Para alguns a vida é apenas privilégios incomensuráveis. A outros é uma conformidade... Para a grande maioria é uma luta sem fim, sofrimento, infernal. Exatamente, a vida é uma ilusão, engano, angústia... e limitada no tempo!
No entanto, apesar disso dito, nós seres humanos, nos damos o direito de disputar, odiar, guerrear, dominar pessoas e sociedades, coisas e territórios. Tudo em vão!
Nada piegas, mas penso que deveríamos conduzir a nossa breve existência e a sua práxis ao auto cuidado e ao nosso próximo, buscando o seu bem-estar, em amor, nos doando de alguma forma, com afeto, dedicação e cuidado.
Quando encerramos este ciclo não tem nada de "céu" ou de "inferno". Eles não existem, pelo menos não do modo como nos fizeram crer... Esqueça! Ou melhor, reflitamos sobre seus possiveis significados.
Seja pela via da Fé (crença na eternidade ou retorno ao "hiperurânio" de Platão, "rio no céu" dos cuiucuros, dentre inúmeros outros); ou da consCiência (energia que se transforma, mas permanece), céu seria apenas uma figura da transcendência, de bem-estar, estado de bem-aventurança. Já o inferno, bem, este seria o "sheol" hebraico, a morada dos mortos (sepultura), o "hades" grego, ou a "geena", lixão que havia nas proximidades de Jerusalém, que ardia constantemente em fogo. A ideia de inferno foi utilizada ao longo de séculos para meter medo do castigo eterno e assim dominar mentes e corpos, e induzí-las ao bom comportamento. Ah, nesta novela existencial, tem também o "diabo". Este é outro atravancamento que está em nós e obstrui o melhor que temos e libera ou dá vasão ao mal que "carregamos" consciente ou inconscientemente.
Mas voltemos ao tema do "encerramento de ciclo", a passagem, a morte... Oxalá o nosso corpo servisse ao menos para alimentar uma árvore de pereira (abacateiro, araucaria, jabuticabeira...) que produzisse frutas a fim de alimentar a macro vida (humanos e outros animais). Entretanto, pode ser que nos coloquem naquelas horríveis "urnas funerárias" (produzidas em série com o intuito de mascarar o pânico que se tem da morte), e depois nos guardem em uma gaveta (nos jazigos ou edificios). Há quem defenda tal modalidade de "enterro" como uma "solução ambientalmente correta" aos grandes conglomerados humanos (cidades, "formigueiros" no dizer de Rousseau). Mas a loucura das grandes cidades é outro tema para depois.
Finalmente, após este desfile de desilusão, desencanto e descrença, quero afirmar o 'meu' "salto no escuro" (Søren Kierkegaard), ou melhor, o 'meu credo' (que na verdade é davídico/Jesuânico): "O Senhor Jesus é o nosso Pastor, e ele não nos faltará." Mas este tema tem desdobramentos muito mais amplos e é para ser tratado noutro momento.
*~☆SergioBucco☆~*
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Fonte da imagem:
¹ https://www.instagram.com/reel/DQffUCqDD7t/?igsh=MWoyZ2lpbXNrNzk3eg==

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