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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

CAPINA E DETALHES IGNORADOS NO COTIDIANO

 Fomos fazer a capina no pátio de uma amiga, em Guarapuava. E algumas lições realizamos sobre aquela realidade. A primeira lição foi sobre as espécies de vegetais presentes naquele local. Encontramos uma diversidade de plantas, como fitoterápicas, alimentícias, PANCs, ornamentais e indicadoras. Neste bioma não encontramos nenhuma "erva daninha", inço ou pragas!



Lá  havia abobreiras, azedinha (acaulescentes e rasteira), amendoim-forrageiro, beldroega, caruru, dente-de-leão, erva-de-santa-luzia, espinafre, guaxuma, leiteira, papuã, quebra-pedra (arbustiva e rasteira), suspiro, tansagem, tiririca, trapoeraba (marianinha), picão preto, serralha, dentre outras. 













Outra lição foi sobre a importância de utilizar as plantas capinadas como cobertura (mulching) proteção do solo contra o impacto da chuva, a queima do sol (controle da temperatura), a conservação da umidade, a adubação e fertilização do solo, impede o crescimento de ervas invasoras, controle de pragas,  redução de custos, proteção contra a erosão, dentre outros benefícios. 

E finalmente destacamos a lição de que, caso não haja como utilizar como cobertura,  é viável transformar o material de capina em adubo fazendo compostagem. 

Portanto,  são leituras simples que a Natureza nos oferece e que, em grande medida, são ignoradas por nosso desconhecimento sobre a complexidade do chão que pisamos.


terça-feira, 1 de outubro de 2024

OS BENEFÍCIOS DAS ÁRVORES E A EDUCAÇÃO SOCIOAMBIENTAL


Em todos os lugares, nas casas, nas ruas, na Agricultura, nas lavouras, nas pastagens, nas fontes, nos lagos, nos rios, nos parques, nas praças, ao Meio Ambiente, à Natureza, aos Reinos  Mineral,  Vegetal e Animal as árvores trazem inumeráveis benefícios. As árvores isoladamente,  nos logradouros públicos e/ou no seu conjunto, nas florestas trazem uma gama de benefícios. De acordo com o sítio Sustentarqui¹ ( nas cidades): 

– Absorvem o gás carbônico (CO2) e liberam oxigênio

– Aumentam a biodiversidade

– Diminuem os efeitos das ilhas de calor urbano

– Absorvem a água da chuva, diminuindo os riscos de enchentes

– Embelezam a cidade

– Oferecem sombra e diminuem a temperatura das cidades

– Diminuem a poluição sonora das cidades

– Diminuem a poluição, pois ajudam a filtram o ar

– Diminuem o nível de estresse das pessoas

– Enfim, melhoram a qualidade do ar das cidades e a qualidade de vida das pessoas


          Eu acrescentaria que  as folhas produzem a serrapilheira à semelhança da floresta, que produz cobertura de solo e solo fértil  num momento em que a terra está a galope num processo  de degradação caótica. 

        De modo semelhante,  no campo, a presença das árvores, a partir da visão da Agroecologia, da Permacultura, da Biodinâmica,  da Agricultura Natural, tem um impacto altamente positivo!  Não é mais possível compreender as inúmeras atividades do campo, de acordo com as inúmeras experiências e à confirmação científica,  entender a Agricultura bem como  a Pecuária, praticados em solos desnudos, desertificados, verdadeiros cadáveres, que produzem alimentos com baixíssima qualidade nutricional e em termos de saudabilidade, às custas de adubos químicos e veneneira.

 

        Nos meus 65 anos de vida, especialmente nos 41 anos que trabalhei na Educação, juntamente com prestigiosas/os companheir@s, como Professor@s Lídia Sikora, Idalina Pícolo, Argemiro, Carlos Alberto Freitas, Eroni  Ferreira, Marilena Vigo, Itamara C. Forquim, Maristela M. Kítor, Marco Antonio Silva, Luciane Bertol, César Érico Moraes, Rosângela Moraes, Rosemeri Ruppel Stadler, Nilson Scramocin, dentre outr@s, quando participamos ou desenvolvemos inúmeras campanhas de Educação Socioambiental, através das nossas Áreas científicas ou coletivamente,  como no Dia da Árvore,  no Dia do Rio e em outras datas, e sempre trabalhamos campanhas pela arborização desde a Escola, do seu entorno,  das Comunidades. Centramos nossos esforços na questão dos resíduos sólidos (vulgo LIXO orgânico, reciclável e rejeitos), sua organização, seu acondicionamento e destinos finais, quando procuramos definir as responsabilidades dos fabricantes, do comércio,  das empresas e dos cidadãos, das cidadãs. Trabalhamos seguidas vezes sobre a questão dos venenos ( AGROTÓXICOS etc.) no solo, nas águas,  no ar, nos alimentos.
          
   

      A Escola, de modo generalizado,  tem seus prédios construídos de um jeito muito concentrado. Muitas vezes chamei de 'confinamento humano', outras pessoas chamaram de prisão,  dentre outros qualificativos. Daí que, além de muito concreto,  o solo é impermeabilizado com pisos. E este quadro concentra muito calor do sol, fazendo com que Professoras/es, Alunas/os e Trabalhadores/as da Educação em geral fiquem em uma verdadeira fornalha,
 obrigando as pessoas ficarem sufocadas, ou a Escola ter que investir em ar condicionado, fazendo com que aumente os gastos com tecnologias e energia elétrica. Mas se o espaço escolar é bem arborizado pode contar com espaços sombreados e um ar bem mais ameno, agradável. E se torna também espaço que dá o exemplo de vida com qualidade. Afinal,  a Escola precisa ser um exemplo prático pra além das teorias mortas! E enquanto "as palavras podem comover, os exemplos arrastam".





 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Margarina x Manteiga

Em 2006, no Curso de Especialização em Educação do Campo (UFPR), tivemos um estudo sobre este tema com o Educador  Paulo Henrique Mayer (Agrônomo e Agroecolgista).



"Coisas que deveriam nos contar e ser proibido.
     A margarina foi originalmente fabricada para engordar perus. Mas quando os perus começaram a morrer por causa dela, as pessoas que tinham investido na sua pesquisa começaram a procurar uma utilização alternativa que lhes permitisse, no mínimo, recuperar o investimento.

     Foi nessa altura que alguém se lembrou de juntar um corante amarelo

aquela que era até aí uma substância branca, tornando-a mais apetecível para consumo humano e apresentá-la no mercado como um substituto da manteiga.

     Mas será que você sabe qual é realmente a diferença entre a margarina e a manteiga? Vejamos:
- Ambos têm a mesma quantidade de calorias.
- A manteiga tem um pouco mais de gorduras saturadas (8 gramas contra 5 gramas da margarina).
- De acordo com um estudo da Harvard Medical, comer margarina pode aumentar em 53% as doenças cardíacas em mulheres, relativamente aquelas que comem a mesma quantidade de manteiga.

A manteiga:
- aumenta a absorção de nutrientes presentes em outros alimentos.
- traz mais benefícios nutricionais do que a margarina (e os que a margarina tem foram adicionados artificialmente!)
- é mais saborosa que a margarina e pode melhorar o sabor de outros alimentos.
- existe há séculos e a margarina há menos de 100 anos.

A margarina:
- Triplica risco de doença cardíaca coronária ...
- Aumenta o colesterol total e o LDL (este é o colesterol ruim) e diminui o colesterol HDL (o colesterol bom).
- Aumenta o risco de câncer em 500%
- Reduz a qualidade do leite materno
- Diminui a resposta imunológica.
- Diminui a resposta à insulina.
      E finalmente a parte mais interessante e perturbadora:
A margarina está a uma molécula de ser... plástico. E possui 27 ingredientes que existem na... tinta de pintar!
      Se não está convencido faça a seguinte experiência:
   Abra uma embalagem de margarina e deixe-a aberta num local à sombra durante alguns dias. Vai poder constatar algumas coisas muito interessantes:
1º Não há moscas! (isso deve querer dizer alguma coisa!!!).
2º A margarina não mostra sinais de apodrecimento, decomposição ou alteração no cheiro.
3º Não tem  bolor. Nada se desenvolve ou cresce nela.
    Ou seja, nem as moscas nem os mais pequenos microrganismos se interessam por aquilo. Não há ali nada de bom.
       A margarina é quase um plástico derretido".
Fonte: texto recebido por e-mail.
Outros links sobre o assunto: 
http://www.melhordanet.com/dicas/margarinaxmanteiga.htm
http://nutrigourmethome.blogspot.com.br/2011/01/margarina-x-manteiga.html