quarta-feira, 4 de julho de 2012

O PARAGUAI E O “CONTRABANDO IDEOLÓGICO”


Por Artur Peregrino¹

O Paraguai é uma nação de um povo maravilhoso. Mas sua fama de contrabandear whiski ficou na história. Hoje assistimos a uma cena grotesca na política do país. Chamo isso de “contrabando ideológico”.  O que realmente aconteceu no Paraguai nas 30 horas do dia 21 para o dia 22 de junho de 2012?
É bom lembrar um pouco a história recente. A eleição de Fernando Lugo foi uma das muitas na América do Sul (Argentina, Brasil, Venezuela, Bolívia, Equador, Uruguai, Peru, Honduras, Nicarágua, El Salvador) em que as sociedades escolheram governos de esquerda e mudaram o mapa político do hemisfério nos últimos 14 anos. Isso os Estados Unidos não esperava. Com essa mudança, veio uma crescente unidade política em temas regionais que aprofundou uma resistência aos Estados Unidos, antes bem-sucedido ao evitar o surgimento de governos de esquerda.
A partir daqui podemos compreender o porquê da resposta tão surpreendente e imediata dos países sul-americanos a esta armação que se configurou em um golpe de estado moderno. Os países do campo de esquerda são unânimes em dizer que houve uma ameaça à democracia. Por isso a Unasul não reconhece o governo pós-golpe. O Mercosul decidiu suspender a participação do Paraguai no organismo até as eleições de abril de 2013 e anunciou que a Venezuela, cujo ingresso era barrado pelo Congresso paraguaio, passará a membro pleno do bloco a partir do dia 31 de julho.
          Segundo a Oxfam - confederação de 13 organizações e mais de 3000 parceiros, que atua em mais de 100 países na busca de soluções para o problema da pobreza e da injustiça -, o Paragui figura entre os dez países mais desiguais do mundo. Menos de 10% dos paraguaios possuem 66,4% das terras da nação. O aprofundamento da desigualdade se deu no período da ditadura militar no Paraguai. Refiro-me a ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989). O tirano entregou 10 milhões de hectares, ou seja, um quarto das propriedades do país, para militares e amigos do regime. A partir desse dado poderemos entender porque o Paraguai é um dos paises mais desiguais do mundo.
          É sabido que o governo Fernando Lugo incomodava as oligarguias pela aproximação com movimentos campesinos, num país onde reina a concentraçao de terra. Os opositores do presidente Lugo queriam vê-lo fora do poder de qualquer maneira. Para evitar que o julgamento político se alongasse, em menos de uma hora senadores opositores leram, sem entrar em detalhes, os cinco motivos que consideraram suficientes para cassar o presidente. As acusações não foram apresentadas por escrito e as provas eram simples fotocópias de recortes dos jornais. A sanção contra Lugo havia sido decretada antes de o julgamento começar. O presidente Fernando Lugo, após ser acusado de mau exercício de suas funções, pediu 18 dias para preparar sua defesa. Teve duas horas. Logo foi julgado sumariamente sem nenhuma possibilidde de defesa.
O estopim para o impeachment foi a desastrosa desocupação de uma propriedade perto da fronteira com o Brasil, que terminou com 17 mortos. Vamos pensar um pouco. Poderíamos comparar com um fato que aconteceu na história recente do Brasil. É mais ou menos como se o Congresso destituísse o presidente de então, Fernando Henrique Cardoso, por não evitar o massacre de Eldorado dos Carajás em 1995, que resultou na morte de 19 trabalhadores rurais.
          Na realidade, o que aconteceu no Paraguai foi um golpe de estado promovido pelo Congresso a serviço de latifundiários e multinacionais. Foi um golpe na democracia. Mesmo que se afirme que o processo foi legal. Assistimos a um espetáculo imoral. É preciso averiguar as verdadeiras bases desse golpe. No Brasil, a imprensa elitista não divulga essa realidade. Muitos repórteres agem como sistemáticos acusadores de qualquer líder latino-americano que não se coloca alinhado aos interesses dos Estados Unidos. Vomitam sua ira contra movimentos que  propõem mudanças estruturais  na América Latina.
          Um serviço à democracia na América Latina é divulgarmos, da melhor e maior forma, o que aconteceu no Paraguai nesses dias. É bom divulgarmos que a sentença da destituição do presidente Lugo já estava elaborada antes do julgamento. Que tudo foi um circo, um teatro. Os perdedores são aqueles que se beneficiaram com as conquista sociais resultantes da gestão de governo de Lugo.
          Os que deram apoio imediato ao regime golpista compactuaram com esse estado de coisas. É lamentável que pessoas e instituições tenham participado desse jogo de cena. Na realidade, um sistema autoritário corresponde melhor a seus interesses, porque aí tudo se decide conversando com o ditador. Por isso o que aconteceu no Paraguai foi um golpe na democracia. Mas o mundo não aceitou esse “contrabando ideológico”.
          O teólogo Leonardo Boff assim se expressou sobre o bispo Fernando Lugo: “É um homem que sabe escutar e acolher o que vem de baixo, fruto da experiência de muitas gerações. É uma honra para a Igreja e para a própria Teologia da Libertação oferecer um quadro desta densidade política e ética para servir a um povo que tanto sofreu historicamente e que merece um destino melhor, integrado nas novas democracias do Continente”.
__________________________________________
¹ Artur Peregino (cognome de Jose Artur Tavares de Brito) é Professor secundarista e da PUC de Recife/PE. Estudei com ele no antigo Seminário Diocesano S. José, em Ponta Grossa/PR (1977-1980).

terça-feira, 3 de julho de 2012

Biodiversidade e Biotecnologia


Monoculturas da mente


Física, filósofa, feminista e ativista ambiental, Vandana Shiva é leitura obrigatória quando o assunto é biodiversidade e biotecnologia. Nesta obra, a autora indiana defende que as monoculturas não são apenas maneiras de usar a terra, mas também de pensar e de viver.

Vandana Shiva costuma intrigar pela coragem e resistência pacífica com que enfrenta grandes corporações agrícolas em debates internacionais que definem políticas globais de produção e segurança alimentar. Mesmo nos debates mais acalorados, um sorriso estampa discretamente seu rosto, por exemplo, quando lançou críticas veementes ao texto da Convenção da Biodiversidade, durante a ECO 92. A suavidade só traz mais força a essa mulher: física, filósofa, feminista e ativista ambiental, é autora, entre outros, do aclamado livro “Staying Alive: Women, Ecology and Development”, de 1989. Em 1993, ela ganhou o Prêmio Nobel Alternativo da Paz (o Right Livelihood Award). Shiva é líder do Fórum Internacional sobre Globalização, ao lado de Ralph Nader e Jeremy Rifkin, consultora para questões ambientais da Rede do Terceiro Mundo, além de diretora da Fundação de Pesquisas em Ciência, Tecnologia e Ecologia, em Nova Déli.

Há pelo menos vinte anos, seus escritos têm se destacado em todo o mundo, como um recado lúcido e independente, endereçado aos detentores do poder político e do saber científico do Ocidente – duas forças, segundo ela, centralizadoras, uniformizadoras e pouco dispostas a ouvir o que as comunidades tradicionais dos países do Sul, que acumulam milhares de anos de experiência em produção agrícola, têm a dizer sobre biodiversidade e biotecnologia.

Em Monoculturas da Mente, Vandana Shiva reúne cinco ensaios que trazem inúmeros questionamentos e reflexões sobre as causas e consequências da perda da biodiversidade, bem como os desafios que envolvem a sua preservação. Os relatos da autora são resultado de sua participação em movimentos de defesa da diversidade da natureza e da cultura dos povos tradicionais. É o caso, das camponesas do movimento Chipko, em Garhwal, no Himalaia, combatentes das monoculturas de pinheiros que ocuparam parte das florestas nativas, sem que pudessem dar conta das inúmeras funções até então exercidas pela antiga cobertura vegetal, tais como fornecer água e conservar o solo e prover alimentos, forragem, fertilizantes, fibras e combustíveis.

No primeiro ensaio, que leva o nome do livro, a autora afirma que a principal ameaça à biodiversidade vem do hábito de se pensar em termos de monoculturas. Ela escreve: “As monoculturas ocupam primeiro a mente e depois são transferidas para o solo. As monoculturas mentais geram modelos de produção que destroem a diversidade e legitimam a destruição como progresso, crescimento e melhoria. (...) A expansão das monoculturas tem mais a ver com política e poder do que com sistemas de enriquecimento e melhoria da produção biológica. Isso se aplica tanto à Revolução Verde quanto à revolução genética ou às novas biotecnologias.”

Shiva argumenta que eleger um único produto principal de exploração comercial implica em deixar de enxergar as outras diversas funções que a floresta exerce na vida das comunidades, para quem a mata é mais do que um grande depósito de madeira. Essa visão reducionista implica, portanto, em fechar os olhos para elementos que o saber local compreende, mas que a ciência dominante simplesmente ignora.

Escrito para o programa WIDER, da Universidade das Nações Unidas, sobre “O sistema de saber enquanto sistema de poder”, este ensaio procura mostrar como o saber local dos agricultores do Sul torna-se “invisível” diante do saber ocidental que parece ter colonizado intelectualmente o mundo inteiro. Basta chegar a um novo destino de exploração da terra para que a opção ocidental globalizadora coloque-se, em pouco tempo, como o único saber sistemático e científico capaz de garantir e aumentar a produção de alimentos – sem perder, contudo, o discurso de zeladora da biodiversidade. Assim, os sistemas locais de produção agrícola são desconsiderados e desqualificados enquanto saberes. Tidos pejorativamente como primitivos e anticientíficos, esses conhecimentos entram em crise, levando ao colapso séculos de tradição no campo, de práticas culturais e de cuidados ancestrais com a terra.

Vandana Shiva entende que, ao contrário do que diz o discurso hegemônico, muitas vezes o saber local é superior ao pensamento globalizado, na medida em que está mais perto da vida na floresta e de sua integridade e diversidade. Um dos exemplos citados no ensaio explicita bem o que a autora procura defender: “A ciência dominante na silvicultura não tem espaço para o saber dos hanunus das Filipinas, que dividem as plantas em 1.600 categorias, entre as quais os botânicos especializados só conseguem distinguir 1.200. Os fundamentos do saber dos sistemas de safras baseados em 160 tipos de plantas da tribo Llua, da Tailândia, não são considerados saber, nem pela silvicultura dominante, que só vê a madeira comercial, nem pela agricultura dominante, que só vê a agricultura quimicamente intensiva”.

Na interpretação da autora, o saber científico considera a floresta natural rica em biodiversidade como caos, enquanto que a floresta “fabricada pelo homem” é vista como ordem. Assim, há uma clara tendência antinatureza, em que a diversidade cede lugar à uniformidade de espécies isoladas, mais adequadas aos objetivos industriais e comerciais do modelo de silvicultura que se vende mundo afora como única alternativa.

Da mesma forma, as sementes das comunidades locais são consideradas primitivas, inferiores e de má qualidade pelos agentes da Revolução Verde. Eles insistem em pulverizar sobre o planeta a ideia de que apenas as sementes desenvolvidas em laboratório para resistir aos herbicidas, devem fazer parte do sistema produtivo, uma vez que, graças à engenharia genética de ponta, são as únicas capazes de oferecer alto rendimento.

Mais detalhes sobre essas questões de biotecnologia são abordados nos três ensaios subsequentes (dois dos quais escritos para a Rede do Terceiro Mundo para a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) e tratam o tema sob a perspectiva do Terceiro Mundo e sua relação com o meio ambiente. O alerta comum aos três textos diz respeito aos riscos de se misturar os interesses da biodiversidade e da biotecnologia nas mais diversas mesas de negociação. Diz Vandana Shiva: “(...) Há um uso enorme e injustificado de poder e política quando a biodiversidade e seus produtos são tratados como uma herança irrestrita e comum da humanidade quando vêm do Terceiro Mundo, ao mesmo tempo em que os produtos da mesma biodiversidade são considerados propriedade privada e patenteada quando são ligeiramente modificados pelos laboratórios do Norte. A diversidade enquanto modo de pensar levaria a um tratamento mais justo e equitativo das contribuições do Norte e do Sul.”

No último ensaio da obra, a autora avalia os impactos negativos que a Convenção sobre Biodiversidade, realizada em Nairóbi em 1992, pode provocar no Terceiro Mundo, visto que alguns pontos, segundo ela, mais parecem servir à exploração do que à preservação da biodiversidade. Para facilitar o entendimento e reflexão, a edição brasileira de Monoculturas da Mente traz a íntegra do texto em questão como apêndice.

Por fim, resta dizer que ainda que o termo Terceiro Mundo tenha caído em desuso entre muitos acadêmicos, nesta obra a distinção entre os interesses dos dois hemisférios do globo serve à autora como base para um pedido urgente de diálogo mais honesto que ainda precisa ocorrer entre o Norte e o Sul. Dar ouvidos ao que clamam os pequenos - que não são uma minoria no planeta – parece ser o primeiro passo para o resgate da diversidade no modo de pensar e entender as necessidades dos povos e da Terra.
      Vandana Shiva¹ costuma intrigar pela coragem e resistência pacífica com que enfrenta grandes corporações agrícolas em debates internacionais que definem políticas globais de produção e segurança alimentar. Mesmo nos debates mais acalorados, um sorriso estampa discretamente seu rosto, por exemplo, quando lançou críticas veementes ao texto da Convenção da Biodiversidade, durante a ECO 92. A suavidade só traz mais força a essa mulher: física, filósofa, feminista e ativista ambiental, é autora, entre outros, do aclamado livro “Staying Alive: Women, Ecology and Development”, de 1989. Em 1993, ela ganhou o Prêmio Nobel Alternativo da Paz (o Right Livelihood Award). Shiva é líder do Fórum Internacional sobre Globalização, ao lado de Ralph Nader e Jeremy Rifkin, consultora para questões ambientais da Rede do Terceiro Mundo, além de diretora da Fundação de Pesquisas em Ciência, Tecnologia e Ecologia, em Nova Déli.
          Há pelo menos vinte anos, seus escritos têm se destacado em todo o mundo, como um recado lúcido e independente, endereçado aos detentores do poder político e do saber científico do Ocidente – duas forças, segundo ela, centralizadoras, uniformizadoras e pouco dispostas a ouvir o que as comunidades tradicionais dos países do Sul, que acumulam milhares de anos de experiência em produção agrícola, têm a dizer sobre biodiversidade e biotecnologia.
            Em Monoculturas da Mente, Vandana Shiva reúne cinco ensaios que trazem inúmeros questionamentos e reflexões sobre as causas e consequências da perda da biodiversidade, bem como os desafios que envolvem a sua preservação. Os relatos da autora são resultado de sua participação em movimentos de defesa da diversidade da natureza e da cultura dos povos tradicionais. É o caso, das camponesas do movimento Chipko, em Garhwal, no Himalaia, combatentes das monoculturas de pinheiros que ocuparam parte das florestas nativas, sem que pudessem dar conta das inúmeras funções até então exercidas pela antiga cobertura vegetal, tais como fornecer água e conservar o solo e prover alimentos, forragem, fertilizantes, fibras e combustíveis.
                No primeiro ensaio, que leva o nome do livro, a autora afirma que a principal ameaça à biodiversidade vem do hábito de se pensar em termos de monoculturas. Ela escreve: “As monoculturas ocupam primeiro a mente e depois são transferidas para o solo. As monoculturas mentais geram modelos de produção que destroem a diversidade e legitimam a destruição como progresso, crescimento e melhoria. (...) A expansão das monoculturas tem mais a ver com política e poder do que com sistemas de enriquecimento e melhoria da produção biológica. Isso se aplica tanto à Revolução Verde quanto à revolução genética ou às novas biotecnologias.”
           Shiva argumenta que eleger um único produto principal de exploração comercial implica em deixar de enxergar as outras diversas funções que a floresta exerce na vida das comunidades, para quem a mata é mais do que um grande depósito de madeira. Essa visão reducionista implica, portanto, em fechar os olhos para elementos que o saber local compreende, mas que a ciência dominante simplesmente ignora.
          Escrito para o programa WIDER, da Universidade das Nações Unidas, sobre “O sistema de saber enquanto sistema de poder”, este ensaio procura mostrar como o saber local dos agricultores do Sul torna-se “invisível” diante do saber ocidental que parece ter colonizado intelectualmente o mundo inteiro. Basta chegar a um novo destino de exploração da terra para que a opção ocidental globalizadora coloque-se, em pouco tempo, como o único saber sistemático e científico capaz de garantir e aumentar a produção de alimentos – sem perder, contudo, o discurso de zeladora da biodiversidade. Assim, os sistemas locais de produção agrícola são desconsiderados e desqualificados enquanto saberes. 
____________________________________
¹ É autora dentre outras obras, de Biopirataria, a pilhagem da natureza e do conhecimento.

A ÂNSIA PELO PODER


FAMÍLIA, AMIGOS/AS, COMPANHEIROS/AS, CAMARADAS, COLEGAS, CONHECIDOS/AS: Estive observando o campo em disputa e fiz algumas considerações sobre a...


A ÂNSIA PELO PODER

Pelo Poder, NÃO o poder político, que significa organização, discussão, trabalho, luta pela "pólis", pelo bem comum, pela comunidade, pelo coletivo, mas o poder de apenas ocupar um cargo eletivo, tem cidadãos que fazem qualquer negócio!

Pelo poder, NÃO o poder da doação, da dedicação, da honestidade, da transparência, o poder de transformar o mundo à nossa volta, mas pelo poder de visualizar ganhos a partir daquilo que deveria servir a todos/as, tem cidadãos que mentem, enganam, trapaçam, pressionam!

Pelo poder, NÃO o poder da Justiça, da Equidade, da Solidariedade, da Felicidade, do Pão, da Renda Digna..., mas o poder de auferir ganhos, vantagens e benefícios pessoais tem cidadãos que se contradizem, dizem hoje uma coisa e daqui a pouco dizem outra, agora afirmam um princípio logo mais o renegam!

Pelo poder, NÃO o poder que realmente "emana do povo e em seu nome é exercido", pois o povo, especialmente o povo pobre, miserável e trabalhadores/as em geral, são considerados incompetentes, incapazes, cegos, surdos, sem visão, indignos, desprezíveis, escória... e devem permanecer em seus guetos, "sofrendo" a ação da caridade, dos favores e das migalhas que caem da mesa das elites, pois afinal, estes têm que ser acalmados com um mínimo, a fim de sobreviverem, não se revoltarem e continuarem como subalternos, sabugos... explorados pelos poderosos! É assim, porque tem cidadãos que acreditam apenas e tão somente no poder do dinheiro, dos recursos econômicos, do seus status, da sua fama, de sua prepotência, de sua arrogância... ainda que nestes dias se apresentem como lobos travestidos de ovelhas, com aparência de humildade... para enganar os desavisados, os clientes, os incautos e até aqueles/as que se fazem de inocentes para também tentar tirar algum proveito, ainda que seja momentâneo e enganosamente efêmero!

É a velha prática do falsidade, do caciquismo, da corrupção, do engano, da vantagem... onde NÃO há povo, mas apenas a visualização de eleitores que sempre foram usados como massa de manobra, como escada, como trampolim... em benefício de uma minoria e em prejuízo da grande maioria! Com este quadro assim pintado, jamais se pode profanar a palavra DEMOCRACIA!

Publicado inicialmente no Facebook.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Professores - Como sobrevivem?

Uma postagem (no Facebook) sobre a dura realidade em que trabalham Professores e Professoras com o complexo e desumano contexto das Escolas, me fez tomar uma atitude como resposta a um questionamento de uma camarada amiga que disse: "É isso ai... Como?" Ao que repliquei, depois de relutar: "Cara Deisy Zago, não sei como se faz... Mas te digo, estou ressuscitando uma antiga tese de que a ESCOLA É UMA FÁBRICA DE LOUCOS... Pois está insustentável manter confinados um monte de crianças e adolescentes, tipo rebanho de gado preso, que são obrigadas a ficarem quietos, em espaços completamente impróprios, onde se tu respirares um pouco com mais força acabas por atrapalhar as salas contíguas. Some-se a este belo quadro o fato destas crianças chegarem com inúmeras carências, como as econômicas, afetivas, de orientação, valores, dentre tantas outras! Só não renuncio a este espaço tão nobre de Trabalho porque estou passando de 30 anos de atuação e seria uma covardia fugir do desafio. Mas reafirmo o que escrevi outro dia: GOSTARIA QUE OS GOVERNOS, SECRETÁRIOS DE EDUCAÇÃO, POLÍTICOS EM GERAL... viessem viver a dura rotina que vivemos semana após semana nas Escolas! Que não viessem apenas um dia ou outro trazer bonitas falas! Mas experimentassem a continuidade da vivência nos "monumentais prédios" planejados entre quatro paredes, sem conhecerem a realidade! Não dá mais..."

E acima, quando falo da Escola como uma FÁBRICA DE LOUCOS, não estou me referindo à loucura enquanto destoar da onda da maioria, do rebanho de dóceis ovelhas, de alienados, de inconscientes (o que em si já é horrível em boa medida!). Me refiro ao estres, à somatizações, às doenças mentais, à esquizofrenia,  síndrome de Burnout, à total perca de senso da realidade a que somos submetidos... 

E o pior de tudo isto é que diante deste lúgubre quadro parece que nos acostumamos. Afinal, é o nosso Trabalho, é de onde tiramos o nosso sustento, o "pão nosso de cada dia", é onde temos determinada segurança mais ou menos construída, através do qual nos mantemos e adquirimos um determinado padrão de vida e queremos mantê-lo... Nem que para isto, ao final de alguns anos, estejamos na condição de resto inútil, dentro de uma sociedade que descarta cada vez mais o ser humano, velhos de toda ordem de segmentos e classes sociais, como estorvos, improdutivos, obsoletos! E que pelo processo de desgaste a que somos submetidos diuturnamente não sejamos úteis nem para viver nem para usufruir de alguns benefícios conquistados com uma possível aposentadoria! Parece que vamos perdendo nossa capacidade de reação coletiva, muito além daquelas reações individuais e isoladas que ouvimos diariamente e às quais muitas vezes fazemos coro! Não! Não dá mais para sofrermos resignadamente como se estivéssemos em um beco sem saída! Temos que fazer valer o exercício da cidadania e darmos um basta aos nossos pseudos representantes e burocratas de plantão que pensam a Escola! Pensam? Pensam...


E tem mais! Não falei aqui da questão salarial dos Trabalhadores em Educação. Não fiz referências diretas aos investimentos nas estruturas escolares. Ainda não tratei da questão do "uso das novas Tecnologias na Educação". Neste quesito quero destacar sobre o aparelhamento das Escolas. Utilizarmos tecnologias é bastante tranquilo. Porém o pouco que tem, como as TV-Pendrive, por vezes não funcionam ou tem limitações técnicas na utilização de diversos programas. Projetores Multimídia, a escola só tem dois e as vezes só não disputamos a tapa porque somos educados! O Laboratório de Informática , com 20 PC (para atender mais de 1000 educandos/as), sempre conta com uma parte de máquinas estragadas (que dependem de assistência técnica do NRE). E, quando funciona, a internet é lenta! As salas têm quadros brancos, de modo a não ser necessário viver de baixo da nuvem de pó de giz. E os Registros Escolares (como deve ser na maioria das Escolas Públicas) são feitos em cadernos específicos, com uma orientação altamente burocrática, mediante a qual se perde muito, mas muito tempo... Sendo que apenas uma "máquina" (programadas) nas mãos dos educadores resolveria todas as questões de Registro Escolar, como Frequência, Conteúdos, Avaliações, Resultados Bimestrais, Final e outras. E isto em tempo real! De modo que o Estado (União, UF e PM) se quisesse uniformizar o processo pedagógico, como faz referente às políticas educacionais - visite o link abaixo e leia - (que coisa horrível!!!) poderia ter o controle de tudo constantemente... Mas não! Continuamos com abundantes Tecnologias disponíveis na sociedade, mas a Educação (que ainda está com um pé na Idade da Pedra e outro na Idade da Imprensa) continua gastando milhões por falta de interesse político, falta de visão dos governantes ou por conta de interesses econômicos e políticos destes com setores industriais! Tem outra respostas? Por favor, me contem!

Tendo escrito isto, fui buscar reforço e encontrei este texto: Os professores vivem tempos difíceis, sobre a obra "A Causa dos Professores".

terça-feira, 15 de maio de 2012

A historia das coisas

Este vídeo aqui postado servirá de apoio 
a Educandas/os do CESTAC - Candói-PR
na fundamentação de AÇÃO do Projeto 
I Jornada Ambiental de Guarapuava e Região.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Como Estudar, Apreender e Aprender...



Por Sergio Bucco – Educador em História e Interdisciplinaridade
Sugestão do Educando Cristian Haan - 7º ano/EF.

Este artigo sobre "Como Estudar, Apreender e Aprender a partir de Temas de Pesquisa, Preparação de Painéis. Oficinas, Seminários, nas diferentes Áreas do Conhecimento", surgiu diante da premente necessidade de Educandas/os que não conseguem se organizar, não têm noção ou costume de estudar, (especialmente aqueles do 7º ano, do Ensino Fundamental, do CESTAC).

1. Criar um ritual, um local adequado e o hábito de Estudar diariamente, além do horário escolar de estudo.

2.  Ler o texto (tema) proposto só para perceber do que se trata e o contexto;

3. Reler o texto, destacar as ideias principais, marcar as palavras desconhecidas e utilizar o dicionário para entender melhor;

4. Elaborar um esquema (mapa) com as ideias centrais do texto (palavras chaves);

5. Sempre que possível procurar ler sobre o tema em outros livros, internet, etc;

6. Reler e repensar sobre o texto (tema) pelo menos 5 min. Diários (quando houver tempo suficiente antes da apresentação e/ou avaliação);

7. Trocar ideias e experiências com outros colegas e familiares sobre o tema em estudo;

8. Desenvolver a Cultura do Estudo, da Pesquisa, da Elaboração e da Aplicação do Conhecimento ao cotidiano (ou à realidade da vida diária).

9. Agora é só ter consciência, postura e atitude!

Estes apontamentos são apenas alguns elementos indicadores de como estudar. A Metodologia Científica tem muitas produções sobre o tema. De minha parte vou indicar alguns endereços da internet que poderão ampliar as possibilidades na eficiência do trabalho dos estudantes...



Para aprofundar:

domingo, 29 de abril de 2012

Da Casa ao Quintal: diversos...


Sempre gostei de registrar tudo o que vejo em minha frente através de imagens... Algumas vezes tenho máquina fotográfica, outras já não tenho mais; tomo emprestado (em casa), mas agora ganhei uma de aniversário e estou ensaiando algumas fotos por ai... Estas primeiras imagens de plantas são cultivadas dentro  de casa.

Lírio-do-amazonas 
(Eucharis grandiflora)


Lírio-do-amazonas...

Em meu escritório...

Leia-se 'laboratório' de estudo, de aulas, escritas... 
Para saber mais sobre esta planta ornamental: 
Jardim de Flores.




Mãe conosco hoje (no escritório/Facebook).


Em nosos quintal: O manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) 
é uma planta originária do Brasil, 
pertence à família Solanaceae e é uma Angiosperma. 
Pertence ao mesmo gênero da quaresmeira 
(Tibouchina granulosa) 
e da orelha-de-onça 
(Tibouchina holosericea).
Fonte: Plantas Sonia.
  
Rosas no fundo do quintal...

Chuchus ainda no cipó...

Resolvemos comer algo mais engraxado: bolinhos de chuva...

Acrescentei à receita original (lá do tudo gostoso)
 uma banana picada...
Ficou gostoso! Mas não dá para exagerar!

Fonte da receita: Tudo gostoso

Nossa bebê (Thaly, ao lado da mãe) no PC.

Ali, esposo da Thaly, também ocupado...

sábado, 28 de abril de 2012

Visitas ao nosso sítio em Três Passos - Candói - PR

Nos domingos (08/04/12 e 22/04/12, respectivamente) fomos (Itamara e eu e no outra Ana Clara e eu) visitar nosso sítio que ainda está sem a devida (e ecológica) ocupação. Meu irmão apenas construiu um rancho para depósito de alguns materiais. No mais é só apreciar o lugar que carece de um nome (e que é uma das nossas empreitadas). O lugar é muito lindo e aprazível...

Itamara e eu.

Açoita cavalo
(Luehea divaricata e Luehea grandiflora)

 inclinado sobre o lago.


Observando uma rocha porosa (?).

Eu sobre as raízes ao lado oposto
do açoita cavalo (idem acima).

Formigueiro...

Visão do 'lago' pelo lado oposto (oeste).

Vista pelo lado norte (para o sul).


Entrada para o terreno...  (sentido N > S).

Chegada próxima...

Ana clara...

Ana Clara (lado esquerdo da lagoa).

Nóis...

Em cima das raízes do açoita...

Ana Clara



Sentido Sul  > Norte.

Ana Clara brincando com cipó...

Ao lado Sul...

Saída (lado Sudeste).

Guardião das Sementes


Juarez, pequeno agricultor, participante da Feira Ecológica de Porto Alegre há 22 anos, mostra - brevemente - o seu trabalho com as sementes crioulas e o espírito de sua produção.


Fonte img.: come-se

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Professora Marlei convoca para mobilização do dia 26/04/12


Este governo do Paraná está em débito com a Educação e com os/as Educadores, com os/as Trabalhadores/as em Educação do Estado, com os/as cidadãos paranaenses, Mães, Pais, Responsáveis e Educandas/os! A hora é agora! "Quem sabe faz a hora não espera acontecer"!
Este governo do Richa está apostando tudo na pressão através da exigência de reposição dos dias parados, como forma de enfraquecer nossa mobilização de luta, porque incomoda uma paralisação com mais de 7.000 trabalhadores da Educação nas ruas de Curitiba e na mídia, uma vez que ele pretende passar a imagem de que no Paraná a Educação vai bem. Infelizmente não é assim!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Povo Pataxó Hã-Hã-Hãe retoma quase a totalidade de Caramuru-Paraguassu


Retomada da Terra Indígena Caramuru-Paraguassu ocorre depois da tentativa de criminalização dos indígenas - 16/04/2012 - Renato Santana - de Brasília (DF)
Faltam apenas seis áreas para indígenas do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe reocuparem a Terra Indígena Caramuru-Paraguassu, entre Itaju do Colônia, Camacã e Pau Brasil, na Bahia. Na madrugada de domingo (15), os indígenas iniciaram novo ciclo de retomadas, incluindo a fazenda Vitória, usada para inseminações artificiais de sêmen em éguas para a procriação de cavalos de raça e principal cenário para os fatos que desencadearam as retomadas.
Mau estado de conservação mostra abandono 
em área retomada pelos indígenas - 
Fotos: Reginal Pataxó Hã-Hã-Hãe 
Na região de Rio Pardo, oito fazendas foram retomadas. De acordo com caciques, as ocupações foram decididas pela comunidade depois que os indígenas foram acusados de organizar uma emboscada contra um fazendeiro e incendiar de forma criminosa uma casa da fazenda Vitória. Indignados com a criminalização sofrida, decidiram retirar do território, demarcado entre 1936 e 1937, os causadores das calúnias propagadas pela Rede Globo, na edição da última sexta-feira (15), do Jornal Nacional.     
O proprietário Armando Pinto acusa os Pataxó Hã-Hã-Hãe do incêndio, depois de terem matado, numa emboscada, Ana Maria dos Santos Oliveira, na segunda-feira (09). No entanto, as direções das polícias Civil e Federal, que cobrem a região, trabalham com a hipótese de que o assassinato e o incêndio tenham como autores pistoleiros contratados por fazendeiros, contrariando as acusações feitas contra os indígenas.
Conforme os delegados Fábio Marques (PF) e Francesco Denis Santana (PC), o alvo dos assassinos era o coordenador da Fundação Nacional do Índio (Funai) na região, Jovanildo Vieira dos Santos Titiá. Dessa forma, os delegados consideram remota a participação dos indígenas na morte de Ana Maria. Além disso, de acordo com a polícia, os moldes da emboscada não se adequam aos indígenas.
Incêndio e reféns
Os indícios da participação dos indígenas no incêndio, de acordo com as investigações, são ainda menores. Apenas uma casa da fazenda foi queimada, sendo que os incendiários ainda tiveram o cuidado de retirar do imóvel alguns móveis. No restante da sede, nenhuma depredação. Os cinco mil litros de leite armazenados e a central de inseminação artificial ficaram intactos.
Para os policiais, essa também não é uma prática dos Pataxó Hã-Hã-Hãe, que há décadas vivem em conflito com invasores da terra indígena e nunca promoveram incêndios. Quanto à manutenção de reféns nas fazendas retomadas pelos índios, a polícia não comprovou nada e apenas recebeu denúncias dos fazendeiros – que acusam os indígenas de manterem 30 indivíduos presos nas áreas.
“A polícia está direto nas fazendas ocupadas por nós e veria se tivéssemos com reféns. Agora mesmo: a imprensa está aqui, a polícia está aqui e o povo está em ritual. O que pedimos é que os funcionários dos invasores retirem o gado para depois ninguém dizer que roubamos”, afirma o cacique Nailton Pataxó Hã-Hã-Hãe.
O indígena está numa das áreas retomadas na madrugada do último domingo, a cinco quilômetros da cidade de Pau Brasil. “Não existe envolvimento dos indígenas na emboscada que vitimou a mulher [Ana Maria dos Santos Oliveira]. No dia da morte, estávamos distantes do local. A emboscada foi praticada por pistoleiros, contratados por fazendeiros, que estão na região”, destaca o cacique.
Para a liderança indígena, os pistoleiros se confundiram por conta do veículo: a caminhonete usada pelo esposo de Ana Maria é de mesma marca (L 200) da utilizada pelo coordenador regional da Funai, suposto alvo da emboscada. Depois que perceberam o equívoco provocaram o incêndio para estruturar ataques provocados pelos Pataxó Hã-Hã-Hãe, que desde janeiro promovem ações de retomadas das fazendas que incidem dentro da Terra Indígena Caramuru- Paraguassú.  
Servidores ameaçados
“Faz três meses que sofremos ameaças”, denuncia o servidor da Funai Wilson Jesus de Souza, que atua na Caramuru-Paraguassu. Ele conta que já foi ameaçado no centro de Itajú do Colônia por homens interessados nas terras dos Pataxó Hã-Hã-Hãe. Também é taxativo ao afirmar que os indígenas não estão envolvidos no assassinato e no incêndio.
O servidor atua na região há uma década. Explica que a área do conflito estava longe do local onde aconteceu a emboscada e a morte de Ana Maria. “Os índios estavam na região das Alegrias. Ilhados a cerca de 10 quilômetros da cidade, porque a estrada que dá acesso a Itaju do Colônia, local da emboscada e da fazenda Vitória, está tomada de pistoleiros e ninguém passava por ela. Então os índios não tinham como estar ali”, explica Souza.
Nas conversas com os indígenas, o servidor ouviu que as retomadas deste final de semana são em resposta às acusações contra os Pataxó Hã-Hã-Hãe e para que nenhum pistoleiro atue mais dentro da terra indígena. “Estavam revoltados e disseram que agora vão retomar todo o território”, explica. Na manhã desta segunda-feira (16), Souza esteve nas oito fazendas retomadas na região do Rio Pardo convocado pela equipe da Polícia Federal de Ilhéus. Denúncias davam conta de reféns, torturas, famílias sequestradas e fazendeiros assassinados.  
“O delegado da PF ficou bastante indignado, pois nenhuma acusação foi comprovada. Os funcionários estavam lá em harmonia com os índios e aguardando transporte para fazer a mudança de pertences. Os agentes da PF viram tudo isso de perto”, conta o servidor da Funai. Ele reafirma: permanecem na Terra Indígena Caramuru-Paraguassú apenas seis dos 396 proprietários de fazendas no território de ocupação tradicional.
Histórico das recentes retomadas
Para os indígenas, as retomadas são mecanismos de defesa: com as fazendas cercadas de pistoleiros, a forma de proteção dos indígenas é o acesso ao território de forma integral. Assim, não sofrem emboscadas na área de ocupação tradicional e transitam livremente por ela. Dentro dessa perspectiva, no dia 1º de janeiro deste uma onda de retomadas inundou as fazendas que incidem na Caramuru-Paraguassú.
Os Pataxó Hã-Hã-Hãe ocupavam 18 dos 54 mil hectares da Terra Indígena Caramuru-Paraguassu, localizada entre os municípios de Itajú do Colônia, Camacã e Pau Brasil, na Bahia, até o final de 2011. Até então, os indígenas aguardavam os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votarem pela nulidade dos títulos dos ocupantes do território, que corre há 30 anos sem votação, sendo que o ex-ministro Eros Grau, relator do processo, votou de forma favorável aos indígenas, ou seja, pela anulação dos títulos.
O restante da área, demarcada na década de 1930 do século passado, estava nas mãos de fazendeiros que, a partir de 1960, obtiveram títulos de propriedade emitidos de forma irregular pelo governo baiano, na gestão de Antônio Carlos Magalhães, o ACM – títulos que hoje são objeto da ação que corre no STF.
Até o dia 23 de fevereiro deste ano, os Pataxó Hã-Hã-Hãe retomaram 48 fazendas. Dos 18 mil hectares de área, os indígenas passaram a ocupar 42 mil, ainda restando 12 mil - compreendendo a região de Rio Pardo, área onde ocorrem os episódios das últimas oito retomadas ocorridas a partir deste último final de semana.