João 8. 44
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Poema de Mia Couto
"Primeiro, perdemos a lembrança de termos sido rio.
A seguir, esquecemos a terra que nos pertencera.
Depois da nossa memória ter perdido a geografia,
acabou perdendo a sua própria história.
Agora, não temos sequer ideia de termos perdido alguma coisa."
Mia Couto, biólogo, escritor, poeta, marxista, ser humano...
A seguir, esquecemos a terra que nos pertencera.
Depois da nossa memória ter perdido a geografia,
acabou perdendo a sua própria história.
Agora, não temos sequer ideia de termos perdido alguma coisa."
Mia Couto, biólogo, escritor, poeta, marxista, ser humano...
quarta-feira, 31 de março de 2010
ASSIM JOSÉ SERRA TRATA OS PROFESSORES!
TROPAS DE SERRA AGRIDEM PROFESSORES, COM GÁS LACRIMOGÊNEO, BALAS DE BORRACHA, CASSETETES E GÁS DE PIMENTA
Pelo menos dezesseis pessoas ficaram feridas ontem – nove professores e sete policiais, segundo a Polícia Militar – durante as quase três horas de duração da batalha campal a que se entregou a PM do governador José Serra (PSDB) para impedir que manifestantes do magistério em greve se aproximassem do Palácio dos Bandeirantes, a sede do governo estadual.
A mobilização das tropas de Serra se estendeu das rodovias de acesso a São Paulo até os arredores do Palácio. Nas estradas, a Polícia Rodoviária Estadual bloqueou a passagem de ônibus lotados de professores que pretendiam participar da assembleia marcada para o meio da tarde. Em frente à sede do governo, a ação da PM consistiu, inicialmente, em levantar uma barricada de concreto e dispor uma tropa fortemente armada, com o objetivo de evitar que os professores ocupassem a área para realizar a assembleia. Fechado o acesso ao local, 30 mil professores, segundo o sindicato da categoria, ou 7.000, segundo a PM, transferiram a assembleia para uma praça em frente ao estádio do Morumbi. Foi lá que os professores decidiram continuar a greve. E foi lá que as tropas de Serra cercaram e agrediram, brutal e covardemente, milhares de homens e mulheres que formam o magistério público estadual.
Para ver toda a matéria CLIQUE AQUI:
quarta-feira, 24 de março de 2010
A EDUCAÇÃO E A GESTÃO DA CASA FAMILIAR RURAL
CFR de Candói - Pr - Nov/2009.
1. O contexto social da CFR
O espaço, o Território da CFR, é composto por Educandos/as oriundos do campo (meio rural) e alguns da cidade. Suas famílias estão mais para a categoria de camponeses, agricultores familiares, pequenos agricultores, trabalhadores rurais sem terra, volantes, biscateiros... Eles procedem de diversas comunidades. E a sua participação na CFR encontra algumas dificuldades, como por ex. as distâncias, a falta de condições para locomoverem-se, a carência de cultura do exercício democrático da participação, dentre outros.
O espaço, o Território da CFR, é composto por Educandos/as oriundos do campo (meio rural) e alguns da cidade. Suas famílias estão mais para a categoria de camponeses, agricultores familiares, pequenos agricultores, trabalhadores rurais sem terra, volantes, biscateiros... Eles procedem de diversas comunidades. E a sua participação na CFR encontra algumas dificuldades, como por ex. as distâncias, a falta de condições para locomoverem-se, a carência de cultura do exercício democrático da participação, dentre outros.
2. O que deve ser a Educação da CFR
Tanto quanto deveria ser em qualquer escola regular ou convencional, o processo educativo deve ser emancipador, libertador, gerador de autonomia, de emancipação, independência, transformação de vida. A CFR deve ser Escola Pública, porque “a importãncia da escola pública básica está aí: colocar o povo em marcha sabendo pensar. Apenas reproduzir conhecimento não é só impossibilidade hermenêutica é em particular imbecilidade política, porque desfaz o sujeito em nome do objeto amnipulado. 'Pobresa política' é isso: condição de massa de manobra (DEMO, 2007: 27). A Escola CFR deve ter uma Educação que orientem os educandos a se desenvolverem deforma criativa, com capacidade de desenvolver a cidadania, de pensar com senso crítico, de participar politicamente, de pesquisar, de elaborar, de praticar, de teorizar a prática e de reelaborar. Emfim, a CFR deve fazer Educação tendo como base o conhecimento desruptivo “no sentido do desafio de forjar povo rebelde, capaz de tomar seu destino em suas próprias mãos e de exercer efetivo controle democrático” (DEMO, 2003: 30).
A Educação da CFR deve contar com a participação constante das Famílias, acompanhando o desenvolvimernto de seus filhos, seu aprendizado, as propostas pedagógicas e projetos desenvolvidos nesta casa de Educação. Por outro lado, a Associação CFR, como organismo fundante e majoritário na organização da CFR (ainda que haja muita confusão a respeito do papel da Administração Municipal, parceira), tem como necessidade estar em permanente contato com o local da CFR, com os Educandos/as, com os Educadores, com os Monitores, com os Funcionários e com a Coordenação da CFR.
3. O que é complementar no processo educativo da CFR
A Educação da CFR deve contar com a participação constante das Famílias, acompanhando o desenvolvimernto de seus filhos, seu aprendizado, as propostas pedagógicas e projetos desenvolvidos nesta casa de Educação. Por outro lado, a Associação CFR, como organismo fundante e majoritário na organização da CFR (ainda que haja muita confusão a respeito do papel da Administração Municipal, parceira), tem como necessidade estar em permanente contato com o local da CFR, com os Educandos/as, com os Educadores, com os Monitores, com os Funcionários e com a Coordenação da CFR.
3. O que é complementar no processo educativo da CFR
No processo de formação que tem como objetivo a Qualificação em Agricultura e Pecuária, é fundamental os estudos sobre as atividades agrícolas, a criação de animais, a organização do espaço do campo, da Unidade de Produção e Vida Familiar (a UPVF, a 'propriedade', do terreno, da área familiar), o sistema de controle da produção, dos gastos, da renda. Junto com o aprofundamento teórico o Educando ou a Educanda devem continuar tendo acesso ao campo, às atividades práticas, mas sempre pensando, avaliando, sistematizando a partir das ações que realiza. A Educação da CFR não deve ser, de modo algum, braço, extenção, reprodução das práticas do AGRONEGÓCIO, pois educação deste tipo as empresas (inclusive as pseudo cooperativas) revendedoras de agroquímicos (venenos), de semente 'BT', RR, e outras tecnologias, já o realizam com maestria e capacidade de convencimento que excede o nosso trabalho de longe. Portanto, a Educação com formação "técnica" deve oferecer a oportunidade dos filhos e filhas de Trabalhadores aprenderem alternativas e modelo de Agricultura e criação de animais que sejam sustentáveis. E para isto precisam sr: Ecologicamente Correto; Economicamente viável; Socialmente justo e Culturalmente aceito.
4. O que não deveria ser a Educação da CFR
A Educação na CFR não naõ deve ser reprodução do conhecimento, pois, como diz Pedro Demo, “Se for apenas para reproduzir conhecimento, temos hoje meios mais interessantes disponíveis, como a parafernália eletrônica, que tem a vantagem de ser ao vivo e a cores, com efeitos especiais” (DEMO, 2007: 13), mesmo que no caso da nossa CFR não tem computador e internet de qualidade nem aos educadores. A Educação da CFR não deve empurrar os alunos para frente de qualquer maneira, tendo por base a chamada “progressão automática”. Não deve ser instrucionismo (ou seja, reprodutivismo de fora para dentro), pois são “práticas deslavadas, no fundo imbecilizantes, porque evitam a formação do sujeito que sabe pensar e aprender” (DEMO, 2007: 21). Não pode ficar no senso comum, porque torna o educando facilmente crédulo, que não sabe pensar, argumentar, fundamentar, elaborar. A Educação na CFR não deve ser reprodução do sistema excludente que está posto, pois justamente, em sua maioria, nossos educandos são filhos da classe trabalhadora, e dentre estes, estão os mais pobres, fruto do modo de produção capitalista que gera miséria através da exploração, da expropriação do produto do Trabalho e suor dos trabalhadores, do lucro e concentração de renda. Porque “a força inaudita do capitalismo, em alguma medida, pode ser explicada pela habilidade de se aproveitar da face predatória humana, ao acentuar liberdades individualistas às custas do bem comum” (DEMO, 2007: 25). Se existe um modelo de vida e produção que se chama agronegócio, baseado exclusivamente na produção de mercadorias (commodities) a qualquer custo, então os filhos da classe trabalhadora devem ter acesso a um modelo que seja condizente com sua situação e que venha ao encontro de suas necessidades, (conforme colocamos no item nº 2).
5. O que deve ser o Processo de Gestão na CFR
O processo de Gestão Administrativa e Pedagógica tem que ser totalmente autônoma. Não autônoma de seu sentido primeiro, de sua História, de sua tradição, do conjunto de leis, normas e resoluções que embasam sua organização. Mas me refiro, primeiramente, à Diretoria da Associação que tem que ter perfil. Ser composta por pessoas que são ou estão no campo, na área da Agricultura, que tenham experiência, formação na perspectiva da Pedagogia da Alternância, das CFR's propriamente ditas, que é o caso da nossa diretoria atual.
E finalmente, a chamada Coordenação (uma especie de direção) da CFR que que ter perfil, visão de conjunto do processo educativo, afinidade com a equipe de Trabalhadores da CFR (mais do que com forças externas). Precisa trabalhar junto com a Diretoria da ACFR (não apenas utilizá-la para dar legalidade aos atos administrativos da CFR). Deve estar permanentemente presente no Território da CFR (não só no local da Casa Familiar Rural, mas nas Comunidades também) e ter dedicação exclusiva. Para ser Coordenação da CFR não pode ser "paraquedista" que chega não sei de onde, com objetivos 'não sei os quais', pois a CFR não pode ser apenas um "bico financeiro" (como se diz na gíria popular), a CFR não pode ser apenas o apêndice de sua vida. Para ser Cordenação (coodenadora ou coordenador) da CFR há que se ter um envolvimento viceral com todo o processo, não apenas delegar função a este ou àquele! é necessário ter afinidade com os/as parceiros e cooperadores/as, conveniados/as ou não, como Prefeitura (respeitadas as proporções), com o Núcleo Regional de Ensino (Estado), com programas federais (União), com as Instituições, Organizações e Movimentos Sociais, que no caso de Candói podem ser Escolas, Igrejas, MPA, MST, MAB, STR, CRESOL, CORLAF, CEMPO, Associações Comunitárias ou outras, com algumas empresas e com a Sociedade em geral! Faço estas referências porque os sujeitos que constituem educandos/as da CFR têm suas histórias ligadas a estes espaços sociais.
4. O que não deveria ser a Educação da CFR
A Educação na CFR não naõ deve ser reprodução do conhecimento, pois, como diz Pedro Demo, “Se for apenas para reproduzir conhecimento, temos hoje meios mais interessantes disponíveis, como a parafernália eletrônica, que tem a vantagem de ser ao vivo e a cores, com efeitos especiais” (DEMO, 2007: 13), mesmo que no caso da nossa CFR não tem computador e internet de qualidade nem aos educadores. A Educação da CFR não deve empurrar os alunos para frente de qualquer maneira, tendo por base a chamada “progressão automática”. Não deve ser instrucionismo (ou seja, reprodutivismo de fora para dentro), pois são “práticas deslavadas, no fundo imbecilizantes, porque evitam a formação do sujeito que sabe pensar e aprender” (DEMO, 2007: 21). Não pode ficar no senso comum, porque torna o educando facilmente crédulo, que não sabe pensar, argumentar, fundamentar, elaborar. A Educação na CFR não deve ser reprodução do sistema excludente que está posto, pois justamente, em sua maioria, nossos educandos são filhos da classe trabalhadora, e dentre estes, estão os mais pobres, fruto do modo de produção capitalista que gera miséria através da exploração, da expropriação do produto do Trabalho e suor dos trabalhadores, do lucro e concentração de renda. Porque “a força inaudita do capitalismo, em alguma medida, pode ser explicada pela habilidade de se aproveitar da face predatória humana, ao acentuar liberdades individualistas às custas do bem comum” (DEMO, 2007: 25). Se existe um modelo de vida e produção que se chama agronegócio, baseado exclusivamente na produção de mercadorias (commodities) a qualquer custo, então os filhos da classe trabalhadora devem ter acesso a um modelo que seja condizente com sua situação e que venha ao encontro de suas necessidades, (conforme colocamos no item nº 2).
5. O que deve ser o Processo de Gestão na CFR
O processo de Gestão Administrativa e Pedagógica tem que ser totalmente autônoma. Não autônoma de seu sentido primeiro, de sua História, de sua tradição, do conjunto de leis, normas e resoluções que embasam sua organização. Mas me refiro, primeiramente, à Diretoria da Associação que tem que ter perfil. Ser composta por pessoas que são ou estão no campo, na área da Agricultura, que tenham experiência, formação na perspectiva da Pedagogia da Alternância, das CFR's propriamente ditas, que é o caso da nossa diretoria atual.
E finalmente, a chamada Coordenação (uma especie de direção) da CFR que que ter perfil, visão de conjunto do processo educativo, afinidade com a equipe de Trabalhadores da CFR (mais do que com forças externas). Precisa trabalhar junto com a Diretoria da ACFR (não apenas utilizá-la para dar legalidade aos atos administrativos da CFR). Deve estar permanentemente presente no Território da CFR (não só no local da Casa Familiar Rural, mas nas Comunidades também) e ter dedicação exclusiva. Para ser Coordenação da CFR não pode ser "paraquedista" que chega não sei de onde, com objetivos 'não sei os quais', pois a CFR não pode ser apenas um "bico financeiro" (como se diz na gíria popular), a CFR não pode ser apenas o apêndice de sua vida. Para ser Cordenação (coodenadora ou coordenador) da CFR há que se ter um envolvimento viceral com todo o processo, não apenas delegar função a este ou àquele! é necessário ter afinidade com os/as parceiros e cooperadores/as, conveniados/as ou não, como Prefeitura (respeitadas as proporções), com o Núcleo Regional de Ensino (Estado), com programas federais (União), com as Instituições, Organizações e Movimentos Sociais, que no caso de Candói podem ser Escolas, Igrejas, MPA, MST, MAB, STR, CRESOL, CORLAF, CEMPO, Associações Comunitárias ou outras, com algumas empresas e com a Sociedade em geral! Faço estas referências porque os sujeitos que constituem educandos/as da CFR têm suas histórias ligadas a estes espaços sociais.
OS DITADORES OU TIRANOS
Os tiranos não são amados.
Eles são apenas temidos...
Os tiranos não conhecem a amizade com o Povo.
Eles conhecem apenas a sua submissão...
Os tiranos não conhecem a cidadania.
Eles conhecem apenas os interesses próprios...
Os tiranos não conhecem os direitos.
Eles conhecem apenas os deveres...
Os tiranos não conhecem a liberdade.
Eles conhecem apenas a coerção e a força...
Os tiranos não conhecem a igualdade.
Eles conhecem apenas a prepotência...
Os tiranos não conhecem as leis.
Eles se fazem as leis...
Os tiranos não sabem ouvir.
Eles apenas “sabem” falar...
Os tiranos não têm autoconfiança.
Eles são eternos inseguros...
Os tiranos não entendem a língua do “nós”.
Eles apenas entendem... “Eu! Eu! Eu!”
Os tiranos parecem ter grande poder.
Eles apenas são uns miseráveis mortais.
(Sergio Bucco, 16/12/2005).
Eles são apenas temidos...
Os tiranos não conhecem a amizade com o Povo.
Eles conhecem apenas a sua submissão...
Os tiranos não conhecem a cidadania.
Eles conhecem apenas os interesses próprios...
Os tiranos não conhecem os direitos.
Eles conhecem apenas os deveres...
Os tiranos não conhecem a liberdade.
Eles conhecem apenas a coerção e a força...
Os tiranos não conhecem a igualdade.
Eles conhecem apenas a prepotência...
Os tiranos não conhecem as leis.
Eles se fazem as leis...
Os tiranos não sabem ouvir.
Eles apenas “sabem” falar...
Os tiranos não têm autoconfiança.
Eles são eternos inseguros...
Os tiranos não entendem a língua do “nós”.
Eles apenas entendem... “Eu! Eu! Eu!”
Os tiranos parecem ter grande poder.
Eles apenas são uns miseráveis mortais.
(Sergio Bucco, 16/12/2005).
ABUSO DE PODER
A praga, a verdadeira erva daninha, o câncer que afeta a DEMOCRACIA, que fere a CIDADANIA, que não permite HONESTIDADE NA GESTÃO PÚBLICA, que oportuniza CRIME QUE LESA O POVO, que esconde a verdadeira aplicação dos RECURSOS PÚBLICOS, que impede a TRANSPARÊNCIA e o Povo de PARTICIPAR, que tem como base o engodo, o engano e a mentira, dentre outras sequelas e sintomas, chama-se ABUSO DE PODER! E neste caso os supostos "REPRESENTANTES DO POVO" se arvoram em DONOS DO PODER e esquecem o que estabelece a CONSTITUIÇÃO de 1988, em seu Art. 1º, Parágrafo Único:
"Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição".
Logo, os "representantes do Povo" não podem se tornar seu algozes, seu feitores, seu carrascos, não interessando se ele ou ela foram eleitos com nosso voto ou não, pois ele é eleito para servir ao Povo, aos seus intereses coletivos e suas necessidades, principalmente aos mais pobres (até que se extinga a situação de miséria que, junto com a ignorância e o analfabetismo, é alimento daquele câncer de que falamos no início deste artigo). Como afirma Joilson Gouveia:
"Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição".
Logo, os "representantes do Povo" não podem se tornar seu algozes, seu feitores, seu carrascos, não interessando se ele ou ela foram eleitos com nosso voto ou não, pois ele é eleito para servir ao Povo, aos seus intereses coletivos e suas necessidades, principalmente aos mais pobres (até que se extinga a situação de miséria que, junto com a ignorância e o analfabetismo, é alimento daquele câncer de que falamos no início deste artigo). Como afirma Joilson Gouveia:
É importante destacar que, não lhes outorgamos nenhuma procuração para espoliarem, aviltarem e saquearem ao erário em nosso nome e mentirem insolente, descarada e impunemente para toda a nação, dessarte, espezinharem a nossa cidadania e/ou a soberania popular, nos chamando a todos nós de palhaços, além de fazerem menoscaso da ética, da moral, da lei e da ordem¹.
A democracia, a cidadania, a soberania popular, a legislação têm que ser respeitadas (e até melhoradas) para que o Povo não apenas eleja seus representantes de forma legítima (pelo voto direto). Mas é preciso que se instituam mecanismos de controle e fiscalização mais eficientes para que o Povo possa depôr os calhordas, os enganadores do Povo, os mentirosos, os perseguidores do próprio Povo que paga seus gordos salários, os desvios dos recursos públicos, os superfaturamentos nas compras e obras públicas, a vagareza com que agem determinados políticos na gestão dos recursos públicos a ponto de passarem um ano de seus mandatos dizendo que estão "arrumando a casa", vomitando ainda bolas de calúnias e acusações a administradores anteriores, para desviarem a atenção do Povo nem sempre avisado e alerta! E ainda veem com aquele discurso manso, tipo lobo vestido de cordeiro, para poderem dar o golpe nos incautos...
P.e.r.g.u.n.t.e.m.o.-n.o.s:
Até quando nós, o Povo, vamos aturar a enganação, a comédia, a tragédia, o desmando, o abuso de poder e suas consequências? Até onde vai nossa ignorância, alienação, passividade, paciência e vamos pagar a conta daquilo que não beneficia a nossa comunidade, o nosso município, etc, e ainda engorda de privilégios de todos os tipos os nossos "representantes", os "empregados do Povo"?!? Até quando vamos fazer de conta que acreditamos em tudo o que eles dizem e vamos aceitar a mentira sem reagirmos? Afinal, ninguém vive de engodo, de falácia, de enganação! E finalmente, até quando vamos ter que aturar aqueles/as que se grudam ao poder, como braços de ditadores raposões, iguais carrapatos, só pensando em seu benefício próprio, de forma egoísta, em prejuízo da maioria que fica excluída das políticas públicas?!?
Afinal, o poder exercido de forma democrática pressupõe uma relação entre iguais. Caso contrário, a ditadura é uma relação de dominação ente diferentes.
¹http://www.advogado.adv.br/direitomilitar/ano2001/joilson/poderdopovo.htm Neste endereço é possível ver uma análise muito lúcida sobre leleger e depôr quem elegemos se não cumprir com suas obrigações ante o Povo que referendou tais cargos.
Até quando nós, o Povo, vamos aturar a enganação, a comédia, a tragédia, o desmando, o abuso de poder e suas consequências? Até onde vai nossa ignorância, alienação, passividade, paciência e vamos pagar a conta daquilo que não beneficia a nossa comunidade, o nosso município, etc, e ainda engorda de privilégios de todos os tipos os nossos "representantes", os "empregados do Povo"?!? Até quando vamos fazer de conta que acreditamos em tudo o que eles dizem e vamos aceitar a mentira sem reagirmos? Afinal, ninguém vive de engodo, de falácia, de enganação! E finalmente, até quando vamos ter que aturar aqueles/as que se grudam ao poder, como braços de ditadores raposões, iguais carrapatos, só pensando em seu benefício próprio, de forma egoísta, em prejuízo da maioria que fica excluída das políticas públicas?!?
Afinal, o poder exercido de forma democrática pressupõe uma relação entre iguais. Caso contrário, a ditadura é uma relação de dominação ente diferentes.
¹http://www.advogado.adv.br/direitomilitar/ano2001/joilson/poderdopovo.htm Neste endereço é possível ver uma análise muito lúcida sobre leleger e depôr quem elegemos se não cumprir com suas obrigações ante o Povo que referendou tais cargos.segunda-feira, 22 de março de 2010
PARALIZAÇÃO D@S PROFESSOR@S DO PARANÁ
No dia 16 de março de 2010 estivemos em Paralização Nacional e, mais especificamente, nós Trabalhadores da Educação do Estado do Paraná. Participamos em Curitiba de uma Marcha que saiu do Colégio estadual do paraná e terminou no Centro Cívico, em frente ao palácio do Governo. Enquanto aguardávamos a Comissão de Negociação se encontrava com Secretária Evelize Arcoverde e outros, inclusive o Vice-Governador.
Em nossa pauta, constam itens, conforme retirado do sítio da APP-Sindicato:
"A aula da rede estadual de ensino do Paraná foi diferente nesta terça-feira (16). Foi de cidadania, nas ruas de Curitiba e várias cidades do Estado. Mais de seis mil educadores lotaram as ruas da capital numa passeata em defesa da educação pública de qualidade. A estimativa é de que mais de 95% dos educadores do Paraná aderiram à paralisação das aulas nesta terça-feira.
Professores e funcionários de escolas, com faixas e cartazes mostrando as reivindicações da categoria, iniciaram a concentração às 9h, na Praça Santos Andrade, de onde saíram em passeata em direção ao Palácio das Araucárias, no Centro Cívico. Na praça Santos Andrade, vários representantes de outras entidades sindicais, como CUT, Sindicato dos Professores Municipais de Curitiba, Sindicato da Saúde e dos Bancários, além de deputados se solidarizaram com a luta dos educadores paranaenses.
A presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho, destacou a importância da mobilização para o fortalecimento da categoria em busca dos seus objetivos e da conquista da sua pauta de reivindicações, com destaque para a equiparação salarial e a posse dos aprovados nos últimos concursos de professores e funcionários.
Também compõem a pauta, a melhoria do atendimento a saúde e aprovação de Leis na Assembléia Legislativa que consolidem conquistas do último período. Entre estas, a Lei Estadual de Sistema de Ensino, a Lei do PDE e a Lei do Cargo de 40 horas. Os educadores do Paraná querem um aumento de 25,97%, mais a reposição inflacionária do ano, estimada, pelo Dieese em 4,31%, para equiparação com os outros servidores estaduais que ingressam no Estado com a mesma escolaridade dos educadores.
Os educadores também realizam campanha especial em defesa das condições de trabalho dos Funcionários de Escola, por mais funcionários nas escolas e direito à substituições. A manutenção da isenção do desconto previdenciário dos aposentados e pensionistas do Paraná, e a não ampliação da alíquota de contribuição 10% aos servidores públicos estaduais são ainda reivindicações da categoria.
O secretário de Imprensa da APP-Sindicato, Luiz Carlos Paixão da Rocha, lembrou que a paralisação desta terça-feira acontece em nível nacional, convocada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) em defesa do Piso Salarial Profissional Nacional.
Na manhã de hoje (16), representantes da CNTE reuniram-se com o Ministro da Educação, Fernando Haddad, para debaterem as questões relativas à aplicação do PSPN em todo país. A CNTE quer também que Haddad assuma com mais determinação a defesa da Lei do Piso.
Foi solicitada pelos dirigentes da CNTE um outro encontro para hoje, desta vez com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para apresentar novas razões contra a ADI movida por governadores de cinco estados contra a Lei do Piso. Além disso, a CNTE ainda aguarda uma audiência com o presidente Lula para discutir questões referentes ao Piso e à Carreira dos Profissionais de Educação.
Negociação - Um comissão de negociação da APP-Sindicato entrou em reunião de negociação com o governo às 11h30min, para tratar dos pontos da pauta de reivindicação dos educadores. Até o fechamento desta matéria, às 13h a reunião não havia sido encerrada".
Para ver a matéria completa no Sítio da APP-Sindicato CLIQUE AQUI
Para ver a matéria completa no Sítio da APP-Sindicato CLIQUE AQUI
quarta-feira, 17 de março de 2010
O BRASIL DE FHC E O DE LULA
Com isenção de ânimo e sem paixões políticas, conhecer indicadores sociais e econômicos publicados pelo Jornal “The Economist”, comparando os Governos FHC e Lula.
A diferença é muito grande... é bom lembrar.
The Economist publicou! Situação do Brasil
antes (nos tempos de FHC) & depois (nos tempos de LULA):
antes (nos tempos de FHC) & depois (nos tempos de LULA):
Risco Brasil: 2.700 pontos - 200 pontos
Salário Mínimo: 78 dólares - 210 dólares
Dólar: Rs$ 3,00 - Rs$ 1,78
Dívida FMI: Não mexeu - Pagou
Indústria naval: Não mexeu - Reconstruiu
Universidades Federais Novas: Nenhuma - 10 UFs
Extensões Universitárias: Nenhuma - 45 EUs
Escolas Técnicas: Nenhuma - 214 ETs
Valores e Reservas do Tesouro Nacional: 185 Bilhões de Dólares Negativos - 160 Bilhões de Dólares Positivos
Créditos para o povo/PIB: 14% - 34%
Estradas de Ferro: Nenhuma - 3 em andamento
Estradas Rodoviárias: 90% danificadas - 70% recuperadas
Industria Automobilística: Em baixa, 20% - Em alta, 30%
Crises internacionais: 4, arrasando o país - Nenhuma, pelas reservas acumuladas
Cambio: Fixo, estourando o Tesouro Nacional - Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central
Taxas de Juros SELIC: 27% - 11%
Mobilidade Social: 2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza - 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
Empregos: 780 mil - 11 milhões
Investimentos em infraestrutura: Nenhum - 504 Bilhões de reais previstos até 2010
Mercado internacional: Brasil sem crédito - Brasil reconhecido como investment grade
segunda-feira, 15 de março de 2010
Dr Rosinha: ENTREGA DE PATRULHAS AGRÍCOLAS PARA ASSOCIAÇÕES DE ASSENTAMENTOS E QUILOMBOLAS DE CANDÓI
À esquerda líderes dos Assentamentos S. João Batista e Santa Clara (Antonio Tavares), à direita Gelson Kruk da Costa e o Dep. do PT Dr. Rosinha (autor da Emenda Parlementar das Patrulhas).
Assentamento Santa Clara - Candói - Pr
Comunidade Quilombola do Barreiro - Candói - Pr
Exemplar de máquinas que ficaram no Assentamneto Santa Clara.
quarta-feira, 10 de março de 2010
MOVIMENTO DE MULHERES CAMPONESAS
"Somos mulheres camponesas: agricultoras, arrendatárias, meeiras, ribeirinhas, posseiras, bóias-frias, diaristas, parceiras, extrativistas, quebradeiras de coco, pescadoras artesanais, sem terra, assentadas... Mulheres índias, negras, descendentes de europeus. Somos a soma da diversidade do nosso país. Pertencemos à classe trabalhadora, lutamos pela causa feminista e pela transformação da sociedade.
Lutar sempre foi nossa condição. Desta forma, construímos nossos movimentos autônomos de mulheres."
Veja a matéria inteira CLIQUE AQUI.
segunda-feira, 8 de março de 2010
DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER PARA TODOS OS SEUS DIAS!
Observação: tod@s aquel@s que têm "um dia" significa ou que são minorias excluídas, ou são discriminad@s, esplorad@s. Oxalá ninguém mais precise ter um dia para ser reconhecido/a, respeitado/a, para ter direitos iguais rerspeitados! Ah, e que estes dia, enquanto tiver razão de ser não seja usado e abusado pelo consumismo, pelo lucro e ambição do capital! Que seja respeitada sua origem histórica, a sua memória, o seu simbolismo!
Mulheres! Me recuso a viajar apenas na emoção melicodoce das palavras!
Quero dizer-vos apenas algumas constatações que não são apenas minhas!
Primeiro, relembro que não suporto ver o sofrimento das crianças, das MULHERES e dos pobres.
Nestas três situações está indelevelmente presente a Mulher...
As Mulheres fazem parte da triste situação de excluídas pelo sistema, que prioriza a exploração, o lucro e a concentração de renda (diga-se riqueza fraudada do Trabalho dos operários, dos camponeses, etc)!
No entanto (nas três classes) existem mulheres bravas, resistentes, trabalhadoras, lutadoras, verdadeiras leoas (ainda que nem todas no mesmo nível de consciência, umas poucas sossegadas, porque têm de mais; e outras, porém, vivem em uma situação de penúria, que não lhes sobra outra alternativa que correr atrás das mais elementares condições de sobrevivência)!
Mulher, vida e geradora de vida!
Mulher, conservadora da vida!
Mulher, mantenedora da vida!
Mulher, companheira!
Mulher, heroína da luta!
Mulher, o mais completo dos seres...
Mulher, viva teu dia!
Mulher, que todos os dias sejam teus!
Em igualdade de direitos e de condições, sem perder tua ternura, tua sensibilidade, teu coração!
sexta-feira, 5 de março de 2010
FÁBULAS
O LENHADOR E A RAPOSA
(Fábula de Isopo)
Um lenhador acordava todos os dias às 6 horas da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, só parando tarde da noite. Ele tinha um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bichano de estimação e de sua total confiança. Todos os dias, o lenhador — que era viúvo — ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do bebê. Ao anoitecer, a raposa ficava feliz com a sua chegada.
Sistematicamente, os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um animal selvagem, e, portanto, não era confiável. Quando sentisse fome comeria a criança. O lenhador dizia que isso era uma grande bobagem, pois a raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam: Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer seu filho. Quando ela sentir fome vai devorar seu filho!
Um dia, o lenhador, exausto do trabalho e cansado desses comentários, chegou à casa e viu a raposa sorrindo como sempre, com a boca totalmente ensangüentada. O lenhador suou frio e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa. A raposinha morreu instantaneamente.
Desesperado, entrou correndo no quarto. Encontrou seu filho no berço, dormindo tranqüilamente, e, ao lado do berço, uma enorme cobra morta.
A FÁBULA-MITO DO CUIDADO
( Fábula de Higino)
"Certo dia, ao atravessar um rio, Cuidado viu um pedaço de barro. Logo teve uma idéia inspirada. Tomou um pouco de barro e começou a dar-lhe forma. Enquanto contemplava o que havia feito, apareceu Júpiter.
Cuidado pediu-lhe que soprasse espírito nele. O que Júpiter fez de bom grado.
Quando, porém Cuidado quis dar um nome à criatura que havia moldado, Júpiter o proibiu. Exigiu que fosse imposto o seu nome.
Enquanto Júpiter e o Cuidado discutiam, surgiu, de repente, a Terra. Quis também ela conferir o seu nome à criatura, pois fora feita de barro, material do corpo da terra. Originou-se então uma discussão generalizada.
De comum acordo pediram a Saturno que funcionasse como árbitro. Este tomou a seguinte decisão que pareceu justa:
"Você, Júpiter, deu-lhe o espírito; receberá, pois, de volta este espírito por ocasião da morte dessa criatura.
Você, Terra, deu-lhe o corpo; receberá, portanto, também de volta o seu corpo quando essa criatura morrer.
Mas como você, Cuidado, foi quem, por primeiro, moldou a criatura, ficará sob seus cuidados enquanto ela viver.
E uma vez que entre vocês há acalorada discussão acerca do nome, decido eu: esta criatura será chamada Homem, isto é, feita de húmus,
que significa terra fértil".
terça-feira, 2 de março de 2010
Viver Bem: proposta de modelo de governo na Bolívia
Sucre, 11 de fevereiro de 2010 - Publicado no jornal boliviano La Razón*
Viver Bem, modelo que o governo de Evo Morales busca implementar, pode ser resumido como viver em harmonia com a natureza, algo que retomaria os princípios ancestrais das culturas da região. Estas considerariam que o ser humano passa a um segundo plano em relação ao meio ambiente.
O chanceler David Choquehuanca e um dos estudiosos aimara desse modelo e especialista em cosmovisão andina, conversou com La Razón durante uma hora e meia e explicou os detalhes destes princípios reconhecidos no artigo 8 da Constituição Política do Estado (CPE).
“Queremos voltar a Viver Bem, o que significa que agora começamos a valorizar a nossa história, a nossa música, a nossa vestimenta, a nossa cultura, o nosso idioma, os nossos recursos naturais, e depois de valorizar decidimos recuperar tudo o que é nosso, voltar a ser o que éramos”.
O artigo 8 da CPE estabelece que: “O Estado assume e promove como princípios ético-morais da sociedade plural: ama qhilla, ama llulla, ama suwa (não sejas preguiçoso, não sejas mentiroso nem ladrão), suma qamaña (viver bem), ñandereko (vida harmoniosa), teko kavi (vida boa), ivi maraei (terra sem males) y qhapaj ñan (caminho ou vida nobre).
O Chanceler marcou distância com o socialismo e mais ainda com o capitalismo. O primeiro busca satisfazer as necessidades humanas e para o capitalismo o mais importante é o dinheiro e a mais-valia.
De acordo com David Choquehuanca, o Viver Bem é um processo que está apenas começando e que pouco a pouco irá se massificando.
“Para os que pertencem à cultura da vida, o mais importante não é o dinheiro nem o ouro, nem o ser humano, porque ele está em último lugar. O mais importante são os rios, o ar, as montanhas, as estrelas, as formigas, as borboletas (...) O ser humano está em último lugar, para nós o mais importante é a vida”.
Para ver toda a matéria:
http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5014&Itemid=62
Este homem tem a cara da América Pré-colombiana!
Tem a cara da Resistência!
Tem a cara de seu Povo!

Este homem tem a cara da América Pré-colombiana!
Tem a cara da Resistência!
Tem a cara de seu Povo!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
DISTÂNCIA DO CRISTIANISMO DO PROJETO DE JESUS CRISTO
O Cristianismo do Cristo, do Messias, do Emmanuel, do Prometido, do Senhor Jesus é de uma simplicidade (Mt 20.28 e Mt 11.29; Mateus 20.25-28) que desestrutura qualquer sistema de poder, de prepotência, de fausto, de megalomania... Mas o que os homens inventaram - principalmente os homens, porque as mulheres, inclusive, ao longo da História Cristã, estiveram alijadas, excluídas, descartadas do processo e por isso não são culpadas! - e instituiram como organizações ditas cristãs, com ritos, com normas, com leis, com dogmas, com exigências, usos, costumes, uma verdadeira carga sobre os ombros dos fiéis ( Mt 23:4). E tudo isto não tem nada a ver com as origens e raízes do cristianismo, com o exemplo do Cristo e com a vida dos primeiros cristãos (Atos 2.42). O que se tem instituido como cristianismo, há mais de de 1500 anos, é uma verdadeira Babilônia, um desvio e um consequente modelo caricato do Cristo Jesus e de seu modus vivendi. E o pior é que as tentativas de 'reformar' os desvios, de 'renovar'... não contribuíram em quase nada. O mundo com tudo que tem de pior tomou conta do contexto dito "cristão" e as igrejas (umas mais outras nem tanto) se tornaram espaços de vaidades, de disputa de poder pessoal, de poder político, de poder econômico... Às vezes pequenas, são pequenos negócios, às vezes grandes, são grandes mercados! O que dita o tom é o dinheiro, as moedas, o ouro, a riqueza, o fausto, o luxo, a fé cega e alienada. E muita gente de boa fé é explorada, é manipulada, é conduzida, muitas vezes, por conta de suas carências, inocências e necessidades (Ref. Ezequiel 34.1-10; Isaias 55.2; Mateus 7:21-23). Os eventos e as celebrações são verdadeiros shows, têm lugar para tudo e todos, mas o Jesus da fé tem que ficar do lado de fora dos suntuosos templos, de tudo que se faz ali em seu nome. Muitas vezes nos templos (ricos ou humildes) há tanto gritaria e barulheira (Rfr. 1 Reis 18.28), uma forma de compensação catártica (que aliena as mentes e os corpos) e até parece que Deus é surdo, dormindo ou viajando! E as práticas rituais, em cujos ritos funcionam mais pela indução por meio dos objetos (simbolos) do que através da fé dos fiéis! (Rfr. Hebreus 10.38a). É comum entre os cristãos posturas adesistas, conformistas e covardes, que não fazem jus nenhum ao exemplo de entrega do Mestre Jesus. Com temos de um extremo, se lançam de corpo e alma no outro. E olha que não estamos falando do extremo da 'confiança da fé'. Muitos de tanto correrem do Diabo, acabam se abraçando com Satanás! E há a posição 'poderosa' de determinados 'ministros', que se arvoram em juízes de todos os outros que não fazem parte de sua organização sectária (seita), e devotam despreso às pessoas que são diferentes de suas doutrinas, de sua organização, de sua igreja... Lembremos a fala do Mestre: É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei (Jo 15,12). Sobra um "resto de Israel" (Ref. 2 Reis 19.4 e 30) que resiste, a duras penas, aos desvios e modismos, cada vez mais presentes no "cristianismo" oficial e oficializado!
FRATERNIDADE E ECONOMIA (CF 2010)
A Campanha da Fraternidade 2010 (CF) terá o tema “Fraternidade e Economia” e o lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24). Sob a responsabilidade do Conic, a CF é ecumênica e está aberta à participação de todas as denominações cristãs.
O objetivo da CF 2010 é colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos/as contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão.
Dentre suas estratégias, estão:
Denúncia à perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar o lucro, sem se importar com a desigualdade, miséria, fome e morte.
Educar para a prática de uma economia de solidariedade, de cuidado com a criação e valorização da vida como bem mais precioso.
Conclamar as Igrejas, as religiões e toda a sociedade para ações sociais e políticas que levem à implantação de um modelo econômico de solidariedade e justiça para todos/as.
A CF-2010 abordará a questão econômica de maneira provocadora, a partir do olhar dos/as menos beneficiados/as pelas teorias econômicas convencionais e de critérios que, apesar de esquecidos, são determinantes para alcançar o objetivo prioritário da economia: oportunidades de vida digna para todos os membros da família humana.
Os materiais da CF 2010 (texto base, oração, hino, spot clipe e cartaz) já estão disponíveis na página da CNBB e podem ser baixados CLICANDO AQUI.
MERCADO (= lucro) E VIDA (= sociedade)
Leonardo Boff
Não se produz para a vida, mas para o mercado. Não se inventa para a sociedade, mas para o lucro. Leonardo Boff comentado sobre a obra de Rose Marie Muraro, Os avanços tecnológicos e o futuro da humanidade: querendo ser Deus? É uma publicação da Editora Vozes de Petrópolis da qual foi por 17 anos diretora editorial.
Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br/arquivo/querendo-ser-deus/
ELES NÃO AMAM A VIDA
– Por Leonardo Boff*
03/12/2008 – A busca de uma saída para a crise econômico-financeira mundial está cercada de riscos. O primeiro é que os paises ricos busquem soluções que resolvam seus problemas, esquecendo do caráter interdependente de todas as economias. A inclusão dos paises emergentes pouco significou, pois suas propostas mal foram consideradas. Prevaleceu ainda a lógica neo-liberal que garante a parte leonina aos ricos. O segundo é perder de vista as demais crises, a ecológica, a climática, a energética e a alimentar. Concentrar-se apenas na questão econômica, sem considerar as outras, é jogar com a insustentabilidade a médio prazo. Cabe recordar o que diz a Carta da Terra:”nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções includentes”(Preâmbulo). O terceiro risco, mais grave, consiste em apenas melhorar as regulações existentes em vez de buscar alternativas, com a ilusão de que o velho paradigma neoliberal teria ainda a capacidade de tornar criativo o caos atual.
O problema não é a Terra. Ela pode continuar sem nós e continuará. A magna quaesto, a questão maior, é o ser humano voraz e irresponsável que ama mais a morte que a vida, mais o lucro que a cooperação, mais seu bem estar individual que o bem geral de toda a comunidade de vida. Se os responsáveis pelas decisões globais não considerarem a inter-retro-dependência de todas estas questões e não forjarem uma coalizão de forças capaz de equacioná-las aí sim estaremos literalmente perdidos.
Na verdade, se houvesse um mínimo de bom senso, a solução do cataclismo econômico e dos principais problemas infra-estruturais da humanidade seria encontrada. Basta proceder a um amplo e geral desarmamento já que não há confrontos entre potências militares. A construção de armas, propiciada pelo complexo industrial-militar, é a segunda maior fonte de lucro do capital. O orçamento militar mundial é da ordem de um trilhão e cem bilhões de dólares/ano. Já se gastaram só no Iraque dois trilhões de dólares. Para este ano, o governo norte-americano encomendou armas no valor de um trilhão e meio de dólares.
Estudos de organismos de paz revelaram que com 24 bilhões de dólares/ano – apenas 2,6% do orçamento militar total – poder-se-ia reduzir pela metade a fome do mundo. Com 12 bilhões – 1,3% do referido orçamento – poder-se-ia garantir a saúde reprodutiva de todas as mulheres da Terra.
Com grande coragem, o atual Presidente da Assembléia da ONU, o padre nicaragüense Miguel d’Escoto, denunciava em seu discurso inaugural em meados de outubro: existem aproximadamente 31.000 ogivas nucleares em depósitos, 13.000 distribuidas em vários lugares no mundo e 4.600 em estado de alerta máximo, quer dizer, prontas para serem lançadas em poucos minutos. A força destrutiva destas armas é aproximadamente de 5.000 megatons, força que é 200.000 vezes mais avassaladora que a bomba lançada sobre Hiroshima. Somadas com as armas químicas e biológicas, pode-se destruir por 25 formas diferentes toda a espécie humana. Postular o desarmamento não é ingenuidade, é ser racional e garantir a vida que ama a vida e que foge da morte. Aqui se ama a morte.
Só este fato mostra que a atual humanidade é feita, em grande parte, por gente irracional, violenta, obtusa, inimiga da vida e de si mesma. A natureza da guerra moderna mudou substancialmente. Outrora “morria quem ia para a guerra”. Agora não, as principais vitimas são civis. De cada 100 mortos em guerra, 7 são soldados, 93 são civis, dos quais 34, crianças. Na guerra do Iraque já morreram 650.00 civis e apenas cerca de 3.000 soldados aliados. Hoje assistimos algo, absolutamente inédito e de extrema irracionalidade: a guerra contra a Terra. Sempre se faziam guerras entre exércitos, povos e nações. Agora, todos unidos, fazemos guerra contra Gaia: não deixamos um momento sem agredi-la, explorá-la até entregar todo seu sangue. E ainda invocamos a legitimação divina para o nosso crime, pois cumprimos o mandato:”multiplicai-vos, enchei e subjugai a Terra”(Gn 1,28).
Se assim é, para onde vamos? Não para o reino da vida.
* Leonardo Boff é teólogo, escritor, professor emérito de ética da UERJ e membro da Comissão da Carta da Terra.
AGROTÓXICOS = VENENOS AGRÍCOLAS
Matéria publicada em 19.09.2009: http://sergiobuccomarxiano.blogspot.com/search/label/Agrot%C3%B3xicos%2Fvenenos%20agr%C3%ADcolas
Obviamente que vamos esperar o "Fantástico" (domingo, 28.02.10) trazer sua matéria (por encomenda e muito bem paga pelos fabricantes oficiais de venenos para a agricultura, agrotóxicos!), mas observemos que sejam venenos (agrotóxicos) fabricados de forma legal (oficial), sejam venenos contrabandeados, sempre são venenos!
Oa agrotóxicos são venenos que fazem mal aos trabalhadores que os usam; fazem mal ao solo, aos seres vivos de modo geral e às águas; fazem mal a todos nós que comemos alimentos altamente contaminados, que chegam à nossa mesa, vão parar nossos estômagos e dali se concentram em nosso organismo, provocando danos que é desnecessário repetir aqui!
Quem tem mais prejuízo? Os fabricantes brasileiros e os importadores ou a vida e a saúde d@s cidadãos/ãs brasileir@s, não importando de onde venha o veneno?
Esta semana, na escola (Casa Familiar Rural) onde trabalhamos, nos deparamos com um de nossos educandos que chegou intoxicado ou 'agrotoxicado' (retornaremos a este caso). Motivo pelo qual reitero com todas as minhas forças, que o espaço educativo não deveria ter ou utilizar venenos agrícolas. Isto "todo mundo faz"! Mas trabalhar alternativas ou sistemas diferentes de viver, se organizar, produzir, alimentar...
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
INDÍGENAS NÃO COMPREENDEM O CAPITALISMO MERCANTIL...
...E MOSTRAM A QUASE 500 ANOS O QUE É SUSTENTABILIDADE
Jean de Léry e André de Thevet foram os responsáveis pelas primeiras referências sobre o pau-brasil em livro. Léry chegou ao Brasil em 1557, época em que Nicolau Durand de Villegaignon tentou desenvolver o projeto de estabelecer no Rio de Janeiro a 'França Antártica', uma colônia que serviria à exploração mercantil e abrigaria os protestantes perseguidos na França. No livro Viagem à Terra do Brasil, Jean de Léry documentou a incompreensão do nativo em relação à necessidade de acumulação de bens por parte dos colonizadores.
"Uma vez um velho perguntou-me: Por que vindes vós outros, mairs e perós (franceses e portugueses) buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra? Respondi que tínhamos muita mas não daquela qualidade, e que não a queimávamos, como supunha ele, mas dela extraíamos tinta para tingir, tal qual o faziam eles com seus cordões de algodão e suas plumas.
Retrucou o velho imediatamente: E porventura precisais de muito? - Sim, respondi-lhe, pois no nosso país existem negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias do que podeis imaginar e um só deles compra todo o pau-brasil com que muitos navios voltam carregados. - Ah!, retrucou o selvagem, tu me contas maravilhas, acrescentando depois de bem compreender o que eu lhes dissera: mas esse homem tão rico de que me falas não morre? - Sim, disse eu, morre como os outros.
Mas os selvagens são grandes discursadores e costumam ir em qualquer assunto até o fim, por isso, perguntou-me de novo: E quando morrem, pra quem fica o que deixam? - Para seus filhos, se os têm, respondi: na falta destes, para os irmãos ou parentes mais próximos. - Na verdade, continuou o velho, que, como vereis, não era nenhum tolo, agora vejo que vós outros mairs e perôs sois grandes loucos, pois atravessais o mar e sofreis grandes incômodos, como dizeis quando aqui chegais, e trabalhais tanto para amontoar riquezas para vossos filhos ou para aqueles que vos sobrevivem. Não será a terra que vos nutriu suficiente para alimentá-los também? Temos pais, mães e filhos a quem amamos; mas estamos certos de que depois de nossa morte a terra que nos nutriu também os nutrirá, por isso descansamos sem maiores cuidados".
Na manhã de 22/02/2010 (às 09:10) participei de programa na Rádio Vida, com meu ex-educando Emerson de Mello. O tema da semana é sobre a questão ambiental, sustentabilidade, a nossa responsabilidade enquanto cidadãos/ãs. E utilizei esta passagem (acima citada) como ilustração para falar da necessidade de buscarmos novo modelo de desenvolvimento social, econômico, político e cultural, que não se baseie mais na dominação, na exploração, na depredação ambiental, na concentração das riquezas e na exclusão. Mas um modelo de desenvolvimento que busque satisfazer as necessidades humanas, com igualitariedade, com justiça, com solidariedade, com respeito e cuidado para com nossa Mãe Terra e com todas as formas de vida, que de forma interdependente dão equilíbrio à vida no Planeta. Caso contrário, se continuar com este modelo de "desenvolvimento" baseado apenas na produção, no consumo desenfreado e na acumulação de capital, a Terra entrará em colapso, pois não sustenta tal paradigma.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
FOZ DO JORDÃO: PÕE POR TERRA PATRIMÔNIO HISTÓRICO da ICAR
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas (Atos 17:24).
Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós (I Coríntios 3: 16).
Veja artigo anterior: http://sergiobuccomarxiano.blogspot.com/2009/09/tombar-ou-tombar-igreja.html
Na Cidade de Foz do Jordão, PR, a comunidade católica está pondo por terra, derribando, destruindo um dos mais bonitos patrimônios históricos de nossa região. O templo da Igreja Católica é da época da fundação da Cia. de Papel e Celulose, a Lutcher, do início dos anos de 1960. Uma obra maravilhosa, costruida em madeira de araucária (pinheiro do paraná) com 50 anos.
Na atualidade, uma obra de tal monta, devidamente registrada como patrimônio histórico... poderia receber apoio financeiro de instituições públicas e privadas para fazer sua manutenção e conservação. Mas não! Ela vai ao chão! Triste fim de um local que participou da história de tantas pessoas e da comunidade em geral. Mesmo não professando a fé católica, lamento pela falta de visão de quem decidiu cometer tal façanha...
Ficamos a nos perguntar:
1) A Comunidade Católica teve a oportunidade de discutir e decidir, de forma organizada e democrática sobre tal empreendimento? Sobre a destruição? Sobre a nova construção?
2) Que interesses estão por trás de tal des-obra?
3) Acaso não será derribado um templo de madeira, porque só se pode sepultar alguém em templo de alvenaria?
4) Será que o patrimônio histórico não tem valor? Só tem valor quem tem dinheiro e quer garantir-se através da construção de um novo templo?
5) Quem será que quer perpetuar seu nome através da pompa, da grandiosidade, do luxo, do esplendor?
6) Será que Deus precisa de um novo templo? Aliás, Deus precisa de templos... senão o coração, a mente, a vida de Homens e Mulheres, que queiram observar sua vontade?
7) Deus não ficaria mais satisfeito se a igreja se preocupasse e criar condições para sanar a fome e a miséria de tantas pessoas, de tantas famílias (inclusive em Foz do Jordão)?
A realidade está posta! Os questinamentos estão feitos! Eu tive a oportunidade de vivenciar muitas experiências dentro daquele local que - criminosamente - estão pondo ao chão! No entanto, parece que para muitos é mais cômodo a omissão, a indiferença, a irresponsabilidade... Envolver-se de forma comprometida com causas mais nobres e justas dá trabalho!
Ai já está ficando só o oco, o vazio, o buraco desta que fora um imponente templo construido em madeira
(Foto Sergio Bucco - 20.02.2010).
Foto PCBueno - 28.02.10 - Olha a carcaça que transformaram!
Foto PCBueno - 28.02.10
Foto PCBueno - 28.02.10
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
COMUNIDADE DA DIVISA ENTREGUE ÀS MOSCAS E O 'ATERRO SANITÁRIO' DE CANDÓI VIROU 'LIXÃO'!
Artigo anteriores
de 24.08.09
http://sergiobuccomarxiano.blogspot.com/2009/08/lixo-lixao.html
de 01.02.10
http://sergiobuccomarxiano.blogspot.com/2010/02/lixo-reciclaveis-e-organicos-educacao-e.html
A Comunidade da Divisa situa-se alí onde está a Casa Familiar Rural de Candói (5 km da Cidade de Candói e a 400 m do Ex-Aterro Sanitário, hoje, no dizer popular, "Lixão"!). Não só a CFR está sofrendo com o volume constante de moscas (em sua cozinha) rodeando e sentando nos alimentos, mas toda a comunidade está reclamando sobre o problema. Fomos (quatro Educador@s) ao "Lixão" e tivemos a desagradável sensação de que retroagimos no tempo... O cheiro é insuportável, o visual é desagradável e as consequências piores as piores! de 24.08.09
http://sergiobuccomarxiano.blogspot.com/2009/08/lixo-lixao.html
de 01.02.10
http://sergiobuccomarxiano.blogspot.com/2010/02/lixo-reciclaveis-e-organicos-educacao-e.html
Perguntamo-nos, nós "cidadãos" e "cidadãs" de Candói, que aqui vivemos, constituimos nossas famílias, aqui trabalhamos, produzimos, servimos, pagamos nossos impostos: onde está a vontade política de nossos governantes em gerenciar a questão dos resíduos sólidos?
Qualquer um que visite aquele local vai logo perceber que está completamente fora dos padrões ambientais de condução do processo. Está totalmente fora da legalidade. Pior, tem gente trabalhando ali naquele local imundo!
Por outro lado, a Associação de Catadores ou de Agentes Ambientais, com apoio, formação e condições de Trabalho, não só poderia fazer um excelente serviço de coleta de resíduos sólidos, como poderia ter como contrapartida uma excelente renda mensal. @s Trabalhador@s seriam extremamente beneficiados.
Mas será que os "Representantes do Povo" têm esta Visão Socia, Econômica e Ambiental?!?
As imagens que se seguem (do "Lixão" de Candói) falam por si mesmas sobre o descaso e abandono em que se encontra a questão do LIXO em nosso município. Quer dizer, a "coleta" está sendo feita, mas onde está a campanha maciça de SEPARAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS nas Rádios, nas Escolas, nas Igrejas, nas Instituições diversas??? Não basta "coletar" de qualquer maneira o lixo e depositá-lo de qualquer jeito, pois é como se varressemos a casa e colocássemos a sujeira em baixo do tapete. Aliás, não basta campanhas junto às comunidades, precisa dar formação, capacitação aos agentes de desenvolvimento ambiental (catadores) e aos profissionais que trabalham com o transporte...
Gerenciar a questão dos resíduos sólidos a partir da fonte e responsabilizar quem "produz" lixo, no início, nas casas, nas moradias e depois dar destino adequado... é uma medida bem mais justa, sustentável, legal! Melhor do que depois virar a confusão criminosa que está aquele 'aterro' e ainda tomar pesadas multas do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e nós Povo ter arcar com a irresponsabilidade pública e ter que pagar a despesa, com recursos que poderiam ser investidos em benefício de quem mais precisa, como por exemplo, uma Usina de Triagem de Recicláveis, com estrutura decente, limpa, equipada, onde @s trabalhador@s pudessem ter Trabalho e Renda! Que tal?
Por outro lado, a Associação de Catadores ou de Agentes Ambientais, com apoio, formação e condições de Trabalho, não só poderia fazer um excelente serviço de coleta de resíduos sólidos, como poderia ter como contrapartida uma excelente renda mensal. @s Trabalhador@s seriam extremamente beneficiados.
Mas será que os "Representantes do Povo" têm esta Visão Socia, Econômica e Ambiental?!?
As imagens que se seguem (do "Lixão" de Candói) falam por si mesmas sobre o descaso e abandono em que se encontra a questão do LIXO em nosso município. Quer dizer, a "coleta" está sendo feita, mas onde está a campanha maciça de SEPARAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS nas Rádios, nas Escolas, nas Igrejas, nas Instituições diversas??? Não basta "coletar" de qualquer maneira o lixo e depositá-lo de qualquer jeito, pois é como se varressemos a casa e colocássemos a sujeira em baixo do tapete. Aliás, não basta campanhas junto às comunidades, precisa dar formação, capacitação aos agentes de desenvolvimento ambiental (catadores) e aos profissionais que trabalham com o transporte...
Gerenciar a questão dos resíduos sólidos a partir da fonte e responsabilizar quem "produz" lixo, no início, nas casas, nas moradias e depois dar destino adequado... é uma medida bem mais justa, sustentável, legal! Melhor do que depois virar a confusão criminosa que está aquele 'aterro' e ainda tomar pesadas multas do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e nós Povo ter arcar com a irresponsabilidade pública e ter que pagar a despesa, com recursos que poderiam ser investidos em benefício de quem mais precisa, como por exemplo, uma Usina de Triagem de Recicláveis, com estrutura decente, limpa, equipada, onde @s trabalhador@s pudessem ter Trabalho e Renda! Que tal?
Foto Sergio Bucco (18.02.2010) - Observe que tem gente trabalhando em cima do monte de detritos contaminados, de lixo e recicláveis misturados... Olhe o chorume formando uma das lagoas locais...
Estas 'sacas' carregadas de recicláveis foram enchidas a partir da 'separação' nas piores condições possíveis para um ser humano!
Assinar:
Postagens (Atom)














.jpg)
