaneceremos até que o governo apresente uma proposta efetiva sobre os pontos centrais da pauta”, ressalta a presidenta da APP, professora Marlei Fernandes de Carvalho.
No dia 29, uma grande marcha, em Curitiba, reunirá representações de todo o Estado (além dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Além disso, a assembleia aprovou um calendário de continuidade da campanha ‘Hora-atividade pra Valer!’. Já foram realizados dois dias do calendário retirado, 4 e 10 de abril. Agora, a categoria continua com a campanha nos dias 16 e 22 de abril. Nestas datas, a categoria deve utilizar o tempo para organizar a greve nas escolas.
Recepções ao governador – A assembleia também definiu intensificar as recepções ao governador em todo o estado do Paraná. Em solenidades que o governador se encontrar, a categoria irá demonstrar sua insatisfação com o desrespeito aos compromissos assumidos e não cumpridos. O comitê ou comando de greve é um espaço importante para a organização das atividades que ocorrerão durante a paralisação, servirá para potencializar a adesão do conjunto ao movimento. Durante a greve, os(as) educadores intensificarão a luta por 13 itens considerados centrais (e que constam da pauta de 50 itens da categoria). Confira:
1. 33% de hora-atividade - Nossa reivindicação histórica para a hora-atividade é de 50%. Queremos sua ampliação imediata para 33% e assim progressivamente. A hora-atividade tem que ser aplicada conforme a Lei 11.738/2008 (PSPN) a todos(as) os(as) professores(as) da rede, obedecendo a regulamentação da carreira de hora-aula de 50 minutos.
2. Piso Nacional - Este ano, foi anunciado, pelo Ministério da Educação (MEC), o índice de 8,32% de reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). A APP defende, porém, que o índice a ser aplicado seja o de 10,6%, defendido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
3. Reajuste dos(as) funcionários(as) - Queremos que o reajuste nos salários dos funcionários(as) de escola este ano seja conforme o índice do Piso Regional de 7,34%.
4. Pagamento de avanços em atraso - O governo deve mais de R$ 100 milhões aos(às) professores(as) e funcionários(as) em promoções e progressões, em atraso há um ano e meio. Neste valor estão incluídos os atrasados do PDE.
5. Concurso público - A APP reivindica a realização de novos concursos públicos para professores(as) e funcionários(as). O objetivo é que seja suprida a necessidade real da rede e que sejam realizados por universidades públicas.
6. Novo modelo de atendimento à saúde - O atual Serviço de Atendimento à Saúde (SAS) não atende às necessidades dos(as) servidores(as) públicos. É necessário avançar nas propostas construídas no debate entre o Fórum dos Servidores e o Departamento de Assistência à Saúde – DAS. É preciso garantir ainda a descentralizado e ampla cobertura de especialistas.
7. Cargo de 40 horas - Garantir a imediata realização de novas etapas, que inclua a Educação Profissional e Especial. Também, é necessário avançar no debate para aperfeiçoamento da proposta, tornando o decreto que regula a dobra em lei.
8. Alteração dos contratos PSS - Para conferir aos trabalhadores deste regime direitos trabalhistas, recebimento pela titulação, atendimento à saúde, participação em cursos de formação e contagem do tempo de serviço para efeito de avanço na carreira quando vier a ocupar cargo efetivo.
9. Enquadramento dos(as) aposentados(as) - Há anos a APP luta pelo enquadramento no Nível II da carreira conforme várias decisões judiciais. São os(as) educadores(as) que ao se aposentarem estavam no último nível da carreira. Novos níveis foram criados e estes ficaram estagnados, sendo enquadrados no nível I.
10. Porte de Escolas - É necessário que o atual Porte de Escolas, já apresentado pela Secretaria de Educação, seja revisto e melhorado. A nova regulamentação precisa atender efetivamente a demanda existente levando em consideração outros elementos que não só o número de alunos(as).
11. Hora-aula e hora-atividade para a educação especial - Apesar de a hora-aula (50 minutos) ser a realidade hoje para o cálculo da jornada dos professores da rede, nas escolas de educação especial, que funcionam via convênio com a Secretaria de Estado da Educação, ainda vige a hora-relógio. Lutamos para superar esta distorção e para garantir que todos(as) os(as) professores(as) que atuam na Educação Especial tenham direito ao mesmo percentual de hora-atividade dos demais educadores(as) da rede.
12. Infraestrutura adequada nas escolas - Há escolas, nas diversas regiões do Estado, que sofrem com a falta de infraestrutura, com instalações velhas, perigosas ou insuficientes. Garantir reformas e ampliações que atendam as demandas das escolas e que sejam considerados critérios pedagógicos e ambientais nas edificações escolares. Assegurar a climatização dos espaços da escola.
13. Pelo fim do desmonte pedagógico - A escola que queremos reafirma constantemente a educação como instrumento de formação ampla, de preparação das pessoas para a responsabilidade de construir coletivamente uma sociedade justa e igualitária. Na contramão da construção desta escola, o que vemos são políticas educacionais que investem em um discurso crescente de responsabilização da comunidade escolar, com foco especial na culpabilização do professor e na retirada de responsabilidade do Estado. A APP manifesta sua indignação ao desmonte pedagógico que vem acontecendo através da fragmentação das políticas educacionais aplicadas nesta lógica.
Fonte: APP Sindicato
segunda-feira, 31 de março de 2014
sábado, 29 de março de 2014
DITADURA MILITAR NO BRASIL 1º DE ABRIL DE 1964
Período:
de 01 de abril de 1964 (Golpe Militar que derrubou João Goulart) a 15 de
janeiro de 1985 (eleição de Tancredo Neves).
Fatores que influenciaram
(contexto histórico antes do Golpe):
-
Instabilidade política durante o governo de João Goulart;- Ocorrências de
greves e manifestações políticas e sociais;
-
Alto custo de vida enfrentado pela população;
-
Promessa de João Goulart em fazer a Reforma de Base (mudanças radicais na
agricultura, economia e educação);
-
Medo da classe média de que o socialismo fosse implantado no Brasil;
-
Apoio da Igreja Católica, setores conservadores, classe média e até dos Estados
Unidos aos militares brasileiros;
Principais características
do regime militar no Brasil:
-
Cassação de direitos políticos de opositores;
-
Repressão aos movimentos sociais e manifestações de oposição;
-
Censura aos meios de comunicação;- Censura aos artistas (músicos, atores,
artistas plásticos);
-
Aproximação dos Estados Unidos;- Controle dos sindicatos;
-
Implantação do bipartidarismo: ARENA (governo) e MDB (oposição controlada);
-
Enfrentamento militar dos movimentos de guerrilha contrários ao regime militar;
-
Uso de métodos violentos, inclusive tortura, contra os opositores ao regime;
-
“Milagre econômico”: forte crescimento da economia (entre 1969 a 1973) com
altos investimentos em infraestrutura. Aumento da dívida externa.
Abertura Política e
transição para a democracia:
-
Teve início no governo Ernesto Geisel e continuou no de Figueiredo;
-
Abertura lenda, gradual e segura, conforme prometido por Geisel;
-
Significativa vitória do MDB nas eleições parlamentares de 1974;
-
Fim do AI-5 e restauração do habeas-corpus em 1978;- Em 1979 volta o sistema
pluripartidário;
-
Em 1984 ocorreu o Movimento das “Diretas Já”. Porém, a eleição ocorre de forma
indireta com a eleição de Tancredo Neves.
Presidentes do período
militar no Brasil:
CASTELO
BRANCO (1964-1967)
COSTA
E SILVA (1967-1969)
JUNTA
MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)
MEDICI
(1969-1974)
GEISEL
(1974-1979)
FIGUEIREDO
(1979-1985)
FONTE: HISTÓRIA DO BRASIL NET.
CANDÓI EM 13 MESES DE ADMINISTRAÇÃO PETISTA
"Em 20 anos de
governo no Candói, foram implantadas no município 12 patrulhas agrícolas. Mm
apenas 13 meses de governo estamos conquistando 10 patrulhas agrícolas. Simplesmente,
quase que dobrando a quantidade. Serão 20 comunidades beneficiadas com 10 tratores
traçados, 75 cv, e 53 equipamentos. Isso significa geração de emprego e renda
no campo com mais produtividade e menos custo de produção. Um grande abraço e
um agradecimento especial ao Vice - Prefeito Jeferson Morandi, que tem
contribuído exaustivamente neste governo! Trabalho com humildade faz a
diferença!" (Prefeito Gelson Costa)¹
“Muito bem destacada a
Ação desta Administração Municipal! Um Governo Popular tem outra cara e outros
tantos de Compromisso! Não tenho nenhum motivo para fazer “rasgação de seda”
aqui, apenas manifesto o contentamento de ver PT-PRB no esforço de fazer o
melhor Governo da História de Candói! Por outro lado não ignoramos o fato de haverem setores (áreas) da Administração que têm gargalos que precisam ser superados ou melhorados" (Sergio Bucco).
______________________
¹ Página da Prefeitura Munic. de Candói no Facebook.
______________________
¹ Página da Prefeitura Munic. de Candói no Facebook.
quinta-feira, 27 de março de 2014
EDUCAÇÃO DO CAMPO - FUNDAMENTOS, PRINCÍPIOS E METODOLOGIAS
No dia de hoje, a convite do Colégio Estadual de Cavaco (Munic. de Canta Galo/PR), estivemos desenvolvendo uma fala, um diálogo, uma troca de ideias e experiências com Educadoras/es sobre Educação do Campo. Toda a Equipe Pedagógica daquela escola tinha um encontro durante o dia. E na condição de "palestrante" ocupamos mais de meio dia em atividades.
Ao se apresentar o Fábio dos Santos (Quilombola da Comunidade de Barreiro/Candói), Acadêmico da UTFPR (de Dois Vizinhos/PR) do Curso de Graduação em Educação do Campo, deu o tom de nossa discussão, de forma muito real, narrando as dificuldades para sair do campo e ingressar na Academia fazer um curso superior. Educadoras/es ficaram edificados pelo fato de um ex educando seu retornar à antiga Escola (no caso o Colégio Olavo Bilac de Canta Galo, onde teve lugar o evento).
Por seu turno, a Equipe de Educadores do Colégio de Cavaco, uma turma multidisciplinar, se mostrou totalmente interessada, com uma disposição muito especial a fim de se equipar, se aparelhar, se preparar mais para desenvolver um Trabalho contextualizado e com respeito à identidade da Comunidade do Distrito do Cavaco, onde eleas/es atuam. Com o sonho e a realidade de um Trabalho de Ensino-Estudo-Aprendizagem que proporcione aos sujeitos do campo a Emancipação, com respeito às suas pecualiridades e demandas, com possibilidades reais de desenvolvimento sustentável.
Gostaria de lembrar que este foi um destes acontecimento promovido através do Facebook, quando a Pedagoga Roseclea Dambrovski (hoje nossa amiga), depois de analisar meu perfil na rede, achou por bem me convidar para Trabalhar com seus colegas de Educação. E assim foi...
quarta-feira, 26 de março de 2014
MARCO REGULATÓRIO DA INTERNET...
É excelente que as pessoas (nós cidadãos/ãs) e as empresas de
comunicação sejamos todos responsabilizados, não proibidos de dizer,
manifestar, criticar, opinar, sugerir ou publicar informações científicas. Mas
se falamos, afirmamos, acusamos... que tenhamos a responsabilidade com o que
fazemos. Porque a internet é utilizada de forma muito irresponsável, com
acusações, mentiras, calúnias, etc.! Inclusive no que tange à corrupção, quanta
merda se diz, se afirma... Há um verdadeiro julgamento, linchamento... de
pessoas sem base, sem argumento, sem provas, ou se forjam situações! É nojenta
a realidade com a qual nos deparamos cotidianamente na internet! Tem pessoas
que estão confundindo “liberdade de expressão” e “Democracia” com “casa de mãe
Joana”! Imaginam que podem continuar tripudiando em cima de tudo e de todos e
que não haverá justiça para chamá-las à responsabilidade!
Dentre tantas manifestações contra encontrei esta que
afirmava: “Isto é censura e
como toda censura é uma forma de controlar a maneira de pensar de uma população,
devemos sim lutar contra toda forma de censura, quem deve dizer o que é ruim ou
não somos nós” (Comentário do
Facebook).
Esta afirmação é irresponsável! Outro dia fiz este comentário
dizendo que tem que haver o limite baseado em
princípios éticos e legais. Caso contrário as pessoas saem dizendo, afirmando,
condenando a seu bel prazer e fica o dito pelo não dito. O governo ou a lei não
vai censurar, vai responsabilizar! Eu poderei dizer, mostrar, afirmar tudo o
que bem entender, mas eu devo provar o que estou afirmando, postando, tornando
público quando o que estou fazendo envolve outrem. Tipo, "o ônus da prova
cabe a quem acusa"!
Para
quem desejar conhecer melhor este Projeto de Lei segue
um link onde pode
encontrar o teor e os benefícios da lei.
quinta-feira, 20 de março de 2014
PROBLEMA DA ÁGUA NO BRASIL
Estava a analisar a
questão da falta de água em São Paulo e nas demais cidades do País e até no
campo. Ao mesmo tempo analisei a questão do excesso de água em algumas regiões,
especialmente nas cidades, independentes do seu porte. E acho que fui iluminado
pelo Além e concebi algumas sugestões bem práticas que acabariam de vez com os
problemas ambientais, culturais, políticos, econômicos e sociais.
Então me surgiu a ideia de que
deveríamos acabar com as pequenas propriedades familiares, as Unidades de Produção e Vida Familiar (UPVFs) camponesas, as comunidades rurais. Logo as cidades
ficariam cheias de gente. Inchadas com muitas pessoas sem nenhuma qualificação
profissional, a não ser servir como exército de reserva e mão de obra barata
para serviços básicos braçais, quando estes houvessem!
E, consequentemente, as novas populações
urbanas, não dispondo de recursos financeiros para adquirir terrenos em locais
adequados e para construir suas casas, fariam ocupações em quaisquer locais que
aparentassem estar disponíveis. E surgiriam as construções nas encostas de
morros, que depois iriam desmoronar, começando por pequenas erosões,
encarregadas de assorear as mananciais de água, até acabar levando tudo, casas,
bens, carros e até vidas para dentro de vales, fontes e rios!
Também surgiriam construções às margens
dos rios e até dentro, em forma de palafitas. E quando houvesse enchentes tanto
as encostas desceriam morro a baixo, quanto os rios ficariam cheios,
transbordariam para além dos seus leitos normais, qual um braço de mar, cobririam
e carregariam tudo para as suas águas.
Outra saída seria acabar com todas as
áreas de proteção permanente, as matas ciliares, desmatar as reservas florestais e ocupar tudo com
agricultura, de preferência com a monocultura, com tecnologias de ponta, a transgenia, o sistema químico veneneiro. Acabar
e aterrar todas as fontes, lagos e pequenos rios que não fossem do interesse
dos grandes proprietários rurais!
E para finalizar este rol de... ideias, quero
relembrar que a obra ficaria completa se fossem incentivados o descarte de
lixo, de esgoto doméstico e esgoto de indústrias diretamente para dentro dos
mananciais, tanto no campo quanto no meio urbano.
Pronto! Estariam resolvidas
todas as questões referentes a água de menos e água de mais! Bastaria esvaziar de
gente o campo! E fazer esta gente ocupar as encostas dos morros, vales dos rios e até os
próprios rios urbanos! E esperar! Como num passe de mágica não apenas os problemas
ambientais, de enchentes, mortes, desabrigados, prejuízos, fome, dentre outros,
seriam solucionados! E as cidades deixariam de ter marginalizados, desocupados,
organizações criminosas, violência, assaltos e mortes! Seria o paraíso...
Afinal, por que respeitar, ajudar, cuidar, proteger, recuperar a Natureza? Ela
é perfeita em si mesma! Não depende dos seres humanos para existir!!!
Sergio Bucco
segunda-feira, 10 de junho de 2013
A GUERRA SILENCIOSA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
"Os medicamentos
que curam completamente, não dão lucro"
Entrevista
com Dr. Richard J. Roberts, Prêmio Nobel da Medicina 1993.
Tenho 63 anos e o pior do
envelhecer é ter muitas verdades como sagradas, pois é quando é realmente
necessário fazer perguntas.
Nasci em Derby e o meu pai
era mecânico, ofereceu-me um kit de química e ainda gosto de brincar. Sou
casado tenho quatro filhos e sou tetraplégico devido a um acidente. O que me
estimula é a investigação e por isso ainda a faço, participo no Campus for Excellence.
- A pesquisa pode ser planeada?
Se eu fosse ministro da
ciência procuraria pessoas entusiasmadas com projetos interessantes. Bastava
financiar para que aparecessem em 10 anos resultados surpreendentes.
-
Parece uma boa política.
Acredita-se geralmente que
financiar a pesquisa é o bastante para se poder ir muito longe, mas se se quer
ter lucros rápidos, tem de se apoiar a pesquisa aplicada.
-
E não é assim?
Muitas vezes as
descobertas mais rentáveis são feitas baseadas em perguntas básicas.
Foi assim que foi criado,
com bilhões de dólares, o gigante da biotecnologia dos EUA, a firma para quem
eu trabalho.
Como
foi criado esse gigante?
A biotecnolgia apareceu
quando apaixonados pela matéria se começaram a questionar se poderiam clonar
genes. Assim se começou a estudar e a purificá-los.
-
Uma aventura por si só.
Sim, mas ninguém na altura
esperava enriquecer com essa matéria, foi difícil arranjar financiamento para
as pesquisas, até que o Presidente Nixon em 1971 resolveu lançar a guerra
contra o cancro.
-
Foi cientificamente produtivo?
Permitiu muitas pesquisas,
uma delas foi a minha, com uma enorme quantidade de fundos públicos, com
pessoas que não estavam diretamente ligadas ao cancro, mas foi útil para
compreender os mecanismos que permitem a vida.
-
Que foi que o Prof. descobriu?
Phillipe Allen Sharp e eu
descobrimos o ADN em íntrons eucarióticas e mecanismo de "splicing"
do gene, e fomos bem recompensados.
-
Para que foi útil?
Essa descoberta levou a
perceber como funciona o ADN, no entanto tem apenas uma ligação indireta com o
cancro.
- Que
modelo de pesquisa parece mais eficaz para você, o americano ou o europeu?
É óbvio que os EUA, onde o
capital privado tem um papel ativo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo
o progresso espetacular da indústria de computadores, onde o dinheiro privado é
que financia a pesquisa básica aplicada, mas para a indústria da saúde... eu
tenho as minhas reservas.
-
Eu escuto.
A pesquisa sobre a saúde
humana não pode depender apenas de sua rentabilidade. O que é bom para os
dividendos das empresas, nem sempre é bom para as pessoas.
-
O senhor poderia explicar?
A indústria farmacêutica
quer servir o mercado de capitais...
-
Como qualquer outra indústria...
Não é apenas qualquer
outra indústria, nós estamos a falar sobre a nossa saúde e as nossas vidas, os
nossos filhos e milhões de seres humanos.
-
Mas se eles são rentáveis, eles vão pesquisar melhor.
Se você só pensar em
benefícios, você vai parar de se preocupar em servir as pessoas.
-
Por exemplo?
Eu vi que em alguns casos,
os cientistas que dependem de fundos privados descobriram um medicamento muito
eficaz, que teria eliminado completamente uma doença...
-
E porque parar de investigar?
Porque as empresas
farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessados na cura mas na obtenção de dinheiro,
assim a investigação, de repente, foi desviada para a descoberta de
medicamentos que não curam completamente, tornam isso sim, a doença crônica.
Medicamentos que fazem sentir uma melhoria, mas que desaparece quando o doente
pare de tomar a droga.
-
É uma acusação grave.
É comum que as empresas
farmacêuticas estejam interessadas em pesquisas que não curam, mas que apenas
tornam as doenças crônicas, com drogas mais rentáveis, do que medicamentos que
curam completamente uma vez e para sempre. Você só precisa seguir a análise
financeira da indústria farmacêutica e verificar o que eu digo.
-
Estão a matar dividendos.
É por isso que dizemos que
a saúde não pode ser um mercado e não pode ser entendida meramente como um meio
de ganhar dinheiro. E eu acho que o modelo europeu de capital privado e público
misto, é menos susceptível de encorajar tais abusos.
-
Um exemplo de tais abusos?
Pararam investigações com
antibióticos porque estavam a ser muito eficazes e os doentes ficaram
completamente curados. Como novos antibióticos não foram desenvolvidos, os
organismos infecciosos tornaram-se resistentes e a tuberculose hoje, que na
minha infância tinha sido vencida, reaparece e matou no ano passado um milhão
de pessoas.
-
Está a falar sobre o Terceiro Mundo?
Esse é outro capítulo
triste: doenças do Terceiro Mundo. Dificilmente se fazem investigações, porque
as drogas que iriam combater essas doenças são inúteis. Mas eu estou a falar
sobre o nosso Mundo, o Ocidental : o remédio que cura completamente não é
rentável e, portanto, não é pesquisado.
-
Há políticos envolvidos?
Não fique muito animado:
no nosso sistema, os políticos são meros empregados das grandes empresas, que
investem o que é necessário para que os "seus filhos" se possam
eleger, e se eles não são eleitos, compram aqueles que foram eleitos.
O dinheiro e as grandes
empresas só estão interessados em
multiplicar. Quase todos os políticos - e eu sei o que quero dizer, dependem
descaradamente destas multinacionais farmacêuticas, que financiam as suas
campanhas.
O resto são palavras...
Fonte: AQUI.
Assinar:
Postagens (Atom)































