segunda-feira, 17 de agosto de 2009

"ENGOLIR AS PALAVRAS!"

Vamos pensar nos possíveis significados desta afirmação proferida no Universo...


Talvez "engolir as palavras" seja o caso de nem tê-las proferido!

Quem sabe "engolir as palavras" é ouvir e sabiamente calar!


Pode ser que "engolir as palavras" seja assimilar...

Quiçá "engolir as palavras" seja uma ameaça prepotente!

Penso que "engolir as palavras" seja um sentimento de ausência...

Imagino que "engolir as palavras" seja um sentimento de fome...
Acho que "engolir as palavras" seja devorá-las de olhos fechados!

"Engolir as palavras"... Sei lá! Bom apetite! E boa digestão!

"PARTIDOS"

Isto aqui não é nenhum tratado sobre "partidos". Apenas pretendo registrar algumas observações muito óbvias sobre a realidade política da qual fazemos parte. PARTIDO por si só representa um segmento, uma parte, um setor 'partido' não necessáriamente ao meio. O PARTIDO representa um segmento. Tem uma ideologia. Tem um programa. Tem uma linha de ação.


Feitas estas observações temos que procurar entender como os PARTIDOS funcionam na sociedade democrática. Existe PARTIDO que se pauta pelo aspecto liberal. Tem PARTIDO que se pauta pelo social (ou socialismo). Há PARTIDO que se pauta pelo elitismo (onde o Povo só serve para votar; e depois que os caras são eleitos o Povo fica à margem, em brancas nuvens, sem saber o que vai por trás da "caixinha de surpresas" chamada administração pública).




Vivemos em uma sociedade de classes. E estas classes estão divididas mais ou menos em três: 15% ricos; 35% médios; 50% pobres. Dai que quem vive nas alturas dos 15% não enxerga aqueles que estão abaixo. E procuram naturalizar esta situação. Os que estão na situação média dos 35% igualmente ignoram a situação dos que estão abaixo e fazem de tudo para ascenderem à condição da classe rica. Também estes procuram naturalizar esta situação para não terem que admitir mudanças ou transformações no jeito de organizar a sociedade, dividir os bens e na forma de administrar a mesma. Finalmente estão a estrodosa maioria que nem sempre tem consciência clara de que são o resultado do modo como as classes 1 e 2 organizam, se apropriam, exploram os Trabalhadores e dominam os bens, os meios de produção e as terras.




Mas tu poderias inocentemente perguntar: 'O que PARTIDO tem a ver com a sociedade dividida em classes?' A princípio pelo menos a classe 3 (que tem a maioria dos "futricados e mal pagos") deveria ter um PARTIDO que a representasse. Mas nem sempre é o que acontece na trama deste filme... Muitas vezes os PARTIDOS que nascem com uma proposta de ser, defender e lutar com e pelos Trabalhadores por um projeto popular, acabam galgando postos e se disvirtuam de suas origens e de seus princípios e propósitos. E nestas alturas já estão aliados com as organizações políticas das classes 1 e 2 e negam os interesses, as necessidades e demandas da classe 3 (pobres). E por outro lado aquelas agremiações políticas das classes 1 e 2 como não tem maioria para elegerem seus representantes ludibriam, engodam, enganam os Trabalhadores e as Trabalhadoras... E estes se tornam subservientes, capachos, massa de manobra de interesses que na maioria das vezes são contrários da classe 3. Ou seja, escolhem os algozes que vão lhes castigar!




Quem tem olhos para ver veja! Ouvidos..., ouça! Boca..., fale!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A TIA SELIA, NOSSA CIGANA ESTÁ DE MUDANÇA


Tenho muito carinho pela irmã de minha mama! Aliás, creio que todos e todas, sobrinhos e sobrinhas, têm o mesmo sentimento, que também não é previlégio só da Tia Selia...



Ela sempre foi e é uma presença marcante. Junto com ela nunca houve tristeza.


É um ser de grande sensibilidade. Mas a alegria sempre foi seu ponto forte juntamente com a capacidade de humor e de diversão nos circulos familiares e de amizades!




Ela é uma inveterada viajora! Já andou por muitos recantos do Brasil, de Sul ao Norte... Ora no Rio Grande do Sul ora em Goiás! Em um tempo em Tocantis , em outro na Bahia! Uma temporada no Paraná... Sem contar as diversas viagens para estar com um ou outro entequerido...




Morou em muitos lugares... Desenvolveu significativas relações de amizade. Criou suas filhas e filho no Brasil Central... Lá se expandiu sua Família! Ali também teve um momento de dor... na passagem de seu amado!




Agora no alto dos seus setenta anos continua gostando de viver novas situações.


Prima pelo gosto de ter "seu cantinho"... Está a rumando a Goiás... Agora em outra cidade, junto às duas filhas mais velhas. Mas antes de realizar plenamente esta empreitada permanecerá ficará uns dias com a mana Eponina...




Acabou de embarcar parte de sua mudança em Candói que segue para Curitiba.


De lá seguirá adiante... Sua nova habitação a espera! Uma parte de sua Família também a aguarda. Enquanto que a outra permanece no Sul, mais especificamente no Paraná.




Ao meio dia (14/08/2009) a companheirada (familiares) almoçaram conosco. Depois foram carregar os móveis que seguiriam e os que ficariam por aqui mesmo (com outros familiares).




"Selia" é uma variação de "Selena" (de origem grega) e quer dizer "a lua", que assim como "Celia" (como sempre pensáramos que era seu nome - de origem latina) quer dizer "celestial". Ele tem sua parcela de "luz celeste" que tanto nos cativa.




É uma mulher emancipada... Não é rica. Não é pobre. Desfruta de algumas conquistas históricas da Família. E sobre tudo tem uma Família que a ama e zela por ela! - Boa viagem Tia Sélia! Feliz reencontro com o Brasil Central! Muita saúde! Obrigado pela postura sempre solidária e respeitosa em nossas discussões, debates e conferências familiares, educacionais, sociais e políticas!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

MALES COTIDIANOS QUE AFETAM O Κόσμος

Tudo em nome do capital: $$$$$$$$$$$$$$$...
"Vaca poderosa de "divinas teta$$$$$$$$$$$..."
Locupretar-$E!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Aqui não!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Tudo pode! Em nome do Povo! Pelo bem dos interesses próprios...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

PRÁTICAS DAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS

Algumas práticas são comuns (creio) na maioria das Administrações Públicas, sejam Prefeituras, Estados e União, no que se refere às contratações de funcionários e suas remunerações. Dentre estas práticas tem o TIDE: Tempo Integral de Dedicação Exclusiva. (E eu que pensava que Tide era como se chamava o Aristides! Hahahaha...). Supõe que dentro das oito horas o Funcionário Público dedicar-se-ia apenas àquele serviço ao qual está contratado. CARGO DE COMISSÃO: o cidadão ou cidadã são convidados ou contratados para exercerem função pública sem concurso público. GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO: é um percentual (%) que o trabalhador público recebe sobre seu salário por determinados merecimentos (os quais nós reles mortais nem sempre conhecemos, mas pagamos!). Este também não é merecido por todos os Trabalhadores do serviço público. Pra se ter uma idéia mais consistente sobre a matéria basta que olhemos as PORTARIAS publicadas no Diário Oficial (do Estado e da União) e nos jornais locais.
Para se fazer justiça a todos e todas os/as trabalhadores/as Públicas ninguém deveria ser contratado a não ser mediante CONCURSO PÚBLICO. Porque dai não haveria privilégio, favorecimentos, discriminações ou prejuízos e outras práticas similares. Aliás, esta temática foi motivo de debate na última terça feira em Sessão da Câmara Municipal de Candói (04.08.09), onde os Vereadores argumentaram sobre tais práticas. Os próprios Legisladores Municipais lembraram da necessidade de se fazer o Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos Servidores Municipais, onde consta as condições e deveres de Trabalho e as garantias de elevação de nível salarial por formação, merecimento, tempo e outros.
***
"Eu também quero tide!
Quero cargo de comissão!
Eu não quero revide!
Mas gratificação de função!"
(Popular)
***
Eu não quero estas coisas, não! Sou funcionário público, Trabalhador em Educação. E não sou 'professor' por favor de ninguém, nem por politicagem, por indicação ou outras formas de calar a boca de cidadãos e cidadãs! (Na Cochinchina quando se quer acabar com alguém que não concorda com as falcatruas, com politicagens... se oferece um cargo ao sujeito ou a um ente querido seu. Pronto! "Boca calada!") Também não sou Educador por cargo de confiança ou de comissão!
Sou funcionário público primeiro porque Estudei para isto e depois porque fiz concurso público e passei! E o nosso salário e garantias profissionais são regidos por um Plano de Cargos, Carreiras e Salário dos Trabalhadores em Educação do Estado do Paraná que foi elaborado por Educadores/as! Não foi elaborado a preço de $$$ouro$$$ por nenhuma empresa iluminada! E quando é preciso vamos a luta, fazemos Congressos, Manifestações, Greves, Campanhas Salariais, Reivindicações. Não ficamos sujeitos a vontade, caprichos (ou abuso de poder) de qualquer governo que seja! Nossa carreira profissional está embasada e sujeita às Leis!

domingo, 9 de agosto de 2009

FESTA DA YEDA (CRUZES!) COM ERÁRIO PÚBLICO NO RS


O Governo da Yeda 'Cruzes' no Rio Grande do Sul (minha terra natal) sofre Ação Civel Pública do Ministério Público Federal (MPF) por improbidade administrativa. São 1238 páginas que compõem o processo... Segundo o MPF, incluindo a Governadora 'Cruzes' (do Povo riograndense - eles quiseram "mudanças"!), são nove elementos que compõem a quadrilha que desviou 44 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN). São "apenas" suspeitas, mas onde há fumaça há fogo! Segundo denúncias do seu ex-assessor (Marcelo, morto em condições misteriosas no Lago Paranoá, em Brasília, fevereiro de 2009) a governadora usou 'caixa dois' na campanha eleitoral. Conseguiu alcançar seu propósito de "quebrar a polaridade PT e PMDB" e quebrou junto o Estado do RS!

TRÊS PASSOS: ESTRADA DE ISAIAS BUCCO E FAMÍLIA E VIZINHOS

Olha ai que bonita esta a estrada, o trevo (bifurcação da estrada - Isaias e Timóteo, Paulo e Joaquim), tudo muito bem arrumado; à esquerda o desaguador ficou parecendo uma caixa de contenção para que o solo não caia imediatamente dentro do Riacho Três Passos. Esta obra (menos de um km) foi feita pela Secretaria Municipal de Obras - PM de Candói. Já não era sem tempo, pois estava precário o caminho! Parabéns! Se a obra continuar para frente a Comunidade ficará contente. Ah, e as mulheres não foram lembradas! Lembremo-las então: Eponina, Janaína, Cilce, Vera...



Serviço público realizado esta semana (entre 03 e 06/08/2009, não precisei o dia). Muito bom quando os Camponeses e as Camponesas veem seus impostos retornando em forma de Serviços Públicos, sejam estradas, escolas, saúde, etc. Aproveitando o ensejo lembro de uma discussão que fazíamos em 2006 (o ano que trabalhei na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Candói) sobre a manutenção das estradas, da necessidade de cuidar e evitar para que o solo mexido, virado, arrancado do seu lugar não fique exposto, sujeito a ser levado pelas enxurradas para os ribeiros, para os rios, para as barragens, para o mar... Deste modo se evita a erosão e o consequente assoreamento dos rios. Para isso as caixas de contenção, o calçamento, o asfaltamento, dentre outros, podem ser medidas eficazes para proteção ambiental e manutenção dos caminhos. Não digo que isto seja um problema de Candói. É um problema de qualquer município, até da Cochinchina!

Obs.: faltou uma foto do portal de entrada àquela Unidade de Produção e Vida Familiar (especialmente do portão...). Aguardamos!

sábado, 8 de agosto de 2009

"AMARRA_CABRESTO_CONTROLE"

Dentre outros elementos destaco estes três como resultados de um "convênio" que "amarra", faz "cabresto" e "controle" de tudo e de todos. Pelo menos se tem a intenção e a tentativa. É o caso de uma instituição de ensino que tem tudo para ser a mais genuína escola do campo, com um processo educativo totalmente emancipador... Mas o que pode acontecer é bem o contrário... Ali pode se dar a "domesticação", a "reprodução", a "subserviência", a "exploração", a "enganação", dentre outras porcarias escravizantes!
Deverasmente o que precisa (se é que deva precisar de ‘convênio’!) é se unir com instituições que de forma 'descolada' contribuam respeitando as condições e necessidades daquela casa do saber e daqueles/as Educandos/as que ali frequentam e dele precisam para desenvolver seus Projetos de Vida! Caso contrário “a vaca vai pro brejo” mais uma vez!
Se estivéssemos durante a época da escravidão, do absolutismo, do coronelismo, da ditadura ou do nazismo, então seria ‘comum’ que isto acontecesse. Pois nestas condições as leis (ou a falta delas), a mentalidade e os interesses escusos dos detentores da ‘situação’ convergiriam para que isto fosse “normal”!

Mas estamos vivendo em tempo de democracia, de garantias constitucionais, de direitos humanos e de, mentalidade no mínimo, de tolerância para com a diversidade cultural, sem que ter que “dominar” tudo, botar cabresto (só porque é um dos 'parceiros' que contribuem com convênio!) ou até colocar tudo em um pacotão tipo rolo compressor ou “camisa de força”! E para deixar as coisa bem esclarecidas lembro que isto acontece na Cochinchina!!!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

ÔNIBUS DO ESTADO DO PARANÁ PARA TRANSPORTE ESCOLAR MUNICIPAL




Ao final de 2008 havia sobrado dinheiro da Educação do Estado. Pois bem, as contas tinham que fechar. E o Governo do Estado do Paraná (uma vez discutido com seu "staff" e sua base) decidiu pela compra de ônibus para o Transporte Escolar dos Municípios. E segundo a ARCAFAR-SUL as CFRs estariam sendo contempladas com micro ônibus (de acordo com uma ordem de prioridade). Seria um grande apoio para se realizarem as Visitas de Estudo e para os Eventos, desde que estes ônibus ficassem à disposição da CFR.




Estamos no aguardo destes ônibus (que estariam vindo, segundo nossos Deputados falaram em reunião em Candói) e devem chegar até este Município (entre dois e seis veículos novos).




Vamos torcer para que alguns figurões do caciquismo estadual não venham posar de "pais" destes "bebês"! Isto é próprio deles! Mas estamos aqui e na rua para desmentir qualquer politicagem mal versada para a população! É tão fácil "fazer reverência com o chapéu alheio"!

domingo, 2 de agosto de 2009

AGROECOLOGIA




Há uma busca por alimentos saudáveis produzidos a partir de uma concepção agroecológica. Porém precisamos ter entendimento de que Agroecologia não é só produzir sem os 'agroquímicos' (adubos, venenos ou agrotóxicos). Isto seria o tão falado processo "orgânico" talvez (pois aqui há uma confusão de conceitos ou falta de clareza de definição).
A Agroecologia demanda antes de tudo consciência sobre a vida, o conhecimento, a preservação, o respeito e o cuidado sobre o meio e tudo que o compõe. Ela é pensada a partir de um grupode Agricultores e Agricultoras que se organizam em Associação ou Cooperativa para trocar idéias, experiências, buscarem orientação e produzirem juntos (ou pelo menos apoiarem-se uns aos outros), buscarem de mercados para seus produtos. Tem como alguns de seus pilares a Organização em Rede e a Economia Solidária. Justamente um dos princípios da Agroecologia é a solidariedade que se contrapõe ao espírito capitalista do individualismo, da concorrência e do salve-se quem puder. Como a Agroecologia é regida pelo princípio do cuidado, tem por base a Biodiversidade, a Policultura (animais e vegetais) e a Sustentabilidade.
Complemento esta introdução com as palavras de um companheiro que tem o pé plantado entre os camponeses: "A Agricultura camponesa busca caminho próprio na sua viabilização através do Associativismo e do Cooperativismo, da produção para o autoconsumo familiar, e da Economia Solidária, da industrialização e do mercado local e regional, reconstruindo a diversidade econômica, com sementes e raças crioulas, biodiversidade vegetal e animal e construindo uma rigorosa base de conhecimentos e recursos tecnológicos orientados por modelos de produção ecológicos. Nessa perspectiva, a Agroecologia torna-se uma arma poderosa nas mãos dos camponeses em sua disputa com o agronegócio das multinacionais. (Frei Sérgio Görgen)
Fonte (texto e imagens):

Blog Vozes do silêncio - http://osilenciodasvozes.blogspot.com/


sábado, 1 de agosto de 2009

Congresso Internacional do Medo

Carlos Drummond de Andrade


Provisoriamente não cantaremos o amor,/

que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos./
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,/
não cantaremos o ódio porque esse não existe,/

existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,/
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,/
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,/
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,/
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte/
depois morreremos de medo/
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

QUILOMBOLAS DE CANDÓI

Em 2008 participamos de algumas reuniões em dois núcleos de Quilombolas de Candói/Pr. Eles estão em processo de organização, luta e reconquista daquilo que é seu Direito básico, a Terra. Nas imagens que se seguem estão as Comunidades de Vila Tomé e Bebinha, onde aconteceram reuniões sob coordenação regional, onde participamos porque simpatizamos com esta luta e a apoiamos.

 






Aqui  aparecemos (nas fotos da direita) eu (polo vermelha), Mariluci (ao meio, é Líder quilombola e Educadora) e 'seu' Antonio (à direita, é Agricultor e Líder camponês/ilhéu) em frente a uma araucária (em Três Pinheiros).














A Thalyta (que aparece entre as criancinhas quilombolas) é estagiária do Curso de Serviço Social (UNICENTRO - GUARAPUAVA - PR) nas Organizações dos Povos Tradicionais (como Quilombolas, Ribeirinhos, Ilhéus, Indígenas, Ciposeiras, dentre outros).

quinta-feira, 30 de julho de 2009

CFR - VISITA DE ESTUDO EM TRÊS PASSOS - UPVF de Alzira e Celio Keller










































Estivemos em Visita de Estudos com a 8ª série da CFR de Candói, em Três Passos, na UPVF de Alzira e Celio Keller. Logo que chegamos pela manhã o anfitrião nos recebeu amistosamente. Vinha de suas lides diárias. Provocou a turma para "aprender a fazer uma cova para plantar árvores". Mostrou-nos no caminho espécimes de bromelias e orquídeas que eles cultivam na UPVF. Passamos pelo redil da ovelhas. Um local muito bem organizado. As ovelhas sobem uma rampa para ficar no patamar superior durante a noite. Na parte de baixo caem as fezes que posterirmente são utilizadas em toda a Unidade de Produção e Vida Familiar (UPVF). Neste espaço os meninos assistiram a castração de uns cordeiros realizada pelo Wagner D de Ramos (que está ingressando para trabalhar na CFR). Em seguida visitamos seu novo pomar de pessegueiros e de marmelos. Observamos as técnicas de poda e condução das plantas. Na sequência fomos ver uma das fontes organizada em 1985 (de cujo local tem algumas fotos acima). Depois fomos ver as pastagens no sistema de piqueteamento e as bacias de contenção de água. Olhamos os açudes de peixe. O pomar de citricos, onde a meninada colheu e comeu pocan, lima e laranja. Visitamos também sua leiteria feita de forma rústica, mas de muito bom aproveitamento e produtiva. Retornando para perto de casa chegamos em sua 'selaria' onde o Celio trabalha com couros os mais diversos objetos de montaria e arreame. Em frente ao galpão de sua oficina artezanal tem uma espécie de exposição de objetos antigos (ferramentas) as mais variadas. Passamos ainda por sua rica horta e mais adiante os meninos e meninas foram convidados/as a colherem mais pocans e tangerinas. E como havia interesse em levar mudas de bambú, o Celio nos mostrou a técnica de fazer mudas e cerramos uma haste para dividir entre a turma. Indo para os finalmentes de nossa Visita de Estudo a Alzira ofereceu-nos café com leite e refrgerante juntamente com um delicioso bolo recem feito e bolachas. A meninada comeu com disposição (mas de forma educada).
Às 11h12min. nos despedimos do casal anfitrião que nos proporcionou valioso estudo e nos deu o exemplo de diversidade e autosustento agrícola. Aliás, o espaço é muito rico em águas e biodiversidade.
Estes valiosos amigos estudaram em épocas e séries diferentes comigo em Três Palmeiras e em Passo Grande, com algumas de nossas Mestras mais queridas(como a Clotides Geni do Carmo Portela e a Laura Zaias Zelinski). Há um certo tempo são companheiros da Agroecologia. Estão em um processo de transição do sistema convencional (que tem influência da Revolução Verde e do Agronegócio) para um Modelo de Agricultura que seja baseada no respeito à Natureza, à Biodiversidade, à Diversidade Agrícola, ao Cooperativismo e Organização Política. Fazem parte de um Grupo de Agroecologia que se organizou a alguns anos com ajuda do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Candói e entidades de apoio técnicos, como a RURECO (de Guarapuava).

Voltando para a CFR a meninada se preparou para retornar para suas Famílias (pois o Governador Roberto Requião orientou as Escolas Estaduais para dispensar as aulas até o dia 12/08/09 ou até novas orientações, devido à Gripe 'A' Influenza, H1N1). E as Educandas e Educandos levaram consigo um novo Plano de Estudos sobre o tema Agroecologia (II).

quarta-feira, 29 de julho de 2009

INFLUÊNCIA, INVASÃO, IMPERIALISMO E DOMINAÇÃO

O País Estados Unidos da América (EUA) traz desde sua gênese a pretenção de civilizar o resto do mundo. Com a imposição de um padrão de cultura e consumo ele produz um intensa influência. Em seguida vai invadindo e cria a dependência econômica. Através desta os outros países se tornam colônias do seu império. E finalmente ele dominam as nações que se tornam satélites fornecedores de matéri prima barata e combustíveis para sustentar seu modelo de desenvolvimento.
Até agora falamos de um imperialismo como "área de influência". Mas ao longo de sua história muitas invasões os EUA promoveram, como recentemente a invasão do Afeganistão, depois do Iraque. Poucas décadas estendeu seus braços generosos através do financiamento e escola de governos militares (ditaduras) sejam na América, sejam na Ásia ou outros. Emfim, sua História é feita de sangue de diferentes Povos do mundo.
Seu modelo de civilização é insustentável. Este modelo ou paradigma gerou a crise que vem há dois anos se arrastando e que recentemente se fez sentir no mundo inteiro. E a base desta crise é a falência do sistema capitalista: explodiu com a crise imobiliária estadunidense, onde os cidadãos construiram ou compraram casas construidas cada vez melhores. Não conseguiram pagar os bancos, estes faliram. O governo ingetou milhões de dólares no sistema bancário e industrial, mesmo assim a quebradeira foi geral. E a economia se dá em escala global a crise se espalha a atinge todo mundo. O Brasil tem alguns mecanismos de defesa de sua economia, mas não oferece muita novidade uma vez que se baseia no modelo de produção e consumo (ou consumismo). Feito esta presentação tomo emprestado a fala de Leonardo Boff:

Bifurcação da humanidade
Nos inícios do ano os vinte países mais ricos do mundo (G-20) se reuniram em Londres para encontrar saídas à crise econômico-financeira mundial. A decisão de base foi continuar no mesmo caminho anterior à crise mas com controles e regulações a partir de uma presença maior do Estado na economia. Os controles seriam pelo tempo necessário à superação da crise, a fim de evitar o colapso global e as regulações para restaurar o crescimento e a prosperidade com a mesma lógica que vigorou antes.
Esta opção implica continuar com a exploração dos recursos naturais que devastam os ecossistemas e fazem aumentar o aquecimento global e o fosso social entre ricos e pobres. Se isso prosperar dentro de pouco enfrentaremos crise da mesma natureza, pois as causas não foram eliminadas. Acresce ainda o fato de que os restantes 172 países (ao todo são 192) sequer foram ouvidos e consultados. Pensou-se em ajudá-las mas com migalhas. Efetivamente, toda a África, o continente mais vulnerável, seria socorrida com menos fundos que o governo dos EUA aplicou para salvar a General Motor.
O impacto perverso da crise sobre os países de baixo ingresso apresenta-se aterrador. Estima-se que, enquanto durar a crise, mais de 100 milhões de pessoas caiam cada ano na extrema pobreza e um milhão de postos de trabalho se perderão por mês. Tal fato fez com que o presidente da ONU, Miguel d’Escoto Brokmann, imbuído de alto sentido humanitário e ético, convocasse uma reunião de alto nível que reunisse os 192 representantes dos povos para juntos discutirem entre si a crise e buscarem soluções includentes. Isso ocorreu nos dias 24-26 de junho do corrente ano nos espaços da ONU. Todos falaram. Era impactante ouvir o clamor que vinha das entranhas da Humanidade: os ricos lamentando os trilhões em perdas de seus negócios e os pobres denunciando o aumento da miséria de seu povo.Muitas vozes soaram claras: não bastam controles e regulações que acabam beneficiando os que provocaram a crise. Faz-se urgente um novo paradigma que redefina a relação para com a natureza com seus recursos escassos, o propósito do crescimento e o tipo de civilização planetária que queremos. Importa elaborar uma Declaração do Bem Comum da Humanidade e da Terra que oriente ética e espiritualmente o sentido da vida neste pequeno planeta.Depois de um intenso trabalho previamente feito por uma comissão de expertos, presidida pelo Nobel de economia Joseph Stiglitz e com as colaborações vindas de quatro mesas redondas e da Assembléia Geral concertou-se um documento detalhado que ganhou o consenso dos 192 representantes dos povos. O perigo coletivo facilitou uma convergência coletiva, uma raridade na história da ONU.
O documento prevê medidas inéditas especialmente para salvar os mais vulneráveis sob coordenação de várias instituições internacionais, articuladas entre si. Mas, o mais importante é a apresentação de um programa de reformas sistêmicas que prevê um sistema mundial de reservas com direitos especiais de giro, reformas de gestão do FMI e do Banco Mundial, regulações internacionais dos mercados financeiros e do comércio de derivados e principalmente a criação de um Conselho de Coordenação Econômica Mundial equivalente ao Conselho de Segurança. Desta forma se presume garantir um desenvolvimento estável e sustentável.

O fato desta cúpula mundial é gerador de esperança, pois a humanidade começa a olhar para si como um todo e com um destino comum. Mas todas as soluções se orientam ainda sob o signo do desenvolvimento, o fator principal gerador da crise do sistema-Terra. Ele tem que ser trocado por um "modo sustentado geral de viver", caso contrário assistiremos à bifurcação da humanidade, entre os que desfrutam do desenvolvimento e os que são vítimas dele. Não chegamos ainda ao novo paradigma de convivência Terra-Humanidade, forjador de uma nova esperança.

O próximo futuro, dizia o Presidente da Assembléia, será pela utopia necessária que precisamos construir para permanecermos juntos na mesma Casa Comum.
[Leonardo Boff é do corpo de assessores do presidente da Assembléia da ONU e com este título participou dos trabalhos ai realizados].

domingo, 26 de julho de 2009

CFR - Eureca! Εύρηκα! Εύρηκα!

Estivemos reunidos (como disse a Kelda, “em nome do pai, do filho e do espírito santo!” Hehehe!!!) na Casa Familiar Rural de Candói representantes da Associação CFR, da Prefeitura Municipal (Coordenadora e Secretário Municipal da Agricultura), da SEED/PR (Educadores) e da ARCAFAR-SUL (Coordenador Regional). Pois bem, como acabou de ser assinado o Convênio (“aquele que fora assassinado durante seis meses”) entre Prefeitura e Associação CFR (para manutenção, alimentação, salário e complemento salarial). Vários itens foram colocados na pauta para serem discutidos. Até parecia que havia um jogo de queda de braços (claro que não era!) entre a Associação e a PMC. Um dos Educadores acabou de ser mandado embora (conforme já colocamos em outros artigos aqui publicados sobre aquelas exigências da antiga/atual administração municipal). A Associação por sua vez colocou à disposição da ARCAFAR-SUL o outro monitor, justificando os motivos de tal ação... Na sequência foi pedido ao representante da ARCAFAR-SUL que apresentasse os critérios para a contratação de outros monitores (ou Educadores). E o secretário da SMA procurou colocar os seus indicados (um deles já prestando serviço à noite). Uma sugestão ficou praticamente certa, mas o outro nome a Diretoria da ACFR vai discutir e a decisão final será feita no máximo até o dia 06 de agosto, quando haverá Reunião de Formação (e Assembléia no dia seguinte).
Nos entremeios destas discussões houve outras falas e temáticas. E foi feita uma descoberta fantástica! A partir de agora ficou entendido que “o foco da Casa Familiar Rural são os alunos” (os Educandos e as Educandas) “Parecia até que a CFR era uma loja de lâmpadas” (Kelda). Isto para justificar a necessidade de não ficarmos discutindo “picuinhas” ou coisas pequenas. E deste modo todas as partes (instituições) devem “baixar a guarda” e se preocuparem com processo educativo ou pedagógico da CFR. O que se depreende desta descoberta é que todas as instituições vão trabalhar reunindo forças para superar determinadas dificuldades e centrar neste “foco” recém descoberto!
Vale relembrar que a CFR funciona através de convênios com instituições governamentais. A Prefeitura (parceira mais imediata) contribui (a partir deste momento) com a soma de R$ 4.200,00 e se coloca a disposição com sua estrutura... O Estado do Paraná (mediante convênio com ARCAFAR-SUL) de forma direta contribui com aproximadamente R$ 10.000,00. A União ou Governo Federal contribui diretamente, através das ATERs (quando estas são feitas) com R$ 4.800,00 (que servem aos Técnicos); e indiretamente com R$ 150.000,00 por ano (através de convênios, como Programa Compra Direta, que beneficiam em torno de 50 famílias que injetam renda no município através do comércio). No entanto nem Estado nem União se intrometem na organização, na gestão e no cotidiano da CFR. Apenas dão as diretrizes e deixam a Associação, os Educadores (as) e técnicos trabalharem com a Educação dos jovens estudantes!
E, para finalizar, gostaria de lembrar que o produto final da reunião é o entendimento de que há necessidade de autenticidade e de confiança nas relações humanas, em qualquer situação, especialmente em uma instituição educacional que depende de tão diversas parcerias como a CFR. Difícil é isto acontecer, uma vez que as intencionalidades são muito divergentes! Vejamos!!!... Precisamos superar o engodo, os discursos fáceis e a demagogia!

A CASA FORMIGAL CAMPONAL E A HISTÓRIA DAS FORMIGAS (Ensaio ficcional).




Era uma vez, há muito, muito tempo... em um formigueiro muito distante daqui. (Me contaram que fica na longínqua Amazônia, no Município de Presidente Figueiredo, mas isto foi antes daquele lugar ser município e antes de João Batista de Oliveira Figueiredo ser Presidente!). Era um formigueiro com toda a estrutura organizacional mimercológica. Havia lá , como é de costume entre estes insetos, a Rainha, as sentinelas, as operárias e as enfermeiras. E os setores que mais chamavam a atenção e preocupavam aquele formigueiro eram a floresta e a educação. A floresta porque é a fonte de onde as formigas tiram seus alimentos, seus agasalhos e a estrutura de suas casas. E a educação porque é através dela que as formigas têm instrumentos de organização para cuidarem da biodiversidade e da sustentabilidade. Era uma grande comunidade formada de formigas ágeis, trabalhadoras, de ajuda mútua, fiéis e protetoras umas das outras (salvo as exceções que existem em toda comunidade animália).
Pois bem, naquele formigueiro havia uma escola formigal camponal, que era diferente das escolas convencionais (ou comuns entre as formigas). Aquela instituição formigal era como uma fraternidade entre todas e todos (ou quase todos), operárias, filhos/as de operárias campônias... Era como uma família onde havia a divisão do Trabalho: uma operária cuidava da alimentação; outra operária cuidava da manutenção; outras formigas (o Aldei, a Flor e o Cuidado) trabalhavam com a Educação propriamente dita em suas áreas de ensino e aprendizagem e o faziam de forma cooperativa. Obviamente, para ser uma escola, havia as formigas estudantes ou, como eram chamadas, Educandas e Educandos. Estas formigas além de estudarem as ciências, as tecnologias campônias, os aperfeiçoamentos, aprendiam também sobre a organização doméstica, social, política, cultural e ambiental. Na escola formigal camponal as formigas jovens aprendiam a cultivar vegetais tradicionais e outros diferentes, sempre atentos para a biodiversidade local e o uso de tecnologias que não prejudicassem o seu habitat.
Naquela escola era um ir e vir constantes. Formigas Educadoras e Educandas estavam em permanente movimento (pois isto é próprio das comunidades formigais), indo para o ‘tempo escola’ ou voltando para o ‘tempo comunidade’, ou para as visitas de acompanhamento e apoio técnico às famílias... As formigas estudantes quando retornavam para a comunidade levavam consigo um plano de atividades para realizarem com a família. Quando retornavam (sempre em semanas alternadas) traziam a contribuição de suas famílias, de seu contexto vital e de sua comunidade para a escola formigal. Nesta o desenvolvimento dos estudos e do saber partia sempre do conhecimento empírico (vivência, experiência) para chegar ao conhecimento científico.
A organização, manutenção e subsistência da escola dependiam de suas associações e de todas as esferas políticas do formigal. Em resumo, dependiam de toda a nação de formigas e dos impostos pagos por suas cidadãs... Internamente havia uma formiga sentinela (a Ioven, delegada pela rainha) que era a responsável por dar organicidade a todo processo educativo daquela escola. Mas ela quase nunca estava lá, pois tinha que cuidar (dizia ela) da esfera política, dos acordos e de outras empreitadas com a rainha... Havia dois Educadores que trabalhavam com a área técnica e prática, mas sempre a partir da Transdisciplinaridade (ou seja, não em sua área isolada, mas ligada com as outras áreas científicas). Uma destas formigas (o Santi) era um educador (diga-se ‘professor’) que tinha uma formação convencional, conservadora, do jeito que o sistema capitalista das formigas gosta (treinada e ‘qualificada’ para ser explorada como mão de obra barata), estava voltada (na linguagem de hoje) para os interesses do agronegócio, um modelo de cultivo mercadológico, baseado na monocultura, no maquinário pesado (de alta tecnologia, à moda dos humanos), na utilização de químicos (venenos e adubos), na exportação (de commodities, termo inglês que significa ‘mercadoria’) e na busca do lucro... Esta formiga era na realidade apenas um ‘professor’, pois para engolir o pacotão do agronegócio tinha que ser uma formiga que não pensa, não analisa, apenas executa formulas prontas e acabadas, ditadas por outras “pesquisadoras da academia”. Esta formiga (para piorar as coisas) era a ‘informante’, a dedo duro, “os olhos e ouvidos da rainha”. Na verdade a coitada desta formiga não tinha a visão de totalidade da comunidade educativa, do formigueiro, da nação... Ela conseguia ver apenas seu umbigo, seus problemas pessoais, seu projeto de vida (diga-se nada independente do sistema!) e deixava-se usar pelos donos da situação! Deste modo ela se sujeitava aos interesses nada populares da rainha... A outra formiga (o Rosanova) era um educador que respeitava sua origem campônia e ainda permanecia no campo. Tinha sido formado em instituições que tinham apoio de organizações e movimentos populares (das formigas campônias). E não perdia as oportunidades para aperfeiçoar-se em cursos de educação popular. Esta formiga valorizava a Agroecologia (que foi a base de toda sua formação universitária), a autonomia política e econômica das famílias das formigas, a coletividade organizada e o conhecimento como instrumento de luta e transformação das condições de vida. Ela tinha uma dedicação e um cuidado especial com as jovens formigas (suas educandas) e suas respectivas famílias, a quem visitava seguidamente. Aliás, sonhava com a melhoria das famílias através da capacitação e organização, tendo em vista antes de tudo a produção de seus alimentos e a manutenção de suas condições de vida.
Porém, a rainha não gostava desta formiga (o Rosanova). Aliás, o acusava de ‘crime político’ e ‘processo judicial’. A bem da verdade a velha rainha queria vingar-se de outros desafetos, (operárias que tinham opção política diferente da sua) e que então não trabalhavam mais naquela instituição formigal. Como não podia, procurou fazer de Rosanova um “bode expiatório”. E as formas de pressão sobre as organizações da escola formigal foram tantas (desde calúnias, difamações, missivas...) que o Rosanova “ganhou a conta”... Grande presente depois de tanta doação por um Trabalho em que ele tanto acreditou! E isto teve desdobramentos!
As outras formigas educadoras (e auxiliares) sabiam que haviam perdido um grande companheiro, educador comprometido com a formação das formigas campônias. E as formigas jovens educandas sentiram-se órfãos daquela formiga que lhes era extremamente devotada. A formiga professor deve ter ficado muito bem (aquele que o levou nas costas por tanto tempo, bem...). E a formiga sentinela (braço da rainha naquela escola) como teria ficado depois que o ‘caminho foi aberto’? Não se sabe, pois estranhamente até os dias de hoje ela não retornou para anunciar... Ah, e a velha rainha, qual foi sua próxima obra para o bem das formigas? O drama continuou... E os seus súditos e suas súditas guardaram esta memória para a História!
Obs.: qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência, pois isto acontece todo dia pelo mundo afora!

AFORISMAS OU PROVÉRBIOS




Por falar em "empreendimento", há "empresa" pior do que colocar a raposa para administrar o galinheiro?!?

Tem gente que está a "fazer reverência com o chapéu alheio". Popular
Nós não somos situação nem oposição na Casa Familiar Rural! Nossa relação é de cidadãos e nosso foco é a Educação libertadora de nossos Educandos e Educandas camponeses! (Bucco)
Nous ne sommes pas opposés à la situation ou la Maison familiale rurale! Notre relation est le peuple et notre priorité est l'éducation de nos élèves de libération des paysans et des étudiants! (Bucco)
Jamais se desespere em meio às mais sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.
Cuidado com aquele que tem a língua doce e uma espada na cintura. Um inimigo declarado é perigoso, mas um falso amigo é pior.
O silêncio é de ouro e muitas vezes é resposta.
Vive la démocratie et la liberté d'expression!
Ζήτω η δημοκρατία και η ελευθερία της έκφρασης!
Marxistas:
O caminho do inferno está pavimentado de boas intenções(Dizem que é de Karl Marx, ainda não achei em sua obra).
O dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a. Karl Marx
Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é transformá-lo. Karl Marx
Se o bicho da seda tecesse para ligar as duas pontas, continuando a ser uma lagarta, seria o assalariado perfeito. Karl Marx
Marx significa a entrada da inteligência na história da humanidade, significa o reino da consciência. Antonio Gramsci
O analfabeto político
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo." Bertold Brecht
"Os que no regime burguês trabalham não lucram e os que lucram não trabalham." Karl Marx e Fridrich Engels
"Elevar a mulher à um produtivo trabalho social, libertá-la da escravidão doméstica, aliviá-la da enfadonha e humilhante sujeição do monótono e recluso ambiente da cozinha, eis o nosso principal objetivo" Vladimir Lenin
O povo deve ser educado com o mesmo cuidado e ternura com que um jardineiro cultiva uma árvore frutífera de estimação" Josef Stalin
"Gostaria de ser lembrado como o homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos; amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas; odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das Ditaduras Fascistas”. Gregório Bezerra
"O capitalismo, antes de ser um sistema, é o caos (diga-se BARBÁRIE)gerado pela exploração, auto-destruição, avareza, contrastes produtivos, pornografia, genocídio, denegrição de valores e injustiça. É mentalmente são quem defende isso?" Cristiano Alves
"Em vez de nos agredirem como nos agridem, por que é que não fazem simplesmente uma pergunta: Como é possível que Cuba em trinta anos tenha feito o que a América-Latina não fez em 200 anos?" Fidel Castro
"Os reformistas rebaixam-se e tornam-se meros enfermeiros do capitalismo”. Lênin
"As crianças são a esperança do mundo". José Martí
OBSERVAÇÕES: Insinuram que eu teria "pegado pesado" ou "falado mal" do antigo/atual Prefeito de Candói... Eu não faria isto por alguns motivos: eu não o conheço pela convivência (a não ser há 17 anos atrás quando fomos candidatos junto com ele pelo mesmo partido, quando tivemos uma 'impressão muito boa', contrariando até o que já sabíamos... Mas a História não dá para ser apagada!). E porque não tenho nada para falar de sua vida pessoal (e nem que tivesse, sua esfera de vida privada não nos interessa!). Temos observações críticas sobre sua forma de governar, sobre ações políticas de sua Administração, principalmente no que tange à Casa Familiar Rural de Candói (a não renovação do Convênio para manutenção da CFR e salário de alguns Trabalhadores) e consideramos um descabimento a perseguição política ao Rosenildo Bayer por questões pessoais (e isto outra vez prejudicando a nossa CFR), sobre o que tenho brincado com o próprio: 'Não sei o que os homens viram em ti (Rosenildo), um sujeito tão insignificante!'. Tudo isto nunca foi falar mal! É apenas uma leitura, uma análise, uma discordância. E tem mais, ele foi eleito para administrar, governar o município, ajudar a organizar a vida do Povo com Políticas Públicas. Seu salário polpudo é pago com o dinheiro dos impostos e tributos que pagamos. Portanto ele é funcionário do Povo e deve agir com respeito e dedicação a este Povo, não importando quem votou ou deixou de votar nele! Afinal, já se disse que "a democracia é a ditadura da maioria" (apesar de que neste caso não tem maioria do Povo Candoiano). E mesmo com maioria simples as coisas são como são e respeitamos!

Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.” E. Che Guevara

12º ENCONTRO BÍBLIA, TERRA E ÁGUA


Casa de Formação de Líderes
(Guarapuava, 10 a 12*07*2009)

Participamos pela primeira vez (pois outras quiséramos e não nos foi possível). Estivemos reunidos em Movimentos Sociais como MPA, MST, MAB, MMC, CFR. Povos Tradicionais como Ciposeiras, Faxinalenses, Quilombolas, Ribeirinhos, Pescadores, Ilhéus. Organizações como HEIFER, CESE, Seti, Instituto Equipe de Educadores Populares, Aprendizes da Sabedoria, Rede Puxirão, STRs, Pastoral da Criança, Bioterra, Associações, Agroecologistas da Agaeco, etc. No primeiro dia participou o Deputado Dr Rosinha, quando foi encerrado o dia de Trabalho com Debate, depois que o Deputado fez uma análise de conjuntura. A coordenação é de responsabilidade do Centro Missionário de Apoio ao Campesinato (CEMPO).
Na fala o Deputado Dr Rosinha discorreu sobre temas tais como a crise do modelo capitalista que se pauta pelo ter em prejuízo do ser. "A crise econômica vai nos levar a um choque de mudança". Lembrou dos aspectos simbólicos do resultado das eleições estadunidense. Referindo-se aos MS disse: "O grande inimigo dos Movimentos Sociais são as empresas de comunicação que noticiam o que interessa ao empreendimento capitalista". Discorreu ainda sobre as exportações brasileiras, sobre a governabilidade, sobre a necessidade da Reforma Política, "porque o modelo atual de financiamento eleitoral mesmo que seja legal, acaba por amarrar ou destruir um mandato". Sobre a Democracia disse: "Democracia só tem quando todos têm os mesmos direitos e os mesmos deveres. E isto não tem no capitalismo onde os trabalhadores têm mais deveres do que direitos". Lembrou as palavras do Ministro da Justiça em determinada ocasião em que teria dito que "as Leis são feitas para manter a ordem. E a ordem é mercantil. Não são para fazer justiça, pois não há leis que façam justiça, mas mantêm a ordem mercantil".
No dia seguinte o Afonso Chagas (ex-colega de seminário em Pnta Grossa no final dos anos 70) trouxe alguns elementos sobre as organizações sociais pesadas pela carga de luta, força, resistência, afirmação e História.
"A memória é perigosa. Quando utilizada ela é revolucionária, quando esquecida permite a opressão". Lembrou que há um movimento de esquecimento da História. E citou D. Helder Câmara: "Felizes os são aqueles que têm a capacidade de mudar muitas vezes para continuarem sempre os mesmos".
Ao citar um petista paranaense de 'memória apagada' que negou a barbárie da ditadura militar brasileira, disse: "O amortecimento das consciências é algo muito grave!"
Um dos coordenadores do Encontro falou de simbolos e diabolos. Simbolos seria tudo o que une, reúne, junta, agrega, mobiliza, organiza, dá força, ajuda recuperar a memória, dá identidade. O diabolos significa aquilo que separa, dispersa, desune, desagrega, em fim tudo ao contrário de símbolos. Em seguida através de Trabalho em Grupos procuramos distinguir o que é símbolo em nossa luta, o que é diabolo. E ao discutirmos a Diversidade dos MS e das ONGs, vimos a dificuldade que temos em fazermos a autocrítica sobre o diabolos em nós, como o distanciamento da base, o estrelismo, a falta de ouvir o Povo. E avançando no debate vimos a "necessidade da construção de consenso de rumos sem negar a diversidade da luta".
Reflexos da crise de visão de mundo da civilização humana:
* Lei de mercado; crise entre privado e público; crise de horizontes; crise de identidade, de autoafirmação.
Entre um momento e outro existem espaços de vazios. E nós não podemos ser suplentes de vazios, trancadores de buracos. Precisamos de Projetos!
Ou nós arrancamos a imagem do colonizador (opressor, explorador) que está dentro de nós, ou nos matamos, esgotamos a Terra e todas as culturas que estão aí, legitimando as monoculturas e os desastres ambientais. Precisamos acabar com as "monoculturas da mente" através da autoavaliação.
Para provocar a reflexão estudamos um texto da indiana Vandana Shiva sobre "Monoculturas da mente". E em seguida, em Grupo, levantamos diversas monoculturas tais como: o pensamento único; o domínio de segmentos sociais através da divisão e da disputa de espaços; movimentos direcionados por quem está na cidade fora da prática; o caciquismo; o querer que todos sejam iguais; o consumismo da influência midiática e a 'cultura de massa'; a escola uniforme urbana; o cultivo de um só produto; a imposição do pacotão e tudo pelo lucro; o domínio da burguesia e o monopólio das grandes empresas, dentre outros.
Afonso lembrou que a palavra pode ser simbólica ou diabólica, pode unir ou dividir; pode ser entendida ou confundida; pode construir ou destruir; pode aproximar ou distanciar, pode transformar ou acomodar.
As grandes questões
1. De onde viemos?
2. Onde estamos?
3. Para onde vamos?
As respostas estão na Ação da Base.
O movimento, o dinamismo mostram que somos seres em ação. Em relação ao outro devemos: reconhecimento, respeito, cuidado e veneração.
Na questão da diversidade estarmos juntos não significa unificação do pensamento, da pauta, da luta e da cultura. Porém temos uma pauta e inimigos (desafios) que nos são comuns.
Quando as pessoas, as organizações, os movimentos se institucionalizam, então eles morrem. A espontaneidade e o silêncio muitas vezes são mais criativos e eloquentes do que a institucionalização e a verborréia.
Espiritualidade comprometida e uma mística de acordo com a realidade deixam marcas indeléveis.
Discussão das perspectivas
Ao final voltamos aos Grupos de Trabalho (e depois fizemos a Plenária) onde discutimos os pontos comuns nas organizações; as ações concretas em cada grupo; as propostas concretas de articulação da diversidade; e as estratégias de formação adotadas para cada segmento. O material resultante produz um tratado científico (que por razões óbvias não colocaremos aqui).

Considerações finais
* Fazer deste momento (espaço/tempo) das Organizações e Movimentos e relação afetiva entre companheiros, articulação e rede.
* Nosso grande adversário é a nossa institucionalização (um projeto, um pc, um técnico, etc.).
* Valorizar, além dos instrumentos simbólicos, o cultivo da memória.
* Vigiar a fonte de onde bebemos, pois muitas vezes estamos bebendo no agronegócio, na economia de mercado, no consumismo...
* Lembrar e conhecer mais sobre a Economia Solidária.
* Sobre a articulação entre os MS/ONGs: vai depender de nós a sensibilidade para reconhecer e respeitar o extraordinário da diversidade e trabalharmos esta perspectiva em nossa base.
* "É preciso que nós falemos para toda a sociedade sobre a beleza de nossso projeto, de nossa organização, de nosso movimento e de nossas realizações" (Hermínia M Shuartz).
Grito: Multiplicar a base da organização! Formar a consciência pra fazer transformação!
Agumas rfrs. bíblicas:
Dt 16.3-12 Festa da Páscoa - Lembrança...

Dt 26.1-11 Memória viva da condição e da libertação...
Nm 33.51b-52; 55-56
Gn 47.13-21
Nm 14.1-10 As tentações da caminhada...
Mc 6.30-44 Ex 16.13-30) Projeto de Sociedade tribal. Uma Nova Ordem Econômica e Social.Organização em Grupos...

ÁGUA ή το νερό


Que me desculpem @s letrad@s, @s polid@s e @s intelectuais pela chulesa de minhas expressões lingüísticas, pois busquei a objetividade e a forma direta de dizer... Aliás, disse apenas uma realidade óbvia e ignorada!
O que a Água nos faz:
• Sacia a nossa sede.
• Limpa nosso corpo.
• Lava nossa roupa.
• Compõe a preparação de nosso alimento.
• Rega nossas lavouras de onde vem nosso ‘pão’ diário.
• Limpa nossas casas.
• Refresca nosso Planeta.

O que nós fazemos coma Água:
• Vamos ocupando tudo até as fontes...
• Derrubamos as matas até a beira dos rios.
• Jogamos uma porção de resíduos nela.
• Criamos os animais sobre os cursos d’água.
• E para completar a ‘cagada’ defecamos literalmente na sagrada água.
Toda esta falta de cuidado é fruto de uma cultura predatória que acreditou e fez acreditar que os recursos naturais eram inesgotáveis!

Avaliemos nossa ação diária:
• Pelo menos 5 bilhões de seres humanos evacuam diretamente na água em média duas vezes por dia.
• Dejetamos e descarregamos nossos intestinos, defecamos sobre a água! E nem pensamos... Achamos que tudo isto é natural!
• Mas há décadas têm mulheres e homens que estudam alternativas para nossos “banheiros”, nossas “patentes”, nossas “privadas” ou “WC”...
As obras e elementos da Natureza não estiveram eternamente aqui e nem estarão se depender da inconsciência , da inconseqüência e descuido do seres humanos, que se comportam como os mais vis seres de mundo!
Água é vida! Candói, 05/06/2009.