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quinta-feira, 21 de agosto de 2025

ISRAHELL, A INDÚSTRIA DA MORTE

 

 


           Eu, sim, euzinho, não compactuo com terrorismo!  Mas pra além das narrativas da imprensa comercial ocidental, comprada pelo sionismo, entendo o Hamas e outros grupos ditos "terroristas", como por longo tempo o foi a OLP, como reação e resistência extrema às diferentes ações do imperialismo capitalista (que poderia ser """socialista""") sobre seus territórios,  povos e recursos naturais (riquezas). 
           Destaco a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) que resistiu por décadas ao processo genocida de Israel até que, mediados pelos EUA, fizeram "acordos de paz" (Oslo, 1993-95) entre governos de Israel e representantes do Povo Palestino. O que paulatinamente fez com que fossem perdendo perdendo totalmente a possibilidade de soberania e existência. 



           Afinal, até hoje já se passaram 77 anos do processo de invasão dos descendentes judeus ao território palestino. E "a cada ação uma reação" (Newton): invasão, expulsão, desterro, extermínio, genocídio! E aqueles que têm poder de influência  e ação no mundo, e que poderiam por um fim neste barbarismo,  apenas fazem teatro inútil. Enquanto que estudos dão conta de que em apenas dois anos as mortes entre os palestinos podem passar de 400 mil pessoas. 

           Ao mesmo tempo que acontece este genocídio (e posteriormente),  Israel e seus parceiros bélicos vendem (e/ou venderão) armas de extermínio com o rótulo de "testadas em combate", mas lembrando que foi a guerra de um só lado, pois o Povo Palestino só conta com o corpo  e a vontade ferrenha de viver! Não se pode afirmar que foi uma guerra, porque enquanto palestinos contam apenas coma cara e a coragem, Israel conta com as mais avançadas tecnologias de destruição de massa, controla o maior campo de concentração a céu aberto do mundo e utiliza ainda como arma de guerra a fome, ou seja, o controle total do alimento que chega nos limites do seu território,  via ONU. Por sua vez a ONU se mostra um organismo internacional sem poder de decisão ou controlado por interesses predominantes do imperialismo capitalista mundial. 

           No que me compete de responsabilidade enquanto ser humano e cidadão do Reino de Deus, além dos esperneios na rede mundial de computadores, diuturnamente, levo esta questão em oração a Deus. 

         "O Senhor Jesus é o nosso Pastor, e ele não nos faltará" (Sl 23.1 VN). "Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus" (Mt 5.9). "Derrubou governantes dos seus tronos, mas exaltou os humildes" (Lc 1.52).

          A partir desta base Neotestamentária clamamos pela salvação  do Povo Palestino (Gaza e Cisjordânia), ora sendo massacrado pelo exército sionista, entreposto  do capital imperialista euroestadunidense. SB


terça-feira, 3 de junho de 2025

XENOFOBIA NO MUNDO CAPITALISTA E SIONISTA



          "O termo xenofobia provém do conceito grego composto por xenos (“estrangeiro”) e phóbos (“medo”). A xenofobia faz, deste modo, referência ao ódio, receio, hostilidade e rejeição em relação aos estrangeiros. A palavra também é frequentemente utilizada em sentido lato como a fobia em relação a grupos étnicos diferentes ou face a pessoas cuja caracterização social, cultural e política se desconhece. A xenofobia é uma ideologia que consiste na rejeição das identidades culturais que são diferentes da própria."¹ Xenófobo,  por dedução,  é a pessoa ou povo que pratica a xenofobia

          Compreendidas as palavras, vamos lembrar brevemente o que vai por aí em termos de xenofobia. Lembremos que países europeus, como Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Turquia, dentre outros, aqui na América, os EUA, têm agido com base na discriminação,  no preconceito,  no racismo,  em resumo, com base na xenofobia. Paradoxalmente parece que ativistas, partidos ou mesmo governos estão com amnésia histórica.  Não lembram, por exemplo, que seus países invadiram a América partir do século XV, ou invadiram massivamente a África e a Ásia a partir do século XIX,  deles roubaram seus territórios, destruiram suas sociedades, desmantelaram suas economias, conspuscaram suas culturas,  acabaram com as suas identidades e desrespeitaram seu meio ambiente. Não contentes, ainda impuseram suas culturas em todos os aspectos e tomaram conta dos seus espaços através da imigração dos seus territórios originais para os territórios invadidos. E hoje utilizam de artifícios legais para impedir estes povos de irem morar em seus territórios ou os expulsam como invasores ou criminosos.

          Exposto este quadro trágico sobre as movimentações das diversas culturas sobre o Planeta, lembremos, também, do povo de Israel, "o povo eleito", que há milênios, sob orientação de um deus sanguinário, exterminou as nações do Oriente Médio e criou um Estado Teocrático, que no ano 70 d.C foi destruído pelo Império Romano e seu povo disperso pelos quatro cantos da Terra. Pois bem, ao final do século XIX começou um movimento de judeus em busca de retornar ao antigo território. Nas primeiras décadas do século XX este movimento foi crescendo. Após a 2ª Guerra Mundial,  diante da perseguição aos judeus, especialmente depois grande perseguição e do holocausto judeu, feito pelos nazistas alemães, os judeus,  através do movimento sionista, deram continuidade à ideia de recriar o Estado de Israel. 

          Mas não nos enganemos! Supostamente o sionismo luta pelas origens semitas e por tudo aquilo que este termo representa. Entretanto, o sionismo israelense não luta pela defesa da religião judaica! Seus "planos são colonialistas baseados no racismo e no supremacismo racial em aliança total com os interesses do imperialismo e do grande capital" (Br247, 11/10/24). Inclusive, pasmem, o segmento dos religiosos judeus ortodoxos se opõe não apenas ao sionismo, mas até à ideia e projeto de criação de um Estado de Israel que, supostamente, seria para reconstruir o Israel bíblico, conforme se concretizoua partir de 1948. Porém o atual Estado de Israel não tem absolutamente nada a ver com a Nação de Israel bíblica. O Israel da promessa é materia vencida desde quando ele negou Jesus de Nazaré como Salvador e o matou com o apoio do governo romano do qual Israel era uma das suas colônias. Israel atual é um Estado delinquente. É um Estado fascista. É um Estado de extrema direita. É um Estado neonazista. É um Estado genocida. É um Estado desumano e criminoso de guerra. Mas para piorar o quadro da ideologia sionista teologos cristãos (mormente do meio evangélico, especialmente Scofild) semearam a crença segunda a qual, ao "final dos tempos", Israel seria reconstruído, teologia baseada nas "sete dispensações", uma ideologia "bíblica" bem urdida, tendo como pressuposto o medo...


          Mas o que é guerra? Toda a guerra é uma estupidez programada pelos poderosos (governantes e fabricantesde armas), executada por soldados (com alta tecnologia) e os territórios e povos sofrem as consequências (destruição,  ferimentos e mortes). Guerra é quando dois ou mais países,  devidamente armados lutam, se destroem, se mutilam, se matam... Agora, no caso da Palestina (Cisjordânia e Gaza), um povo desarmado, está acontecendo um massacre,  um genocídio, perpetrado pelo Estado Sionista de Israel, armado com apoio dos EUA até às bordas, com as tecnologias mais mortais de guerra! 

          Este quadro iniciou-se há 76 anos (1948) quando judeus sionistas iniciaram a invasão terrorista sobre o território palestino, matando, expulsando milhões, realizando um apartheid e confinamento dos povos que ali viviam há milênios, como em campos de concentração nazistas. Ou seja, uma limpeza étnica sem fim, o genocídio do povo palestino. E o surgimento do Hamas, há poucas décadas, foi uma reação ao terrorismo contínuo do Estado de Israel. Entretanto é necessário entender que a crença de que este Israel tem a ver com a Bíblia é uma   paranóia, defendida por muitos crentes, mas que atende apenas como um enclave no Oriente Médio  ao imperialismo capitalista inglês e estadunidense.



          Basta de sionismo cometer toda sorte de crimes, como racismo, xenofobia, guerras absurdas e genocídio e que, diante das reações e resistência aos seus crimes, se faz de vítima de antissemitismo! 

Sergio Bucco

          


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¹ - https://journals.openedition.org/laboreal/7924#:~:text=A%20xenofobia%20faz%2C%20deste%20modo,cultural%20e%20pol%C3%ADtica%20se%20desconhece.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

INFLUÊNCIA, INVASÃO, IMPERIALISMO E DOMINAÇÃO

O País Estados Unidos da América (EUA) traz desde sua gênese a pretenção de civilizar o resto do mundo. Com a imposição de um padrão de cultura e consumo ele produz um intensa influência. Em seguida vai invadindo e cria a dependência econômica. Através desta os outros países se tornam colônias do seu império. E finalmente ele dominam as nações que se tornam satélites fornecedores de matéri prima barata e combustíveis para sustentar seu modelo de desenvolvimento.
Até agora falamos de um imperialismo como "área de influência". Mas ao longo de sua história muitas invasões os EUA promoveram, como recentemente a invasão do Afeganistão, depois do Iraque. Poucas décadas estendeu seus braços generosos através do financiamento e escola de governos militares (ditaduras) sejam na América, sejam na Ásia ou outros. Emfim, sua História é feita de sangue de diferentes Povos do mundo.
Seu modelo de civilização é insustentável. Este modelo ou paradigma gerou a crise que vem há dois anos se arrastando e que recentemente se fez sentir no mundo inteiro. E a base desta crise é a falência do sistema capitalista: explodiu com a crise imobiliária estadunidense, onde os cidadãos construiram ou compraram casas construidas cada vez melhores. Não conseguiram pagar os bancos, estes faliram. O governo ingetou milhões de dólares no sistema bancário e industrial, mesmo assim a quebradeira foi geral. E a economia se dá em escala global a crise se espalha a atinge todo mundo. O Brasil tem alguns mecanismos de defesa de sua economia, mas não oferece muita novidade uma vez que se baseia no modelo de produção e consumo (ou consumismo). Feito esta presentação tomo emprestado a fala de Leonardo Boff:

Bifurcação da humanidade
Nos inícios do ano os vinte países mais ricos do mundo (G-20) se reuniram em Londres para encontrar saídas à crise econômico-financeira mundial. A decisão de base foi continuar no mesmo caminho anterior à crise mas com controles e regulações a partir de uma presença maior do Estado na economia. Os controles seriam pelo tempo necessário à superação da crise, a fim de evitar o colapso global e as regulações para restaurar o crescimento e a prosperidade com a mesma lógica que vigorou antes.
Esta opção implica continuar com a exploração dos recursos naturais que devastam os ecossistemas e fazem aumentar o aquecimento global e o fosso social entre ricos e pobres. Se isso prosperar dentro de pouco enfrentaremos crise da mesma natureza, pois as causas não foram eliminadas. Acresce ainda o fato de que os restantes 172 países (ao todo são 192) sequer foram ouvidos e consultados. Pensou-se em ajudá-las mas com migalhas. Efetivamente, toda a África, o continente mais vulnerável, seria socorrida com menos fundos que o governo dos EUA aplicou para salvar a General Motor.
O impacto perverso da crise sobre os países de baixo ingresso apresenta-se aterrador. Estima-se que, enquanto durar a crise, mais de 100 milhões de pessoas caiam cada ano na extrema pobreza e um milhão de postos de trabalho se perderão por mês. Tal fato fez com que o presidente da ONU, Miguel d’Escoto Brokmann, imbuído de alto sentido humanitário e ético, convocasse uma reunião de alto nível que reunisse os 192 representantes dos povos para juntos discutirem entre si a crise e buscarem soluções includentes. Isso ocorreu nos dias 24-26 de junho do corrente ano nos espaços da ONU. Todos falaram. Era impactante ouvir o clamor que vinha das entranhas da Humanidade: os ricos lamentando os trilhões em perdas de seus negócios e os pobres denunciando o aumento da miséria de seu povo.Muitas vozes soaram claras: não bastam controles e regulações que acabam beneficiando os que provocaram a crise. Faz-se urgente um novo paradigma que redefina a relação para com a natureza com seus recursos escassos, o propósito do crescimento e o tipo de civilização planetária que queremos. Importa elaborar uma Declaração do Bem Comum da Humanidade e da Terra que oriente ética e espiritualmente o sentido da vida neste pequeno planeta.Depois de um intenso trabalho previamente feito por uma comissão de expertos, presidida pelo Nobel de economia Joseph Stiglitz e com as colaborações vindas de quatro mesas redondas e da Assembléia Geral concertou-se um documento detalhado que ganhou o consenso dos 192 representantes dos povos. O perigo coletivo facilitou uma convergência coletiva, uma raridade na história da ONU.
O documento prevê medidas inéditas especialmente para salvar os mais vulneráveis sob coordenação de várias instituições internacionais, articuladas entre si. Mas, o mais importante é a apresentação de um programa de reformas sistêmicas que prevê um sistema mundial de reservas com direitos especiais de giro, reformas de gestão do FMI e do Banco Mundial, regulações internacionais dos mercados financeiros e do comércio de derivados e principalmente a criação de um Conselho de Coordenação Econômica Mundial equivalente ao Conselho de Segurança. Desta forma se presume garantir um desenvolvimento estável e sustentável.

O fato desta cúpula mundial é gerador de esperança, pois a humanidade começa a olhar para si como um todo e com um destino comum. Mas todas as soluções se orientam ainda sob o signo do desenvolvimento, o fator principal gerador da crise do sistema-Terra. Ele tem que ser trocado por um "modo sustentado geral de viver", caso contrário assistiremos à bifurcação da humanidade, entre os que desfrutam do desenvolvimento e os que são vítimas dele. Não chegamos ainda ao novo paradigma de convivência Terra-Humanidade, forjador de uma nova esperança.

O próximo futuro, dizia o Presidente da Assembléia, será pela utopia necessária que precisamos construir para permanecermos juntos na mesma Casa Comum.
[Leonardo Boff é do corpo de assessores do presidente da Assembléia da ONU e com este título participou dos trabalhos ai realizados].